Pontos fortes e
fracos dos melhores
times da Copa
Brasil - É letal, como muito bem definiu meu primo chileno, Rodrigo Munizaga. Ou como disse Sven-Goran Ericsson, não se pode errar contra o Brasil que o castigo é pesado.
A defesa é simplesmente espetacular, segura, entrosada. Exceto o lado esquerdo, o ponto cego do time já faz tempo.
O ponto fraco é o meio-campo, penso eu, Falta criatividade em momentos de muita marcação, como contra Portugal. Não tem armador, o que dificulta em certos momentos. Sem Ramires e Elano fica ainda menos criativo.
Holanda - Time frio, calculista e com muitos jogadores de ótimo nível. Sneijder e Robben considero craques. Kuyt, Van Persie, Van Bommel e De Jong são muito bons. Joga com uma última linha de quatro, e segura os laterais. No meio tem dois volantes e o ótimo armador Seijder. Três homens na frente, por isso os laterais não saem muito.
O ponto fraco eu acho que é a falta de intensidade de jogo, é muito fria às vezes. A zaga é um pouco pesada na recuperação.
Espanha - Melhor toque de bola da Copa. Time forte, entrosado, muito bem treinado. Tem o melhor meio-campo. Joga com um volante de marcação apenas, Busquets, e confia em Xabi Alonso, Xavi e Iniesta para a organização. Davi Villa está em grande fase.
Não tem grosso no time, todo mundo sabe jogar. O mais fraco tecnicamente, Puyol, é pelo menos bom.
O ponto fraco é a falta de capacidade de definição, dada a fase ruim de Fernando Torres. Enrola muito e define pouco.
Argentina - Do meio pra frente a artilharia é pesada. Tévez, Higuaín, Messi, Di Maria, Maxi Rodriguez. Um time que ataca muito. Tem craques, Messi e Tévez, e ainda um banco esperto, com caras do porte de Milito, Aguero e até Palermo.
O problema é a defesa. De Michelis não segura a onda, embora Otamendi esteja jogando bem, assim como Heinze. Marca no meio somente com Macherano, que está evidentemente sobrecarregado.
Alemanha - Time que é bom e está encorpando. Muito entrosado, tem um toque de bola que remete ao grande time alemão de1974, com Breitner, Muller, Overath, Vogts e Beckenbauer, entre outros grandes jogadores e craques. Schweinzteiger é um dos melhores, se não o melhor volante da Copa. Há bons jogadoers em todos os setores. Podolski, Klose. Mueller e Oezil são candidatos a craques muito em breve. Quem diria que a Alemanha teria um armador,Oezil, e o Brasil não?
Só não acho que a defesa seja muito segura. É candidata.
Uruguai - A Celeste encorpou na África. Tem um belo ataque, com Forlán e Suárez, e uma defesa firme, com Lugano e agora Victorino no lugar de Godin. O problema é o meio-campo, combativo, mas pouco criativo. Entrega nunca falta e com alguma sorte pode chegar. Talvez seja o time que mais tenha evoluído desde as Eliminatórias.
Paraguai - Bom time, ofensivamente bem abastecido. Está sentindo o peso da importância da campanha histórica e tem se mostrado nervoso na hora de finalizar, principalmente. Outro time que foi encorpando e corre por fora. A dupla Barrios e Santa Cruz merece muito respeito. Tecnicamente é o melhor time que o Paraguai já teve. O ponto fraco eu acho que ainda é esse nervosismo em alguns momentos, o que torna o time irregular.
Gana - A esperança africana é um time muito parecido com o do Uruguai em termos coletivos. Forte na defesa e no ataque, fraco no meio-campo. Boateng e Gyan são os grandes nomes de Gana no Mundial. Decisivos, fortes, atacantes de alto nível. O meio-campo tem muita dificuldade para controlar o jogo, por isso a equipe toma muito sufoco. Tem a torcida a seu favor.
quarta-feira, junho 30, 2010
segunda-feira, junho 28, 2010
Laranja tem casca grossa
Durban - Como quase sempre acontece, o Brasil passou pelo Chile sem tomar conhecimento. Foi calmo, fatal e absoluto. Em momento algum do jogo o time chileno deu pinta de que incomodaria o Brasil. Há um abismo técnico entre o jogador brasileiro e o chileno. Tão difícil de ser superado quanto a mais alta das montanhas dos Andes.
Agora vem a Holanda pelo caminho. Tem muito mais qualidade. Vi a vitória holandesa sobre a Eslováquia, em Durban. O time tem pelo menos cinco jogadores mais do que bons. Vejo o armador Sneijder e o atacante Robben como craques. Além deles, Van Persie, Kuyt e De Jong são excelentes jogadores.
Diferentemente do Chile, que praticamente não conseguiu atacar o Brasil, a Holanda pode fazê-lo. O time joga com uma linha de quatro zagueiros, dois volantes que saem bem para o jogo, Van Bommel e De Jong, e um meia, Sneijder. À frente ficam Robben, geralmente pela direita, Van Persie centralizado, e Kuyt pela esquerda.
Os holandeses ainda cultivam uma saudável utilização dos lados do campo por jogadores que lembram os pontas de antigamente. Para isso seguram bastante os laterais e marcam forte com os dois volantes.
O time de 2010 está muito longe da Laranja Mecânica de 1974, um time de movimentação alucinante e incrível liberdade tática. A Holanda versão 2010 é um time frio, calculista, disciplinado taticamente. Jogou por enquanto sem ultrapassar o limite, o chamado para o gasto.
Com Robben pela direita (embora apareça pela esquerda às vezes), Michel Bastos terá trabalho. Assim como Kuyt exigirá de Maicon uma presença mais defensiva. Sem Ramires, suspenso, será que Dunga arriscará com Felipe Mello na marcação de Sneijder? De Jong, provavelmente, se encarregará da marcação de Kaká.
O Brasil tem bola para passar pela Holanda. Mas a casca dessa laranja é grossa. A maturidade mostrada pelo time contra o Chile é uma ótima notícia. Se a Holanda der ao Brasil o contra-ataque, principalmente nas costas do limitado lateral-direito Van Der Wiell, certamente será fatiada e consumida com prazer.
Durban - Como quase sempre acontece, o Brasil passou pelo Chile sem tomar conhecimento. Foi calmo, fatal e absoluto. Em momento algum do jogo o time chileno deu pinta de que incomodaria o Brasil. Há um abismo técnico entre o jogador brasileiro e o chileno. Tão difícil de ser superado quanto a mais alta das montanhas dos Andes.
Agora vem a Holanda pelo caminho. Tem muito mais qualidade. Vi a vitória holandesa sobre a Eslováquia, em Durban. O time tem pelo menos cinco jogadores mais do que bons. Vejo o armador Sneijder e o atacante Robben como craques. Além deles, Van Persie, Kuyt e De Jong são excelentes jogadores.
Diferentemente do Chile, que praticamente não conseguiu atacar o Brasil, a Holanda pode fazê-lo. O time joga com uma linha de quatro zagueiros, dois volantes que saem bem para o jogo, Van Bommel e De Jong, e um meia, Sneijder. À frente ficam Robben, geralmente pela direita, Van Persie centralizado, e Kuyt pela esquerda.
Os holandeses ainda cultivam uma saudável utilização dos lados do campo por jogadores que lembram os pontas de antigamente. Para isso seguram bastante os laterais e marcam forte com os dois volantes.
O time de 2010 está muito longe da Laranja Mecânica de 1974, um time de movimentação alucinante e incrível liberdade tática. A Holanda versão 2010 é um time frio, calculista, disciplinado taticamente. Jogou por enquanto sem ultrapassar o limite, o chamado para o gasto.
Com Robben pela direita (embora apareça pela esquerda às vezes), Michel Bastos terá trabalho. Assim como Kuyt exigirá de Maicon uma presença mais defensiva. Sem Ramires, suspenso, será que Dunga arriscará com Felipe Mello na marcação de Sneijder? De Jong, provavelmente, se encarregará da marcação de Kaká.
O Brasil tem bola para passar pela Holanda. Mas a casca dessa laranja é grossa. A maturidade mostrada pelo time contra o Chile é uma ótima notícia. Se a Holanda der ao Brasil o contra-ataque, principalmente nas costas do limitado lateral-direito Van Der Wiell, certamente será fatiada e consumida com prazer.
domingo, junho 27, 2010
O grande jogo da Copa
Partidaço fizeram Alemanah e Inglaterra. O jogo da Copa até agora. Belas jogadas, um gol inglês que só o trio de arbitragem não viu, e uma aula de contra-ataque da Alemanha.
Mesmo jogando sua melhor partida no Mundial a Inglaterra foi goleada. Claro que se o gol de Lampard tivesse sido validado o jogo teria outro andamento. Mas não se pode contestar a vitória alemã. O time é melhor, mais encorpado e seus principais valores não estão decepcionando.
Oezil joga muito, Schweinzteiger é craque. Mueller, Podolski e Klose são muito bons.
Na Inglaterra, Lampard e Gerrard jogaram uma bela partida. Mas Rooney, claramente sem condição física, sai como uma das grandes decepções da Copa. A defesa perdeu muito sem Rio Ferdinand, e falta um grande goleiro.
A Alemanha agora pode trombar com a Argentina num clássico de arrepiar.
A Copa pegou fogo, senhores!
Partidaço fizeram Alemanah e Inglaterra. O jogo da Copa até agora. Belas jogadas, um gol inglês que só o trio de arbitragem não viu, e uma aula de contra-ataque da Alemanha.
Mesmo jogando sua melhor partida no Mundial a Inglaterra foi goleada. Claro que se o gol de Lampard tivesse sido validado o jogo teria outro andamento. Mas não se pode contestar a vitória alemã. O time é melhor, mais encorpado e seus principais valores não estão decepcionando.
Oezil joga muito, Schweinzteiger é craque. Mueller, Podolski e Klose são muito bons.
Na Inglaterra, Lampard e Gerrard jogaram uma bela partida. Mas Rooney, claramente sem condição física, sai como uma das grandes decepções da Copa. A defesa perdeu muito sem Rio Ferdinand, e falta um grande goleiro.
A Alemanha agora pode trombar com a Argentina num clássico de arrepiar.
A Copa pegou fogo, senhores!
sábado, junho 26, 2010
Brasil x Chile,
o que esperar?
Em condições normais de temperatura e pressão, o Brasil não tem porque temer o Chile. Acontece que estamos assistindo a uma Copa que não vem sendo disputada nessas condições normais. É uma Copa diferente, esquisitona, cheia de zebras, de empates e surpresas.
Além disso, essa seleção brasileira também é uma equipe diferente do padrão do nosso futebol.
Penso o seguinte: se o Chile partir de peito aberto para encarar o Brasil, tem tudo para se dar mal. A defesa chilena é o setor mais fraco do time, falta técnica individual. Do meio-campo para frente, contudo, é um bom time, leve, insinuante, que joga quase sempre com três atacantes e dois meias ofensivos.
O Brasil é esse que conhecemos. Uma defesa sólida, excelente. Um meio-campo carente de criatividade e um setor ofensivo que é fatal no contragolpe.
Por isso acho que será bom para o Brasil se o Chile acreditar que pode encarar de igual para igual. Se decidir jogar dessa forma, o time chileno dará ao brasileiro as armas que ele usa com mais habilidade. A roubada de bola e a transição rápida, precisa, fatal.
Caso marque atrás da linha da bola como fizeram Coréia do Norte e Portugal, o Chile obrigará o Brasil a jogar com seus volantes, que têm demonstrado muita dificuldade na saída de bola.
Nesse caso caberá ao Chile o contragolpe. Provavelmente pelo lado direito do ataque, com Alexis Sanchéz, que é um ponta mesmo, driblador, vai ao fundo. Será que Dunga manterá Michel Bastos ou escalará Gilberto para duelar com Sanchéz?
Do lado esquerdo, Beausejour cumpre o mesmo papel. O centroavante costuam ser Suazo, que é trombador e pouco técnico. Contra a Espanha jogou Valdívia nessa posição, e foi mal. Rende melhor como meia pela direita, com Mark Gonzalez pela esquerda.
No Brasil, com Elano, Kaká e Robinho de volta, o time ganha muito mais qualidade se comparado ao que empatou com Portugal. Elano tem sido, taticamente, o principal jogador do time. Kaká e Robinho têm a individualiade que faltou diante dos portugueses.
A defesa chilena será a reserva. Bom para o Brasil. Carmona deve retornar ao meio-campo andino (bonito isso!) e talvez seja o encarregado de vigiar Kaká mais de perto.
Segunda-feira teremos as respostas.
o que esperar?
Em condições normais de temperatura e pressão, o Brasil não tem porque temer o Chile. Acontece que estamos assistindo a uma Copa que não vem sendo disputada nessas condições normais. É uma Copa diferente, esquisitona, cheia de zebras, de empates e surpresas.
Além disso, essa seleção brasileira também é uma equipe diferente do padrão do nosso futebol.
Penso o seguinte: se o Chile partir de peito aberto para encarar o Brasil, tem tudo para se dar mal. A defesa chilena é o setor mais fraco do time, falta técnica individual. Do meio-campo para frente, contudo, é um bom time, leve, insinuante, que joga quase sempre com três atacantes e dois meias ofensivos.
O Brasil é esse que conhecemos. Uma defesa sólida, excelente. Um meio-campo carente de criatividade e um setor ofensivo que é fatal no contragolpe.
Por isso acho que será bom para o Brasil se o Chile acreditar que pode encarar de igual para igual. Se decidir jogar dessa forma, o time chileno dará ao brasileiro as armas que ele usa com mais habilidade. A roubada de bola e a transição rápida, precisa, fatal.
Caso marque atrás da linha da bola como fizeram Coréia do Norte e Portugal, o Chile obrigará o Brasil a jogar com seus volantes, que têm demonstrado muita dificuldade na saída de bola.
Nesse caso caberá ao Chile o contragolpe. Provavelmente pelo lado direito do ataque, com Alexis Sanchéz, que é um ponta mesmo, driblador, vai ao fundo. Será que Dunga manterá Michel Bastos ou escalará Gilberto para duelar com Sanchéz?
Do lado esquerdo, Beausejour cumpre o mesmo papel. O centroavante costuam ser Suazo, que é trombador e pouco técnico. Contra a Espanha jogou Valdívia nessa posição, e foi mal. Rende melhor como meia pela direita, com Mark Gonzalez pela esquerda.
No Brasil, com Elano, Kaká e Robinho de volta, o time ganha muito mais qualidade se comparado ao que empatou com Portugal. Elano tem sido, taticamente, o principal jogador do time. Kaká e Robinho têm a individualiade que faltou diante dos portugueses.
A defesa chilena será a reserva. Bom para o Brasil. Carmona deve retornar ao meio-campo andino (bonito isso!) e talvez seja o encarregado de vigiar Kaká mais de perto.
Segunda-feira teremos as respostas.
sexta-feira, junho 25, 2010
Competitivo, sim.
Criativo? Não.
Era um jogo mais tranquilo para o Brasil do que para Portugal. Classificado, o time pôde poupar Robinho e Elano. Mas algumas coisas precisam ser analisadas com calma.
O Brasil segue sendo competitivo. Mas pegou um time melhorzinho e já teve problemas, foi dominado no segundo tempo. O reserva de Kaká, Júlio Batista, foi mal no primeiro teste. O meio-campo é travado, falta criatividade,não há um lançamento, uma bola enfiada, nada. Dificilmente haverá, já que é um meio-campo de volantes.
É um pecado ter Nilmar e Luís Fabiano no ataque e ninguém para abastecê-los.
Também fica no ar a pergunta: se por alguma eventualidade o Brasil não tiver Kaká e Robinho, como vai se virar?
Resta esperar o advedrsário agora, Chile, Espanha ou Suíça.
Para aqueles que me cornetam porque falo mal do futebol suíço, reforço: respeito a opinião de todos, mas mantenho a minha. A Suíça não acrescenta nada para o futebol, mesmo que venha a vencer a Copa do Mundo.
Criativo? Não.
Era um jogo mais tranquilo para o Brasil do que para Portugal. Classificado, o time pôde poupar Robinho e Elano. Mas algumas coisas precisam ser analisadas com calma.
O Brasil segue sendo competitivo. Mas pegou um time melhorzinho e já teve problemas, foi dominado no segundo tempo. O reserva de Kaká, Júlio Batista, foi mal no primeiro teste. O meio-campo é travado, falta criatividade,não há um lançamento, uma bola enfiada, nada. Dificilmente haverá, já que é um meio-campo de volantes.
É um pecado ter Nilmar e Luís Fabiano no ataque e ninguém para abastecê-los.
Também fica no ar a pergunta: se por alguma eventualidade o Brasil não tiver Kaká e Robinho, como vai se virar?
Resta esperar o advedrsário agora, Chile, Espanha ou Suíça.
Para aqueles que me cornetam porque falo mal do futebol suíço, reforço: respeito a opinião de todos, mas mantenho a minha. A Suíça não acrescenta nada para o futebol, mesmo que venha a vencer a Copa do Mundo.
Momento eu erro
e eu, então, corrijo
O cabeçudo aqui falou uma grande bobagem num dos jogos da Suíça. Em 2006, o time não sofreu gols na Copa e marcou 2 contra a Coréia do Sul e 2 contra o Togo.
O amigo Tácito me corrigiu aqui e eu me confundi na resposta a ele, referindo-me apenas aos gols que o time não sofreu. Falha minha esquecer dos gols marcados por uma seleção que marca tão poucos gols. Puxão de orelha em mim mesmo.
e eu, então, corrijo
O cabeçudo aqui falou uma grande bobagem num dos jogos da Suíça. Em 2006, o time não sofreu gols na Copa e marcou 2 contra a Coréia do Sul e 2 contra o Togo.
O amigo Tácito me corrigiu aqui e eu me confundi na resposta a ele, referindo-me apenas aos gols que o time não sofreu. Falha minha esquecer dos gols marcados por uma seleção que marca tão poucos gols. Puxão de orelha em mim mesmo.
Metrópole x Colônia
O futebol faz hoje a revisão história. Na bola, o Brasil é metrópole e Portugal, colônia. Será interessante ver o Brasil sem Kaká e Elano. Espero que com Daniel Alves no meio e, também, Júlio Batista. Se o cara foi convocado como reserva do Kaká, é ele que tem que ter a chance de jogar no lugar do camisa 10.
Cristiano Ronaldo ainda não me convenceu como craque de Copa do Mundo. Tomara que continue sem convencer no dia de hoje.
Será importante uma vitória ou empate para seguir adiante numa chave teoricamente mais fácil e apaziguar ânimos em ambos os lados: mídia e técnico.
Respostas aos amigos
Tácito e Mozart
Tácito, infelizmente sua pesquisa está errada. Em 2006 a Suíça tornou-se o único país na história a terminar uma Copa sem sofrer gols. Não sei de onde você tirou esses números, mas eles estão equivocados.
Meu querido amigo Mozart, suas palavras são sábias, como sempre. Deus te ouça! Abs.
O futebol faz hoje a revisão história. Na bola, o Brasil é metrópole e Portugal, colônia. Será interessante ver o Brasil sem Kaká e Elano. Espero que com Daniel Alves no meio e, também, Júlio Batista. Se o cara foi convocado como reserva do Kaká, é ele que tem que ter a chance de jogar no lugar do camisa 10.
Cristiano Ronaldo ainda não me convenceu como craque de Copa do Mundo. Tomara que continue sem convencer no dia de hoje.
Será importante uma vitória ou empate para seguir adiante numa chave teoricamente mais fácil e apaziguar ânimos em ambos os lados: mídia e técnico.
Respostas aos amigos
Tácito e Mozart
Tácito, infelizmente sua pesquisa está errada. Em 2006 a Suíça tornou-se o único país na história a terminar uma Copa sem sofrer gols. Não sei de onde você tirou esses números, mas eles estão equivocados.
Meu querido amigo Mozart, suas palavras são sábias, como sempre. Deus te ouça! Abs.
quinta-feira, junho 24, 2010
Ciao, Azzurra!
Admito que a Itália me fez de trouxa nessa Copa. Jogou bem contra o Paraguai e pensei que evoluiria progressivamente na Copa. Mas acabou se transformando em mais uma ópera-bufa. Fez um jogo horrível contra a Nova Zelândia e um ato dramático diante da Eslováquia.
Mas o que fica é a imagem terrível de uma seleção quatro vezes campeã do mundo que consegue sofrer um gol em cobrança de lateral. Nem na nossa pelada no Clube Paineiras do Morumby isso acontece mais.
É má notícia para a Copa que duas seleções campeãs mundais sejam eliminadas já na primeira fase. Mas a Copa pune. E abre oportunidade para, quem sabe, surja um novo campeão do mundo. Afinal, já nas oitavas mais um ganhador de Copa estará necessariamente fora, Inglaterra ou Alemanha. Mais um europeu que ficará pelo caminho. Bom para Brasil, Uruguai e Argentina.
Para 2014 será importante observar o que poderão fazer Itália e França, que tiveram times envelhecidos na África do Sul.
Admito que a Itália me fez de trouxa nessa Copa. Jogou bem contra o Paraguai e pensei que evoluiria progressivamente na Copa. Mas acabou se transformando em mais uma ópera-bufa. Fez um jogo horrível contra a Nova Zelândia e um ato dramático diante da Eslováquia.
Mas o que fica é a imagem terrível de uma seleção quatro vezes campeã do mundo que consegue sofrer um gol em cobrança de lateral. Nem na nossa pelada no Clube Paineiras do Morumby isso acontece mais.
É má notícia para a Copa que duas seleções campeãs mundais sejam eliminadas já na primeira fase. Mas a Copa pune. E abre oportunidade para, quem sabe, surja um novo campeão do mundo. Afinal, já nas oitavas mais um ganhador de Copa estará necessariamente fora, Inglaterra ou Alemanha. Mais um europeu que ficará pelo caminho. Bom para Brasil, Uruguai e Argentina.
Para 2014 será importante observar o que poderão fazer Itália e França, que tiveram times envelhecidos na África do Sul.
quarta-feira, junho 23, 2010
Copa América?
Copa disputada no inverno muita gente achava que seria boa para os europeus. Eu, inclusive. Mas eis que a tropa sul-americana vai mandando bem demais na gelada África do Sul. Brasil e Argentina e Uruguai numa boa. Paraguai e Chile com boas chances. Poderemos ter 5 sul-americanos entre os 16 da próxima fase.
Um bom número, sem dúvida. Pouco mais de 30%.
Há fracassos retumbantes entre os europeus. A França, por exemplo. Pode ser que tenhamos decepções incríveis, como Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra fora na primeira fase.
Enfim, a Copa é o grande workshop do futebol mundial e aponta tendências. Talvez estejamos assistindo a um momento de afirmação do futebol sul-americano em escala planetária.
Mas antes é bom esperar o término da primeira fase.
Copa disputada no inverno muita gente achava que seria boa para os europeus. Eu, inclusive. Mas eis que a tropa sul-americana vai mandando bem demais na gelada África do Sul. Brasil e Argentina e Uruguai numa boa. Paraguai e Chile com boas chances. Poderemos ter 5 sul-americanos entre os 16 da próxima fase.
Um bom número, sem dúvida. Pouco mais de 30%.
Há fracassos retumbantes entre os europeus. A França, por exemplo. Pode ser que tenhamos decepções incríveis, como Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra fora na primeira fase.
Enfim, a Copa é o grande workshop do futebol mundial e aponta tendências. Talvez estejamos assistindo a um momento de afirmação do futebol sul-americano em escala planetária.
Mas antes é bom esperar o término da primeira fase.
domingo, junho 20, 2010
Brasil começa a animar
Gostei da Seleção contra a violenta Costa do Marfim. Kaká, Elano e Luís Fabiano desequilibraram. Ainda não entusiasma porque o time começa mal, esquenta no meio e depois vacila no final. Pode se equilibrar com o tempo.
Os gols de Luís Fabiano foram lindos. Mas o segundo foi irregular, ele ajeitou com a mão no segundo lance. Nem ele conseguiu disfarçar. Se condenamos a famosa mão do Henry, temos que condenar a do Luís Fabiano também. Porque poderia ter mudado o jogo.
Assim como devemos abominar a pancadaria do time africano, e o juiz bananão.
Kaká deixou o cotovelo para escorar a trombada do jogador marfinense, mas não deu cotovelada. São coisas distintas.
As entradas sofridas por Elano e Michel Bastos foram criminosas.
Elano está sendo novamente o jogador versátil que desabrochou no Santos.
Enfim, começou a melhorar. Só o humor e a educação do técnico que não melhoram.
Gostei da Seleção contra a violenta Costa do Marfim. Kaká, Elano e Luís Fabiano desequilibraram. Ainda não entusiasma porque o time começa mal, esquenta no meio e depois vacila no final. Pode se equilibrar com o tempo.
Os gols de Luís Fabiano foram lindos. Mas o segundo foi irregular, ele ajeitou com a mão no segundo lance. Nem ele conseguiu disfarçar. Se condenamos a famosa mão do Henry, temos que condenar a do Luís Fabiano também. Porque poderia ter mudado o jogo.
Assim como devemos abominar a pancadaria do time africano, e o juiz bananão.
Kaká deixou o cotovelo para escorar a trombada do jogador marfinense, mas não deu cotovelada. São coisas distintas.
As entradas sofridas por Elano e Michel Bastos foram criminosas.
Elano está sendo novamente o jogador versátil que desabrochou no Santos.
Enfim, começou a melhorar. Só o humor e a educação do técnico que não melhoram.
sábado, junho 19, 2010
Que acontece com
a armada inglesa?
Insípida. Essa foi a precisa definição que o pessoal da revista World Soccer deu para a seleção inglesa nesta Copa do Mundo. Pelo menos por enquanto, concordo. É um dos meus favoritos, mas dentro de campo simplesmente empaca.
Um time que tem Gerrard, Lampard e Rooney tem obrigação de fazer mais.
Rooney está evidentemente jogando no sacrifício. Falta explosão. A cabeça pensa, mas o corpo não executa. Gerrard mostra tensão, parece querer correr mais do que precisa. Lampard decepciona, deixa a impressão de estar extenuado pela temporada.
O zagueirão Terry tem correspondido. Glenn Johnson alterna bons e maus momentos. Nem mesmo a aura vencedora de Fabio Capello parece suficiente para turbinar o English Team.
a armada inglesa?
Insípida. Essa foi a precisa definição que o pessoal da revista World Soccer deu para a seleção inglesa nesta Copa do Mundo. Pelo menos por enquanto, concordo. É um dos meus favoritos, mas dentro de campo simplesmente empaca.
Um time que tem Gerrard, Lampard e Rooney tem obrigação de fazer mais.
Rooney está evidentemente jogando no sacrifício. Falta explosão. A cabeça pensa, mas o corpo não executa. Gerrard mostra tensão, parece querer correr mais do que precisa. Lampard decepciona, deixa a impressão de estar extenuado pela temporada.
O zagueirão Terry tem correspondido. Glenn Johnson alterna bons e maus momentos. Nem mesmo a aura vencedora de Fabio Capello parece suficiente para turbinar o English Team.
sexta-feira, junho 18, 2010
Cautela ainda é a
cara desta Copa
Por enquanto, a cautela tem marcado a Copa da África. Muita gente no meio-campo, primeiro a marcação, depois alguma tentativa de sair pro jogo.
Todos os times que vi jogar tem uma linha de 4 zagueiros. Alguns fecham o sistema no 4-4-2, muita gente faz o 4-5-1. Há nuances nesses esquemas. O bom time do México, por exemplo, joga com no 4-1-3-3. O um é Rafa Marquez, que joga à frente dos zagueiros e inicia as jogadas. O primeiro gol da vitória sobre a França saiu dos pés dele.
A Espanha, que muita gente acha que amarelou, mas eu discordo, joga num 4-1-4-1.
Enfim, esperemos o mata-mata para vermos quem tem realmente mais peito de se abrir pro jogo. Escrevo isso vendo a Alemanha que está perdendo para a Sérvia, mesmo jogando direitinho.
Deixo com vocês uma foto que tirei no jogo da Espanha com a Suíça. Reparem que todos os jogadoers de linha estão em volta do círculo central, diminuindo o espaço em campo, atuando praticamente de intermediária a intermediária. É a tônica da ocupação do espaço.
quarta-feira, junho 16, 2010
Faltou fúria à Espanha
Que não me entendam mal. Sigo achando a Espanha um belo time, que joga bem, bonito e tem grandes jogadores.
Mas na derrota para a Suíça, na bela e simpática Durban, faltou fúria ao time que a carrega no apelido. Faltou jogar com paixão, ainda que defensivamente, como fez o time suíço.
O grupo embolou. Vamos ver o que virá pela frente, já que o cruzamento é com a chave do Brasil.
Que não me entendam mal. Sigo achando a Espanha um belo time, que joga bem, bonito e tem grandes jogadores.
Mas na derrota para a Suíça, na bela e simpática Durban, faltou fúria ao time que a carrega no apelido. Faltou jogar com paixão, ainda que defensivamente, como fez o time suíço.
O grupo embolou. Vamos ver o que virá pela frente, já que o cruzamento é com a chave do Brasil.
Nada de novo no
reino de Dunga
O Brasil venceu e não convenceu. Nenhuma novidade na história recente da seleção, a não ser o atenuante que vem sendo aplicado a todos os times na primeira rodada da Copa: a pressão da estreía. Se ela não existisse, certamente não se falaria nisso como se fala.
O Brasil que tem a cara de Dunga é esse aí que conseguiu tomar um gol da Coréia do Norte. Um time careta, com pouco improviso, que trabalha à exaustão algumas jogadas e se posiciona para repeti-las durante o jogo. Não se pode dizer que os jogadores não acreditam neles mesmos e no que Dunga pede.
E o que ele pede? Desde que assumiu a seleção o técnico trabalha a jogada de ultrapassagem, em especial pelo lado direito, com finalização ou cruzamento para a área. Essa é, hoje, a marca registrada do futebol brasileiro em termos de seleção. Foi assim que saíram os gols.Maicon é o melhor lateral do mundo, de fato, e uma locomotiva difícil de se parar. É assim que se tentará ganhar a Copa, e não adianta espernear. Tomara que não se precise lamentar.
Robinho é o único sopro de criatividade do time. Kaká está ainda sem ritmo e tempo de bola, assim como Luís Fabiano. E Robinho mostrou que pode fazer tudo que Kaká faz. Basicamente, recuar um pouco, enfiar uma bola, tentar uma arrancada. E se ele fizer isso, Nilmar certamente vestirá a fantasia de Robinho. Mas sem a mesma fantasia, com o perdão do trocadilho.
Agora, duro mesmo é ver a camisa mais famosa do futebol mundial entrando em campo com três volantes. Porque ainda que tenha jogado muito bem, Elano é um volante. Moderno, eficiente, batalhador. Mas falta a ele aquele lampejo dos meias, aquela fagulha que incendeia o time.
Que venha a Costa do Marfim! Por enquanto, ninguém assusta. Mas quando vier o mata-mata, a história pode mudar seu rumo.
reino de Dunga
O Brasil venceu e não convenceu. Nenhuma novidade na história recente da seleção, a não ser o atenuante que vem sendo aplicado a todos os times na primeira rodada da Copa: a pressão da estreía. Se ela não existisse, certamente não se falaria nisso como se fala.
O Brasil que tem a cara de Dunga é esse aí que conseguiu tomar um gol da Coréia do Norte. Um time careta, com pouco improviso, que trabalha à exaustão algumas jogadas e se posiciona para repeti-las durante o jogo. Não se pode dizer que os jogadores não acreditam neles mesmos e no que Dunga pede.
E o que ele pede? Desde que assumiu a seleção o técnico trabalha a jogada de ultrapassagem, em especial pelo lado direito, com finalização ou cruzamento para a área. Essa é, hoje, a marca registrada do futebol brasileiro em termos de seleção. Foi assim que saíram os gols.Maicon é o melhor lateral do mundo, de fato, e uma locomotiva difícil de se parar. É assim que se tentará ganhar a Copa, e não adianta espernear. Tomara que não se precise lamentar.
Robinho é o único sopro de criatividade do time. Kaká está ainda sem ritmo e tempo de bola, assim como Luís Fabiano. E Robinho mostrou que pode fazer tudo que Kaká faz. Basicamente, recuar um pouco, enfiar uma bola, tentar uma arrancada. E se ele fizer isso, Nilmar certamente vestirá a fantasia de Robinho. Mas sem a mesma fantasia, com o perdão do trocadilho.
Agora, duro mesmo é ver a camisa mais famosa do futebol mundial entrando em campo com três volantes. Porque ainda que tenha jogado muito bem, Elano é um volante. Moderno, eficiente, batalhador. Mas falta a ele aquele lampejo dos meias, aquela fagulha que incendeia o time.
Que venha a Costa do Marfim! Por enquanto, ninguém assusta. Mas quando vier o mata-mata, a história pode mudar seu rumo.
domingo, junho 13, 2010
Copa vai esquentar
na segunda rodada
Joanesburgo - Muita gente está reclamando da Copa, que está morna, jogos fracos etc. Mas podem acreditar: vai esquentar a partir da segunda rodada.
Os primeiros jogos são assim mesmo, é aquela história do medo de perder tira a vontade de ganhar. Muito cuidado com tudo, pouca ousadia.
A partir da segunda rodada muita coisa já se define ou se encaminha, e fica mais com cara de mata-mata, não tem muito como enrolar.
Dos jogos em que trabalhei até agora, o de abertura foi o mais emocionante, pelo gol da África do Sul. O melhor foi Inglaterra x EUA. Esperava mais da Inglaterra, mas acho que o time ainda vai decolar, conseguirá mostrar o potencial que tem no papel.
Também gostei muito da Argentina, apesar do placar magro.
Vamos esperar o Brasil, nesta terça, e a Itália, amanhã. Viajo para a Cidade do Cabo na manhã desta segunda. Milton Leite e eu transmitiremos Itália x Paraguai.
na segunda rodada
Joanesburgo - Muita gente está reclamando da Copa, que está morna, jogos fracos etc. Mas podem acreditar: vai esquentar a partir da segunda rodada.
Os primeiros jogos são assim mesmo, é aquela história do medo de perder tira a vontade de ganhar. Muito cuidado com tudo, pouca ousadia.
A partir da segunda rodada muita coisa já se define ou se encaminha, e fica mais com cara de mata-mata, não tem muito como enrolar.
Dos jogos em que trabalhei até agora, o de abertura foi o mais emocionante, pelo gol da África do Sul. O melhor foi Inglaterra x EUA. Esperava mais da Inglaterra, mas acho que o time ainda vai decolar, conseguirá mostrar o potencial que tem no papel.
Também gostei muito da Argentina, apesar do placar magro.
Vamos esperar o Brasil, nesta terça, e a Itália, amanhã. Viajo para a Cidade do Cabo na manhã desta segunda. Milton Leite e eu transmitiremos Itália x Paraguai.
quinta-feira, junho 10, 2010
Keegan vê Brasil e
Inglaterra na semi

A Copa é mesmo a Disneylândia para quem ama o futebol, como diz meu grande amigo e parceiro Milton Leite. Pois fomos jantar no Butcher´s, um espetacular restaurante especializado em carnes na Mandela´s Square, em Sandton. Eis que ao meu lado está um simpático e ainda jovial senhor de meia idade, cabelos brancos, falando um inglês britânico.
Sabia que o conhecia de algum lugar, e apostei que era quem eu realmente pensava ser. Deixei a vergonha de lado, fui até a mesa e perguntei: o senhor é Kevin Keegan?
Era Keegan. Um dos meu ídolos de infância, camisa 7 da seleção inglesa, do Liverpool, do Hamburgo, do Newcastle. Um ponta, um atacante daqueles rápidos. Daqueles que a molecada, quando jogava uma pelada, adorava dizer que era ele. Na minha infância e adolescência, Keegan era um dos jogadoers estrangeiros mais conhecidos no Brasil.
Perguntei a ele sobre o jogo em Wembley em que Brasil e Inglaterra empataram por 1 a 1, em 77, se não me engano, e Keegan fez o gol inglês. Gil marcou para o Brasil. Ele lembrou de ter jogado no Maracanã.
- Lembro como a grama era alta, e recordo que Rivellino jogou. Era incrível como ele batia na bola, como conseguia fazer a bola voar alto e ir longe - disse Keegan.
Mais importante, ele fez sua aposta:
- Acho que nos encontraremos na semifinal, Inglaterra e Brasil. Aí tudo pode acontecer.
Boa figura Keegan. Atrapalhie seu jantar, porque ele estava incógnito e terminei com isso.
Ele está na África como comentarista.
E eu pude conhecer um ídolo de infância. É bom esse negócio de Copa do Mundo.
Segurança da Copa preocupa

Hoje fomos ao Soccer City, conhecer nossa posição de transmissão do jogo de abertura da Copa do Mundo. Amanhã, 16 horas, a bola rola para África do Sul e México, com Milton Leite e esse que vos tecla, no SporTV. Esperamos a companhia de vocês.
Mas o tema deste post é a segurança na Copa do Mundo. Nesta caminhada de uns 10 minutos entre o International Broadcasting Center (IBC) e o estádio, um trecho de uns 500 metros, passamos por duas barreiras com detectores de metais. Em uma delas, mesmo que o aviso soe, não somos parados. A outra estava desligada.
Para chegar ao estádio, o acesso foi absolutamente tranquilo. Apenas olhavam para nossas credenciais, sem perguntar o que estávamos fazendo e se tínhamos permissão para chegar até aquele local.
Pudemos, inclusive, ver um ou dois minutos do treino fechado da África do Sul, antes que uma fiscal da Fifa gentilmente nos lembrasse que era proibido.
Para sair, pegamos um elevador e fomos parar no subsolo do estádio, passando pela área de vestiários. Vários funcionários ainda trabalhando, muitas obras inacabadas, algumas completadas às pressas e, por isso, com defeitos evidentes. Nesse trajeto todo, ninguém nos interrompeu para perguntar como tínhamos entrado ali, o que fazíamos, de onde éramos.
Uma facilidade inconcebível para o palco de abertura do principal evento esportivo do planeta e que receberá chefes de estado em algumas horas.
Algo que precisa ser alertado e revisto com urgência.
África do Sul x México

O jogo de abertura da Copa promete fortes emoções. Imagino o que será a presença de Nelson Mandela no Soccer City, recepcionado por uma orquestra de vuvuzelas.
Comentarei esta partida pelo SporTV, ao lado de Milton Leite.
Quando a bola rolar, a partida também promete. O time mexicano é organizado, toca bem a bola, tem jogadores de qualidade. Geralmente se defende com quatro homens, mas recua Torrado para proteger a dupla de zagueiros, mais ou menos como Gilberto Silva faz no Brasil. Na formação mais ousada, tem Giovanni dos Santos e Guardado abastecendo Vela e Hernandez no ataque.
O esquema tático propõe posse de bola para impor seu ritmo ao adversário.
Posse de bola, no entanto, sempre foi o mantra futebolístico de Carlos Alberto Parreira. Adepto do 4-4-2, o treinador brasileiro espera, certamente, que Pienaar seja o organizador do time, até para segurar o ímpeto e a velocidade de Mphela quando não for preciso acelerar demais o jogo. Mokoena, bom zagueiro, é a base defensiva da África do Sul.
A energia dos torcedores pode ser o diferencial a favor dos sul-africanos. Nem tanto o barulho das vuvuzelas, já que o México está acostumado a jogar no Azteca lotado e sempre barulhento. Baste ver o vídeo do jogo entre México e EUA pelas Eliminatóricas da Concacaf para ver a atmosfera.
Parreira considera o time mexicano o mais ousado da Copa.

O jogo de abertura da Copa promete fortes emoções. Imagino o que será a presença de Nelson Mandela no Soccer City, recepcionado por uma orquestra de vuvuzelas.
Comentarei esta partida pelo SporTV, ao lado de Milton Leite.
Quando a bola rolar, a partida também promete. O time mexicano é organizado, toca bem a bola, tem jogadores de qualidade. Geralmente se defende com quatro homens, mas recua Torrado para proteger a dupla de zagueiros, mais ou menos como Gilberto Silva faz no Brasil. Na formação mais ousada, tem Giovanni dos Santos e Guardado abastecendo Vela e Hernandez no ataque.
O esquema tático propõe posse de bola para impor seu ritmo ao adversário.
Posse de bola, no entanto, sempre foi o mantra futebolístico de Carlos Alberto Parreira. Adepto do 4-4-2, o treinador brasileiro espera, certamente, que Pienaar seja o organizador do time, até para segurar o ímpeto e a velocidade de Mphela quando não for preciso acelerar demais o jogo. Mokoena, bom zagueiro, é a base defensiva da África do Sul.
A energia dos torcedores pode ser o diferencial a favor dos sul-africanos. Nem tanto o barulho das vuvuzelas, já que o México está acostumado a jogar no Azteca lotado e sempre barulhento. Baste ver o vídeo do jogo entre México e EUA pelas Eliminatóricas da Concacaf para ver a atmosfera.
Parreira considera o time mexicano o mais ousado da Copa.
quarta-feira, junho 09, 2010
O espírito da África do Sul


Essa alegria contagiante do povo sul-africano deve marcar a Copa. Será um Mundial de música, festa,vuvuzelas a todo vapor.
Os sul-africanos estão radiantes em receber o mundo do futebol.
Tomara que seja uma linda Copa para premiar esse povo tão sofrido e, ainda assim, feliz, sorridente, e extremamente amável com os visitantes.
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