segunda-feira, janeiro 19, 2009

KAKÁ E UM MUNDO
QUE ESTÁ MALUCO

Antes de mais nada, que fique claro: nada tenho contra o Kaká e tomara que ele possa ser sempre cada vez mais bem remunerado pelo seu trabalho e tenha muito sucesso. O que vou escrever é uma análise particular, uma visão de mundo tendo como pano de fundo essa absurda proposta do Manchester City pelo craque brasileiro.
Vivemos em um mundo absurdamente desigual e com uma economia, um sistema de vida, que ruiu. Baseado em riquezas inexistentes, fortunas virtuais e um desejo sem precedentes pelo fausto, pelo luxo, pelo inútil, em última análise. Mas há também o que eu chamo de boa economia, do mundo decente dos negócios, de gente que investe querendo ter lucro - o que é um direito sagrado - mas que produz algo, acrescenta, movimenta o mundo.
Fico pensando no que motiva alguém a oferecer R$ 360 milhões por um jogador de futebol. R$ 3,5 milhões por mês, leio no Globo Esporte. A conta não fecha nunca. Ou é prejuízo na certa ou é lavagem de dinheiro.
Eu penso o seguinte: nenhum ser humano merece ganhar R$ 3,5 milhões por mês de salário. É um acinte. Ninguém é assim tão importante que justifique uma brutal diferença em relação aos outros. Seja em qualquer ramo de atividade. Assim cria-se monstros. Como disse o grande amigo Léo Júnior, no Gama, quando trabalhando juntos em Goiás x São Paulo: maior do que a instituição, só houve um: Pelé.
Esporte é legal, bacana, mas é apenas esporte. Num mundo em que a estupidez suprema da guerra ainda acontece e no qual populações são dizimadas pela fome e pelo ódio étnico na África, um sujeito que tem dinheiro aos borbotões deveria fazer melhor uso do mesmo. Esse sheik que aposta essa fortuna no Kaká poderia, sim, apostar algo no craque, mas dentro de um valor que, mesmo sendo alto, fosse normal.
Posso estar ultrapassado, fora da ordem mundial, mas esse lance todo do Kaká só prova que o futebol é uma ilha de loucuras num mundo sem rumo. Um esporte fantástico, apaixonante, mas que opera no vermelho, troca barulho por dívidas e transforma gente com currículo pra lá de suspeito em donos de instituições esportivas centenárias.
Prefiro o futebol do jogo Brasil x Haiti, dos amigos do Zidane contra os amigos do Ronaldo, do craque que levantou a camisa em favor da Palestina. O esporte mais popular do mundo tem todo o direito de enriquecer e levar riqueza a seus maiores astros. Só não pode ofender ao ponto em que está chegando. A bolha pode estourar e levar junto o próprio jogo.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

QUAL É A MELHOR CONTRATAÇÃO?


Como consumidor de notícia não gosto do período de entressafra do futebol. Tem muito chute, dirigente querendo aparecer e pouca notícia de fato. Além disso, tem uma praga que grassa entre os blogs jornalísticos e de torcedores que tratam do tema: bater o bumbo em cima do furo. Ninguém leva bola nas costas. Fulano fala em novembro que jogador x será contratado pelo clube y. Em janeiro se confirma e o cara toca corneta dizendo assim: "conforme eu havia antecipado" etc. Chato isso.
Outra coisa que não me agrada muito como consumidor de informação e que evito fazer como comentarista é ficar avaliando contratações. O sucesso, dizem, tem muitos pais, e o fracasso sempre é filho bastardo. Essa linha de comentários que abomino, de convocar os louros de qualquer acerto sem recordar os fracassos. É tudo teoria. Quem pode afirmar que Ronaldo dará ou não resultados ao Corinthians? Ou que Washington fará muitos gols pelo São Paulo e Keirrison pelo Palmeiras? E, se concretizada a negociação, Fred será um sucesso no Fluminense?
Prefiro pensar nos porquês das contratações, nos motivos que levam um clube a buscar esse ou aquele atleta para determinada posição.
O caso do São Paulo com o Washington é muito claro. Sem Adriano e sem Aloísio o time não tinha no elenco um jogador de referência, um centroavante que chamasse a marcação. Melhor que isso, Washington é técnico, sabe jogar de costas para a defesa adversária. Um ataque com ele e Borges pode ser bastante eficiente. Será? Quem pode saber?
No caso palmeirense, Marquinhos e Williams são jogadores de velocidade, penetração, leveza, coisa que a equipe perdeu com a saída de Valdívia e nunca teve com Lenny, por exemplo.
Idem para o Corinthians, com Souza e Jorge Henrique, uma composição de ataque diferente, com jogadores de características distintas àquelas com as quais Mano Menezes contava.
Quem sabe o Santos, com menos badalação que os rivais, também não pode "encaixar" um time eficiente e competitivo?
Falo mais dos clubes paulistas porque é o estadual mais importante e o que começa primeiro entre os mais importantes.
Existem inúmeros fatores que contribuem para o sucesso ou o fracasso de um time. No Brasil, sucesso é apenas o título, o que muitas vezes não confere o valor devido a trabalhos muito bem feitos. No papel existem times fantásticos, mas uma equipe que funcione não depende apenas de capacidade técnica e conhecimento tático. É preciso haver uma certa química, comprometimento, caráter para enfrentar situações adversas. Muitas vezes o processo acaba sendo acelerado se existem jogadores inteligentes taticamente, que saibam ler o jogo e percebam rapidamente como está se desenhando uma equipe, quais os atalhos etc.
Quando o Brasileirão estiver para começar virão muitas respostas e os cabotinos de plantão estarão dizendo que eles acertaram tudo em janeiro.

TRAGÉDIA XAVANTE

Triste notícia chega do Sul, a tragédia com o ônibus do Brasil de Pelotas, com o falecimento de três pessoas, entre elas o atacante uruguaio Claudio Milar, ídolo da torcida. Meus sinceros pêsames às famílias dos falecidos e força à brava gente de Pelotas para recuperar o ânimo e a motivação e reverenciar a memória dos que se foram dando sequência à história de glórias do Brasil.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

INVASÃO DE EMPRESÁRIOS
MARCA A COPA SÃO PAULO

Confesso que fiquei assustado. Sabia que era assim, até postei algo sobre isso, mas o nível a que a coisa chegou é alarmante. Estávamos em Hortolândia, interior de São Paulo, toda a equipe do SporTV, Linhares Jr., Alê Oliveira, Edison Souza e Estevão Nunes, e antes de a bola rolar para o sensacional Fortaleza 5 x 4 Flamengo, nossa cabine recebeu a vistia de três pessoas falando espanhol e procurando as escalações dos dois times. No intervalo apareceram mais três. Vejam bem: seis estrangeiros para um jogo sub-18 do futebol brasileiro numa cidade há cerca de 100km de São Paulo. Todos empresários ou representantes de empresários, de olho no talento nascente do nosso futebol.
Havia também olheiros de vários times brasileiros, gente do Atlético Paranaense, claro que interessada no adversário da próxima fase.
O que me deixa curioso é saber se existe alguma maneira de proteger esse talento, de evitar que empresários invadam o País em busca de pé-de-obra, citando Mauro Beting, ainda em gestação. Haveria algo a ser feito? Ou é a roda da vida e temos que assistir impassíveis as suas revoluções?

NOVA ORTOGRAFIA

Acho que ainda vai levar um tempo até que eu me acostume. Como disse o amigo Marcelo Barreto no Redação SporTV de hoje, ler estreia e não estréia ainda bem estranho.

COPINHA ELITISTA

Recebi mensagem gentil e muito bem escrita do Bruno, dizendo que alguns críticos, como eu, têm uma visão elitista da Copa São Paulo. O Bruno acha legal que sejam muitos clubes para que a garotada do Norte e do Nordeste tenha uma chance de aparecer. É um ponot de vista. Mas será válido cruzar o País para levar de 10 a 0? É para se pensar.

RÁDIO GENESIS

Humberto sugere que eu crie uma rádio Genesis no site, com as músicas da banda. Não domino ainda a tecnologia para fazê-lo, Humberto, mas vou me informar e prometo adotar a ótima sugestão.

terça-feira, janeiro 13, 2009

COPINHA COM HORMÔNIOS
PERDE MUITO DO CHARME


Volto ao trabalho como comentarista do SporTV nesta quarta, na transmissão de Flamengo x Fortaleza, pela Copa São Paulo de Juniores, com os companheiros Linhares Jr, Alê Oliveira, Rodrigo Garavini e Estevão Nunes. A Copinha, com carinhosamente ficou conhecida, hoje é muito diferente do torneio proposto pelo Fábio Lazzari na virada dos anos 60 para os 70. Foi inchada por interesses políticos e perdeu um pouco do charme. Parece aqueles bombados de academia, que ficam parecendo o Schwarzzeneger da barriga para cima e têm pernas de corredor queniano.
Ainda assim, é uma vitrine interessante, uma amostra do que se produz ainda nas categorias de base do futebol brasileiro. Mostra também que muitos clubes ainda não sabem trabalhar na revelação de jogadores e que os empresários são muito mais rápidos e espertos para localizar e contratar jovens talentos. Pululam times e camisas de aluguel. Ano passado, a cada jogo que comentava eu recebia muitos cartões de gente que apresentava como agente Fifa, agente, empresário, olheiro. Resta saber o que virá desta edição. Vi alguns lances do Camacho, camisa dez do Flamengo, e esse garoto parece que é do ramo. Conferimos amanhã, 20h30, pelo Canal Campeão.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

O SER HUMANO TERIA FRACASSADO?


Sempre me pego perguntando isso a mim mesmo. Seria a nossa raça uma experiência que não deu certo? Alguém por aí, muito mais capacitado do que eu certamente, já fez essa afirmação. Sou um otimista por vocação e humanista por natureza e formação. Mas tem horas em que eu acho que nós, humanos, temos defeitos de projeto que são difíceis de corrigir.
Como entender que israelenses e palestinos, cuja origem é fundamentalmente a mesma, se metam nessa briga tribal há milênios? Ou aceitar que tanta gente morra por nada, por uma simples discussão de trânsito, por exemplo?
Fui a um observatório chamado Mamalluca, em Vicuña, Norte do Chile, durante as férias. Noite maravilhosa de lua cheia, lugar mágico, ar limíssimo, nebulosas se exibindo, galantes. São centenas de milhões de estrelas e, consequentemente, centenas mais de milhões de planetas espalhados pelo Universo. Com certeza há de existir uma raça melhor por aí. Por mais virtudes que tenha a humana, ela esgota suas possibilidades a cada dia num festival de horrores, desrespeito, poluição, futilidades. Acho que só nos resta mesmo vasculhar o céu.
Tell Me Why é uma canção pouco conhecida do Genesis, do álbum We Can´t Dance, de 1991. Mas, além de ser legal, tem perguntas que certamente cada um de nós faz quando se depara com a debilidade moral e intelectual do que somos. Abaixo:



Mothers crying in the street
Children dying at their feet, tell me why
People starving everywhere
There's too much food but none to spare, tell me why

Can you see that shaft of sunlight
Can you see it in my eyes
I can feel the fire that's burning
Anger and hope so deep
So deep within my heart
Before my eyes
For some it's too late
It seems there's no-one listening

People sleeping in the streets
No roof above, no food to eat, tell me why
See the questions in their eyes
Listen to their children's cries, tell me why

If there's a God
Is he watching
Can he give a ray of hope
So much pain and so much sorrow
Tell me what does he see
When he looks at you
When he looks at me
What would he say
It seems there's no-one listening

Who would think it still could happen
Even in this time and place
Politicians, they may save themselves
But they won't save their face
Just hope against hope
It's not too late

You say there's nothing you can do
Is there one rule for them and one for you
Tell me why

Listen can you see that shaft of sunlight
Can you see it in my eyes
I can feel the fire that's burning
Anger and hope so deep
So deep within my heart
Before my eyes
For some it's too late
It seems there's no-one listening

Hurry for me, hurry for me, they cry

segunda-feira, janeiro 05, 2009

SI VAS PARA CHILE


Passo as férias com a família no Chile, mais precisamente em La Serena, IV Región. Sou casado com dona Isabel, presente maravilhoso que o Chile me deu, e vim conhecer uma parte da família. Gente muito boa, especial, cheia de bom-humor.
Tem uma música famosa do cancioneiro popular chileno que se chama Si Vas Para Chile. Aproveito a mesma para deixar algumas dicas.
La Serena é uma cidade colada a Coquimbo, as duas se unem em frente a uma bonita baía banhada pelo Pacífico. Lugar calmo, bonito, simpático, onde chilenos e argentinos veraneiam. As cadeias montanhosas chilenas chegam perto do mar e formam belas paisagens.
Perto de La Serena, quando se dirige para o interior, rumo à fronteira com a Argentina, existe um lugar sensacional chamado Vale do Elqui. O rio que nome ao vale traz abundância a uma pequena faixa de terra em meio a uma paisagem seca, quase lunar, que anuncia o deserto próximo, mais ao Norte. vinhedos espetaculares e vistas maravilhosas, além de observatórios que vasculham o Universo aproveitando o ar limpíssimo da área, sempre com os céus estrelados.
O vinho é sempre bom, a gente é hospitaleira, as paisagens, muito diferentes das nossas. Enfim, uma linda viagem.

terça-feira, dezembro 23, 2008

FELIZ NATAL AO SOM DA
MINHA BANDA FAVORITA

Entangled é de 1976, de um disco chamado A Trick of The Tail. Simplesmente mágica!

FOI-SE ROSA BRANCA, UM
MITO DO NOSSO BASQUETE


Abro o jornal e leio, estarrecido, a notícia da morte de Carmo de Souza, o Rosa Branca, um dos mitos do basquetebol brasileiro. Tive a honra de conhecer o Rosa. A última vez em que estive com ele foi durante o Mundial Feminino de Basquete, em 2006, no Ibirapuera. Nos intervalos entre os programas que apresentava para o SporTV, tinha sempre encontro marcado com o Rosa, seu sorriso franco, o bom humor constante, e muitas aulas de basquete e de vida.
Para a minha geração, os bicampeões mundiais de basquete eram autênticos deuses do olimpo. Eu nunca vi jogar o Rosa Branca, o Amaury Passos, o Wlamir Marques. Mas seus feitos eram transmitidos até nós, que começávamos a gostar do esporte, pelos que tiveram o privilégio de vê-los em ação. Sempre acompanhando meu pai, Luiz Noriega, nas muitas transmissões de basquete, fui conhecendo esses personagens fantásticos e suas histórias maravilhosas.
Eram tempos em que o basquete era amado de fato pelos brasileiros, havia grandes jogos, grandes atletas, equipes fortíssimas e o Brasil encarava todo mundo de igual para igual.
Carmos de Souza ganhou o apelido de Rosa Branca, segundo conta a história, porque o preparador físico Júlio Mazzei o achava parecido com um jogador americano chamado White Rose. Não sei sobre o Rose, mas o Rosa, contam os que o viram, era tão bom que jogava como pivô, armador e ala. Sempre bem, seja pela Seleção, pelo Palmeiras ou pelo Corinthians.
Que lá do andar de cima o Rosa possa inspirar as pessoas que comandam o basquete brasileiro para que elas possam honrar a história que ele e seus companheiros escreveram com dois títulos mundiais e dois bronzes olímpicos.

domingo, dezembro 21, 2008

ALGUNS ELOGIOS QUE FAZEM A GENTE
ESQUECER ATÉ AS CRÍTICAS MAIS TOLAS

Críticas e elogio fazem parte, usando um termo da galerinha atual. Qualquer problema que ocorre com um conhecido seu, é certeza que, na valorosa tentativa de ajudar, pinte um faz parte. Desde que me meti a trabalha com opinião de futebol e esportes na TV eu sabia que precisava estar pronto para todo tipo de crítica e de análise sobre o meu trabalho. Felizmente, tenho colhido mais opiniões positivas do que negativas nessa caminhada, que muitas vezes é árdua, com fardos que não são nada fáceis de carregar e situações que a própria razão parece desconhecer. Mas, sacumé, faz parte.
Nos últimos dias fui agraciado com dois elogios que me deixaram muito feliz, os quais compartilho com os leitores do blog. Estava eu em Marília, na última rodada da Série B, para MAC e Ceará. Acaba o jogo, estou descendo as escadas de um triste Abreuzão quando ouço um chamado: "garoto, vem cá". Era o Cláudio Adão. Ele tinha ido a Marília ver o filho, Felipe Adão, jogar. O time do filho tinha acabado de cair para a terceira divisão, e ele teve a educação de me chamar. E trouxe a esposa, Paula Barreto, para o papo. " Paula, o que eu falo lá em casa?" Ela responde: "Que ele é o comentarista que você mais gosta porque ele vê o jogo".
Ouvir isso do Cláudio Adão, que pra quem não sabe ou não lembra, jogava muita bola e chegou a ser apontado como um substituto do Pelé, valeu demais, me deixou feliz e consciente de que estou trabalhando de maneira séria e correta. Isso sem contar o prazer de bater um papo com um cara simpático e gente fina como o Adão e também com sua esposa, uma pessoa extremamente educada e elegante.
Semana passada fui ao Museu do Futebol para um evento com blogueiros do SporTV, uma galera esperta, que escreve bem pacas. Encontro com o professor José Teixeira, um dos maiores estudiosos do futebol. Pra quem não sabe ou não lembra, José Teixeira foi treinador, preparador físico e pensador do futebol em grandes times e na Seleção Brasileira. Um de seus trabalhos mais conhecidos foi todo o mapeamento da crise do Corinthians nos 22 anos sem título, que ajudou o clube a conquistar o título de 1977. Cumprimento o professor e ele me devolve um "parabéns, você está muito bem" que me deixou desconcertado, partindo de quem partiu. Acima de tudo um homem sério e educado. Ganhei o dia.
Escrevo isso, também, porque a gente toma muita porrada quando escolhe esse caminho na vida. Óbvio que existem críticas construtivas, que apontam os erros que, claro, todos nós cometemos. Mas algumas críticas são tão descabidas que machucam, magoam. Dia desses li uma num site que se pretendia humorístico, na qual um cara disse que eu tinha a capacidade de errar o esquema tático dos times com cinco minutos de jogo. Crítica maldosa, preconceituosa. Essa dói.
Coisas assim chateiam. Mas faz parte.
Por isso é legal receber elogios de pessoas com as quais você não tem amizade, praticamente não conhece, e que tentam analisar seu trabalho sem o peso da paixão ou do preconceito. Felizmente, isso também faz parte.

quinta-feira, dezembro 18, 2008


  1. Resultado da enquete sobre Ronaldo


    Grande sacada de marketing e só.
    6 (19%)

    Vai gerar mais dinheiro do que gols.
    7 (22%)

    Vai encher os cofres do Timão e os gols dos adversários.
    9 (29%)

    Será uma grande decepção.
    9 (29%)

segunda-feira, dezembro 15, 2008

RETROSPECTIVA BLOG DO NORI
DO FUTEBOL 2008. VEM AÍ 2009


Hora de dar um tempo com o trabalho e curtir amigos e família, recarregar as baterias e voltar com tudo para 2009. Agradeço a todos que por aqui passaram e, na medida do possível, deixarei algum post nesse perído, até a segunda quinzena de janeiro.
Deixo agora uma retrospectiva do que o blog viu, curtiu, gostou e não gostou em 2008.

O MELHOR TIME DE FUTEBOL FOI A ESPANHA, campeã européia. Tive o privilégio de ver de perto a segunda conquista da Fúria na Eurocopa. Foi o que vi de melhor em futebol na temporada. Um time muito bem montado pelo Luís Aragonés, com jogadores de talento como Xavi e Iniesta, um espetacular Marcos Senna no meio-campo e um esquema de jogo moderno e pouco retranqueiro para os padrões espanhóis.

A MELHOR SURPRESA de 2008 no futebol foi o SPORT campeão da Copa do Brasil. Grande trabalho de Nelsinho Baptista e excelente reposicionamento do futebol nordestino. Muita gente olha com desdém e esquece, mas Sport, Santa, Bahia, Náutico, Vitória são todos times grandes, sim, do futebol brasileiro.

A CONFIRMAÇÃO de 2008 foi, obviamente, a supremacia do São Paulo no Campeonato Brasileiro. O time compensou um primeiro semestre desastroso, carregado de soberba e idéias equivocadas, com uma reta final de Brasileirão impressionante. No reino da incompetência, muito bem representado por Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo, o Tricolor paulista mostrou que mesmo sem ser brilhante ainda é rei.

A ESPERANÇA de que 2009 pode ser melhor, para mim, fica com os vascaínos. Pode parecer absurdo, já que o time foi rebaixado. Mas após décadas de uma adminstração viciada, ultrapassada e que arrancou as entranhas do clube, há um fio de esperança com Roberto Dinamite. O Vasco pode estar se reconstruindo e voltar ainda mais forte em 2010. Parece que, mesmo rebaixado, o clube tem mais credibilidade do que tinha.

O SINAL AMARELO para 2009 fica para o Palmeiras. O espectro do atraso ronda a política do clube. Os corneteiros não se entendem na briga pelo poder e o racha político pode atingir o futebol. Lembremos que em 32 anos o Palmeiras só conseguiu ser campeão de algo importante com dois técnicos: Felipão e Luxemburgo. Prova de que falta trabalho administrativo e de planejamento de seus dirigentes.

AS PROMESSAS de 2009 ficam para os grandes gaúchos. O Grêmio na Libertadores e o Inter com a promessa de um grande time. No Sul se trabalha com rara competência a questão do sócio-torcedor e a reconstrução financeira e administrativa se deu de forma consistente. Na cola dos irmãos do Sul vem o Cruzeiro, que fraquejou na hora de decidir em 2008, e também o Galo, que foi mal em seu centenário e precisa se reposicionar em 2009.

A DÚVIDA de 2009 fica para três gigantes do futebol brasileiro locados no Rio. Flamengo, Fluminense e Botafogo tiveram histórias muito distintas em 2008. O Flu bateu às portas do céu e do inferno. Ainda não encontrou o ponto de equilíbrio. O Flamengo frustrou seus milhões de fiéis, e o Botafogo luta para sobreviver a cada temporada, uma luta muitas vezes inglória.

A EXPECTATIVA de 2009 não poderia ser outra que não Ronaldo Fenômeno no Corinthians. O mundo do futebol estará de olho, para saber uma resposta que só Ronaldo pode fornecer: ainda dá para ele ou não?

A MEDALHA DE OURO esportiva fica para um time e e uma atleta. O time é o de vôlei feminino, capitaneado com maestria por José Roberto Guimarães, treinador que fez história com dois ouros olímpicos, no masculino e no feminino. O símbolo dessa equipe é a levantadora Fofão, exemplo de simplicidade, competência e espírito de equipe numa modalidade marcada por alguns arroubos de individualismo estelar.

terça-feira, dezembro 09, 2008

RONALDO NO CORINTHIANS, UMA
GRANDE SACADA DE MARKETING

Ninguém sabe se Ronaldo dará certo como jogador do Corinthians. Como diz o Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan, ao final do contrato, aparecerão muitos "engenheiros de obra pronta" dizendo que sabiam que não daria certo, ou tinham certeza que daria.
Eu torço para que dê certo, porque o Ronaldo é um dos maiores craques do futebol brasileiro em todos os tempos. A única coisa possível de se afirmar agora é que o Corinthians fez um golaço na área do marketing, que vem sendo capitaneada com muita habilidade pelo Luiz Paulo Rosenberg. Dois dias após a conquista do sexto título brasileiro pelo São Paulo o Corinthians toma as manchetes quando o momento é todo do rival. Certamente fará um bom dinheiro com a camisa 9 do Fenômeno sendo vendida para a Fiel. Fenômeno que, não por coincidência, é patrocinado pela mesma empresa que veste o Corinthians, a Nike.
O Campeonato Paulista passa a ganhar muita visibilidade com a chegada de Ronaldo ao Corinthians, com o São Paulo dono do Brasil e com o Palmeiras abastecido pela parceria com a Traffic. O Santos pode encontrar no dono da rede Sonda de supermercados um bom parceiro.
Acho que nem na época da Democracia Corintiana o time do Parque São Jorge soube utilizar tão bem as ferramentas do marketing aplicadas ao futebol. Finalmente o time parece ter aprendido a explorar de maneira positiva a paixão e a fidelidade do seu torcedor.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

POR QUE O SÃO PAULO É DIFERENTE?

Certamente existem dezenas de teses para definir ou tentar explicar a supremacia do São Paulo no futebol brasileiro. Permito-me apresentar a minha.
Acredito que alguns pontos explicam a hegemonia. Vou listá-los abaixo.

1 - O São Paulo prioriza a competência humana na gestão do futebol. Banca o profissional mais competente nas áreas de apoio e permite ao treinador ficar com a cabeça voltada apenas para o que ele deve fazer: treinar o time. Mais que a estrutura física, é o pensamento voltado para a excelência que faz do São Paulo um time, hoje, diferente. Porque a estrutura física era ótima entre 95 e 2004, e o time ficou dez anos sem chegar à Libertadores, por exemplo. E hoje há estruturas físicas até mais completas, como a do Cruzeiro.

2 - O clube conseguiu blindar o futebol da questão política com muito sucesso. Há oposição, há cornetagem, denúncias, escândalos, mas todos estão unidos em um aspecto: todos querem ver o time campeão. Não há gente que torce pela derrota do time, como acontece em outros clubes.

3- Há uma mistura interessante entre modernidade e passado no clube. O sistema de gestão do futebol profissional é moderno, mas existe a figura do poderoso-chefão, do presidente manda-chuva, como era no passado, o cartolão. Isso apressa algumas tomadas de decisão e evita que a vaidade entre cartolas menores em busca de holofote atrapalhe o dia-a-dia.

4 - O presidente do clube gosta e entende de futebol. Isso é fudamental. Assim como o caso do Internacional. Quem cuida do futebol gosta de ver futebol, de ir ao futebol, de falar sobre futebol. Na hora de peitar um treinador mais saidinho, isso faz a diferença.

5 - O São Paulo nunca se descuida nos bastidores, o que é importante num futebol como o brasileiro.

6 - O marketing do São Paulo é excelente, consegue a proeza - o que em termos de marketing é fundamental - de cravar "verdades" que não são verdadeiras. Por exemplo: o Corinthians e o Flamengo, historicamente, revelaram mais jogadores que o São Paulo, que é quem tem a fama de ser o grande revelador de jogadores. Fora isso, explora muito bem a questão de camisas especiais, de datas históricas etc.

7 - Idéias arejadas. A versão atual do São Paulo, que é dos anos 30, é a mais jovem entre os grandes times brasileiros, o que possibilita o acesso de novas idéias de uma maneira mais rápida e eficiente. O que atrai torcedores mais jovens.

8 - A revitalização financeira do Morumbi. O estádio chegou a ser um elefante branco, que não gerava a receita que o clube esperava. A construção de camarotes, lojas e restaurantes fez com que o estádio gerasse receita mesmo quando não estivesse lotado ou cedido para shows.

9 - Ídolo. Rogério Ceni é fundamental para a identificação dos jogadores e dos torcedores com o clube. Seguramente, é o jogador mais importante da história do São Paulo.

10 - Sorte. Não adianta fugir disso.Todo grande time em grande fase, tem uma boa dose de sorte. Aliada à competência, forma uma dupla imbatível.
SOBRE O FLUMINENSE E XERÉM

Recebi um educado posto de um torcedor do Fluminense que reproduzo abaixo:


gosto dos seus comentarios, pq sao quase sempre imparciais e inteligentes. acontece que ontem no "Troca de Passes" vc falou algo que precisa ser consertado. Desmereceu Xerem.... quem Xerem deu pro Flu nesse tempo todo? eu te digo: FH (titular) Rafael(titular Manchester)Thiago Silva (Sim ele veio de la!)Rodolfo (Russia) e MArcelo (Real MAdrid); Roberto Brum (Santos) Arouca, Diego Souza (palmeiras)e Roger (Qatar , que rendeu U$ 7,5 milhoes liquidos em 2000); Carlos Alberto (3,3 milhoes de Euros) e Tiui (Sporting-Portugal)... fora outros menos cotados... um time de respeito nao eh? sem Xerem, o Flu nao seria nada, pq a Unimed so paga salarios de jogadores. portanto, procure se informar antes de falar. E outra!... Vc falou em Miranda como melhor Zagueiro do Brasil; depois ainda falou em Andre Dias... ai vc nao foi imparcial.. pq TODOS sabem que Thiago Silva eh o melhor disparado. mas nesse caso, como se trata apenas de opiniao.. cada um tem a sua ne? e eu respeito.Abracos e parabens pelo trabalho.

Legal debater em alto nível. Onde errei, que seja feita a correção com justiça. Agora, vamos analisar a questão do Fluminense no aspecto macro. De Xerém saíram também Rodrigo Tiuí, Alex Terra, Juliano, Esquerdinha, Alan, Arílson, Rodolfo Soares, Amarildo, Fernando, Luizinho e Madson. Que retorno financeiro teve o clube com os mesmos. O dinheiro foi para o Fluminense ou para o patrocinador? Ou para empresários? Porque o técnico Renê Simões disse que o time do Fluminense não podia treinar em Xerém, que não havia condição? Por que o dinheiro da venda de tantos jogadores não é reinvestido em Xerém, ou nas Laranjeiras? O Fluminense tem condições de sobreviver sem sua parceira? Nem questiono a qualidade de alguns jogadores citados.
Sobre Thiago Silva, excelente jogador, é questão de opinião. Eu acho que ele é ótimo, e certamente será melhor que o André Silva e o Miranda. Ainda não é.
Abs

domingo, dezembro 07, 2008

CBF ERRA NO GERENCIAMENTO
DE MAIS UMA CRISE DO APITO

Estou em Brasília para a cobertura de Goiás x São Paulo, com toda a equipe do SporTV. Dia cinzento, chuvoso, com a cara de mais uma das infintas crises que rondam a arbitragem no futebol brasileiro. Confesso que é de difícil digestão e entendimento esse capítulo que envolve suposições, ilações, envelopes e show da Madonna.
Agora, dá para afirmar que a CBF errou ao gerir a crise. Esse termo, gerenciamento de crise, é levado muito a sério por grandes corporações. Executivos são treinados para responder bem a processor críticos, seja em ações ou, simplesmente, em resposta aos questionamentos que aparecem por parte da mídia.
O que fez a CBF? Avisou que sabe todos os detalhes (será?) e que vai divlgá-los na segunda-feira (será?). Ora, não seria mais prático simplesmente adiar a rodada para quarta-feira? Aí tudo seria disputado após a divulgação do verdadeiro teor da tal "descoberta". Ou, então, uma solução de emergência: buscar na Argentina dois árbitro neutros, que estivessem longe do furacão, para apitar, no domingo mesmo, os jogos do Gama e de Porto Alegre.
Nada disso foi feito. Os árbitros entrarão em campo hoje sob enrome pressão e indisfarçada suspeita e qualquer resultado será contestado. Haverá desdobramentos, suspeições e acusações qualquer que seja o resultado. De novo, faltou capacidade para contornar uma crise e dar mais credibilidade a um setor débil nesse aspecto, a arbitragem.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

INTERNACIONAL PROVA: O
QUE VALE É SER CAMPEÃO

Acho que o futebol brasileiro foi tomado por uma onda meio elitista. Só o que importa é a Libertadores. Se vier através do título nacional, melhor. Mesmo assim, o ano só ganha o selo de qualidade se o time se classificar para a competição continental. Sou fã de carteirinha da Libertadores, torneio que considero o mais caristmático do mundo. Mas não concordo com essa mesquinharia. A conquista da Copa Sul-Americana pelo Internacional é o motivo desse texto.
Futebol se faz de gols, grandes jogos e conquistas. Um time vira grande porque é campeão muitas vezes, captura a atenção de um monte de gente, cria seguidores, mitologias e se insere no contexto de um esporte. Costumo dizer que o verdadeiro lucro de um time de futebol são os títulos. Que é melhor terminar o ano com uma pequena e administrável dívida e uma ou mais conquistas do que fechar o caixa abarrotado de dinheiro e ver a sala de troféus empoeirada.
Pois essa onda blasé parece estar fazendo muitos seguidores. A Copa Sul-Americana não é a última jóia da coroa. Tem problemas, defeitos e ainda carece de prestígio. Mas é um torneio internacional, que repercute, premia e dá uma faixa, um troféu, medalhas. O torcedor sai gritando é campeão e isso basta para girar a roda do futebol, ou, pra ficar no clichê, rolar a bola.
Atualmente fala-se que os estaduais estão mortos, quando são citados estão sempre acompanhados de um sufixo diminutivo. Que a Copa do Brasil é para quem não teve competência para chegar à Libertadores, e que a Sul-Americana é prêmio de consolação.
Que time não gostaria de um prêmio de consolação com o do Inter? Ganhar de um tradicional time da rival Argentina, num estádio lotado, com 28 pontos de audiência (somando-se Globo e Bandeirantes) na TV? O Inter valorizou a Sul-Americana antes do que qualquer outro time. Seu torcedor comprou a idéia. Atualmente não há time brasileiro com maior presença internacional do que a equipe homônima. Campeão da Libertadores e do Mundo em 2006, da Recopa em 2007 e da Sul-Americana em 2008.
Mais do que se classificar ou não para algo, o que deveria mover a alma de um grande time é a sede de conquistas. Um bom exemplo o apetite atual no Inter.

OS TEMPOS MUDARAM

Os clubes grandes que abram o olho. Sabem qual é a final do Campeonato Paulista Sub-17 de futebol? Pão de Açúcar e Barueri. Dois times jovens, um formado de um projeto de um supermercado e outro que nasceu de um projeto de uma Prefeitura e se desenvolve com as próprias pernas.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

DÁ TRICOLOR PAULISTA
OU TRICOLOR GAÚCHO?

Se eu soubesse a resposta sairia de férias com uma grana apostada nas maiores bancas de Londres. Dá para fazer algumas observações, no entanto, sobre os postulantes ao título.

São Paulo - É o time que menos perdeu no campeonato e será o time com o menor número de derrotas, campeão ou não. Ou seja: perde pouco e basta não perder que será campeão. Empata muito, foram 12 vezes. Basta empatar que será campeão. Não perde há 18 jogos, só perdeu um jogo no returno. Todos números consistentes e que sinalizam para a confirmação do título. Mas as limitações ficaram evidentes contra o Fluminense. O meio-campo é o setor mais fraco do time. No que isso terá impacto contra o Goiás? Pode incomodar Jorge Wagner, que é o armador disfarçado de ala do São Paulo. Seria uma boa idéia escalar Rycharlison como ala e deslocar Jorge Wagner para o meio. Hernanes não pode ser desperdiçado apenas como marcador, como foi no primeiro tempo contra o Flu, grudado em Conca. Ou seja: não pode ser ele o perseguidor de Paulo Baier. Não adianta dizer que não sentiu a pressão, porque é evidente que o time não contava com o fato de decidir fora de casa na útltima rodada. O título era dado como certo, ainda não veio e isso teve um reflexo no clube, no time e na comissão técnica. Mesmo assim, a vantagem, que ainda é grande, pode se multiplicar no caso de sair em vantagem domingo.

Grêmio - Tem 20 vitórias, 13 delas em casa, onde só perdeu uma vez. Também tem suas limitações, que já foram expostas, vistas e analisadas. Tecnicamente não é brilhante, depende demais de Tcheco e comete muitas faltas. Mas todas elas perdem efeito em casa, onde o time se supera e joga melhor. Marca mais a saída de bola do adversário do que o São Paulo. Pode pressionar mais o Atlético Mineiro na saída de bola e se impor fisicamente, que é o que sempre tenta fazer nas mãos de Celso Roth. Foi o time do turno, reinou absoluto. Mas caiu muito no returno, chegou a ficar ameaçado de perder, inclusive, a vaga na Libertadores, já confirmada. Ainda assim, foi a equipe e será a equipe que mais rodadas esteve na liderança do campeonato. Psicologicamene parece fortalecido pela sobrevida. O melhor cenário para o torcedor gremista é um gol logo de cara contra o Galo, para jogar pressão no São Paulo contra o Goiás. Ainda assim não anula o fato de que, mesmo que faça o mehor jogo de sua história, pode não adiantar coisa alguma.

CONCLUSÃO: Num campeonato marcado mais pela incompetência do que pela competência, no qual a taça se ofereceu qual moça abusada para vários pretendentes, tudo pode acontecer. O Grêmio estava pagando pela incompetência de sair de uma posição de 11 pontos de vanbtagem para 5 de desvantagem. Agora ganha uma nova chance porque faltou competência ao São Paulo para resolver uma parada que parecia definida. Tudo indica que, como gostam de dizer alguns boleiros e especialistas, futebol não é merecimento, é competência. Ou falta dela.

Estatísticas gerais do Brasileirão

terça-feira, dezembro 02, 2008


Luís Augusto Simon lança livro

sobre o Corinthians na Série B



O jornalista Luís Augusto Simon lança em breve um livro sobre a saga corintiana na Série B do Campeonato Brasileiro. Ele assina Luís Augusto Simon mas quem escreve é o Menom. Garantia de bom texto, de talento e fuga do lugar-comum para contar - e bem - uma história.

A editora é a Publisher Brasil e a data eu prometo divulgar quando o Menon me contar.

Para se ter uma idéia da qualidade do texto, confira o blog do autor.

E para dar aquele verniz especial ao lançamento, a apresentação é do Juca Kfouri.

E O MAIOR JOGO DO
BRASILEIRÃO É.......

Segundo a galera que por aqui circula, Guarani x São Paulo, na final de 1986, que terminou com vitória do São Paulo nos pênaltis. Recordemos abaixo.


domingo, novembro 30, 2008

QUANDO NEM A IMAGEM
CONSEGUE ESCLARECER

O assunto ainda está aí, pulsando, embora envelhecendo mal. O lance do pênalti - ou não - em cima de Diego Tardelli, no Cruzeiro x Flamengo. Procurei ver todas as imagens disponíveis, várias vezes. Continuo achando que houve pênalti e que não é por isso que se deve condenar, execrar o árbitro e avacalhar o ser humano Carlos Eugênio Simon. O lance é polêmico. Discordo apenas dos amigos e colegas Paulo Soares e Antero Greco que, avaliando as imagens da Espn Brasil (problema algum em citar uma emissora concorrente) concluíram que não foi pênalti porque não houve toque do zagueiro no atacante. Pela minha visão da imagem, o toque está ali, claro, do joelho do Léo no do Tardelli. Acho que foi pênalti porque o Léo vem em deabalada carreira e não consegue frear, por isso toca o Tardelli que, esperto, ficou ali esperando o choque, como faz qualquer atacante nesse tipode jogada.
Em sua coluna no Lance! o excelente repórter André Kfouri fala sobre o tema e também utiliza um tipo de análise parecida com a minha, já que ele entende que a imagem mostra o toque. Não se trata de guerra de imagens, algo do tipo a minha é melhor que a sua etc. Muito menos de julgar por um lance a carreira de um árbitro. Apenas de mais uma polêmica.

quinta-feira, novembro 27, 2008

O BLOG DO NORI PERGUNTA?


Qual foi o maior jogo da história do Campeonato Brasileiro (de 1971 até hoje)?

Para o blog foi a final de 1980, Flamengo 3 x 2 Atlético Mineiro, em 1 de junho de 1980, no Maracanã. Jogaço! Zico no auge, Reinaldo arrebentando mesmo com uma perna só. Espetacular.

terça-feira, novembro 25, 2008

SIMON, FLAMENGO E O PÊNALTI

Deu assunto, como não poderia ser diferente, o pênalti não marcado para o Flamengo contra o Cruzeiro pelo árbitro Carlos Eugênio Simon. O Flamengo quer, via CBF, pedir a saída de Simon do quadro de árbitros apto a trabalhar na próxima Copa. E Simon deu entrevista dizendo que está convicto de que não foi pênalti.
Eu acho que foi pênalti, disse isso no Arena SporTV de hoje. Pênalti de manual. Zagueiro não pode ir daquele jeito na bola dentro da área porque atropela mesmo. Por isso discordo do Simon quando ele afirma estar convicto de que não foi. Também acho que houve um outro pênalti no jogo, a favor do Cruzeiro, em cima do Tiago Ribeiro. Coisa de opinião.
Quanto ao Flamengo pedir o impedimento de Simon na Fifa, não me parece correto. Ele erra como todo juiz erra. E todo time grande já foi muito mais beneficiado do que prejudicado pela arbitragem. O protesto é válido, pedir que não apite jogos do time, idem. Mas a Copa é outras história, parece sentimento de vingança, e com isso não concordo nunca.
SANTA CATARINA: A TRAGÉDIA
ANUNCIADA DE UM PAÍS PODRE



Santa e Bela Catarina. Esse era (talvez ainda seja) o slogan turístico desse pequeno, belo e carismático estado brasileiro. De gente simples, acolhedora, guerreira, que construiu um dos melhores exemplos de trabalho e miscigenação deste País. A mistura do sangue e da cultura de brasileiros, açorianos, alemães, italianos e outras raças faz deste chão um pedaço do Brasil que aprendi a admirar em muitas viagens que para lá fiz.
Por isso dói especialmente em mim ler, ver e ouvir as notícias da tragédia anunciada das enchentes em Santa Catarina. Por que em 1983, portanto, há quase 26 anos, o Estado foi vítima de algo parecido, em especial a região de Blumenau e do Vale do Rio Itajaí. O que foi feito desde então? Aquele monte de promessas eleitoreiras e demagógicas. A população que vive em áreas de risco aumentou, já que neste país programas habitacionais são mais uma forma de se roubar o cidadão. O rio Itajaí subiu 11 metros. O que foi feito para domar esse fenômeno da natureza nesse período? Para retirar de áreas de risco a população ribeirinha ou de encostas?
Santa Catarina é dependente de uma estrada horrorosa, a BR-101, que rasga o estado de Norte a Sul. Há séculos os governos se sucedem em promessas de ampliação. Passei por ela, de Floripa a Ciriciúma, há alguns dias. É um pandemônio de engenharia. Há trechos duplicados de um quilômetro em meio a dezenas de quilômetros de pavimentação esburacada, sem sinalização, curvas mal projetadas e a barbárie dos motoristas.
O relevo acidentado da região, que confere belezas ímpares, serviu de abrigo a favelas e construções irregulares para suprir a ausência do Estado como provedor de programas de habitação popular. O morro desce rumo à tragédia anunciada.
Durante os meses de seca o que foi feito, ano a ano, para esperar as chuvas? Desde que me entendo por gente ouço falar das tempestades em Santa Catarina, dos verões chuvosos. Testemunhei alguns. E ano a ano a procissão de promessas. Num Páis abençoado por Deus mas podre pela natureza humana da gente que o governa, estamos vendo o espetáculo do abandono, de famílias e patrimônios destroçados. Melhor seria, em vez de decretar estado de emergência, promover o estado de decência e desinfetar essa nojenta classe política brasileira.
A tristeza e o desespero tomam conta de Santa Catarina às véspera de um verão que poderia ser de alegria, de turistas lotando as praias e serras. Mas será o verão de mais um doloroso recomeço, de limpar a lama e reconstruir a vida. A lama da natureza é possível limpar. A lama do ser humano.....

segunda-feira, novembro 24, 2008

MURICY, JUVENAL E AS RAZÕES
DA SUPREMACIA SÃO-PAULINA

Só se um desastre de proporções bíblicas se abater sobre o Morumbi o São Paulo deixará de conquistar seu sexto título brasileiro, o terceiro em sequência (fato inédito na história do Campeonato Brasileiro nos moldes atuais, já que o Santos venceu a Taça Brasil de 1961 a 1965).
Isso posto, é hora de analisar os motivos que levam o São Paulo e seu treinador, Muricy Ramalho, a serem os melhores do futebol nacional.
Dentro da minha maneira de ver o futebol, o título de 2008 (claro que se confirmado) será, entre os três, aquele em que Muricy terá a maior parcela dos méritos. Por que era o mais improvável e o mais difícil de ser conquistado. O treinador sempre teve uma forte corrente de críticos entre os chamados cardeais (em última análise, os corneteiros do São Paulo) e uma parcela da torcida tricolor. Em 2008 essas críticas aumentaram muito em virtude dos fracassos do time até a reta final do Brasileiro. Muricy várias vezes disse que se sentia sozinho e quem bancava seu trabalho era o presidente do clube, Juvenal Juvêncio.
O São Paulo começou 2008 vítima da soberba que se abateu sobre o clube. Seus dirigentes passaram a achar que o time era uma casa de recuperação de jogadores e que qualquer caso não era perdido desde que caísse no CCT. Quebraram a cara com um monte de contratações equivocadas. Principalmente os micos Carlos Alberto e Fábio Santos. Some-se a eles nomes como Éder, Éder Luiz, Juninho, Joílson. Adriano foi a grande aposta. Dentro de campo, rendeu bem, embora tenha proporcionado uma série de problemas fora dele, a maioria habilmente contornada ou ocultada pelos dirigentes. Mas não foi decisivo como o São Paulo esperava. Não fez nada na segunda partida semifinal do Paulistão contra o Palmeiras e, embora tenha marcado no jogo em que o Fluminense eliminou o São Paulo da Libertadores, a bola da classificação esteve nos seus pés e ele a perdeu quando faltavam segundos para o fim do jogo, dando a chance para o gol decisivo do Flu. Não se trata de culpar Adriano, mas naquele jogo quem resolveu foi Washington.
Ali Muricy esteve com um pé fora do São Paulo. O projeto de hospital de craques ruins de cabeça dera errado e a culpa, pensavam muitos, era dele. O treinador que sempre pediu contratações mais criteriosas e reclamava do elenco limitado. O momento de maior atrito, segundo informações que obtive de bastidores, ocorreu quando o treinador foi contestado por alguns diretores quanto ao fato de não utlizar os jogadores do badalado centro de formação do clube. Muricy e a comissão técnica tentaram e não viram qualidade suficiente, o que irritou muitos cardeais. Juvenal Juvêncio, um raro caso de dirigente que gosta de futebol e vê futebol, fechou questão com o técnico, embora ele mesmo acreditasse que havia mais talento do que realmente existia na base.
Quando ficou 11 pontos atrás do Grêmio no Brasileiro, o São Paulo jogou a toalha. Mas simultaneamente a este ato simbólico, o time encontrara sua melhor forma. Ou tinha encaixado, como se diz no jargão do boleiro. Sempre criticado por escalar três zagueiros, Muricy aprimorou o forte sistema defensivo do time. Jogadores de fundamental importância que andavam apagados passaram a jogar bem, como Dagoberto, Borges e, principalmente, Jorge Wagner, que é o motor do time. Hernanes, acima da média, correspondeu no momento decisivo. A concorrência passou a fraquejar e a pipocar.
Outro diferencial do São Paulo ficou evidente. O time não é brilhante, longe disso. Mas perde pouco porque tem, individualmente, os melhores zagueiros e um dos melhores goleiros do Brasil. em 2007 o São Paulo perdeu apenas 7 jogos no Brasileiro. Em 2008 foram somente 5 derrotas até agora. Isso dá consistência e confiança ao time e ao treinador. Muricy trabalha como poucos a bola parada e é um treinador que joga para o resultado, não para agradar críticos e torcedores. Observa com precisão cirúrgica as necessidades do futebol atual, tem uma comissão técnica competente e ativa. O presidente do clube é boleirão, sabe a hora de agir nos bastidores, de falar, de calar. O São Paulo está pagando os melhores bichos dessa fase decisiva do campeonato. Dinheiro vivo, pago no vestiário.
Mas reafirmo minha tese de que esse é o título de Muricy mais do que qualquer outro. Talvez o destino esteja compensando a ele o título que a absurda anulação de 11 jogos ajudou a tirar em 2005. Muricy deve se tornar em breve o segundo treinador a conquistar três títulos consecutivos de um Campeonato Brasileiro. O primeiro a fazê-lo por um mesmo time. Anteriormente, o grande Rubens Minelli tinha sido campeão de 1975 a 1977, duas vezes com o Inter e uma com o São Paulo. Minelli é exatamente a grande inspiração de Muricy. Aparecerão muitos pais da criança são-paulina seis vezes campeã do Brasil. Mas a investigação de paternidade apontará para Muricy, sua comissão técnica e Juvenal Juvêncio. Eles pariram um time de jogadores que mostraram comprometimento e não fraquejaram quando o título se ofereceu a eles.

CORNETANDO O BLOGUEIRO

O bom do blog é poder receber todo tipo de mensagem, críticas, correções, elogios. Uma delas me pareceu especialmente interessante. Um blogueiro que não quis se identificar considerou pouco original e fora de propósito a frase que escrevi sobre Gustavo Nery, agora no Inter. Ironicamente, eu afirmei que Nery deveria ter o melhor empresário do mundo. O blogueiro não gostou e aqui está registrado. Mas sem querer desrespeitar o jogador e seu empresário, Gustavo Nery não joga nada há algum tempo e sempre consegue vaga em grandes times. Ou estou exagerando.

INTERNACIONAL FAZ JUS AO NOME

Enquanto alguns, equivocada e soberbamente, desprezam a Copa Sul-americana, lá vai o Inter rumo a mais uma decisão, reforçando seu nome no continente e divulgando-o mundo afora. Em caso de vitória colorada contra o Estudiantes, talves os times brasileiros passem a dar mais valor a esta competição, mesmo com todos os defeitos que ela possa ter.

sábado, novembro 22, 2008

EU DORMI, E NÃO VI
BRASIL X PORTUGAL


Não se trata do simples fato de o sono ter vencido a parada. Trata-se de um conceito, de um momento. É cada vez mais comum encontrar pessoas que adoram futebol e não viram um jogo da Seleção Brasileira simplesmente porque não quiseram ver ou tinham um outro compromisso que acharam mais importante. Não faz muito tempo e a Seleção era programa obrigatório para o torcedor de futebol, mesmo jogando de madrugada, contra qualquer adversário.
A questão é muito maior do que o Dunga ser ou não o técnico ideal, isso é café pequeno. A discussão passa pelo que representa hoje a Seleção Brasileira de futebol para o imaginário popular, para o inconsciente coletivo daquela parcela da população que tem esse esporte em alta conta. Não tenho dados científicos, pesquisas, apenas o método empírico da observação e da conversa com pessoas que dão valor considerável ao futebol.
Cada vez mais o gosto pelo esporte mais popular do país está centralizado na disputa entre clubes, nas rivalidades nacionais e regionais, nos duelos entre camisas tradicionais. A Seleção virou um assunto frio, distante, que desperta menos interesse apaixonado do que temas como a eleição presidencial nos Estados Unidos.
Houve um tempo em que se discutia horas a fio quem deveria ser convocado para a Seleção, se um jogador de um time grande do Rio ou de São Paulo. Se os jogadores que atuavam na Europa deveriam ser chamados. A Seleção tinha eco, ressonância, reverberava junto ao povo.
Como de bobo não tem nada, o povo já sacou que a Seleção hoje é um modelo de negócio, bolado para que contratos sejam feitos e renovados com valores maiores a cada ano. O jogador usa a Seleção como trampolim, um carimbo no passaporte para ter seu visto de entrada em um grande clube europeu aceito. É cada vez mais comum ouvir de atletas que o objetivo da vida é jogar na Europa. Deixou de ser um sonho jogar na Seleção. Talvez eles até pensem nisso enquanto cochilam, mas aquele sonho e sono profundo certamente não tem mais as cores verde e amarela como pano de fundo.
O resultado está aí. Estádios vazios em jogos que são pagamento de dívidas políticas e audiências baixas. A Seleção está fora de moda.
Em tempo: vi pela Internet os melhores momentos de Brasil x Portugal. Deve ter sido um bom jogo. Gols bonitos, lances legais. Mas ainda é pouco para fazer com que a Seleção volte a provocar a paixão do torcedor. Estava participando de um curso Master durante a semana em que a Seleção jogou. Identifiquei, em conversas, pelo menos uns cinco caras que não viram o jogo da Seleção, saíram, dormiram, e foram conferir os lances dias depois. O que parecia mais entusiasmado em ver o Brasil, ainda que pela TV, era um costarriquenho que participava do curso. Talvez para alguns povos irmão a Seleção ainda sustente uma aura de magia. Por aqui, a continuar nessa toada, perderá o encanto. E isso não é culpa do Dunga.

quinta-feira, novembro 20, 2008

GOLAÇO DE TRIVELA


Terça-feira tive o prazer de participar, como convidado, da festa de dez anos da revista Trivela. Uma grande honra, dada a qualidade da revista e também dos convidados para um bate-papo sobre futebol. Estavam lá Lédio Carmona, Juca Kfouri, Mauro Cézar Pereira e todo o time da revista, como Ubiratan Leal, Caio Maia, Luciana Zambuzi.
Todo jornalista esportivo tem ou teve o sonho de fazer uma revista no Brasil que tivesse o padrão de qualidade de um El Gráfico, uma Dón Balón, France Football. A molecada atrevida e competente da Trivela chegou lá. São dez anos e um jornalismo de grande qualidade. Golaço! E de Trivela!!!

segunda-feira, novembro 17, 2008




CORINTHIANS VOLTOU.
PELAS LENTES DE
DANIEL AUGUSTO JR.




Vem aí um livro imperdível para os torcedores do Corinthians. Conta a história do retorno do time à Série A do Brasileiro, com textos de corintianos ilustres e as imagens do fotógrafo Daniel Augusto Jr. Daniel é um dos bons parceiros que tive na atividade jornalística. No Jornalismo impresso é fundamental que a dupla de repórter e repórter fotográfico seja sempre entrosada. Daniel é daqueles repórteres fotográficos na melhor definição do termo, tem faro de notícia, trabalha sempre no limite. Fora isso, é da Grande Bariri, o que dispensa comentários.

Vale conferir o livro, que mostra tudo que aconteceu nos batidores, treinos, concentrações, viagens e jogos, desde o Campeonato Paulista, passando pela grande desilusão da Copa do Brasil, e termina em 29/11, no jogo contra o América/RN.

O lançamento srá apenas em dezembro, mas as encomendas já podem ser feitas pelo site do Corinthians.

FRASES QUE AJUDAM A CONTAR
A HISTÓRIA DO BRASILEIRÃO


Quem pouco erra, pouco perde e muito ganha. É a cara do São Paulo de Muricy Ramalho e dos melhores zagueiros do País.

Essa defesa não tem defesa. Nada resume melhor os zagueiros do Palmeiras.

Perguntar não ofende: será que Luxemburgo continua achando normal ajudar escola de samba de torcida uniformizada?

Como pode um peixe vivo viver fora da água fria? É a música do Cruzeiro/2008, que é um peixe fora d´água quando sai de Minas.

Gustavo Nery tem o melhor empresário da história do futebol.

Não se duvida do Grêmio. Para quem ganhou a batalha dos aflitos, dois pontos não são nada.

A Série B do Brasileiro poderia mudar de nome para Série P, de Paulistas.

Esta semana vai ser difício passar pelo blog. Estou cursando um mestrado. Espero voltar com mais freqüência na próxima semana.

quinta-feira, novembro 13, 2008

A VERSÃO OFICIAL SOBRE O QUE
ACONTECE COM A LIBERTADORES
E COM A COPA SUL-AMERICANA

Como sempre, rola muita especulação, muita ilação sobre a possibilidade de o campeão da Copa Sul-Americana de 2008 ter vaga na Libertadores de 2009. Informação segura e de credibilidade poucos têm. Um deles é Telmo Zanini, grande amigo, jornalista dos bons, que sempre está por dentro de regulamentos e desdobramentos.
O que acontece é o seguinte: a Federação Peruana tem um problema na eleição de seu presidente, questão política. Por isso, o atual mandatário foi indicado pelo Ministério dos Esportes. O que a Fifa não aceita. A Fifa deu até o dia 21 para o Peru resolver a situação. Se não houver solução satisfatória para a Fifa, o Peru estará suspenso de todas as competições supervisionadas pela entidade. O sorteio da Libertadores 2009 será no dia 24 e, se a questão não for resolvida, as três vagas para equipes peruanas precisarão ser redistribuídas.
Especula-se (vejam bem, ainda especula-se) sobre as possibilidades de distribuição dessas vagas por parte da Conmebol. Pode ser usado o ranking da entidade, que também pode convidar campeões históricos ou, então, dar uma vaga para o campeão da Sul-Americana.
Isso é o que existe até agora. De concreto a possiblidade de suspensão do Peru, e de possibilidade, o convite para três equipes.

terça-feira, novembro 11, 2008

SELEÇÃO DO CAMPEONATO


Todo fim de ano rola essa pesquisa da CBF para a formação da Seleção do Brasileiro. Já enviei meus votos e faço aqui uma revelação, mas com uma ou outra mudança dadas algumas alterações em desempenho nessa reta final do campeonato.
Também respondo a algumas mensagens dos amigos que sempre dão o prazer da visita.
Sobre o que escrevi a respeito da atuação da diretoria do São Paulo e a do Muricy, são opiniões e todas merecem crédito e respeito. Mas reitero que o Muricy consertou um ano de decisões infelizes dos dirigentes do São Paulo, que contrataram mal e venderam a idéia, que parte da mídia compra, de que fazem tudo certo. O maior acerto, comprovado agora, é a manutenção de Muricy. Que é obra do presidente do clube, porque muita gente na diretoria e no conselho queria a cabeça do treinador. E as cabeças que contrataram tantos jogadores em 2008 que sequem no banco têm ficado? É meu ponto de vista.
Sobre o amigo anônimo que não gostou de eu ter escrito pipocar, é um direito dele, mas acho que a palavra é muito usada no futebol, tem vários sinônimos, como amarelar, e faz parte do cotidiano do esporte, tanto que a boleirada a usa, assim como os torcedores. Mas, como disse, é um direito seu não gostar.
Segue a seleção:

Goleiro: Victor (Grêmio)
Lateral direito: Léo Moura (Flamengo)
Zagueiro 1: André Dias (São Paulo)
Zagueiro 2: Miranda (São Paulo)
Lateral esquerdo: Juan (Flamengo)
Volante 1: Hernanes (São Paulo)
Volante 2: Ramires (Cruzeiro)
Meia 1: Diego Souza (Palmeiras)
Meia 2: Alex (Inter)
Atacante 1: Guilherme (Cruzeiro)
Atacante 2: Kléber Pereira (Santos)
Técnico: Muricy (São Paulo)

segunda-feira, novembro 10, 2008

SÃO PAULO AVANÇA.
PALMEIRAS PIPOCA.
GRÊMIO RESSURGE.
CRUZEIRO ESPREITA.
FLAMENGO SONHA.

FAÇAM SUAS APOSTAS


São Paulo avança. Grande jogo entre Lusa e São Paulo. Fala-se em sorte de campeão. Sorte, sim, naquela bola do Edno na trave. Competência muito mais. O São Paulo joga no erro dos adversários, que erram muito mais do que ele. Ponto, de novo, para Muricy e sua ótima comissão técnica, que consertaram todos os desastres feitos pelos dirigentes marqueteiros do Tricolor em 2008. Adriano, Fábio Santos, Juninho, Joílson, Éder Luís, Éder. Nada disso. Muricy foi buscar um time com o que ele mesmo tinha desde 2007, literalmente, a raspa do tacho. Recuperou Hugo, que os diretores queriam mandar embora. O time se sustenta nos zagueiros, que são individualmente ótimos, e compensam um meio-campo mambembe, onde brilha solitariamente Hernanes. Quando pinta uma chance, Dagoberto e Borges têm sido fatais. Só perde o título se bobear contra Figueirense, Fluminense e Goiás, ainda que corra o risco de perder para o Vasco fora de casa.

Palmeiras pipoca. Nem tanto contra o Grêmio, quando também pipocou, o Palmeiras fraquejou mesmo contra Náutico e Figueirense. Naquele momento o Brasileirão se ofereceu ao Alviverde, que recusou a proposta. Luxemburgo parece mais preocupado em autopromoção do que em fazer o que realmente sabe fazer: treinar um time. As falhas da zaga são gritantes e nunca foram corrigidas. O gol sofrido diante do Grêmio é um xerox do primeiro do Fluminense nos 3 a 0 do Maracanã. O time é forjado nas laterais, e seus laterais sumiram dos jogos decisivos, literalmente se escondem quando o jogo aperta. Principalmente Elder Granja. Isso estoura em Alex Mineiro, que parou de fazer gols. Marcos não confia na zaga reticente e não se conforma com a apatia do time. Fora isso, Luxemburgo, em má fase, aposta em alguns jogadores que entram e não acontece nada, como Lenny, Maicossuel e Evandro. Ao mesmo tempo em que sustenta uma tênue chance de título, até a Libertadores corre perigo.

Grêmio ressurge. O Tricolor gaúcho é, tecnicamente, o time mais fraco entre os cinco postulantes ao título. Mas talvez seja o que saiba tirar mais dessa limitação. Joga fisicamente, faz muitas faltas, explora a bola aérea e marca forte. Teve mais espírito de decisão que o Palmeiras e, mesmo desfigurado, poderia ter vencido o jogo em qualquer momento, e não apenas com o gol meio sem querer. Com apenas dois pontos de diferença para o São Paulo e uma vitória a mais, sendo o time que mais tempo liderou o campeonato, o Grêmio está, sim, muito vivo na briga. Com a volta dos principais jogadores, pode arrancar no final. O problema é a defesa que, mesmo alta, é vulnerável, principalmente contra atacantes técnicos e rápidos.

Cruzeiro espreita. A Raposa está ali, à espreita, de olho, preparando um ataque ao galinheiro. Time que joga o futebol mais agradável do Brasileiro, o Cruzeiro é, também, o que mais venceu, o que prova sua qualidade técnica. Mas falta equilíbrio fora de casa, para buscar alguns pontos preciosos que estão fazendo falta na reta final. Tem um craque em versão Beta, Guilherme, e mais dois jogadores acima da média: Ramires e Vágner. Um vacilo de São Paulo e de Grêmio, dependendo da configuração da tabela no dia, e o time do Adílson Batista pode chegar. Também esbarra numa defesa reticente e nos altos e baixo do goleiro Fábio.

Flamengo sonha. A vitória sobre o Botafogo manteve vivas as poucas chances de título do Flamengo. Assim como o Palmeiras, o Rubro-negro pipocou quando o campeonato se abriu todo para ele. Caio Júnior ainda não tem a confiança necessária para ousar em momentos em que é preciso. Fora isso, leva tudo muito na tática, acha que há sempre uma explicação na prancheta, quando muitas vezes falta é compromisso e seriedade. Como todo time de massa, o Flamengo é bipolar. Exagera quando está em boa fase, entra no clima de festa, e vai à depressão quando perde. Mas tem boas possibilidades de chegar à Libertadores e ainda pega o Cruzeiro em confronto direto.

quinta-feira, novembro 06, 2008




TOQUINHO E RIVA JUNTOS,NO
ENCONTROS PARA A HISTÓRIA




Nesta sexta-feira, 7 de novembro, a partir das dez e meia da noite, o SporTV tem um programaço para quem gosta de música, futebol e boas histórias. O programa Encontros Para a História, brilhantemente capitaneado pelos amigos Lúcio de Castro e Victorino Chermont, reuniu o craque da bola Roberto Rivellino e o craque da música Toquinho.

Tive o prazer de participar da gravação do programa, ao lado do Caio Ribeiro e dos apresentadores, e posso assegurar: vale acompanhar. Entre outras coisas, deixo dois aperitivos: Riva fala de suas origens palmeirenses, e Toquinho esmirilha ao violão alguns de seus grandes sucessos e a canção que fez para o Corinthians.

quarta-feira, novembro 05, 2008

A HISTÓRIA E BARACK OBAMA


Uma coisa é a História que aprendemos nos livros, anos, séculos depois de ela ter ocorrido de fato. Outra coisa é ver a História acontecendo ao vivo, online, qualquer que seja o termo atual para isso. Alguns aspectos dessa História sendo feita eu jamais esquecerei. Como o instante em que Antonio Brito anunciou a morte de Tancredo Neves e a colher ficou ali, pousada no prato de sopa, sem saber para onde ir. Ou quando, atônito, me dirigia para a Rádio Bandeirantes, e ouvi a notícia de que um segundo avião se chocara contra as Torres Gêmeas em Nova Iorque. Que dizer da queda do Muro de Berlim, desenhando um novo mundo?
Ontem foi a vez de Barack Obama. Um dos significados desses dois nomes é algo como "raio abençoado". O impacto da eleição de Obama será sentido por centenas de anos, talvez como a chegada de Nelson Mandela ao poder na África do Sul. Basta lembrar que há pouco mais de 40 anos, na nação mais rica do planeta, negros não podiam, sequer, sentar perto de brancos em ônibus, frequentar as mesmas escolas. Isso sem falar em diversas outras atrocidades. Os americanos e sua democracia esquisita têm milhões de defeitos. Mas possuem virtudes que tornam possível, por exemplo, a chegada de Obama ao poder. Assim como a ainda infantil democracia brasileira possibilitou que um torneiro mecânico nordestino chegasse e se reelegesse presidente. Isso prova que o ser humano evolui. Lula pode ser um bom presidente para alguns, ruim para outros. O fato é que ele chegou lá quando tudo conspirava para que isso jamais acontecesse. Vale o mesmo para Obama. Se ele será ou não um bom presidente, saberemos em breve, mas o fato relevante é que ele agora é presidente dos Estados Unidos.
E nossa geração viu tudo isso acontecer. Imagine os americanos que eram crianças nos terríveis primeiros anos da década de 1960 e viam seus pais serem humilhados em pontos de ônibus, trens, escolas, nas ruas? Coloque-se no lugar de um desses americanos que estava ontem no Grant Park, na linda Chicago? Tente imaginar a alegria, o sentimento de alívio, a lembrança dos que sofreram antes dele para que esse dia finalmente chegasse? Dos seus antepassados escravos que lutaram pela independência do país que, depois, negava a seus filhos e netos o simples direito de cidadania.
Fica uma grande lição para o Brasil, País que celebra a miscigenação enquanto empurra pra debaixo do tapete um racismo que enquanto disfarçado ainda é vivo, cruel e presente.
Deixo aqui o vídeo do anúncio da vitória de Obama. A qualidade do texto e a precisão do âncora da NBC são cortantes. Ele é genial ao evitar a síndrome de âncora brasileiro, que teima em falar quando a imagem diz tudo. Em certo momento, ele volta e diz apenas: "ainda estamos aqui, como vocês, assistindo a tudo isso junto de vocês". Repare nos abraços e no choro de americanos de várias raças e, principalmente, nos "afro-americanos", como pedem os dias de hoje. Ali há alívio, esperança, não há traços de ódio ou de vingança. Como cita o comentarista da NBC, que cita "as sombras do nosso passado racista".
Os tempos são bicudos, mas os tempos também são de esperança. Boa sorte, Obama.

terça-feira, novembro 04, 2008

OLHO NELE: TIAGO LEIFERT.


Um dos grandes baratos da atividade jornalística é tentar identificar e, por vezes, conseguir, gente que está mostrando muito talento, capacidade e consegue seu espaço trabalhando sério, sem atropelar ou passar rasteira em ninguém. Falei há alguns posts do amigo e comentarista Lédio Carmona. Agora falo, felizmente, de outro amigo, o repórter Tiago Leifert, que tal qual um foguete passou da estréia no SporTV para o merecido espaço na Tv Globo.
Tiago tem a rara qualidade do raciocínio rápido, fundamental num bom repórter, e alia a isso outra virtude: não tem medo de perguntar.
Fora isso, tem um bom humor espetacular, é bom imitador e está sempre antenado nas coisas que rolam pelo mundo. Como foi apresentador nos tempos de TV Vanguarda, tem aquela ginga de âncora, que o faz sair com categoria até das situações mais cabeludas. Olho nele, que esse vai longe.
De quebra, uma pitada do blog da figura: http://leifert.blogspot.com
do

segunda-feira, novembro 03, 2008

DOMINGÃO PARA PROVAR:
ESPORTE É ESPETACULAR


Que negócio maluco - e espetacular - que é o esporte. O domingão foi sensacional, daqueles que as pessoas lembrarão por muito tempo. Tipo aquele lance de contar uma história qualquer e citar que foi no domingo em que o Massa perdeu o título na última curva e que o Brasileirão embolou de vez na reta final.
Não sou exatamente um fã de automobilismo, embora já tenha participado da cobertura de muitos GPs. Agora, a corrida de ontem não seria imaginada nem por uma mistura de Walt Disney com Steven Spielberg, com pitadas de Monteiro Lobato. Foi de parar o País em frente à TV - e boa parte do mundo.
A frustração do resultado final pode ser, parcialmente, compensada pela consolidação de Felipe Massa como piloto capaz de capturar a atenção do público brasileiro. Talvez não seja uma Fórmula 1 polarizada entre Hamilton e Massa, porque Vettel e Alonso são muito bons. Mas que haverá bons motivos para acompanhar as corridas e torcer de verdade, isso sim.
Para finalizar o domingo, uma grande rodada do Campeonato Brasileiro. Daquelas que soltam faísca. Jogaço entre Santos e Palmeiras na Vila Belmiro. A vitória deixa o time palmeirense vivo na competição. Logo depois do clássico, o São Paulo mostrou autoridade na vitória incontestável sobre o Internacional e assumiu a liderança pela primeira vez. Cedo para dizer, mas dá pinta de que São Paulo e Palmeiras vão brigar pela taça. Tudo porque conseguiram vencer fora de casa, coisa rada nesse campeonato. O Grêmio segue fraquejando na hora decisiva, assim como o Flamengo. O Cruzeiro fora de casa não consegue o que São Paulo e Palmeiras já fizeram.
Mas há tanto equilíbrio que tudo pode mudar na próxima semana. Mas a decisão do título passa por dois jogos: Portuguesa x São Paulo e Palmeiras x Grêmio.