Momento eu erro
e eu, então, corrijo
O cabeçudo aqui falou uma grande bobagem num dos jogos da Suíça. Em 2006, o time não sofreu gols na Copa e marcou 2 contra a Coréia do Sul e 2 contra o Togo.
O amigo Tácito me corrigiu aqui e eu me confundi na resposta a ele, referindo-me apenas aos gols que o time não sofreu. Falha minha esquecer dos gols marcados por uma seleção que marca tão poucos gols. Puxão de orelha em mim mesmo.
sexta-feira, junho 25, 2010
Metrópole x Colônia
O futebol faz hoje a revisão história. Na bola, o Brasil é metrópole e Portugal, colônia. Será interessante ver o Brasil sem Kaká e Elano. Espero que com Daniel Alves no meio e, também, Júlio Batista. Se o cara foi convocado como reserva do Kaká, é ele que tem que ter a chance de jogar no lugar do camisa 10.
Cristiano Ronaldo ainda não me convenceu como craque de Copa do Mundo. Tomara que continue sem convencer no dia de hoje.
Será importante uma vitória ou empate para seguir adiante numa chave teoricamente mais fácil e apaziguar ânimos em ambos os lados: mídia e técnico.
Respostas aos amigos
Tácito e Mozart
Tácito, infelizmente sua pesquisa está errada. Em 2006 a Suíça tornou-se o único país na história a terminar uma Copa sem sofrer gols. Não sei de onde você tirou esses números, mas eles estão equivocados.
Meu querido amigo Mozart, suas palavras são sábias, como sempre. Deus te ouça! Abs.
O futebol faz hoje a revisão história. Na bola, o Brasil é metrópole e Portugal, colônia. Será interessante ver o Brasil sem Kaká e Elano. Espero que com Daniel Alves no meio e, também, Júlio Batista. Se o cara foi convocado como reserva do Kaká, é ele que tem que ter a chance de jogar no lugar do camisa 10.
Cristiano Ronaldo ainda não me convenceu como craque de Copa do Mundo. Tomara que continue sem convencer no dia de hoje.
Será importante uma vitória ou empate para seguir adiante numa chave teoricamente mais fácil e apaziguar ânimos em ambos os lados: mídia e técnico.
Respostas aos amigos
Tácito e Mozart
Tácito, infelizmente sua pesquisa está errada. Em 2006 a Suíça tornou-se o único país na história a terminar uma Copa sem sofrer gols. Não sei de onde você tirou esses números, mas eles estão equivocados.
Meu querido amigo Mozart, suas palavras são sábias, como sempre. Deus te ouça! Abs.
quinta-feira, junho 24, 2010
Ciao, Azzurra!
Admito que a Itália me fez de trouxa nessa Copa. Jogou bem contra o Paraguai e pensei que evoluiria progressivamente na Copa. Mas acabou se transformando em mais uma ópera-bufa. Fez um jogo horrível contra a Nova Zelândia e um ato dramático diante da Eslováquia.
Mas o que fica é a imagem terrível de uma seleção quatro vezes campeã do mundo que consegue sofrer um gol em cobrança de lateral. Nem na nossa pelada no Clube Paineiras do Morumby isso acontece mais.
É má notícia para a Copa que duas seleções campeãs mundais sejam eliminadas já na primeira fase. Mas a Copa pune. E abre oportunidade para, quem sabe, surja um novo campeão do mundo. Afinal, já nas oitavas mais um ganhador de Copa estará necessariamente fora, Inglaterra ou Alemanha. Mais um europeu que ficará pelo caminho. Bom para Brasil, Uruguai e Argentina.
Para 2014 será importante observar o que poderão fazer Itália e França, que tiveram times envelhecidos na África do Sul.
Admito que a Itália me fez de trouxa nessa Copa. Jogou bem contra o Paraguai e pensei que evoluiria progressivamente na Copa. Mas acabou se transformando em mais uma ópera-bufa. Fez um jogo horrível contra a Nova Zelândia e um ato dramático diante da Eslováquia.
Mas o que fica é a imagem terrível de uma seleção quatro vezes campeã do mundo que consegue sofrer um gol em cobrança de lateral. Nem na nossa pelada no Clube Paineiras do Morumby isso acontece mais.
É má notícia para a Copa que duas seleções campeãs mundais sejam eliminadas já na primeira fase. Mas a Copa pune. E abre oportunidade para, quem sabe, surja um novo campeão do mundo. Afinal, já nas oitavas mais um ganhador de Copa estará necessariamente fora, Inglaterra ou Alemanha. Mais um europeu que ficará pelo caminho. Bom para Brasil, Uruguai e Argentina.
Para 2014 será importante observar o que poderão fazer Itália e França, que tiveram times envelhecidos na África do Sul.
quarta-feira, junho 23, 2010
Copa América?
Copa disputada no inverno muita gente achava que seria boa para os europeus. Eu, inclusive. Mas eis que a tropa sul-americana vai mandando bem demais na gelada África do Sul. Brasil e Argentina e Uruguai numa boa. Paraguai e Chile com boas chances. Poderemos ter 5 sul-americanos entre os 16 da próxima fase.
Um bom número, sem dúvida. Pouco mais de 30%.
Há fracassos retumbantes entre os europeus. A França, por exemplo. Pode ser que tenhamos decepções incríveis, como Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra fora na primeira fase.
Enfim, a Copa é o grande workshop do futebol mundial e aponta tendências. Talvez estejamos assistindo a um momento de afirmação do futebol sul-americano em escala planetária.
Mas antes é bom esperar o término da primeira fase.
Copa disputada no inverno muita gente achava que seria boa para os europeus. Eu, inclusive. Mas eis que a tropa sul-americana vai mandando bem demais na gelada África do Sul. Brasil e Argentina e Uruguai numa boa. Paraguai e Chile com boas chances. Poderemos ter 5 sul-americanos entre os 16 da próxima fase.
Um bom número, sem dúvida. Pouco mais de 30%.
Há fracassos retumbantes entre os europeus. A França, por exemplo. Pode ser que tenhamos decepções incríveis, como Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra fora na primeira fase.
Enfim, a Copa é o grande workshop do futebol mundial e aponta tendências. Talvez estejamos assistindo a um momento de afirmação do futebol sul-americano em escala planetária.
Mas antes é bom esperar o término da primeira fase.
domingo, junho 20, 2010
Brasil começa a animar
Gostei da Seleção contra a violenta Costa do Marfim. Kaká, Elano e Luís Fabiano desequilibraram. Ainda não entusiasma porque o time começa mal, esquenta no meio e depois vacila no final. Pode se equilibrar com o tempo.
Os gols de Luís Fabiano foram lindos. Mas o segundo foi irregular, ele ajeitou com a mão no segundo lance. Nem ele conseguiu disfarçar. Se condenamos a famosa mão do Henry, temos que condenar a do Luís Fabiano também. Porque poderia ter mudado o jogo.
Assim como devemos abominar a pancadaria do time africano, e o juiz bananão.
Kaká deixou o cotovelo para escorar a trombada do jogador marfinense, mas não deu cotovelada. São coisas distintas.
As entradas sofridas por Elano e Michel Bastos foram criminosas.
Elano está sendo novamente o jogador versátil que desabrochou no Santos.
Enfim, começou a melhorar. Só o humor e a educação do técnico que não melhoram.
Gostei da Seleção contra a violenta Costa do Marfim. Kaká, Elano e Luís Fabiano desequilibraram. Ainda não entusiasma porque o time começa mal, esquenta no meio e depois vacila no final. Pode se equilibrar com o tempo.
Os gols de Luís Fabiano foram lindos. Mas o segundo foi irregular, ele ajeitou com a mão no segundo lance. Nem ele conseguiu disfarçar. Se condenamos a famosa mão do Henry, temos que condenar a do Luís Fabiano também. Porque poderia ter mudado o jogo.
Assim como devemos abominar a pancadaria do time africano, e o juiz bananão.
Kaká deixou o cotovelo para escorar a trombada do jogador marfinense, mas não deu cotovelada. São coisas distintas.
As entradas sofridas por Elano e Michel Bastos foram criminosas.
Elano está sendo novamente o jogador versátil que desabrochou no Santos.
Enfim, começou a melhorar. Só o humor e a educação do técnico que não melhoram.
sábado, junho 19, 2010
Que acontece com
a armada inglesa?
Insípida. Essa foi a precisa definição que o pessoal da revista World Soccer deu para a seleção inglesa nesta Copa do Mundo. Pelo menos por enquanto, concordo. É um dos meus favoritos, mas dentro de campo simplesmente empaca.
Um time que tem Gerrard, Lampard e Rooney tem obrigação de fazer mais.
Rooney está evidentemente jogando no sacrifício. Falta explosão. A cabeça pensa, mas o corpo não executa. Gerrard mostra tensão, parece querer correr mais do que precisa. Lampard decepciona, deixa a impressão de estar extenuado pela temporada.
O zagueirão Terry tem correspondido. Glenn Johnson alterna bons e maus momentos. Nem mesmo a aura vencedora de Fabio Capello parece suficiente para turbinar o English Team.
a armada inglesa?
Insípida. Essa foi a precisa definição que o pessoal da revista World Soccer deu para a seleção inglesa nesta Copa do Mundo. Pelo menos por enquanto, concordo. É um dos meus favoritos, mas dentro de campo simplesmente empaca.
Um time que tem Gerrard, Lampard e Rooney tem obrigação de fazer mais.
Rooney está evidentemente jogando no sacrifício. Falta explosão. A cabeça pensa, mas o corpo não executa. Gerrard mostra tensão, parece querer correr mais do que precisa. Lampard decepciona, deixa a impressão de estar extenuado pela temporada.
O zagueirão Terry tem correspondido. Glenn Johnson alterna bons e maus momentos. Nem mesmo a aura vencedora de Fabio Capello parece suficiente para turbinar o English Team.
sexta-feira, junho 18, 2010
Cautela ainda é a
cara desta Copa
Por enquanto, a cautela tem marcado a Copa da África. Muita gente no meio-campo, primeiro a marcação, depois alguma tentativa de sair pro jogo.
Todos os times que vi jogar tem uma linha de 4 zagueiros. Alguns fecham o sistema no 4-4-2, muita gente faz o 4-5-1. Há nuances nesses esquemas. O bom time do México, por exemplo, joga com no 4-1-3-3. O um é Rafa Marquez, que joga à frente dos zagueiros e inicia as jogadas. O primeiro gol da vitória sobre a França saiu dos pés dele.
A Espanha, que muita gente acha que amarelou, mas eu discordo, joga num 4-1-4-1.
Enfim, esperemos o mata-mata para vermos quem tem realmente mais peito de se abrir pro jogo. Escrevo isso vendo a Alemanha que está perdendo para a Sérvia, mesmo jogando direitinho.
Deixo com vocês uma foto que tirei no jogo da Espanha com a Suíça. Reparem que todos os jogadoers de linha estão em volta do círculo central, diminuindo o espaço em campo, atuando praticamente de intermediária a intermediária. É a tônica da ocupação do espaço.
quarta-feira, junho 16, 2010
Faltou fúria à Espanha
Que não me entendam mal. Sigo achando a Espanha um belo time, que joga bem, bonito e tem grandes jogadores.
Mas na derrota para a Suíça, na bela e simpática Durban, faltou fúria ao time que a carrega no apelido. Faltou jogar com paixão, ainda que defensivamente, como fez o time suíço.
O grupo embolou. Vamos ver o que virá pela frente, já que o cruzamento é com a chave do Brasil.
Que não me entendam mal. Sigo achando a Espanha um belo time, que joga bem, bonito e tem grandes jogadores.
Mas na derrota para a Suíça, na bela e simpática Durban, faltou fúria ao time que a carrega no apelido. Faltou jogar com paixão, ainda que defensivamente, como fez o time suíço.
O grupo embolou. Vamos ver o que virá pela frente, já que o cruzamento é com a chave do Brasil.
Nada de novo no
reino de Dunga
O Brasil venceu e não convenceu. Nenhuma novidade na história recente da seleção, a não ser o atenuante que vem sendo aplicado a todos os times na primeira rodada da Copa: a pressão da estreía. Se ela não existisse, certamente não se falaria nisso como se fala.
O Brasil que tem a cara de Dunga é esse aí que conseguiu tomar um gol da Coréia do Norte. Um time careta, com pouco improviso, que trabalha à exaustão algumas jogadas e se posiciona para repeti-las durante o jogo. Não se pode dizer que os jogadores não acreditam neles mesmos e no que Dunga pede.
E o que ele pede? Desde que assumiu a seleção o técnico trabalha a jogada de ultrapassagem, em especial pelo lado direito, com finalização ou cruzamento para a área. Essa é, hoje, a marca registrada do futebol brasileiro em termos de seleção. Foi assim que saíram os gols.Maicon é o melhor lateral do mundo, de fato, e uma locomotiva difícil de se parar. É assim que se tentará ganhar a Copa, e não adianta espernear. Tomara que não se precise lamentar.
Robinho é o único sopro de criatividade do time. Kaká está ainda sem ritmo e tempo de bola, assim como Luís Fabiano. E Robinho mostrou que pode fazer tudo que Kaká faz. Basicamente, recuar um pouco, enfiar uma bola, tentar uma arrancada. E se ele fizer isso, Nilmar certamente vestirá a fantasia de Robinho. Mas sem a mesma fantasia, com o perdão do trocadilho.
Agora, duro mesmo é ver a camisa mais famosa do futebol mundial entrando em campo com três volantes. Porque ainda que tenha jogado muito bem, Elano é um volante. Moderno, eficiente, batalhador. Mas falta a ele aquele lampejo dos meias, aquela fagulha que incendeia o time.
Que venha a Costa do Marfim! Por enquanto, ninguém assusta. Mas quando vier o mata-mata, a história pode mudar seu rumo.
reino de Dunga
O Brasil venceu e não convenceu. Nenhuma novidade na história recente da seleção, a não ser o atenuante que vem sendo aplicado a todos os times na primeira rodada da Copa: a pressão da estreía. Se ela não existisse, certamente não se falaria nisso como se fala.
O Brasil que tem a cara de Dunga é esse aí que conseguiu tomar um gol da Coréia do Norte. Um time careta, com pouco improviso, que trabalha à exaustão algumas jogadas e se posiciona para repeti-las durante o jogo. Não se pode dizer que os jogadores não acreditam neles mesmos e no que Dunga pede.
E o que ele pede? Desde que assumiu a seleção o técnico trabalha a jogada de ultrapassagem, em especial pelo lado direito, com finalização ou cruzamento para a área. Essa é, hoje, a marca registrada do futebol brasileiro em termos de seleção. Foi assim que saíram os gols.Maicon é o melhor lateral do mundo, de fato, e uma locomotiva difícil de se parar. É assim que se tentará ganhar a Copa, e não adianta espernear. Tomara que não se precise lamentar.
Robinho é o único sopro de criatividade do time. Kaká está ainda sem ritmo e tempo de bola, assim como Luís Fabiano. E Robinho mostrou que pode fazer tudo que Kaká faz. Basicamente, recuar um pouco, enfiar uma bola, tentar uma arrancada. E se ele fizer isso, Nilmar certamente vestirá a fantasia de Robinho. Mas sem a mesma fantasia, com o perdão do trocadilho.
Agora, duro mesmo é ver a camisa mais famosa do futebol mundial entrando em campo com três volantes. Porque ainda que tenha jogado muito bem, Elano é um volante. Moderno, eficiente, batalhador. Mas falta a ele aquele lampejo dos meias, aquela fagulha que incendeia o time.
Que venha a Costa do Marfim! Por enquanto, ninguém assusta. Mas quando vier o mata-mata, a história pode mudar seu rumo.
domingo, junho 13, 2010
Copa vai esquentar
na segunda rodada
Joanesburgo - Muita gente está reclamando da Copa, que está morna, jogos fracos etc. Mas podem acreditar: vai esquentar a partir da segunda rodada.
Os primeiros jogos são assim mesmo, é aquela história do medo de perder tira a vontade de ganhar. Muito cuidado com tudo, pouca ousadia.
A partir da segunda rodada muita coisa já se define ou se encaminha, e fica mais com cara de mata-mata, não tem muito como enrolar.
Dos jogos em que trabalhei até agora, o de abertura foi o mais emocionante, pelo gol da África do Sul. O melhor foi Inglaterra x EUA. Esperava mais da Inglaterra, mas acho que o time ainda vai decolar, conseguirá mostrar o potencial que tem no papel.
Também gostei muito da Argentina, apesar do placar magro.
Vamos esperar o Brasil, nesta terça, e a Itália, amanhã. Viajo para a Cidade do Cabo na manhã desta segunda. Milton Leite e eu transmitiremos Itália x Paraguai.
na segunda rodada
Joanesburgo - Muita gente está reclamando da Copa, que está morna, jogos fracos etc. Mas podem acreditar: vai esquentar a partir da segunda rodada.
Os primeiros jogos são assim mesmo, é aquela história do medo de perder tira a vontade de ganhar. Muito cuidado com tudo, pouca ousadia.
A partir da segunda rodada muita coisa já se define ou se encaminha, e fica mais com cara de mata-mata, não tem muito como enrolar.
Dos jogos em que trabalhei até agora, o de abertura foi o mais emocionante, pelo gol da África do Sul. O melhor foi Inglaterra x EUA. Esperava mais da Inglaterra, mas acho que o time ainda vai decolar, conseguirá mostrar o potencial que tem no papel.
Também gostei muito da Argentina, apesar do placar magro.
Vamos esperar o Brasil, nesta terça, e a Itália, amanhã. Viajo para a Cidade do Cabo na manhã desta segunda. Milton Leite e eu transmitiremos Itália x Paraguai.
quinta-feira, junho 10, 2010
Keegan vê Brasil e
Inglaterra na semi

A Copa é mesmo a Disneylândia para quem ama o futebol, como diz meu grande amigo e parceiro Milton Leite. Pois fomos jantar no Butcher´s, um espetacular restaurante especializado em carnes na Mandela´s Square, em Sandton. Eis que ao meu lado está um simpático e ainda jovial senhor de meia idade, cabelos brancos, falando um inglês britânico.
Sabia que o conhecia de algum lugar, e apostei que era quem eu realmente pensava ser. Deixei a vergonha de lado, fui até a mesa e perguntei: o senhor é Kevin Keegan?
Era Keegan. Um dos meu ídolos de infância, camisa 7 da seleção inglesa, do Liverpool, do Hamburgo, do Newcastle. Um ponta, um atacante daqueles rápidos. Daqueles que a molecada, quando jogava uma pelada, adorava dizer que era ele. Na minha infância e adolescência, Keegan era um dos jogadoers estrangeiros mais conhecidos no Brasil.
Perguntei a ele sobre o jogo em Wembley em que Brasil e Inglaterra empataram por 1 a 1, em 77, se não me engano, e Keegan fez o gol inglês. Gil marcou para o Brasil. Ele lembrou de ter jogado no Maracanã.
- Lembro como a grama era alta, e recordo que Rivellino jogou. Era incrível como ele batia na bola, como conseguia fazer a bola voar alto e ir longe - disse Keegan.
Mais importante, ele fez sua aposta:
- Acho que nos encontraremos na semifinal, Inglaterra e Brasil. Aí tudo pode acontecer.
Boa figura Keegan. Atrapalhie seu jantar, porque ele estava incógnito e terminei com isso.
Ele está na África como comentarista.
E eu pude conhecer um ídolo de infância. É bom esse negócio de Copa do Mundo.
Segurança da Copa preocupa

Hoje fomos ao Soccer City, conhecer nossa posição de transmissão do jogo de abertura da Copa do Mundo. Amanhã, 16 horas, a bola rola para África do Sul e México, com Milton Leite e esse que vos tecla, no SporTV. Esperamos a companhia de vocês.
Mas o tema deste post é a segurança na Copa do Mundo. Nesta caminhada de uns 10 minutos entre o International Broadcasting Center (IBC) e o estádio, um trecho de uns 500 metros, passamos por duas barreiras com detectores de metais. Em uma delas, mesmo que o aviso soe, não somos parados. A outra estava desligada.
Para chegar ao estádio, o acesso foi absolutamente tranquilo. Apenas olhavam para nossas credenciais, sem perguntar o que estávamos fazendo e se tínhamos permissão para chegar até aquele local.
Pudemos, inclusive, ver um ou dois minutos do treino fechado da África do Sul, antes que uma fiscal da Fifa gentilmente nos lembrasse que era proibido.
Para sair, pegamos um elevador e fomos parar no subsolo do estádio, passando pela área de vestiários. Vários funcionários ainda trabalhando, muitas obras inacabadas, algumas completadas às pressas e, por isso, com defeitos evidentes. Nesse trajeto todo, ninguém nos interrompeu para perguntar como tínhamos entrado ali, o que fazíamos, de onde éramos.
Uma facilidade inconcebível para o palco de abertura do principal evento esportivo do planeta e que receberá chefes de estado em algumas horas.
Algo que precisa ser alertado e revisto com urgência.
África do Sul x México

O jogo de abertura da Copa promete fortes emoções. Imagino o que será a presença de Nelson Mandela no Soccer City, recepcionado por uma orquestra de vuvuzelas.
Comentarei esta partida pelo SporTV, ao lado de Milton Leite.
Quando a bola rolar, a partida também promete. O time mexicano é organizado, toca bem a bola, tem jogadores de qualidade. Geralmente se defende com quatro homens, mas recua Torrado para proteger a dupla de zagueiros, mais ou menos como Gilberto Silva faz no Brasil. Na formação mais ousada, tem Giovanni dos Santos e Guardado abastecendo Vela e Hernandez no ataque.
O esquema tático propõe posse de bola para impor seu ritmo ao adversário.
Posse de bola, no entanto, sempre foi o mantra futebolístico de Carlos Alberto Parreira. Adepto do 4-4-2, o treinador brasileiro espera, certamente, que Pienaar seja o organizador do time, até para segurar o ímpeto e a velocidade de Mphela quando não for preciso acelerar demais o jogo. Mokoena, bom zagueiro, é a base defensiva da África do Sul.
A energia dos torcedores pode ser o diferencial a favor dos sul-africanos. Nem tanto o barulho das vuvuzelas, já que o México está acostumado a jogar no Azteca lotado e sempre barulhento. Baste ver o vídeo do jogo entre México e EUA pelas Eliminatóricas da Concacaf para ver a atmosfera.
Parreira considera o time mexicano o mais ousado da Copa.

O jogo de abertura da Copa promete fortes emoções. Imagino o que será a presença de Nelson Mandela no Soccer City, recepcionado por uma orquestra de vuvuzelas.
Comentarei esta partida pelo SporTV, ao lado de Milton Leite.
Quando a bola rolar, a partida também promete. O time mexicano é organizado, toca bem a bola, tem jogadores de qualidade. Geralmente se defende com quatro homens, mas recua Torrado para proteger a dupla de zagueiros, mais ou menos como Gilberto Silva faz no Brasil. Na formação mais ousada, tem Giovanni dos Santos e Guardado abastecendo Vela e Hernandez no ataque.
O esquema tático propõe posse de bola para impor seu ritmo ao adversário.
Posse de bola, no entanto, sempre foi o mantra futebolístico de Carlos Alberto Parreira. Adepto do 4-4-2, o treinador brasileiro espera, certamente, que Pienaar seja o organizador do time, até para segurar o ímpeto e a velocidade de Mphela quando não for preciso acelerar demais o jogo. Mokoena, bom zagueiro, é a base defensiva da África do Sul.
A energia dos torcedores pode ser o diferencial a favor dos sul-africanos. Nem tanto o barulho das vuvuzelas, já que o México está acostumado a jogar no Azteca lotado e sempre barulhento. Baste ver o vídeo do jogo entre México e EUA pelas Eliminatóricas da Concacaf para ver a atmosfera.
Parreira considera o time mexicano o mais ousado da Copa.
quarta-feira, junho 09, 2010
O espírito da África do Sul


Essa alegria contagiante do povo sul-africano deve marcar a Copa. Será um Mundial de música, festa,vuvuzelas a todo vapor.
Os sul-africanos estão radiantes em receber o mundo do futebol.
Tomara que seja uma linda Copa para premiar esse povo tão sofrido e, ainda assim, feliz, sorridente, e extremamente amável com os visitantes.
terça-feira, junho 08, 2010
Soweto

Conheci, se é que é possível dizer que se conhece algo por uma volta de minutos, o famoso subúrbio de Soweto, em Joanesburgo. Local determinante para a mudança dos rumos na África do Sul a partir do massacre ocorrido em 1976 para conter um protesto.
Soweto é a cara da África do Sul e, também, um pouco a cara do Brasil. Reflete a desigualdade e,também, as oportunidades de ascensão social.
Convivem à distância de uma rua mansões com até 24 quartos e casebres miseráveis. Coisa com que um brasileiro que vive numa grande cidade está acostumado a ver.
A magia que envolve Soweto estána simbologia que cerca este lugar, marcado pelo sangue dos que morreram defendendo apenas o direito de serem tratados como iguais.
Também está em Soweto a primeira casa comprada por Nelson Mandela, em 1946. Hoje um agitado ponto turístico, a casa é uma residência humilde, mas até grande se for comparada a muitas daquelas construídas em planos habitacionais brasileiros.
Enfim, uma tarde para comprovar que o Brasil e a África têm muito mais em comum que o gosto pela música e o futebol.
Talvez nos falte uma personalidade com a estatura histórica de Mandela.
segunda-feira, junho 07, 2010
Ramires seria o cara?
Não é o placar que interessa analisar no amistoso do Brasil com a Tanzânia. Ganhar era praxe, a questão era resolver o placar. O que interessa num jogo desses é o seguinte: ver como se movimentaram Kaká e Luís Fabiano e o em que ponto está o ponto fraco do time: a saída.
Kaká preocupa. A movimentação ainda é limitada, a força física se perdeu em parte por causa do tempo inativo. Então é preciso esperar um pouco mais para ver como ele reagirá em uma partida oficial de Copa do Mundo e com a sequência de partidas.
O problema com Luís Fabiano parece ser apenas de ritmo de jogo, e não de evidentes dificuldades de locomoção. Isso o tempo resolve mais fácil.
Já a questão da saída de bola, essa é chata. O time é conservador por proposta, está baseado na defesa. Por isso sofre tanto quando a marcação é forte na saída de bola ou quando o adversário marca atrás da linha da bola e não oferece o contra-ataque.
Quando entrou Ramires, teria sido feita a luz? Seria Ramires o cara? Talvez nem tanto. Mas como Felipe Melo está em má fase e Gilberto Silva é o chefe de segurança da defesa, qualquer jogador com mais recurso ou consistência cai como uma benção. Josué tem boa saída de bola ,rouba e toca direitinho. Ramires, que na cabeça de Dunga é meia, mas eu acho que é um belo segundo volante, tem rapidez para desafogar o time e seu jogo flui mais que o de Melo.
Talvez tenha pintado uma saudável dúvida na cabeça de Dunga. Porque técnico quando tem muita certeza das coisas eu não gosto, não. Acho que uma incerteza nessas horas ajuda muito, tira o treinador do pedestal da confiança absoluta.
Não é o placar que interessa analisar no amistoso do Brasil com a Tanzânia. Ganhar era praxe, a questão era resolver o placar. O que interessa num jogo desses é o seguinte: ver como se movimentaram Kaká e Luís Fabiano e o em que ponto está o ponto fraco do time: a saída.
Kaká preocupa. A movimentação ainda é limitada, a força física se perdeu em parte por causa do tempo inativo. Então é preciso esperar um pouco mais para ver como ele reagirá em uma partida oficial de Copa do Mundo e com a sequência de partidas.
O problema com Luís Fabiano parece ser apenas de ritmo de jogo, e não de evidentes dificuldades de locomoção. Isso o tempo resolve mais fácil.
Já a questão da saída de bola, essa é chata. O time é conservador por proposta, está baseado na defesa. Por isso sofre tanto quando a marcação é forte na saída de bola ou quando o adversário marca atrás da linha da bola e não oferece o contra-ataque.
Quando entrou Ramires, teria sido feita a luz? Seria Ramires o cara? Talvez nem tanto. Mas como Felipe Melo está em má fase e Gilberto Silva é o chefe de segurança da defesa, qualquer jogador com mais recurso ou consistência cai como uma benção. Josué tem boa saída de bola ,rouba e toca direitinho. Ramires, que na cabeça de Dunga é meia, mas eu acho que é um belo segundo volante, tem rapidez para desafogar o time e seu jogo flui mais que o de Melo.
Talvez tenha pintado uma saudável dúvida na cabeça de Dunga. Porque técnico quando tem muita certeza das coisas eu não gosto, não. Acho que uma incerteza nessas horas ajuda muito, tira o treinador do pedestal da confiança absoluta.
domingo, junho 06, 2010
Luz amarela para a
organização da Copa
Joanesburgo - O tumulto ocorrido em Midrand, no amistoso entre Nigéria e Coréia do Norte fez acender a luz amarela para os organizadores da Copa do Mundo há apenas cinco dias do início do Mundial.
A capacidade de lidar com situações que saiam do controle é um dos principais pontos da organização de um evento como a Copa. E o que ocorreu em Midrand levanta uma questão importante sobre isso.
Obviamente,o jogo não era da Copa, não teve supervisão oficial da Fifa, mas assusta saber que um tumulto como esse possa ocorrer. Mais gente do que o estádio poderia suportar, portões fechados, tumulto, atropelamento.
Em se tratando da Nigéria, que tem a segunda maior colônia estrangeira na África do Sul, é preciso pensar e analisar com cuidado para evitar novos aborrecimentos.
Por enquanto, a simpatia e a boa vontade dos sul-africanos está deixando em segundo plano alguns problemas como falta de informação, sinalização insuficiente e a profusão de obras ainda em andamento.
Um exemplo: torcedores nigerianos tiveram acesso fácil,fácil ao ônibus da seleção de seu país antes do jogo. Isso éinaceitável, principalmente se lembrarmos do ataque terrorista ocorrido durante a Copa Africana de Nações.
Há tempo para as autoridades sul-africanas aprimoraram essas questões e o tumulto em Midrand serve como uma indigesta experiência, um treinamento em situação real.
organização da Copa
Joanesburgo - O tumulto ocorrido em Midrand, no amistoso entre Nigéria e Coréia do Norte fez acender a luz amarela para os organizadores da Copa do Mundo há apenas cinco dias do início do Mundial.
A capacidade de lidar com situações que saiam do controle é um dos principais pontos da organização de um evento como a Copa. E o que ocorreu em Midrand levanta uma questão importante sobre isso.
Obviamente,o jogo não era da Copa, não teve supervisão oficial da Fifa, mas assusta saber que um tumulto como esse possa ocorrer. Mais gente do que o estádio poderia suportar, portões fechados, tumulto, atropelamento.
Em se tratando da Nigéria, que tem a segunda maior colônia estrangeira na África do Sul, é preciso pensar e analisar com cuidado para evitar novos aborrecimentos.
Por enquanto, a simpatia e a boa vontade dos sul-africanos está deixando em segundo plano alguns problemas como falta de informação, sinalização insuficiente e a profusão de obras ainda em andamento.
Um exemplo: torcedores nigerianos tiveram acesso fácil,fácil ao ônibus da seleção de seu país antes do jogo. Isso éinaceitável, principalmente se lembrarmos do ataque terrorista ocorrido durante a Copa Africana de Nações.
Há tempo para as autoridades sul-africanas aprimoraram essas questões e o tumulto em Midrand serve como uma indigesta experiência, um treinamento em situação real.
sábado, junho 05, 2010
Fúria encantadora
Joanesburgo - O sono demorou a chegar, ainda efeito da adaptação ao fuso-horário. Então, zapeando pela tv do quarto de hotel, encontrei o teipe da vitória magra da Espanha sobre a Coréia do Sul, 1 a 0.
Magra como resultado, mas para mim, absolutamente encantadora em termos de perspectiva de futebol bem jogado.
Se a Espanha vai ganhar a Copa ou não, só os deuses da bola já sabem. Agora, certamente a Fúria vai proporcionar bons momentos de futebol.
O toque de bola impressiona. O posicionamento do time, idem. Titulares ou reservas, com qualquer tipo de mistura, os espanhóis sabem exatamente onde estão em campo.
Têm jogadores talentosos como David Villa, Xabi Alonso, Fábregas, Iniesta e, em especial, Xavi, esse um craque de bola.
Mas o que me chamou a atenção foi o posicionamento tático de dois jogadores: Pedro e Jesus Navas. Ambos aturam como autênticos pontas. Pedro pela esquerda, Navas pela direita. Ambos são dribladores, rápidos, dão suas pedaladas.
O time sul-coreano não é talentoso, mas executa com disciplina tática impressionante as nuances do 4-5-1 proposto por Hu-Jung Moo. Marca forte a saída de bola, chega junto, e tenta diminuir os espaços.
Ainda assim, a Espanha conseguiu mostrar parte de suas qualidades, mesmo jogando com apenas dois titulares no início, Sérgio Ramos e Iniesta.
Olho na Fúria!
Joanesburgo - O sono demorou a chegar, ainda efeito da adaptação ao fuso-horário. Então, zapeando pela tv do quarto de hotel, encontrei o teipe da vitória magra da Espanha sobre a Coréia do Sul, 1 a 0.
Magra como resultado, mas para mim, absolutamente encantadora em termos de perspectiva de futebol bem jogado.
Se a Espanha vai ganhar a Copa ou não, só os deuses da bola já sabem. Agora, certamente a Fúria vai proporcionar bons momentos de futebol.
O toque de bola impressiona. O posicionamento do time, idem. Titulares ou reservas, com qualquer tipo de mistura, os espanhóis sabem exatamente onde estão em campo.
Têm jogadores talentosos como David Villa, Xabi Alonso, Fábregas, Iniesta e, em especial, Xavi, esse um craque de bola.
Mas o que me chamou a atenção foi o posicionamento tático de dois jogadores: Pedro e Jesus Navas. Ambos aturam como autênticos pontas. Pedro pela esquerda, Navas pela direita. Ambos são dribladores, rápidos, dão suas pedaladas.
O time sul-coreano não é talentoso, mas executa com disciplina tática impressionante as nuances do 4-5-1 proposto por Hu-Jung Moo. Marca forte a saída de bola, chega junto, e tenta diminuir os espaços.
Ainda assim, a Espanha conseguiu mostrar parte de suas qualidades, mesmo jogando com apenas dois titulares no início, Sérgio Ramos e Iniesta.
Olho na Fúria!
sexta-feira, junho 04, 2010
A bruxa da Copa
está insaciável
Joanesburgo - Parece coisa do outro mundo. Alguns chamam de bruxaria. Mas é apenas uma coincidência. Toda véspera de Copa é assim mesmo. Algum craque se machuca e perde o Mundial. Dessa vez parece que a vítima mais recente, por enquanto, é Didier Drogba, da Costa do Marfim.
Faz parte da vida do jogador profissional de futebol, do atleta. A contusão anda junto, é uma companheira indesejável mas inseparável. Quando se fala em Copa, o impacto é maior. É o grande palco e se um grande ator fica de fora, o mundo sente.
Drogba, se realmente ficar fora da Copa, vai fazer muita falta ao Mundial. Jamais comemoraria uma contusão de qualquer atleta, ainda que, provavelmente, facilite as coisas para o Brasil. A Copa é o palco dos craques, independentemente de sua nacionalidade.
está insaciável
Joanesburgo - Parece coisa do outro mundo. Alguns chamam de bruxaria. Mas é apenas uma coincidência. Toda véspera de Copa é assim mesmo. Algum craque se machuca e perde o Mundial. Dessa vez parece que a vítima mais recente, por enquanto, é Didier Drogba, da Costa do Marfim.
Faz parte da vida do jogador profissional de futebol, do atleta. A contusão anda junto, é uma companheira indesejável mas inseparável. Quando se fala em Copa, o impacto é maior. É o grande palco e se um grande ator fica de fora, o mundo sente.
Drogba, se realmente ficar fora da Copa, vai fazer muita falta ao Mundial. Jamais comemoraria uma contusão de qualquer atleta, ainda que, provavelmente, facilite as coisas para o Brasil. A Copa é o palco dos craques, independentemente de sua nacionalidade.
Na terra da Copa
Apósum voo tranquilo e confortável, cheguei a Joanesburgo no meio da tarde de ontem, quinta-feira. No avião tive a companhia degrandes parceiros como José Ilan, Tadeu Schmidt, Abel Neto, Regis Rosing e uma galera grande da Globo e do Sportv. Fátima Bernardes, uma simpatia e humildade espetaculares, também estava no voo.
A primeira impressão já foi de impacto. O aeroporto Tambo, em Joanesburgo, dá de goleada nos brasileiros. Pistas enormese modernas, capazes, inclusive, de receber o gigantesco Airbus 380. Vi um nas cores da Air France.
Joanesburgo é uma metrópole moderna, no estilo das grandes cidades americanas. Um centro recheado de prédios comerciais e subúrbios espalhados pela cidade.
Há contrastes, mas nada que seja surpreendente para um brasileiro. Há bairros agradáveis earborizados e favelas. Grandes avenidas e ruas de terra, com lixo espalhado.
No caminho até o Centro de Imprensa cruzamos com o ônibus dos Bafana Bafana, para delírio de nosso motorista, o Mahuta (que significa DJ, profissão que ele exercia).
Em breve quero postar aqui algumas fotos, em especial do imponente Soccer City, um estádio belíssimo, no qual estarei no dia 11, ao lado do amigo Milton Leite, para a transmissão do jogo de abertura do Mundial, entre África do Sul e México.
Apósum voo tranquilo e confortável, cheguei a Joanesburgo no meio da tarde de ontem, quinta-feira. No avião tive a companhia degrandes parceiros como José Ilan, Tadeu Schmidt, Abel Neto, Regis Rosing e uma galera grande da Globo e do Sportv. Fátima Bernardes, uma simpatia e humildade espetaculares, também estava no voo.
A primeira impressão já foi de impacto. O aeroporto Tambo, em Joanesburgo, dá de goleada nos brasileiros. Pistas enormese modernas, capazes, inclusive, de receber o gigantesco Airbus 380. Vi um nas cores da Air France.
Joanesburgo é uma metrópole moderna, no estilo das grandes cidades americanas. Um centro recheado de prédios comerciais e subúrbios espalhados pela cidade.
Há contrastes, mas nada que seja surpreendente para um brasileiro. Há bairros agradáveis earborizados e favelas. Grandes avenidas e ruas de terra, com lixo espalhado.
No caminho até o Centro de Imprensa cruzamos com o ônibus dos Bafana Bafana, para delírio de nosso motorista, o Mahuta (que significa DJ, profissão que ele exercia).
Em breve quero postar aqui algumas fotos, em especial do imponente Soccer City, um estádio belíssimo, no qual estarei no dia 11, ao lado do amigo Milton Leite, para a transmissão do jogo de abertura do Mundial, entre África do Sul e México.
quarta-feira, junho 02, 2010
terça-feira, junho 01, 2010
O livro de estréia
de Paulo Galvão

Você deve ouvir bastante Paulo Galvão na Rádio Bandeirantes. Jornalista com jota maiúsculo, preciso, correto, inteligente, bom perguntador.
Pois Paulo Galvão, a quem nós, seus colegas dos gloriosos tempos de Colégio Marista Arquidiocesano, chamávamos de Anjinho, está ampliando a área de atuação de seu vasto talento.
Nesta terça, 1 de junho, ele lança e autografa seu primeiro livro, o romance infanto-juvenil Bilhete Premiado, pela Panda Books.
A partir das 19 horas, na Saraiva do Shopping Ibirapuera, que era o point preferido dos alunos do Arqui nos anos 80, para onde escapávamos quando matávamos aula. Opa! Entreguei.
Estarei por lá para comprar o meu e abraçar o grande Anjo!
O Maracanazo de
Teixeira Heizer

Meu bom amigo Teixeira Heizer lança hoje, a partir das 19 horas, na livraria Argumento, no Leblon, Rio, seu livro Maracanazo.
Teixeira é um mestre das palavras e uma figura gentil, simpática, um papo imperdível. Por essas maravilhas da vida, ele cobriu a Copa de 1962, no Chile, e ficou amigo de meu pai, Luiz Noriega, nessa cobertura. Hoje posso dizer que tenho a honra de trabalhar com o Teixeira, que é um pioneiro da TV no Brasil e um dos responsáveis pela primeira transmissão de futebol na telinha.
Também escreveu um dos clássicos da literatura esportiva brasileira, o ótimo O Jogo Bruto das Copas do Mundo.
segunda-feira, maio 31, 2010
Novos livros de
Milton Leite e
Luis Augusto Simon

Nesta segunda, a partir das 18h30, na Livraria Cultura da Avenida Paulista, em São Paulo, dois cracaços do Jornalismo dão sequência à série Os 11 Maiores, da Editora Contexto.
Mais que dois amigos, dois irmãos da vida.
Milton Leite, de quem terei a honra de ser parceiro em várias transmissões na Copa do Mundo, lança Os 11 Maiores Centroavantes do Futebol Brasileiro. A seu lado estará Luís Augusto Simon, o Menom, uma autêntica máquina editorial, autografando Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro.
Estarei lá para comprar os meus e abraçar esses dois grandes amigos.
Milton Leite e
Luis Augusto Simon

Nesta segunda, a partir das 18h30, na Livraria Cultura da Avenida Paulista, em São Paulo, dois cracaços do Jornalismo dão sequência à série Os 11 Maiores, da Editora Contexto.
Mais que dois amigos, dois irmãos da vida.
Milton Leite, de quem terei a honra de ser parceiro em várias transmissões na Copa do Mundo, lança Os 11 Maiores Centroavantes do Futebol Brasileiro. A seu lado estará Luís Augusto Simon, o Menom, uma autêntica máquina editorial, autografando Os 11 Maiores Goleiros do Futebol Brasileiro.
Estarei lá para comprar os meus e abraçar esses dois grandes amigos.
sábado, maio 29, 2010
O blog volta direto
da África do Sul
Vou me permitir uma parada para reciclar e descansar antes de embarcar para a Copa do Mundo, onde me juntarei à equipe do SporTV na próxima semana. Na quinta-feira espero postar direto de Joanesburgo.
Da terra da Copa retornarei com as atualizações do blog. Concordando, discordando, sempre respeitando, que é a regra desse espaço.
da África do Sul
Vou me permitir uma parada para reciclar e descansar antes de embarcar para a Copa do Mundo, onde me juntarei à equipe do SporTV na próxima semana. Na quinta-feira espero postar direto de Joanesburgo.
Da terra da Copa retornarei com as atualizações do blog. Concordando, discordando, sempre respeitando, que é a regra desse espaço.
sexta-feira, maio 28, 2010
Bomba no Morumbi:
quem responderá?
De novo a volência assombrando os estádios de futebol. Agora uma bomba foi atirada contra a área onde estavam dirigentes do Palmeiras no Morumbi, no clássico de quarta contra o São Paulo. É preciso apurar tudo detalhadamente e com responsabilidade.
O caso remete ao famoso episódio do gás no vestiário do Palestra Itália, em 2008. O que eu vou me perguntar sempre é o seguinte: o que leva um sujeito a sair de casa com gás e com uma bomba para ir a um jogo de futebol? Isso é patológico, é doença. Só pode ser.
Achei muito interessante a postura do dirigente palmeirense Seraphim Del Grande, que evitou culpar o São Paulo, não propagando uma onda de acusações de ambos os lados e fomentando a violência. Assim como acredito que o episódio do gás não tenha sido culpa dos dirigentes do Palmeiras, também acredito que a bomba não tenha nada a ver com a direção do São Paulo.
O que os homens que cuidam dos dois clubes precisam fazer é trabalhar para melhorar a segurança em seus estádios e buscar a punição aos responspáveis por isso.
E a Polícia Militar de São Paulo precisa responder como alguém consegue entrar em um estádio de futebol com uma bomba ou com um spray de gás? Por onde passa, por quem passa? E a revista?
Porque muitas vezes se alguém tenta entrar de bermuda em determinadas áreas de um estádio, é barrado. E quem vai de bomba passa.
quem responderá?
De novo a volência assombrando os estádios de futebol. Agora uma bomba foi atirada contra a área onde estavam dirigentes do Palmeiras no Morumbi, no clássico de quarta contra o São Paulo. É preciso apurar tudo detalhadamente e com responsabilidade.
O caso remete ao famoso episódio do gás no vestiário do Palestra Itália, em 2008. O que eu vou me perguntar sempre é o seguinte: o que leva um sujeito a sair de casa com gás e com uma bomba para ir a um jogo de futebol? Isso é patológico, é doença. Só pode ser.
Achei muito interessante a postura do dirigente palmeirense Seraphim Del Grande, que evitou culpar o São Paulo, não propagando uma onda de acusações de ambos os lados e fomentando a violência. Assim como acredito que o episódio do gás não tenha sido culpa dos dirigentes do Palmeiras, também acredito que a bomba não tenha nada a ver com a direção do São Paulo.
O que os homens que cuidam dos dois clubes precisam fazer é trabalhar para melhorar a segurança em seus estádios e buscar a punição aos responspáveis por isso.
E a Polícia Militar de São Paulo precisa responder como alguém consegue entrar em um estádio de futebol com uma bomba ou com um spray de gás? Por onde passa, por quem passa? E a revista?
Porque muitas vezes se alguém tenta entrar de bermuda em determinadas áreas de um estádio, é barrado. E quem vai de bomba passa.
A luz paira sobre
a Colina histórica
Que virada essa do Vasco sobre o Inter. Tudo bem que o pênalti no Ernani fo mandrake, ele cavou e o Héber caiu na dele. Mas a capacidade de reação da equipe cruzmaltina ante uma equipe muito mais qualificada é a senha para que o torcedor vascaíno pelo menos deixe de bobagens como invadir treino e passe a dar um crédito aos jogadores.
O grupo do Vasco é fraco, tecnicamente precisa de bons reforços, mas com o Roth, que sabe armar equipes, e compromisso, pode pelo menos ter um desempenho que não dê calafrios ao torcedor.
E o Inter? Será que, de novo, vai ficar no quase? Porque o time é bom, tem talento, capacidade, mas não pode se dar ao luxo de começar tão mal um campeonato. Sei não, mas acho que o Fossati não emplaca depois da Copa do Mundo. Tudo vai depender do primeiro jogo da semifinal da Libertadores.
a Colina histórica
Que virada essa do Vasco sobre o Inter. Tudo bem que o pênalti no Ernani fo mandrake, ele cavou e o Héber caiu na dele. Mas a capacidade de reação da equipe cruzmaltina ante uma equipe muito mais qualificada é a senha para que o torcedor vascaíno pelo menos deixe de bobagens como invadir treino e passe a dar um crédito aos jogadores.
O grupo do Vasco é fraco, tecnicamente precisa de bons reforços, mas com o Roth, que sabe armar equipes, e compromisso, pode pelo menos ter um desempenho que não dê calafrios ao torcedor.
E o Inter? Será que, de novo, vai ficar no quase? Porque o time é bom, tem talento, capacidade, mas não pode se dar ao luxo de começar tão mal um campeonato. Sei não, mas acho que o Fossati não emplaca depois da Copa do Mundo. Tudo vai depender do primeiro jogo da semifinal da Libertadores.
quinta-feira, maio 27, 2010
Seleção zangada
essa do Dunga
É forte e competitiva essa Seleção Brasileira que já pisou o solo da mãe África. Mas também é zangada, carrancuda, mal-humorada, sem carisma.
Vá lá que o beija-mão em Brasília seja mera formalidade política, para satisfazer o ego dos presidentes, mas Dunga cumprimentar o Lula com uma das mãos no bolso é, no mínimo, falta de educação. Se ele gosta ou não da pessoa, deveria pelo menos respeitar o cargo. Ali estava o mandatário do País, o brasileiro que, naquele momento, representa o líder de uma Nação democrática, seja qual for o partido.
A frieza do torcedor em Curitiba reflete a falta de empatia desse time. Talvez o sorriso de Robinho e a simpatia de Kaká destoem de um grupo cheio de "estrangeirismos" comportamentais, que faz de um desejo de vingança e resposta sua motivação maior.
A Seleção pode até ganhar a Copa e todos torceremos por isso, mas o troféu de antipatia ela já tem amplo favoritismo.
Pitacos do Brasileirão
O jogo da rodada foi no Barradão. Que beleza! Golaços, belas jogadas, e um triunfo incrível do atrevido time do Vitória sobre o Galo.
No Fla-Flu, o Tricolor conseguiu um resultado importante, que dá paz e confiança a Muricy, que tem tudo para se dar bem com um elenco que está sendo reforçado e contará com Fred e Conca, esse um sonho antigo do ex-treinador de São Paulo e Palmeiras. Conca joga muito e com certeza evoluirá nas mãos de Muricy.
Ao Flamengo resta levantar a cabeça e esquecer do Império do Amor.
No clássico paulista, dois tempos claramente divididos. No primeiro o São Paulo atacou e o Palmeiras defendeu. No segundo, inversão de fatores, com o Verdão atecando e o Tricolor defendendo após fazer 1 a 0, num lance bonito de Fernandinho e de pura infantilidade de Maurício Ramos, que Fernandão converteu.
Rogério Ceni, de novo, foi decisivo, ao pegar o pênalti meia-boca de Ewerthon. Curioso é ver que o torcedor do São Paulo, que tanto reclamava do defensivismo de Muricy, agora curte o que? O defensivismo de Gomes, que falou em mudar mas acabou repetindo tudo que o antecessor fazia, mesmo sem ter Fernandão. O Palmeiras, embora mais organizado do que costumava ser, tem um ataque de riso. O gol é um martírio para os homens de frente palmeirenses.
Gol que Jonas mostra saber fazer como poucos pelo Grêmio.
Num jogo de arbitragem confusa, cheia de erros para todos os lados, o Corinthians manteve a liderança ao empatar com o Grêmio de Prudente. Segue jogando abaixo do que pode o Timão, mas colecionando pontos. No clássico contra o Santos vai pegar um time que parece criança de castigo. Fica carrancudo, fazendo bico. Neymar e Ganso estavam assim e foi difícil ganhar do Guarani. Marcel, vejam só, acabou mudando a história do jogo.
essa do Dunga
É forte e competitiva essa Seleção Brasileira que já pisou o solo da mãe África. Mas também é zangada, carrancuda, mal-humorada, sem carisma.
Vá lá que o beija-mão em Brasília seja mera formalidade política, para satisfazer o ego dos presidentes, mas Dunga cumprimentar o Lula com uma das mãos no bolso é, no mínimo, falta de educação. Se ele gosta ou não da pessoa, deveria pelo menos respeitar o cargo. Ali estava o mandatário do País, o brasileiro que, naquele momento, representa o líder de uma Nação democrática, seja qual for o partido.
A frieza do torcedor em Curitiba reflete a falta de empatia desse time. Talvez o sorriso de Robinho e a simpatia de Kaká destoem de um grupo cheio de "estrangeirismos" comportamentais, que faz de um desejo de vingança e resposta sua motivação maior.
A Seleção pode até ganhar a Copa e todos torceremos por isso, mas o troféu de antipatia ela já tem amplo favoritismo.
Pitacos do Brasileirão
O jogo da rodada foi no Barradão. Que beleza! Golaços, belas jogadas, e um triunfo incrível do atrevido time do Vitória sobre o Galo.
No Fla-Flu, o Tricolor conseguiu um resultado importante, que dá paz e confiança a Muricy, que tem tudo para se dar bem com um elenco que está sendo reforçado e contará com Fred e Conca, esse um sonho antigo do ex-treinador de São Paulo e Palmeiras. Conca joga muito e com certeza evoluirá nas mãos de Muricy.
Ao Flamengo resta levantar a cabeça e esquecer do Império do Amor.
No clássico paulista, dois tempos claramente divididos. No primeiro o São Paulo atacou e o Palmeiras defendeu. No segundo, inversão de fatores, com o Verdão atecando e o Tricolor defendendo após fazer 1 a 0, num lance bonito de Fernandinho e de pura infantilidade de Maurício Ramos, que Fernandão converteu.
Rogério Ceni, de novo, foi decisivo, ao pegar o pênalti meia-boca de Ewerthon. Curioso é ver que o torcedor do São Paulo, que tanto reclamava do defensivismo de Muricy, agora curte o que? O defensivismo de Gomes, que falou em mudar mas acabou repetindo tudo que o antecessor fazia, mesmo sem ter Fernandão. O Palmeiras, embora mais organizado do que costumava ser, tem um ataque de riso. O gol é um martírio para os homens de frente palmeirenses.
Gol que Jonas mostra saber fazer como poucos pelo Grêmio.
Num jogo de arbitragem confusa, cheia de erros para todos os lados, o Corinthians manteve a liderança ao empatar com o Grêmio de Prudente. Segue jogando abaixo do que pode o Timão, mas colecionando pontos. No clássico contra o Santos vai pegar um time que parece criança de castigo. Fica carrancudo, fazendo bico. Neymar e Ganso estavam assim e foi difícil ganhar do Guarani. Marcel, vejam só, acabou mudando a história do jogo.
terça-feira, maio 25, 2010
O livro do craque Júnior

Para os amigos, e tenho a honra de dizer que sou um deles, ele é o Léo, o Capacete, o vovô garoto. Com a bola nos pés foi Júnior, um dos maiores jogadores do Brasil.
Hoje ele lança seu livro em São Paulo, contando sua paixão pelo jogo de bola. A partir das 19 horas, no Museu do Futebol. Embora o Léo jamais seja uma peça de museu, ele ajudou a construir essa história com enorme categoria.
Prestigiem.
segunda-feira, maio 24, 2010
Quem pode poupa
antes do Mundial
O Brasileirão ainda rola morno, mas quem pode vem poupando pontos importantes antes da Copa do Mundo. Caso do Corinthians, que ganhou no sufoco do Flu, que teve um gol legítimo não marcado. São 9 pontos, com uma vitória fora de casa. Pode não parecer muita coisas, mas certamente é melhor do que ficar com um ponto em 9 disputados.
Avaí, Botafogo, Palmeiras e Ceará chegam aos 7 pontos e têm tranquilidade para seguir adiante. O Avaí mostra que começa a dar pinta de um time que veio para ficar na Série A. O Botafogo de Joel Santana já inspira confiança. O Palmeiras (com um gol ilegal validado, mas jogando para merecer a vitória) busca paz, e o Ceará faz do Castelão seu castelo impenetrável, com o perdão do trocadilho.
Olho no São Paulo, forte como sempre na defesa, no Galo de Luxemburgo e nos meninos do Santos que não foram pegos pelo bedel da Vila Belmiro.
Sei que os entusiastas dos pontos corridos dizem que cada jogo é uma decisão, mas a coisa só pega mesmo lá por outubro. É na hora da arrancada final que saberemos quem tem pontos guardados no banco.
antes do Mundial
O Brasileirão ainda rola morno, mas quem pode vem poupando pontos importantes antes da Copa do Mundo. Caso do Corinthians, que ganhou no sufoco do Flu, que teve um gol legítimo não marcado. São 9 pontos, com uma vitória fora de casa. Pode não parecer muita coisas, mas certamente é melhor do que ficar com um ponto em 9 disputados.
Avaí, Botafogo, Palmeiras e Ceará chegam aos 7 pontos e têm tranquilidade para seguir adiante. O Avaí mostra que começa a dar pinta de um time que veio para ficar na Série A. O Botafogo de Joel Santana já inspira confiança. O Palmeiras (com um gol ilegal validado, mas jogando para merecer a vitória) busca paz, e o Ceará faz do Castelão seu castelo impenetrável, com o perdão do trocadilho.
Olho no São Paulo, forte como sempre na defesa, no Galo de Luxemburgo e nos meninos do Santos que não foram pegos pelo bedel da Vila Belmiro.
Sei que os entusiastas dos pontos corridos dizem que cada jogo é uma decisão, mas a coisa só pega mesmo lá por outubro. É na hora da arrancada final que saberemos quem tem pontos guardados no banco.
sábado, maio 22, 2010
Um pouco de paz
no Palestra e de
disciplina na Vila
Dois resultados importantes para Palmeiras e Santos pelo Brasileirão. Só vi os gols de Palmeiras 4 x 2 Grêmio. O resultado no caso alviverde vale mais do que o desempenho. O Palmeiras precisa de paz interna para poder se recuperar. Menos cornetagem, mais unidade. Ganhar do Grêmio é um baita resultado para qualquer time em qualquer lugar. Mas repito: o Palmeiras precisa combater sua autocombustão para entrar nos eixos.
Comentei a vitória do Santos sobre o Atlético Goianiense. Resultado que valoriza o técnico Dorival Jr. por causa do vacilo de Neymar, Ganso, André e Madson. A molecada sabe tudo de bola, mas tem que se cuidar pra não cair na armadilha da máscara, da farra e de achar que pode tudo.
Não sou careta, acho que na folga cada um faz o que quiser da vida, mas em se tratando de trabalho em grupo, é preciso respeitar para ser respeitado.
E hoje, bola por bola, Wesley é tão importante quanto Ganso, Neymar e Robinho para o Santos.
no Palestra e de
disciplina na Vila
Dois resultados importantes para Palmeiras e Santos pelo Brasileirão. Só vi os gols de Palmeiras 4 x 2 Grêmio. O resultado no caso alviverde vale mais do que o desempenho. O Palmeiras precisa de paz interna para poder se recuperar. Menos cornetagem, mais unidade. Ganhar do Grêmio é um baita resultado para qualquer time em qualquer lugar. Mas repito: o Palmeiras precisa combater sua autocombustão para entrar nos eixos.
Comentei a vitória do Santos sobre o Atlético Goianiense. Resultado que valoriza o técnico Dorival Jr. por causa do vacilo de Neymar, Ganso, André e Madson. A molecada sabe tudo de bola, mas tem que se cuidar pra não cair na armadilha da máscara, da farra e de achar que pode tudo.
Não sou careta, acho que na folga cada um faz o que quiser da vida, mas em se tratando de trabalho em grupo, é preciso respeitar para ser respeitado.
E hoje, bola por bola, Wesley é tão importante quanto Ganso, Neymar e Robinho para o Santos.
sexta-feira, maio 21, 2010
Colorado na raça.
Mengão na trave
Haja, coração! Os jogos de quinta-feira pela Libertadores foram espetáculos maravilhosos de futebol, entrega, emoção e suspense. Abençoado seja o meu querido mata-mata, uma vez mais.
O Inter conseguiu uma classificação sensacional, com um gol do talentoso garoto Giuliano que já era para ter saído antes, tal o volume do jogo colorado em Quilmes. O time gaúcho fez uma grande partida diante de um adversário excelente, que marca forte e joga de maneira eficiente. No final, a equipe do Estudiantes não suportou o ritmo pesado do jogo e das frequentes decisões e, cansado, deu espaço para o Inter jogar - e bem.
Em Santiago, o Flamengo também fez um grande jogo e acabou sendo punido pelo jogo ruim do Maracanã, a falta de equilíbrio pesou. Adriano deu uma aula de posicionamento e toques de primeira, jogando com técnica refinada. Todo o time esteve ligado, pilhado, jogando uma final de Copa do Mundo.
Acontece que a Universidad de Chile tem uma grande equipe, que joga e deixa jogar, apresentando como único defeito a fragilidade de marcação de seus volantes à frente da zaga. No mais, um time técnico, habilidoso, com um Montillo genial, que fez o grande gol da Libertadores até agora, uma pintura.
O único senão da atuação rubro-negra, em que pese a eliminação, pode ser uma falha muito bem apontada pelo sempre excelente Lédio Carmona em seu comentário no SporTV. Williams é quem deveria ter sido substituído por Rogério, já que tinha cartão amarelo e, pelo jeitão do jogo, não seria absurdo supor que tomaria o segundo (ainda que bastante discutível, já que atingiu o atleta chileno sem intenção, por puro acaso).
Mas o Flamengo provou que quando há compromisso de seus jogadores é um time fortíssimo, candidato a tudo que disputar.
Como Inter e São Paulo, que farão uma semifinal de arrepiar, reunindo as equipes brasileiras mais vencedoras em âmbito internacional nesta década. Duelo sem favoritos, que por culpa do calendário será adiado em um mês quando seria ótimo se fosse já na quarta-feira, com os times pulsando em ritmo acelerado. O jogo pelo Brasileirão nem de aperitivo servirá. Fica mesmo para 28 de julho.
E agora, dona Conmebol?
O que fazer com as cenas de selvageria do Santa Laura, em Santiago? Jogadores sendo alvejados por toda sorte de objetos vindos das arquibancadas. Juan foi atingido em cheio, Angelim também. Haverá interdição do estádio? Isso acontece sempre em jogos na Colômbia, no Chile, em toda parte. E nada muda.
E em Quilmes, onde o goleiro reserva Lauro, do Inter, agrediu covardemente De Sábato e saiu correndo, para ser encurralado depois por Orion e tomar uns sopapos. E De Sábato, que covardemente deu uma cabeçada em Abondanzieri pelas costas? E quem agrediu Alecssandro em pleno banco de reservas? Algum integrante da delegação colocarada foi pisoteado em plena entrada do túnel (não deu para ver pelas imagens). Lauro e De Sábato serão punidos como devem ser?
A Conmebol fará algo? Não se sabe, já que a entidade está mais preocupada em evitar uma final entre brasileiros e encobrir o fato de que nosso futebol sobra, nada de braçada no continente nos dias de hoje. Ou então a sul-americana pensa apenas na grande arrecadação de impostos que é a Libertadores, onde o cartão amarelo serve apenas para encher os cofres e não traz benefício disciplinar algum.
Mengão na trave
Haja, coração! Os jogos de quinta-feira pela Libertadores foram espetáculos maravilhosos de futebol, entrega, emoção e suspense. Abençoado seja o meu querido mata-mata, uma vez mais.
O Inter conseguiu uma classificação sensacional, com um gol do talentoso garoto Giuliano que já era para ter saído antes, tal o volume do jogo colorado em Quilmes. O time gaúcho fez uma grande partida diante de um adversário excelente, que marca forte e joga de maneira eficiente. No final, a equipe do Estudiantes não suportou o ritmo pesado do jogo e das frequentes decisões e, cansado, deu espaço para o Inter jogar - e bem.
Em Santiago, o Flamengo também fez um grande jogo e acabou sendo punido pelo jogo ruim do Maracanã, a falta de equilíbrio pesou. Adriano deu uma aula de posicionamento e toques de primeira, jogando com técnica refinada. Todo o time esteve ligado, pilhado, jogando uma final de Copa do Mundo.
Acontece que a Universidad de Chile tem uma grande equipe, que joga e deixa jogar, apresentando como único defeito a fragilidade de marcação de seus volantes à frente da zaga. No mais, um time técnico, habilidoso, com um Montillo genial, que fez o grande gol da Libertadores até agora, uma pintura.
O único senão da atuação rubro-negra, em que pese a eliminação, pode ser uma falha muito bem apontada pelo sempre excelente Lédio Carmona em seu comentário no SporTV. Williams é quem deveria ter sido substituído por Rogério, já que tinha cartão amarelo e, pelo jeitão do jogo, não seria absurdo supor que tomaria o segundo (ainda que bastante discutível, já que atingiu o atleta chileno sem intenção, por puro acaso).
Mas o Flamengo provou que quando há compromisso de seus jogadores é um time fortíssimo, candidato a tudo que disputar.
Como Inter e São Paulo, que farão uma semifinal de arrepiar, reunindo as equipes brasileiras mais vencedoras em âmbito internacional nesta década. Duelo sem favoritos, que por culpa do calendário será adiado em um mês quando seria ótimo se fosse já na quarta-feira, com os times pulsando em ritmo acelerado. O jogo pelo Brasileirão nem de aperitivo servirá. Fica mesmo para 28 de julho.
E agora, dona Conmebol?
O que fazer com as cenas de selvageria do Santa Laura, em Santiago? Jogadores sendo alvejados por toda sorte de objetos vindos das arquibancadas. Juan foi atingido em cheio, Angelim também. Haverá interdição do estádio? Isso acontece sempre em jogos na Colômbia, no Chile, em toda parte. E nada muda.
E em Quilmes, onde o goleiro reserva Lauro, do Inter, agrediu covardemente De Sábato e saiu correndo, para ser encurralado depois por Orion e tomar uns sopapos. E De Sábato, que covardemente deu uma cabeçada em Abondanzieri pelas costas? E quem agrediu Alecssandro em pleno banco de reservas? Algum integrante da delegação colocarada foi pisoteado em plena entrada do túnel (não deu para ver pelas imagens). Lauro e De Sábato serão punidos como devem ser?
A Conmebol fará algo? Não se sabe, já que a entidade está mais preocupada em evitar uma final entre brasileiros e encobrir o fato de que nosso futebol sobra, nada de braçada no continente nos dias de hoje. Ou então a sul-americana pensa apenas na grande arrecadação de impostos que é a Libertadores, onde o cartão amarelo serve apenas para encher os cofres e não traz benefício disciplinar algum.
quinta-feira, maio 20, 2010
A magia santista
e a força tricolor
Santos e São Paulo chegaram com autoridade e sem discussões.
O Peixe enfrentará o atrevido Vitória na final da Copa do Brasil. Para isso, deixou o Grêmio pelo caminho com um segundo tempo espetacular na vitória por 3 a 1 na Vila. Só golaços. O bom time do Grêmio não foi páreo, porque esse Santos é mesmo ótimo.
No Morumbi, um São Paulo, com precisão cirúrgica, despachou o Cruzeiro, voltando a transmitir confiança ao seu torcedor e fazendo o melhor jogo sob o comando de Ricardo Gomes. Forte e competitivo como tinha deixado de ser.
O segundo tempo de Ganso na Vila foi mais um indício de que acho que vamos lamentar sua ausência na Copa do Mundo.
A frieza e a solidez defensiva do São Paulo diante do Cruzeiro foram a prova de que entrincheirado o Tricolor é muito forte. Quem vier como adversário (Inter, Estudiantes ou Flamengo), certamente terá muito trabalho diante do São Paulo.
E o Kléber? Dá até para discutir se o lance dele é para expulsão direto ou não. Mas fazer aquilo com um minuto, sem necessidade alguma, mostra que ele precisa primeiro cuidar da cabeça para que naõ fique doente do pé.
e a força tricolor
Santos e São Paulo chegaram com autoridade e sem discussões.
O Peixe enfrentará o atrevido Vitória na final da Copa do Brasil. Para isso, deixou o Grêmio pelo caminho com um segundo tempo espetacular na vitória por 3 a 1 na Vila. Só golaços. O bom time do Grêmio não foi páreo, porque esse Santos é mesmo ótimo.
No Morumbi, um São Paulo, com precisão cirúrgica, despachou o Cruzeiro, voltando a transmitir confiança ao seu torcedor e fazendo o melhor jogo sob o comando de Ricardo Gomes. Forte e competitivo como tinha deixado de ser.
O segundo tempo de Ganso na Vila foi mais um indício de que acho que vamos lamentar sua ausência na Copa do Mundo.
A frieza e a solidez defensiva do São Paulo diante do Cruzeiro foram a prova de que entrincheirado o Tricolor é muito forte. Quem vier como adversário (Inter, Estudiantes ou Flamengo), certamente terá muito trabalho diante do São Paulo.
E o Kléber? Dá até para discutir se o lance dele é para expulsão direto ou não. Mas fazer aquilo com um minuto, sem necessidade alguma, mostra que ele precisa primeiro cuidar da cabeça para que naõ fique doente do pé.
terça-feira, maio 18, 2010
Bagunça, teu nome é Palmeiras
Estarrecedora a situação em que se encontra o futebol do Palmeiras. Um clube desse tamanho, com essa história, não pode ficar largado como está. É isso mesmo, está largado, sem rumo.
Não há voz de comando, não há rumo de trabalho, diretriz, nada. É uma camisa histórica vagando perdida, amparada apenas pela paixão de milhões de torcedores.
É notória a incompetência da maioria das pessoas que conduzem o futebol do Palmeiras. Basta lembrar de um fato histórico. De 1976 a 2008 apenas dois treinadores conseguiram ser campeões com o Verdão: Luxemburgo e Felipão. Sempre com administrações terceirizadas, diga-se, com ótimas parcerias.
Recorro ao contexto histórico. O Palmeiras sempre foi um clube rico, poderoso, que comprava os melhores jogadores onde eles estivessem. Também foi um clube ousado e inovador nos anos 60 e 70. Mas o futebol foi mudando e em meados dos anos 70 o clube tomou um desfalque de um presidente e entrou em crise financeira. Dizem que esse presidente devolveu tostão por tostão, mas o tempo passou na janela e os dirigentes palmeirenses não viram.
Quando a ordem era investir na formação de jogadores, o Palmeiras achava que sempre teria dinheiro para comprar quem bem quisesse. Não teve. Amargou uma grande fila, montava e desmontava times e via apenas sua torcida crescer. E não revelava ninguém.
Mas ainda naquela época havia gente ousada no Palmeiras e o clube costurou o acordo de co-gestão com a Parmalat, que administrava o futebol. Foi um sucesso. Títulos aos borbotões. Mas o clube não se preparou para viver sem a parceira. E precisou recorrer a outra, a Traffic, para ser campeão paulista em 2008.
O que parece faltar aos dirigentes do Palmeiras são duas coisas: humildade e unidade. Humildade para reconhecer que atualmente não possuem em seus quadros gente qualificada para tocar o futebol e deveriam contratar pessoas do ramo para isso. Unidade para deixar de lado as divisões políticas e pensar no clube, em sua torcida. Porque a política palmeirense é uma guerra fratricida.
Enquanto isso não for resolvido, situações esporádicas podem se apresentar, tipo a sonhada volta de Felipão. Mas quando ele for embora de novo - isso se retornar um dia -, o Palmeiras seguirá carente de lideranças, de inteligência voltada para o futebol. E viverá apenas do peso de sua camisa e da paixão de sua torcida.
Estarrecedora a situação em que se encontra o futebol do Palmeiras. Um clube desse tamanho, com essa história, não pode ficar largado como está. É isso mesmo, está largado, sem rumo.
Não há voz de comando, não há rumo de trabalho, diretriz, nada. É uma camisa histórica vagando perdida, amparada apenas pela paixão de milhões de torcedores.
É notória a incompetência da maioria das pessoas que conduzem o futebol do Palmeiras. Basta lembrar de um fato histórico. De 1976 a 2008 apenas dois treinadores conseguiram ser campeões com o Verdão: Luxemburgo e Felipão. Sempre com administrações terceirizadas, diga-se, com ótimas parcerias.
Recorro ao contexto histórico. O Palmeiras sempre foi um clube rico, poderoso, que comprava os melhores jogadores onde eles estivessem. Também foi um clube ousado e inovador nos anos 60 e 70. Mas o futebol foi mudando e em meados dos anos 70 o clube tomou um desfalque de um presidente e entrou em crise financeira. Dizem que esse presidente devolveu tostão por tostão, mas o tempo passou na janela e os dirigentes palmeirenses não viram.
Quando a ordem era investir na formação de jogadores, o Palmeiras achava que sempre teria dinheiro para comprar quem bem quisesse. Não teve. Amargou uma grande fila, montava e desmontava times e via apenas sua torcida crescer. E não revelava ninguém.
Mas ainda naquela época havia gente ousada no Palmeiras e o clube costurou o acordo de co-gestão com a Parmalat, que administrava o futebol. Foi um sucesso. Títulos aos borbotões. Mas o clube não se preparou para viver sem a parceira. E precisou recorrer a outra, a Traffic, para ser campeão paulista em 2008.
O que parece faltar aos dirigentes do Palmeiras são duas coisas: humildade e unidade. Humildade para reconhecer que atualmente não possuem em seus quadros gente qualificada para tocar o futebol e deveriam contratar pessoas do ramo para isso. Unidade para deixar de lado as divisões políticas e pensar no clube, em sua torcida. Porque a política palmeirense é uma guerra fratricida.
Enquanto isso não for resolvido, situações esporádicas podem se apresentar, tipo a sonhada volta de Felipão. Mas quando ele for embora de novo - isso se retornar um dia -, o Palmeiras seguirá carente de lideranças, de inteligência voltada para o futebol. E viverá apenas do peso de sua camisa e da paixão de sua torcida.
Gladiador e Messias.
Meus novos livros


Gostei da aventura de escrever livros, iniciada com Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro, felizmente bem sucedido, já na segunda edição, alguns milhares de exemplares vendidos.
Recebi um honroso convite da editora Belas Letras, de Caxias do Sul, para um projeto bacana, a coleção Ídolos do Futebol, cuja proposta é contar a vida de jovens jogadores de sucesso em forma de perfil, com linguagem acessível, leve, para adolescentes e crianças.
Os primeiros volumes da série estão prontos e tratam de dois caras que tive a oportunidade de ver nascerem para o futebol e hoje testemunho o sucesso. Kléber Gladiador, do Cruzeiro, e Marques, o Messias do Atlético Mineiro.
Por enquanto, os livrinhos estão à venda apenas no site da Belas Letras, na Bienal do Livro de Belo Horizonte e na rede de livrarias Leitura.
Em breve terei novidades sobre o projeto, mas craques perfilados e lançamentos.
Os Donos do Mundo,
Os Donos da Copa

O livro "Os donos do Mundo", dos jornalistas Luís Augusto Símon e Rubens Leme da Costa, será lançado no dia 24 de maio às 19h30 na Livraria Cultura do Shopping Bourbon.
Com 500 páginas, ele tem um enfoque tão simples como original para contar a história das Copas do Mundo: é baseado na história dos homens que conseguiram a maior conquista possível para um jogador de futebol.
Por isso, o livro contém o perfil de TODOS os campeões, mesmo daqueles que não entraram em campo. Estão ali desde obscuros reservas do Uruguai de 1930, nomes desconhecidos como Riolfo, Calvo e Melogno até Buffon, Pirlo e outros campeões italianos de 2006. Todos eles com uma ficha completa, com o número de jogos e gols na carreira e no Mundial.
Quem ganhou três Copas, mereceu três perfis. Aqui está o garoto Pelé de 1958, o caçado Pelé de 1962 e o grande Pelé de 1970. Aqui está o Zagallo jogador de 1958 e 1962 e o Zagallo técnico de 1970.
Além dos campeões, o livro tem o perfil do melhor jogador e de destaques de cada Copa, o que permite a presença de gênios que não ganharam, como Fausto e Puskas.
O capítulo final, para enfatizar o enfoque do livro em heróis que o mundo venera, tem o depoimento de 28 campeões. Gente como Didi, Parreira, Zagallo, Nílton Santos, Raí, Maspoli, Ghiggia e Schiaffino.
É um livro de pesquisador, mas também um livro de reportagem.
Rubão e Menom são grandes amigos e grandes jornalistas. Não tenho medo de recomendar e estará na lista de livros que levarei comigo para a Copa, como fonte inesgotável de pesquisa.
Os Donos da Copa

O livro "Os donos do Mundo", dos jornalistas Luís Augusto Símon e Rubens Leme da Costa, será lançado no dia 24 de maio às 19h30 na Livraria Cultura do Shopping Bourbon.
Com 500 páginas, ele tem um enfoque tão simples como original para contar a história das Copas do Mundo: é baseado na história dos homens que conseguiram a maior conquista possível para um jogador de futebol.
Por isso, o livro contém o perfil de TODOS os campeões, mesmo daqueles que não entraram em campo. Estão ali desde obscuros reservas do Uruguai de 1930, nomes desconhecidos como Riolfo, Calvo e Melogno até Buffon, Pirlo e outros campeões italianos de 2006. Todos eles com uma ficha completa, com o número de jogos e gols na carreira e no Mundial.
Quem ganhou três Copas, mereceu três perfis. Aqui está o garoto Pelé de 1958, o caçado Pelé de 1962 e o grande Pelé de 1970. Aqui está o Zagallo jogador de 1958 e 1962 e o Zagallo técnico de 1970.
Além dos campeões, o livro tem o perfil do melhor jogador e de destaques de cada Copa, o que permite a presença de gênios que não ganharam, como Fausto e Puskas.
O capítulo final, para enfatizar o enfoque do livro em heróis que o mundo venera, tem o depoimento de 28 campeões. Gente como Didi, Parreira, Zagallo, Nílton Santos, Raí, Maspoli, Ghiggia e Schiaffino.
É um livro de pesquisador, mas também um livro de reportagem.
Rubão e Menom são grandes amigos e grandes jornalistas. Não tenho medo de recomendar e estará na lista de livros que levarei comigo para a Copa, como fonte inesgotável de pesquisa.
Os volantes do Garamba

Nesta terça-feira, 18h30, na Saraiva do Shopping Morumbi, em São Paulo, Sidney Garambone lança e autografa seu livro Os 11 Maiores Volantes do Futebol Brasileiro, pela Contexto.
Garamba tem texto refinado, humorado para o bem e construiu uma ótima sacada, um volante fictício. Vale a pena a leitura e o prazer de quem não conhece ainda poder conhecer o Garamba.
domingo, maio 16, 2010
sexta-feira, maio 14, 2010
Inter, Fernandão etc.
Atualizada rápida, em virtude de atrasos com o fechamento do aeroporto de Porto Alegre (baite serração, tchê!).
Bom jogo entre Inter e Estudiantes, vitória suada, sofrida, merecida. Não é moleza enfrentar o Estudiantes, time bem armado, certinho, que marca forte e tem disciplina tática. Fora isso, conta com Verón, um extra-classe.
O Inter precisa mostrar a tranquilidade do Estudiantes no jogo de volta e também a disciplina na marcação. Como acho que tem mais jogadores de talento, a possibilidade de passar é ótima.
Fernandão
Só vi os melhores momentos de Cruzeiro x São Paulo, pois estava comentando Grêmio x Santos na mesma hora. Dei sorte de ser escalado para o jogo do ano.
Óbvio que em Minas o destaque foi Fernandão, uma aposta do presidente do São Paulo. Entrou, jogou e decidiu. Muito bom jogador, mas que não seja julgado por um jogo, para o bem ou para mal. Ficou muito difícil para o Cruzeiro e o São Paulo jogou a bola que não tinha jogado no ano.
Sobre o São Paulo, um gaiato metido a fiscal e desconfiado que ele só, me cobra comentário sobre o Morumbi na Copa. Se ele é atento, leu aqui que eu escrevi que não havia outro estádio em São Paulo para a Copa. Apenas informei depois o jogo de bastidores, os problemas políticos.
Como não vou jogar e provavelmente estarei trabalhando, tanto faz como tanto fez em quais estádios serão os jogos da Copa de 2014. Só quero saber quanto da conta sairá do bolso do contribuinte.
Atualizada rápida, em virtude de atrasos com o fechamento do aeroporto de Porto Alegre (baite serração, tchê!).
Bom jogo entre Inter e Estudiantes, vitória suada, sofrida, merecida. Não é moleza enfrentar o Estudiantes, time bem armado, certinho, que marca forte e tem disciplina tática. Fora isso, conta com Verón, um extra-classe.
O Inter precisa mostrar a tranquilidade do Estudiantes no jogo de volta e também a disciplina na marcação. Como acho que tem mais jogadores de talento, a possibilidade de passar é ótima.
Fernandão
Só vi os melhores momentos de Cruzeiro x São Paulo, pois estava comentando Grêmio x Santos na mesma hora. Dei sorte de ser escalado para o jogo do ano.
Óbvio que em Minas o destaque foi Fernandão, uma aposta do presidente do São Paulo. Entrou, jogou e decidiu. Muito bom jogador, mas que não seja julgado por um jogo, para o bem ou para mal. Ficou muito difícil para o Cruzeiro e o São Paulo jogou a bola que não tinha jogado no ano.
Sobre o São Paulo, um gaiato metido a fiscal e desconfiado que ele só, me cobra comentário sobre o Morumbi na Copa. Se ele é atento, leu aqui que eu escrevi que não havia outro estádio em São Paulo para a Copa. Apenas informei depois o jogo de bastidores, os problemas políticos.
Como não vou jogar e provavelmente estarei trabalhando, tanto faz como tanto fez em quais estádios serão os jogos da Copa de 2014. Só quero saber quanto da conta sairá do bolso do contribuinte.
quinta-feira, maio 13, 2010
Os deuses estiveram
no estádio Olímpico
Que jogaço - mais um - no estádio Olímpico! Virada espetacular do Grêmio, saiu de 0-2 para 4-2 e finalizou em 4-3. Mas poderia ter sido 5-3 pro Grêmio, 4-3 pro Santos, tudo isso.
Os deuses estiveram no Olímpico. Os deuses do futebol. Que nos deram Ganso, um craque pronto para o que der e vier. Que nos deram essa torcida do Grêmio, exemplo de paixão e fé que deveria ser seguido por todas as outras. O gremista torce por seu time em qualquer tempo, com qualquer resultado, como diz seu hino, com o Grêmio onde o Grêmio estiver.
Aliás, onde estava a cabeça do grande goleiro Vitor naquela saída do primeiro gol santista? Na lista do Dunga?
Confuso na marcação com a linha de três zagueiros, com Rodrigo e Ozéia batendo cabeça, o Grêmio deu ao Santos tudo que não se pode dar: espaço. Pagou caro, saiu perdendo por 2 a 0 e poderia ter tomado mais. Ainda assim, desperdiçou um pênalti, viu Felipe fazer grandes defesas.
Quando o jogo parecia calmo para o Santos, o Grêmio ressurgiu aproveitando os vacilos incríveis de Rodrigo Mancha e acordando Borges, um grande centroavante, que tem menos prestígio do que deveria ter. Silas já tinha arrumado o time do Grêmio, tirando o Hugo da ala e recolocando-o no meio, com Edílson na esquerda. E a dupla Borges e Jonas dá tanto trabalho quanto deu a dupla André e Robinho.
Na volta, no jogo de Santos, podemos esperar muito mais, um futebol ainda melhor, já que não tem volta, é dali que sai o finalista.
no estádio Olímpico
Que jogaço - mais um - no estádio Olímpico! Virada espetacular do Grêmio, saiu de 0-2 para 4-2 e finalizou em 4-3. Mas poderia ter sido 5-3 pro Grêmio, 4-3 pro Santos, tudo isso.
Os deuses estiveram no Olímpico. Os deuses do futebol. Que nos deram Ganso, um craque pronto para o que der e vier. Que nos deram essa torcida do Grêmio, exemplo de paixão e fé que deveria ser seguido por todas as outras. O gremista torce por seu time em qualquer tempo, com qualquer resultado, como diz seu hino, com o Grêmio onde o Grêmio estiver.
Aliás, onde estava a cabeça do grande goleiro Vitor naquela saída do primeiro gol santista? Na lista do Dunga?
Confuso na marcação com a linha de três zagueiros, com Rodrigo e Ozéia batendo cabeça, o Grêmio deu ao Santos tudo que não se pode dar: espaço. Pagou caro, saiu perdendo por 2 a 0 e poderia ter tomado mais. Ainda assim, desperdiçou um pênalti, viu Felipe fazer grandes defesas.
Quando o jogo parecia calmo para o Santos, o Grêmio ressurgiu aproveitando os vacilos incríveis de Rodrigo Mancha e acordando Borges, um grande centroavante, que tem menos prestígio do que deveria ter. Silas já tinha arrumado o time do Grêmio, tirando o Hugo da ala e recolocando-o no meio, com Edílson na esquerda. E a dupla Borges e Jonas dá tanto trabalho quanto deu a dupla André e Robinho.
Na volta, no jogo de Santos, podemos esperar muito mais, um futebol ainda melhor, já que não tem volta, é dali que sai o finalista.
quarta-feira, maio 12, 2010
A Lista
No Twitter postei uma brincadeira com o texto Lista Estranha com Gente Esquisita. Correria total, voo atrasado, consegui chegar em Porto Alegre para fazer o Arena SporTV e comentar Grêmio x Santos, hoje, e Inter x Estudiantes, amanhã.
Antes, rapidamente, vamos a ela, a lista de Dunga. Falei muito sobre a mesma no dia da convocação, no Arena Especial, no Rio.
Rapidamente, alguns pitacos.
A defesa é boa, quase incontestável. Poderia ter ido um ou outro, mas os que foram são nomes que não se discute, até mesmo o Michel Bastos.
O meio-campo é o problema, porque tem muito volante e pouco meia. Ramires e Elano são meias para Dunga, mas pra mim são volantes. Bons volantes, Ramires muito bom. Glberto foi convocado como lateral mas quebra o galho no meio se precisar. Enfim, falta ali um pensador, um organizador. Poderia ter sido o Ganso. A gente esquisita parece ser o Kléberson, que nem está jogando tão bem assim.
No ataque, todo mundo que foi chamado é bom, mas faz falta um cara para mudar o estilo, desequilibrar. Até mesmo o Adriano seria legal, o Neymar uma aposta.
Enfim, a lista é estranho porque tem o Gomes e não o Victor. Gomes é bom goleiro,claro, mas o Victro está jogando muito.
Gente esquisita são Dunga e Jorginho quando ficam nervosos e atacam tudo e todos, inventam patriotadas e confundem com patriotismo, confundem futebol com guerra e torcedor com conribuinte e cidadão. O que foi o chilique do Jorginho?
Fora isso, a minha, a sua lista seriam diferentes. Mas o dono da lista é o Dunga, ela está aí e o lance agora é esperara para ver.
No Twitter postei uma brincadeira com o texto Lista Estranha com Gente Esquisita. Correria total, voo atrasado, consegui chegar em Porto Alegre para fazer o Arena SporTV e comentar Grêmio x Santos, hoje, e Inter x Estudiantes, amanhã.
Antes, rapidamente, vamos a ela, a lista de Dunga. Falei muito sobre a mesma no dia da convocação, no Arena Especial, no Rio.
Rapidamente, alguns pitacos.
A defesa é boa, quase incontestável. Poderia ter ido um ou outro, mas os que foram são nomes que não se discute, até mesmo o Michel Bastos.
O meio-campo é o problema, porque tem muito volante e pouco meia. Ramires e Elano são meias para Dunga, mas pra mim são volantes. Bons volantes, Ramires muito bom. Glberto foi convocado como lateral mas quebra o galho no meio se precisar. Enfim, falta ali um pensador, um organizador. Poderia ter sido o Ganso. A gente esquisita parece ser o Kléberson, que nem está jogando tão bem assim.
No ataque, todo mundo que foi chamado é bom, mas faz falta um cara para mudar o estilo, desequilibrar. Até mesmo o Adriano seria legal, o Neymar uma aposta.
Enfim, a lista é estranho porque tem o Gomes e não o Victor. Gomes é bom goleiro,claro, mas o Victro está jogando muito.
Gente esquisita são Dunga e Jorginho quando ficam nervosos e atacam tudo e todos, inventam patriotadas e confundem com patriotismo, confundem futebol com guerra e torcedor com conribuinte e cidadão. O que foi o chilique do Jorginho?
Fora isso, a minha, a sua lista seriam diferentes. Mas o dono da lista é o Dunga, ela está aí e o lance agora é esperara para ver.
terça-feira, maio 11, 2010
A Melhor Seleção do Mundo

É nesta quarta, dia 12/05, as 18h30, o lançamento do livro As Melhores Seleções do Mundo, dos amigos Eugênio Goussinsky e João Carlos Assunção, o grande Janca. Local? Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.
Coleção de histórias da Seleção Brasileira para crianças, ilustradas pelo mestre Gustavo Rosa.
Imperdível.
Sabe aquela do Pierre?
Pois é, falou-se que Pierre, do Palmeiras, interessaria ao Fenerbahce, da Turquia, por causa de um post do Alex, craque brasileiro do time, no Twitter.
Pois o Pierre em questão é o holandês Pierre van Hoijoonk, ex-jogador do time turco. Pierre do Palmeiras não é um nome citado por lá.
Pois é, falou-se que Pierre, do Palmeiras, interessaria ao Fenerbahce, da Turquia, por causa de um post do Alex, craque brasileiro do time, no Twitter.
Pois o Pierre em questão é o holandês Pierre van Hoijoonk, ex-jogador do time turco. Pierre do Palmeiras não é um nome citado por lá.
segunda-feira, maio 10, 2010
Comentando os comentários
da minha lista para a Copa
Antes de mais nada, bombou, o que é bom. Destaco alguns bons comentários, os divertidos e, claro, as eternas manias de perseguição, aqueles que acusam todos de bairrismo e que, no fundo, são os verdadeiros bairristas.
O mais legal é que todo mundo chama o Dunga de retranqueiro, mas muita gente pede mais volantes, quem vai marcar, quem vai marcar etc. Sensacional! Todo torcedor é ousado na arquibancada e será um conservador como técnico!
E lista cada um tem a sua, gente, no fundo estamos todos brincando, porque a que vale sai amanhã e é a do Dunga.
Marcel Alcântara chama a lista de simpática mas surreal. Ele diz que não convocaria o Neymar por ele ser mala. Depois eu que sou surreal! Ser mala virou critéirio de corte. Jogador tem que ser bom, não simpático.
Felipe trocaria dois nomes da minha lista, os quais eu também trocaria sem medo. Dois bons nomes.
Jmleao2 quer desafiar minha seleção no videogame mas não escala a dele. Escale a sua, vamos ver e jogar. Wii, Play, XBox...
Leonam, nem acho minha lista assim tão boa, mas é o que penso.
Anônimo, vc é péssimo para não ter dúvida. Como chutador, erra longe.
Ludson, eu atualmente tô mais pra fazer 5 e tomar 3.
Renata, o homem que parou Messi foi meio forte.rsrsrss Mas é bom jogador.
Rodrigo Furlan, Mello, Elano e Hernanes são volantões, mas também jogam. Sou da filosofia do Luxa, volante tem que saber jogar.
Gláuber, vendo o futebol de forma nacional, vamos a ele. Dos últimos seis títulos brasileiros, 5 foram de SP e um do Rio. Dos últimos seis títulos da Copa do Brasil, 3 foram de SP (dois de times pequenos), dois do Rio e um de Pernambuco. Essa é uma visão nacional, certo? Os últimos brasileiros finalistas de Libertadores foram um paulista, um gaúcho, um carioca e um mineiro, certo? Todos campeonatos nacionais. Acho que a visão regional é a sua. Ramires jogou demais no Cruzeiro mas não manteve o aproveitamento na Seleção, pelo menos em minha opinião. Fábio pode ir tranquilamente pra Copa, assim como os outros que citei. É o que penso. Abs
Silvião, o Alex não jogar uma Copa é uma maldade com o futebol. Ele merecia muito.
Mário Martinho, ou é a mesma coisa que tanto faz. Pena vc não perceber. Abs
Zimmer, ele foi bem na Seleção, embora seja esquentadinho.
Bruno Avena, suas mudanças são boas.
Ricardo, não estive na Mooca.
Pra quem falou da Seleção do Falcão, eu também adoraria enfrentar aquele time que ele montou nos anos 90.
A minha lista para a Copa
Goleiros
Júlio César, Vítor e Rogério Ceni (ou Marcos)
Laterais
Maicon, Daniel Alves e Michel Bastos
Zagueiros
Lúcio, Juan, Luisão, Alex Silva e Miranda
Meio-campistas
Felipe Mello, Hernanes, Kaká, Diego, Elano, Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso
Atacantes
Robinho, Neymar, Luís Fabiano, Nilmar e Adriano
Goleiros
Júlio César, Vítor e Rogério Ceni (ou Marcos)
Laterais
Maicon, Daniel Alves e Michel Bastos
Zagueiros
Lúcio, Juan, Luisão, Alex Silva e Miranda
Meio-campistas
Felipe Mello, Hernanes, Kaká, Diego, Elano, Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso
Atacantes
Robinho, Neymar, Luís Fabiano, Nilmar e Adriano
Coleção os 11 Maiores
do Futebol Brasileiro
Estou devendo uma nota mais completa sobre a coleção de livros da Editora Contexto sobre futebol. Tive a honra de começar essa aventura, com Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro, livro lançado ano passado e que encontra-se em segunda edição.
Também pude indicar muitos autores que escreveram as outras obras. Grandes amigos, quase irmãos, como Milton Leite (0s 11 Maiores Centroavantes e as Maiores Seleções Brasileiras), Luís Augusto Simon, o Menon (Os 11 Maiores Goleiros), Marcelo Barreto (0s 11 Maiores Camisas 10) , Mauro Beting (As Maiores Seleções Estrangeiras), Paulo Guilherme (Os Maiores Laterais), Sidney Garambone (Os 11 Maiores Volantes).
De todos esses, já li o do Milton sobre a Seleção Brasileira e recomendo. É imperdível mesmo. Bem escrito, leve, com muitas histórias e depoimentos interessantes. Estou terminando o do Barreto sobre os camisas 10. Também é ótimo. Chamo a atenção para as entrevistas feitas com os personagens que falam sobre os escolhidos. Barreto comprova seu talento como entrevistador.
O do Garamba imagino que reflita a criatividade do autor. Ele até inventou um volante fictício, que deve estar hilário.
Pra falar do Menom sou suspeito, o cara é um amigo de muito tempo, escreve bem demais, estilo argentino, um pé no realismo fantástico.
Enfim, depois da Copa eu prometo ler todos.
do Futebol Brasileiro
Estou devendo uma nota mais completa sobre a coleção de livros da Editora Contexto sobre futebol. Tive a honra de começar essa aventura, com Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro, livro lançado ano passado e que encontra-se em segunda edição.
Também pude indicar muitos autores que escreveram as outras obras. Grandes amigos, quase irmãos, como Milton Leite (0s 11 Maiores Centroavantes e as Maiores Seleções Brasileiras), Luís Augusto Simon, o Menon (Os 11 Maiores Goleiros), Marcelo Barreto (0s 11 Maiores Camisas 10) , Mauro Beting (As Maiores Seleções Estrangeiras), Paulo Guilherme (Os Maiores Laterais), Sidney Garambone (Os 11 Maiores Volantes).
De todos esses, já li o do Milton sobre a Seleção Brasileira e recomendo. É imperdível mesmo. Bem escrito, leve, com muitas histórias e depoimentos interessantes. Estou terminando o do Barreto sobre os camisas 10. Também é ótimo. Chamo a atenção para as entrevistas feitas com os personagens que falam sobre os escolhidos. Barreto comprova seu talento como entrevistador.
O do Garamba imagino que reflita a criatividade do autor. Ele até inventou um volante fictício, que deve estar hilário.
Pra falar do Menom sou suspeito, o cara é um amigo de muito tempo, escreve bem demais, estilo argentino, um pé no realismo fantástico.
Enfim, depois da Copa eu prometo ler todos.
domingo, maio 09, 2010
Largada tímida
do Brasileirão-2
Pois bem, do que pude ver até agora, já fim de noite, cansaço batendo, hora de dormir para acordar pro Bom Dia São Paulo. Nada que tenha mudado a impressão do início bem meia-boca do Brasileirão.
Corinthians e Cruzeiro não pediram e nem precisavam para poder ganhar seus jogos, mas tiveram uma baita ajuda da arbitragem para passar por Atlético Paranaense e Inter. Pênaltis pra lá de inventados em cada jogo. Pelo que vi na TV.
Flamengo e São Paulo fizeram um jogo que ficou na ameaça. Poderia ter sido bem melhor, mas não foi. Pelo menos teve emoção no final, com chances incríveis perdidas pelos dois lados. O Flamengo é um time mais leve, mais solto, tem mais sede, ainda que com muitos reservas. O São Paulo, também modificado, é um time chato de se ver jogar, sem inspiração, sem estilo definido.
E que fase a do Muricy! Só derrotas para o treinador mais vencedor dos últimos tempos. Certamente isso vai mudar, porque competência ele tem. Para mim, foi pênalti, sim, no Geraldo. Aliás, belo retorno do Ceará à primeira divisão. Assim como o do Guarani. Mal foi o Prudente na estréia com o novo nome, que caiu diante do forte Avaí.
do Brasileirão-2
Pois bem, do que pude ver até agora, já fim de noite, cansaço batendo, hora de dormir para acordar pro Bom Dia São Paulo. Nada que tenha mudado a impressão do início bem meia-boca do Brasileirão.
Corinthians e Cruzeiro não pediram e nem precisavam para poder ganhar seus jogos, mas tiveram uma baita ajuda da arbitragem para passar por Atlético Paranaense e Inter. Pênaltis pra lá de inventados em cada jogo. Pelo que vi na TV.
Flamengo e São Paulo fizeram um jogo que ficou na ameaça. Poderia ter sido bem melhor, mas não foi. Pelo menos teve emoção no final, com chances incríveis perdidas pelos dois lados. O Flamengo é um time mais leve, mais solto, tem mais sede, ainda que com muitos reservas. O São Paulo, também modificado, é um time chato de se ver jogar, sem inspiração, sem estilo definido.
E que fase a do Muricy! Só derrotas para o treinador mais vencedor dos últimos tempos. Certamente isso vai mudar, porque competência ele tem. Para mim, foi pênalti, sim, no Geraldo. Aliás, belo retorno do Ceará à primeira divisão. Assim como o do Guarani. Mal foi o Prudente na estréia com o novo nome, que caiu diante do forte Avaí.
Largada tímida
do Brasileirão
O momento ainda é das Copas do Brasil e Libertadores. É nesses torneios que o coração do brasileiro pulsa até que a bola role na África. Só depois disso, lá pelo meio de julho, é que o Campeonato Brasileiro vai chamar realmente a atenção.
Mas a bola rolou e como dizem os apreciadores da atual fórmula de disputa, "todo jogo é uma decisão" - com o que não concordo, mas isso é outro tema.
Vi apenas lances de dois jogos por enquanto. Botafogo x Santos e Palmeiras x Vitória. Sei que o Grêmio e o Atlético Goianiense mandaram trupes alternativas a campo, no que estão certos, já que têm jogos mais importantes pela frente na Copa do Brasil.
No Engenhão vimos que o Santos hoje é uma idéia, a do futebol alegre e ofensivo, seja qual for a escalação, titular, mista ou reserva. E que o Botafogo também é uma idéia. Mais modesta, mas muito bem executada em termos de entrega, dedicação e compromisso de seus jogadores. Além disso, tem uma das mais perigosas duplas de ataque da competição, a Conexão Platina de Loco Abreu e Herrera. Eles podem não ter o glamour de Love e Adriano, nem a velocidade e a técnica de Kléber e Tiago Ribeiro, mas dãoum baita trabalho. O 3 a 3 ficou de bom tamanho, num jogo bacana de se acompanhar.
No Palestra Itália encharcado, o Palmeiras foi sempre superior ao Vitória, embora os grandes adversários do time fossem a instabilidade emocional de alguns de seus jogadores, provocada pela impaciência da torcida e a ausência da diretoria.
Mas o Verdão tinha Cleiton Xavier e, principalmente, Lincoln, que encontraram os caminhos de uma vitória que pode, no mínimo, adiar o incêndio que muitas vezes parece iminente no clube. Robert não merece as vaias da torcida porque luta. É meio grossão, é verdade, mas se entrega em campo e deveria ao menos ter esse reconhecimento, já que atua sozinho na frente na maior parte do tempo.
Agora é esperar o domingo e curtir as mamães presentes e as lembranças maravilhosas das que estão ausentes, pelo menos fisicamente.
do Brasileirão
O momento ainda é das Copas do Brasil e Libertadores. É nesses torneios que o coração do brasileiro pulsa até que a bola role na África. Só depois disso, lá pelo meio de julho, é que o Campeonato Brasileiro vai chamar realmente a atenção.
Mas a bola rolou e como dizem os apreciadores da atual fórmula de disputa, "todo jogo é uma decisão" - com o que não concordo, mas isso é outro tema.
Vi apenas lances de dois jogos por enquanto. Botafogo x Santos e Palmeiras x Vitória. Sei que o Grêmio e o Atlético Goianiense mandaram trupes alternativas a campo, no que estão certos, já que têm jogos mais importantes pela frente na Copa do Brasil.
No Engenhão vimos que o Santos hoje é uma idéia, a do futebol alegre e ofensivo, seja qual for a escalação, titular, mista ou reserva. E que o Botafogo também é uma idéia. Mais modesta, mas muito bem executada em termos de entrega, dedicação e compromisso de seus jogadores. Além disso, tem uma das mais perigosas duplas de ataque da competição, a Conexão Platina de Loco Abreu e Herrera. Eles podem não ter o glamour de Love e Adriano, nem a velocidade e a técnica de Kléber e Tiago Ribeiro, mas dãoum baita trabalho. O 3 a 3 ficou de bom tamanho, num jogo bacana de se acompanhar.
No Palestra Itália encharcado, o Palmeiras foi sempre superior ao Vitória, embora os grandes adversários do time fossem a instabilidade emocional de alguns de seus jogadores, provocada pela impaciência da torcida e a ausência da diretoria.
Mas o Verdão tinha Cleiton Xavier e, principalmente, Lincoln, que encontraram os caminhos de uma vitória que pode, no mínimo, adiar o incêndio que muitas vezes parece iminente no clube. Robert não merece as vaias da torcida porque luta. É meio grossão, é verdade, mas se entrega em campo e deveria ao menos ter esse reconhecimento, já que atua sozinho na frente na maior parte do tempo.
Agora é esperar o domingo e curtir as mamães presentes e as lembranças maravilhosas das que estão ausentes, pelo menos fisicamente.
sexta-feira, maio 07, 2010
Olha o Colorado aí, gente!
Grande vitória do Inter sobre o Banfield. Dominou o tempo todo, com raça, determinação e bom futebol. D´Alessandro fez uma partida espetacular, jogou demais. E olho nesse moleque Walter, que bate um bolão!
Agora a torcida e a mídia gaúchas deveriam dar uma trégua ao Fossatti e acreditar no potencial desse bom grupo colorado.
O diabo é que o Inter terá pela frente o Estudiantes, uma das mais valorosas grifes da Libertadores, com quatro taças. E que está ainda melhor do que em 2009, quando levantou o caneco. Mas se o Inter passar, carimba o rótulo de favorito em sua camisa vermelha.
Grande vitória do Inter sobre o Banfield. Dominou o tempo todo, com raça, determinação e bom futebol. D´Alessandro fez uma partida espetacular, jogou demais. E olho nesse moleque Walter, que bate um bolão!
Agora a torcida e a mídia gaúchas deveriam dar uma trégua ao Fossatti e acreditar no potencial desse bom grupo colorado.
O diabo é que o Inter terá pela frente o Estudiantes, uma das mais valorosas grifes da Libertadores, com quatro taças. E que está ainda melhor do que em 2009, quando levantou o caneco. Mas se o Inter passar, carimba o rótulo de favorito em sua camisa vermelha.
quinta-feira, maio 06, 2010
Ronaldo também
precisa se respeitar
Ronaldo Fenômeno tem todo o direito de pedir respeito. Respeito esse que o torcedor e a mídia brasileiros têm por ele. E muito. Ronaldo é quase totalmente blindado em relação a problemas que ele mesmo arrumou para si próprio durante a carreira.
Apenas alguns sensacionalistas de plantão pegaram pesado. No mais, se fosse com outro jogador, talvez menos conhecido e menos simpático junto ao público, a coisa seria bem pior.
Ronaldo também precisa se dar mais ao respeito. O maior artilheiro das Copas, um dos maiores atacantes do mundo em todos os tempos não pode entrar em campo para jogar com o peso que ele tem entrado.
Se ele tem problemas, o torcedor, o jornalista, o brasileiro comum também tem. E o brasileiro comum não tem a - merecida, diga-se - conta bancária de Ronaldo.
Por que ele não pediu mais respeito ao colega de time Roberto Carlos, que falou abertamente em entrevista coletiva que Ronaldo estava maneirando com a comida para jogar melhor? Uai, ele não é atleta profissional? Deveria cuidar do peso, da saúde.
Pipocam histórias de bastidores de Ronaldo pela noite paulistana. Quase nenhuma foi explorada de maneira sensacionalista.
Enfim, foi Ronaldo, acho eu, que não se deu ao respeito ao se permitir entrar em campo absolutamente fora de forma, colocando em risco o prestígio dolorosamente adquirido em tantos anos de treinos, jogos e sacrifícios.
Ainda assim, todo mundo pontuava: mesmo fora de forma ele pode decidir.
Então, se Ronaldo acha respeito bom, ele precisa primeiro gostar de se respeitar.
precisa se respeitar
Ronaldo Fenômeno tem todo o direito de pedir respeito. Respeito esse que o torcedor e a mídia brasileiros têm por ele. E muito. Ronaldo é quase totalmente blindado em relação a problemas que ele mesmo arrumou para si próprio durante a carreira.
Apenas alguns sensacionalistas de plantão pegaram pesado. No mais, se fosse com outro jogador, talvez menos conhecido e menos simpático junto ao público, a coisa seria bem pior.
Ronaldo também precisa se dar mais ao respeito. O maior artilheiro das Copas, um dos maiores atacantes do mundo em todos os tempos não pode entrar em campo para jogar com o peso que ele tem entrado.
Se ele tem problemas, o torcedor, o jornalista, o brasileiro comum também tem. E o brasileiro comum não tem a - merecida, diga-se - conta bancária de Ronaldo.
Por que ele não pediu mais respeito ao colega de time Roberto Carlos, que falou abertamente em entrevista coletiva que Ronaldo estava maneirando com a comida para jogar melhor? Uai, ele não é atleta profissional? Deveria cuidar do peso, da saúde.
Pipocam histórias de bastidores de Ronaldo pela noite paulistana. Quase nenhuma foi explorada de maneira sensacionalista.
Enfim, foi Ronaldo, acho eu, que não se deu ao respeito ao se permitir entrar em campo absolutamente fora de forma, colocando em risco o prestígio dolorosamente adquirido em tantos anos de treinos, jogos e sacrifícios.
Ainda assim, todo mundo pontuava: mesmo fora de forma ele pode decidir.
Então, se Ronaldo acha respeito bom, ele precisa primeiro gostar de se respeitar.
quarta-feira, maio 05, 2010
Cruzeiro voa alto
Os 3 a 0 do Cruzeiro sobre o Nacional em Monevidéu ratificam o bom momento da equipe, a mais sólida entre as brasileiras na Libertadores. A equipe de Adílson Batista é a que mostra o melhor futebol na competição, tem uma dupla de ataque infernal e aprendeu a duras penas com a derrota de 2009 na final.
Se vai passar pelo São Paulo, ninguém sabe. Tem mais time, joga melhor, mas o Tricolor paulista é sempre um adversário duro de ser batido na Libertadores.
De qualquer maneira, até agora, entre todos os brasileiros na Libertadores, o Cruzeiro é o que mostra as melhores condições de chegar ao título pelo futebol apresentado.
Corinthians caiu de pé
Melhor brasileiro na etapa inicial da Libertadores, o Corinthians viu adiado, novamente, o sonho de ganhar a competição, no ano de seu centenário. O que aumenta o trauma, em especial quando se ganha o jogo e se perde a esperança.
O Corinthians não pode transformar a Libertadores em trauma, tem que, primeiro, se tornar um frequentador habitual. Jogar muitas vezes, todo ano. Uma hora ganha.
Contra o Flamengo, o time foi muito bem no primeiro tempo. Mas o gol de Vágner Love derrubou psicologicamente a equipe. Sempre grande em decisões, o Flamengo cresceu no jogo e teve Bruno em noite memorável. Love e Adriano foram muito bem, experientes.
Mano Menezes foi mal ao tirar Elias. E o Corinthians não tem um banco capaz de virar jogos.
O futuro corintiano precisa agora de tranquilidade. O flamenguista, idem.
Palmeiras precisa mudar tudo
O Dragão goiano foi superior em três dos quatro tempos do duelo com o Palmeiras. Tem um time mais bem treinado e mais ousado. Um time do tamanho do Palmeiras não pode se resumir a defesa o tempo todo.
O problema do time é falta de personalide. Esse grupo está marcado pela derrota, precisa de uma guinada radical. Tem bons nomes como Lincoln, Xavier, Assunção, um grande goleiro. Mas a maioria sente demais o peso da camisa. E Antonio Carlos ainda nao disse ao que veio como treinador.
Geninho renasce com o Atlético Goianiense, arma um bom time e vai fazer um duelo interessante com outro bom time, o Vitória.
Santos e Grêmio, que jogo!
Santos e Grêmio na semifinal da Copa do Brasil devem fazer jogos espetaculares. Eles se unem ao Cruzeiro no trio que considero como os melhores times do País. O Santos e seus moleques atrevidos e rápidos. O Grêmio com um time forte e técnico. Jogaço!
Os 3 a 0 do Cruzeiro sobre o Nacional em Monevidéu ratificam o bom momento da equipe, a mais sólida entre as brasileiras na Libertadores. A equipe de Adílson Batista é a que mostra o melhor futebol na competição, tem uma dupla de ataque infernal e aprendeu a duras penas com a derrota de 2009 na final.
Se vai passar pelo São Paulo, ninguém sabe. Tem mais time, joga melhor, mas o Tricolor paulista é sempre um adversário duro de ser batido na Libertadores.
De qualquer maneira, até agora, entre todos os brasileiros na Libertadores, o Cruzeiro é o que mostra as melhores condições de chegar ao título pelo futebol apresentado.
Corinthians caiu de pé
Melhor brasileiro na etapa inicial da Libertadores, o Corinthians viu adiado, novamente, o sonho de ganhar a competição, no ano de seu centenário. O que aumenta o trauma, em especial quando se ganha o jogo e se perde a esperança.
O Corinthians não pode transformar a Libertadores em trauma, tem que, primeiro, se tornar um frequentador habitual. Jogar muitas vezes, todo ano. Uma hora ganha.
Contra o Flamengo, o time foi muito bem no primeiro tempo. Mas o gol de Vágner Love derrubou psicologicamente a equipe. Sempre grande em decisões, o Flamengo cresceu no jogo e teve Bruno em noite memorável. Love e Adriano foram muito bem, experientes.
Mano Menezes foi mal ao tirar Elias. E o Corinthians não tem um banco capaz de virar jogos.
O futuro corintiano precisa agora de tranquilidade. O flamenguista, idem.
Palmeiras precisa mudar tudo
O Dragão goiano foi superior em três dos quatro tempos do duelo com o Palmeiras. Tem um time mais bem treinado e mais ousado. Um time do tamanho do Palmeiras não pode se resumir a defesa o tempo todo.
O problema do time é falta de personalide. Esse grupo está marcado pela derrota, precisa de uma guinada radical. Tem bons nomes como Lincoln, Xavier, Assunção, um grande goleiro. Mas a maioria sente demais o peso da camisa. E Antonio Carlos ainda nao disse ao que veio como treinador.
Geninho renasce com o Atlético Goianiense, arma um bom time e vai fazer um duelo interessante com outro bom time, o Vitória.
Santos e Grêmio, que jogo!
Santos e Grêmio na semifinal da Copa do Brasil devem fazer jogos espetaculares. Eles se unem ao Cruzeiro no trio que considero como os melhores times do País. O Santos e seus moleques atrevidos e rápidos. O Grêmio com um time forte e técnico. Jogaço!
A importância
de ser Rogério
O São Paulo estava sendo empurrado para fora da Libertadores por uma retranca insuportável e pela falta de padrão de jogo de seu próprio time.
Foi quando Rogério Ceni apareceu. Primeiro para aumentar a tensão, perdendo um pênalti que ele próprio admitiu ter telegrafado. Depois, fazendo duas belas defesas e trazendo o time de volta para a disputa continental.
Rogério é um símbolo são-paulino. Não por acaso. No jogo de ontem, quebrou o galho de um time pouco inspirado, opaco, e de um treinador cuja idéia de futebol não se vislumbra em meio a educadas e polidas entrevistas coletivas.
Resta saber se, como ontem, só Rogério salva. Porque provavelmente o time enfrentará o Cruzeiro, que hoje, bola jogada, é melhor que o São Paulo.
de ser Rogério
O São Paulo estava sendo empurrado para fora da Libertadores por uma retranca insuportável e pela falta de padrão de jogo de seu próprio time.
Foi quando Rogério Ceni apareceu. Primeiro para aumentar a tensão, perdendo um pênalti que ele próprio admitiu ter telegrafado. Depois, fazendo duas belas defesas e trazendo o time de volta para a disputa continental.
Rogério é um símbolo são-paulino. Não por acaso. No jogo de ontem, quebrou o galho de um time pouco inspirado, opaco, e de um treinador cuja idéia de futebol não se vislumbra em meio a educadas e polidas entrevistas coletivas.
Resta saber se, como ontem, só Rogério salva. Porque provavelmente o time enfrentará o Cruzeiro, que hoje, bola jogada, é melhor que o São Paulo.
terça-feira, maio 04, 2010
Quem provoca precisa
aguentar o tranco depois
Claro que o Brasil inteiro viu e comenta a provocação da molecada do Santos pra cima de Wanderley Luxemburgo e Diego Tardelli, do Galo. Se fizeram aquilo, sabiam que estavam sendo gravados e que a gravação circularia o País minutos depois.
Em tempos de Internet não tem mais segredo. Tem câmera em telefone, caneta, relógio, e segundos depois está no You Tube e na TV.
Cada um fala o que quiser. Quem provoca, que aguente o tranco depois. Se o Santos for eliminado, alguém acha que Tardelli e Luxa ficarão calados?
O lado ruim disse é apenas tirar os comentários e análises de um jogo espetacular que deve ser a volta de Santos x Atlético. Fora isso, cria-se um clima pra lá de esquisito para um novo encontro entre as equipes no Campeonato Brasileiro.
A molecada do Santos é um barato, faz muita coisa na brincadeira, mas deveria ter pensado melhor antes de provocar explicitamente. Porque o mundo de hoje não é brincadeira, não é todo mundo que leva na brincadeira. Infelizmente, tem muito maluco infiltrado no futebol, gente que acredita que a violência resolve tudo e que o jogo de bola vale mais que uma vida.
Se amadureceram jogando contra o Santo André uma final em que ganharam o jogo sem merecer (o título é do Santos com todos os méritos), os jogadores do Santos mostraram que ainda falta um pouco de cabeça no lugar antes de tomar certas atitudes.
Se a gente vivesse num mundo menos nervosinho e irritadiço, seria apenas mais uma provocação. Houve um tempo em que era apenas isso. Fazia-se uma aposta e no final terinava tudo bem. É triste, mas esse tempo passou. Hoje é preciso ter mais responsabilidade com o que se fala e com a repercussão disso.
Tomara que amanhã se resolve tudo na bola mesmo.
Tricolor não pode vacilar
Mesmo jogando um futebol canhestro e sonolento, o São Paulo tem obrigação de passar por cima do Universitário do Peru, logo mais, no Morumbi. Simplesmente pela qualidade dos jogadores que tem. Se não for como time, o que tem sido difícil, algum jogador resolve.
Se for eliminado, acho pouco provável que Ricardo Gomes e alguns jogadores continuem.
Que surpresa terá Mano?
Fala-se em uma surpresa tática de Mano Menezes amanhã, contra Adriano e cia. Que surpresa poderia ter o Corinthians? Três atacantes? Ronaldo no banco? Três zagueiros? Vamos aguardar. É jogo equilibrado, mas acho que se o Flamengo fizer um gol, leva a vaga.
aguentar o tranco depois
Claro que o Brasil inteiro viu e comenta a provocação da molecada do Santos pra cima de Wanderley Luxemburgo e Diego Tardelli, do Galo. Se fizeram aquilo, sabiam que estavam sendo gravados e que a gravação circularia o País minutos depois.
Em tempos de Internet não tem mais segredo. Tem câmera em telefone, caneta, relógio, e segundos depois está no You Tube e na TV.
Cada um fala o que quiser. Quem provoca, que aguente o tranco depois. Se o Santos for eliminado, alguém acha que Tardelli e Luxa ficarão calados?
O lado ruim disse é apenas tirar os comentários e análises de um jogo espetacular que deve ser a volta de Santos x Atlético. Fora isso, cria-se um clima pra lá de esquisito para um novo encontro entre as equipes no Campeonato Brasileiro.
A molecada do Santos é um barato, faz muita coisa na brincadeira, mas deveria ter pensado melhor antes de provocar explicitamente. Porque o mundo de hoje não é brincadeira, não é todo mundo que leva na brincadeira. Infelizmente, tem muito maluco infiltrado no futebol, gente que acredita que a violência resolve tudo e que o jogo de bola vale mais que uma vida.
Se amadureceram jogando contra o Santo André uma final em que ganharam o jogo sem merecer (o título é do Santos com todos os méritos), os jogadores do Santos mostraram que ainda falta um pouco de cabeça no lugar antes de tomar certas atitudes.
Se a gente vivesse num mundo menos nervosinho e irritadiço, seria apenas mais uma provocação. Houve um tempo em que era apenas isso. Fazia-se uma aposta e no final terinava tudo bem. É triste, mas esse tempo passou. Hoje é preciso ter mais responsabilidade com o que se fala e com a repercussão disso.
Tomara que amanhã se resolve tudo na bola mesmo.
Tricolor não pode vacilar
Mesmo jogando um futebol canhestro e sonolento, o São Paulo tem obrigação de passar por cima do Universitário do Peru, logo mais, no Morumbi. Simplesmente pela qualidade dos jogadores que tem. Se não for como time, o que tem sido difícil, algum jogador resolve.
Se for eliminado, acho pouco provável que Ricardo Gomes e alguns jogadores continuem.
Que surpresa terá Mano?
Fala-se em uma surpresa tática de Mano Menezes amanhã, contra Adriano e cia. Que surpresa poderia ter o Corinthians? Três atacantes? Ronaldo no banco? Três zagueiros? Vamos aguardar. É jogo equilibrado, mas acho que se o Flamengo fizer um gol, leva a vaga.
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