segunda-feira, fevereiro 02, 2009

RONALDO, ROBINHO E
A TENTAÇÃO DA BOLA

Chocante a foto publica pela revista Veja desta semana, em matéria sobre os meninos farristas do futebol. Ronaldo aparece com a cabeça entrelaçada por um par de pernas femininas numa boate paulistana. Talvez de melhor estilo, mas de reputação duvidosa como aquela frequentada por Robinho em Leeds.
Cada um faz da sua vida o que bem entende, não estou aqui para julgar ou criticar. Acontece que jogadores de futebol e quase todas as pessoas que circulam por esse meio acham que estão acima do bem e do mal e do andar normal das carruagens. O jogador de futebol padrão acha que as regras para ele não existem e que o fato de portar uma chuteira e uma camisa de prestígio dá entrada vip para qualquer coisa na vida. Entendem que todas as mulheres querem sair com eles e que são importantes para qualquer segmento. Ainda que exista uma legião de oportunistas prontas para vender o útero pensando em uma polpuda aposentadoria, algumas podem não sentir nada por um boleiro. E tem muita gente que não liga a mínima pra futebol.
E o boleiro com alguns neurônios deveria perceber que na maioria das vezes o que essas moças querem é fazer um filho com ele e viver de renda. Mas a história é antiga e talvez não tenha solução jamais. Porque atrás de um boleiro com dinheiro no bolso sempre haverá um cordão de puxa-sacos para carregar sacolas, atender telefones, pedir dinheiro emprestado, tocar um pagode e, claro, uma oportunista pronta a encomendar uma aposentadoria integral que demora nove meses para chegar.

Um comentário:

Robert Alvarez Fernández disse...

Maurício, essa questão remete à necessidade do atleta ter uma efetiva administração de carreira por meio de um profissional especializado, que não é procurador, não é o amigo de infância nem o pai.

Trata-se de coaching, ponto abordado pelo João Carlos Assumpção no blog futebol e negócio, que é um de seus recomendados; e quando falamos de Brasil, a situação se agrava pela atual pobreza de nosso sistema educacional.

Abraços,

Robert