quarta-feira, maio 30, 2007

? é = Seleção Brasileira


Calma que ainda não pirei. A fórmula matemática acima proposta é para tentar mostrar que a fóruiA Seleção Brasileira virou uma enorme interrogação para mim. Não consigo entender qual a intenção da CBF ao chamar Dunga para ser o técnico e ainda não pude captar o que pensa o treinador em seu novo ofício. Afinal, Dunga ainda não tem um jogo oficial como treinador e já assumiu a Seleção Brasileira!!!!
As convocações não chegam a ser surpreendentes, revolucionárias. São, como quase todas as outras, algo confusas, é difícil encontrar ali um critério. Tem gente que é chamada uma vez e não volta mais. Outros aparecem em uma lista, não jogam, e voltam na chamada de pré-convocados para a Copa América.
A Seleção é forte? É boa? Ruim? Inexperiente? De transição? Aposto que ninguém, nem mesmo o Dunga sabe. Talvez durante a Copa América se desenhe um pouco do pensamento futebolístico do treinador Dunga. E apareça o que deve ser a nova Seleção Brasileira, partindo-se do pressuposto de que muita gente que esteve em campo em 2006 talvez nunca mais vista aquela camisa.
O que eu vejo, conversando com as pessoas, profissionais ou não do futebol, da comunicação, é que a Seleção Brasileira parece estar hibernando no inconsciente das pessoas, dos torcedores. Parece algo distante, de que nos lembramos de vez em quando. Aquele parente que era muito próximo, grande amigo na infância, mas que o tempo e o dia a dia acabaram afastando.
Quem sabe não foi por isso que o Dunga foi contratado? Ele parece ter sempre olhado para a Seleção como algo especial, que estivesse no patamar máximo em termos de futebol.
Eu ainda tenho na lembrança uma Seleção Brasileira cuja conovcação provocava acaloradas discussões no recreio da escola, cada um defendendo seu ídolo. E que nas noites de quarta-feira jogava para um Maracanã quase sempre lotado e dificilmente perdia.
De repente, eu não me lembro quando foi a última vez em que a Seleção Brasileira jogou no Maracanã. Talvez isso ajude a explicar um pouco dessa transição.
E que venha a Copa América, pra gente tentar descobrir, afinal, o que é a nossa Seleção.

segunda-feira, maio 28, 2007

O FRIO ESPANTOU OS GOLS

Acho que dei azar na última escala, porque comentei dois jogos sem gols. Um deles, Corinthians e Atlético Mineiro, foi bem legal, divertido, movimentado. Já o clássico São Paulo e Palmeiras foi horroroso, uma pelada marcada pelo medo de perder de ambas as partes. Será que o frio espantou os gols? Afinal, a média do Brasileirão despencou para menos de 1,5 gol por partida.
É muito cedo para conclusões ou projeções, mas alguns perfis começam a se desenhar nesse Brasileiro. Corinthians e Galo, por exemplo, parecem times de juniores. Correm o tempo todo, são entusiasmados, mas falta um toque de experiência e (por que não?) de classe. Alguém que saiba dosar o ritmo e não transforme velocidade em pressa. O time mineiro parece mais técnico, de toque de bola. O Corinthians tem jeitão de contra-ataque, sempre correndo, tentando surpreender o adversário. O alvinegro paulista precisa de bons laterais para ter mais opções de saída de jogo, porque atualmente só William (muito talentoso) faz isso. O Galo carece de um armador eficiente para fazer com que a bola chegue a Galvão, Éder Luís e Danilinho.

CLÁSSICO NOTA ZERO

Agora, falar o quê de São Paulo e Palmeiras? Um festival de erros, de chutões e falta total de concentração. A começar do juiz Sálvio Spinola, que deveria ter expulsado o Edmundo naquela entrada no Miranda. E passando por todo mundo. O São Paulo estava fora de sintonia, sem saída de bola. Muricy percebeu e recuou Josué, formando uma linha de quatro defensores. E nem assim, com um baita espaço no meio e três atacantes, o Palmeiras tomou a iniciativa de agredir. Ficou evidente que, para ambos, o empate era um grande negócio. Manteria o alviverde entre os líderes, invicto, e apagaria o fogo dos cardeais corneteiros do Morumbi. Na cabine achei que foi pênalti do Martinez no Dagoberto. Depois, vendo com calma as imagens, achei que não. Já ouvi são-paulino dizer que não foi e palmeirense dizer que foi. Enfim, não ficou claro.
A conclusão que me provoca o jogo é de que o Palmeiras evoluiu desde o Paulista. É um time que comete menos equívocos, sai jogando melhor. Mas tem um ataque sem grande presença, que depende muito de Edmundo e Valdívia. Pierre é um bom marcador e Martinez ainda é muito lento, embora seja técnico. A defesa está mais segura, mas é uma equipe que ainda carece de maior poder de intimidação, de capacidade de sufocar o advesário.
O São Paulo empacou. Desencaixou como time. Perdeu duas características fundamentais: a saída de bola rápida e consciente e a marcação forte no início da jogada do adversário. Praticamente todos os jogadores caíram de produção, exceção feita ao cada vez melhor Josué. Muricy deve estar coçando a cabeça para buscar um parceiro que faça justiça ao futebol do baixinho. Tentou Frédson, Souza, Richarlyson, agora aposta em Hernanes, que me parece regular, nada mais que isso. O ataque é outro problema. Borges e Marcel não disseram a que vieram, produzem pouco. Aloísio ainda é o melhor, e Dagoberto precisa de ritmo de jogo. A zaga ainda me parece o ponto forte do time, com Miranda e Alex Silva, já que André Dias está em fase mais ou menos. Ilsinho anda mal e Jorge Wagner ainda não pegou no breu. A questão que fica é sobre o elenco. Será que é tão bom como todos achavam e o Tricolor sempre acreditou? Ontem, por exemplo, não havia zagueiro no banco e as opções eram Frédson, Jadílson, Richarlyson, Marcel. Tirando o Souza, apenas jogadores comuns. Já recebi mensagens de são-paulinos que acham que o elenco não é a maravilha que pensavam. Em quantidade é bom, mas e em qualidade? Muricy também não é milagreiro.

* E o Paraná assumiu a liderança. Será que tem fôlego para ir assim até o final? Em 2006 conseguiu, chegou até a Libertadores.

* Quarta-feira tem a primeira perna do confronto do ano, Grêmio e Santos, provavelmente numa Porto Alegre gelada. Os dois melhores times do semestre se pegam. Quem passar será o finalista brasileiro da Libertadores. Tomara que seja contra o Cúcuta, porque o Boca é...o Boca. A dura realidade para os grandes brasileiros é que o Boca Juniors, como um todo, é maior e mais forte que qualquer dos nossos times.

quinta-feira, maio 24, 2007

E SE O MILAN JOGASSE O
CAMPEONATO BRASILEIRO?


Óbvio que a pergunta é uma hipótese impossível de ser considerada, mas rendeu uma boa discussão de cafezinho nesta quarta-feira, enquanto acompanhávamos eu, Milton Leite, Cléber Machado, Carlos Cereto, Telmo Zanini e Tiago Biasoli a final da Liga dos Campeões da Europa. O Milan festejava e nós enfrentávamos o frio paulistano aos goles de chocolate quente e café, quando pintou a discussão.
Sempre afiado, Milton Leite disse que, se o Milan jogasse o Brasileirão em pontos corridos abriria 15 pontos de vantagem sobre a concorrência. Eu e Cléber discordamos e achamos que seria muito equilibrado. Desenvolvo agora a minha tese. O Milan tem um grande time, é claro. Mas penso que, na hipótese de vir jogar o Brasileirão, poderia até vencer, mas não levaria toda essa vantagem e também não cravo que venceria. Porque o nivelamento do futebol atualmente é muito grande. O Milan, o Liverpool, enfim, os grandes times europeus, não são muito melhores que os bons times brasileiros do momento. Podem até ser melhores por terem, como o Milan, um grande craque brasileiro no auge, como o Kaká. Mas acho que Grêmio e Santos, hoje os melhores do Brasil, encaram de igual para igual.
A diferença econômica pesa a favor dos europeus, é óbvio. Mas em termos de preparo físico, condição técnica e tática, os grandes times brasileiros estão muito perto dos europeus, penso eu. Além disso, há muitos jogadores de bom nível que atuam em potências européias que são supervalorizados pelo glamour de jogar num Milan, num Manchester.
Não estou querendo afirmar que só brasileiro sabe jogar bola, longe disso. O Gerrard, do Liverpool, acho que seria titular da Seleção Brasileira hoje. Assim como o Henry, do Arsenal. Mas vejo o Lucas, do Grêmio, como um volante quase tão bom quanto o Gerrard e que, seguindo sua evolução, fatalmente será melhor. Assim como o Josué, do São Paulo, e o Rodrigo Souto, do Santos, são muito melhores que o Gattuso. Isso apenas para ilustrar essa discussão que gerou boas teses de cafezinho.
Por isso, fica aqui a pergunta: E SE O MILAN JOGASSE O BRASILEIRO?

A SEMIFINAL QUE PODERIA SER A FINAL

A Conmebol virou a mesa na Libertadores de 2007. Grêmio e Santos poderiam fazer a terceira final brasileira seguida, mas aquela mudança mandrake do regulamento, depois de o mesmo já ter sido publicada, foi feita exatamente para evitar isso. A pressão é enorme, principalmente por parte dos clubes argentinos, que sabiam que, novamente, seria difícil impedir uma chegada de dois brasileiros. Conseguiram virar a mesa. Por isso, Santos e Grêmio terão de se enfrentar nas semifinais. Sem a virada de mesa, seria Santos x Cucutá e Grêmio x Libertad ou Boca.
O Grêmio, por sinal, fez outra virada épica. Já merecia ter feito 3 a 0 no tempo normal de jogo, mas esse time, esse clube e essa torcida parecem gostar de emoções mais fortes e se alimentam disso. A cada dia o time fica mais competitivo, a torcida mais orgulhosa e é sempre mais complicado ganhar desse Grêmio do Mano Menezes.
O Santos atropelou o razoável time reserva do América. Fico feliz pelo Jonas ter se recuperado da bobagem no primeiro gol, porque o considero um jovem talentoso. Acompanhei seu surgimento comentando jogos do Guarani na Série B de 2005 e sei que tem potencial para ser um dos bons atacantes brasileiros. Agora, o grande achado do Santos e, de novo, é preciso reconhecer o olho clínico de Wanderley Luxemburgo, chama-se Rodrigo Souto. É hoje o jogador mais regular e taticamente mais importante do time.
Será de arrepiar essa semifinal que a virada de mesa provocou.

terça-feira, maio 22, 2007


MAIS COPA AMÉRICA.
E A SABEDORIA DE UM
TORCEDOR BRASILEIRO

Tomo a liberdade de reproduzir aqui o e-mail enviado pelo amigo Marcelo Rayel. É uma visão interessante e inteligente sobre como o torcedor brasileiro e o torcedor europeu analisam o nosso futebol, o brasileiro, e também o sul-americano. Vale a pena ler.



Prezado Noriega,

A questão da Copa América é um assunto brasileiro. E mal resolvido...O brasileiro, e somente ele, diminui a Copa América.A última Copa América foi exibida quase que na íntegra para o Reino Unido. Inclusive produziu no The Talk do jornal inglês The Guardian um fórum só para ele, feito pelos próprios leitores, quase todos eles ingleses.Há um cidadão espanhol que participa do The Talk que encheu a paciência por causa do clássico Santos X São Paulo, na Vila Belmiro, pelo Paulistão desse ano. Para ele, que assistiu ao jogo que foi transmitido para a Espanha, era o grande confronto futebolístico do ano.Isso sem contar um monte de fóruns internacionais que eu participo onde o pessoal me enche a paciência, já que eles não entendem porque o Libertad faz frente ao Boca.Ou seja, o futebol Conmebol é exibido na Europa e amplamente assistido por quem realmente precisa dar apoio: o verdadeiro torcedor de futebol europeu. O Zé Povão. São eles que movimentam as transmissões para a Europa, são eles que amam o futebol tanto quanto nós.O que faz cada vez mais não entender porque o brasileiro diminui tanto a Copa América se os europeus assistem sem essa de que é país pobre ou o que seja, sem o menor preconceito, apenas pelo prazer de se assistir a um bom jogo de futebol.O europeu, nesse particular, tem mais entendimento e é bem menos preconceituoso do que o sulamericano. Quando há algum europeu descendo a lenha na Copa América, pode acreditar que é dor-de-cotovelo em ver tantos craques reunidos.É o caso das próprias estações de TV produzirem vinhetas e chamadas para a Copa América tão ou mais sedutoras quanto às das eliminatórias da Eurocopa. Tipo as chamadas para o Campeonato Brasileiro ou Brasileirão Série B que é extremamente bem-humorada.O que eu vejo é uma tremenda má vontade por parte das TVs e rádios brasileiras com a Copa América e uma assustadora boa-vontade com a Eurocopa. Tudo totalmente contra a atitude do Zé Povão europeu, em especial o inglês.

segunda-feira, maio 21, 2007


LEMBRANÇAS, RECORDES E

O BRASILEIRÃO BOMBANDO

Lembro-me como se fosse hoje do dia em que vi pela TV João do Pulo saltar para a história marcando 17m89, no Pan da Cidade do México, em 1975. Eu tinha oito anos, era 1975, e por algum motivo estava em casa, acho que uma gripe qualquer, e vi um recorde mundial nascer. Já estou batendo à porta dos 40 e neste domingo Jadel Gregório superou os 17m89 de João do Pulo, marcando 17m90. Não é recorde mundial, mas ajuda, e muito, a lembrar e a reverenciar João Carlos de Oliveira.
Tive a felicidade de conhecer, de entrevistar João do Pulo, uma figura simples, pura, que se transformou em mito do esporte e que nos deixou prematuramente, transformando-se em estatística da violência no trânsito. Assim como tive a honra de ser amigo de Adhemar Ferreira da Silva, nosso maior atleta. Figuras emblemáticas e que precisam ser lembradas agoar que o Pan se aproxima.
Como fez, com humildade e a devida reverência, Jadel Gregório. Trinta e dois anos depois ele superou a marca de João do Pulo, mas lembrou do mestre. Tenho certeza que entre os milhares de paraenses que gritaram por Gregório em Belém saltava, feliz da vida, o espírito alegre de João Carlos de Oliveira.


AS LUZES DO INÍCIO DE BRASILEIRÃO


LUZ VERDE - Para Atlético Paranaense, Vasco, Palmeiras, Corinthians, Paraná e Botafogo. Começaram com tudo, aproveitando a fase de acertos e desacertos de alguns teóricos favoritos. Resta saber até onde terão fôlego, assim como todos. Mas trata-se de um belo começo.
O Furacão movido a Dênis Marques e Alex Mineiro tem tudo para transformar a Arena num autêntico alçapão. O Vasco tem como grande vantagem o fato de correr por fora, discreto, sem chamar muito a atenção, o que pode ser vantajoso. O Palmeiras tem Valdívia e Edmundo, jogadores de um nível que poucos times têm. O Corinthians aposta na força de seus garotos e numa dupla de ataque muito interessante: Everton e Finazzi. O Paraná pinta como uma boa surpresa, e o Botafogo confirma a boa fase.

LUZ AMARELA - São Paulo, Flamengo, Atlético-MG, Grêmio, Sport, Náutico, América. Há duas características para a luz amarela. Uma, ascendente. A outra, de preocupação. A de preocupação pisca para o Tricolor paulista, em fase de transição, ainda buscando uma nova cara. Assim como para o Sport, muito forte na estréia em casa e muito frágil fora. O mesmo vale par ao Galo mineiro, que espera Zetti para buscar o equilíbrio. Flamengo, Grêmio, Náutico e América brilham com o amarelo ascendente, recuperando-se, mostrando superação e valentia na segunda rodada.

LUZ VERMELHA - Santos, Fluminense, Goiás, Figueirense, Internacional, Cruzeiro, Juventude.
O Santos deu as costas para o Brasileirão e isso não se faz. Já começa o campeonato proibido de perder. O time reserva mostrou que é só isso, reserva. E a pressão pelo sucesso na Libertadores aumenta. O Fluminense faz o mesmo pensando na Copa do Brasil. Pode pagar caro, a exemplo do Figueirense. O Cruzeiro parece um bando, um time sem rumo que precisa se corrigir urgentemente. O Juventude está fraco, muito fraco. Assim como o Goiás. O Inter faz uma aposta de alto risco com um treinador novato e precisa buscar inspiração em 2006 para não ter pesadelos em 2007.

ROMÁRIO NO PAN!!!!!!

O Baixinho realizou seu sonho e como diz a música, sonhos não envelhecem. Gols pertencem a quem os faz, não cabe a mim julgar isso e dou meus parabéns ao Romário pelos mil. Seria muito bom vê-lo se despedir da Seleção Brasileira em meio aos garotos do time Sub-17 nos Jogos Pan-americanos. Passagem de bastão.

quinta-feira, maio 17, 2007


A COPA AMÉRICA MERECE RESPEITO


Essa onda da globalização pode ter seu lado positivo, mas acaba levando com sua - parece - inevitável - maré muita coisa legal. Com isso, nós, brasileiros, que somos latino-americanos (pelo menos eu com muito orgulho) temos umas recaídas pra lá de esquisitas e ficamos metidos a besta. A maneira com que algumas pessoas pora qui tratam a Copa América, a principal competição de seleções do futebol sul-americano, é uma delas.
Claro que a Eurocopa é um baita de um evento, mas será preciso deixar a Copa América em segundo plano? Eu acho que não. Primeiro, é preciso respeitar as diferenças. A Eurocopa é disputada por seleções de países europeus muito, mas muito ricos. A Copa América é disputada por dez países sul-americanos e alguns convidados, todos eles, exceção feita aos Estados Unidos, pobres, muito pobres.
A Copa América reúne três das maiores potências do futebol em todos os tempos: Brasil, Argentina e Uruguai. São nove Copas do Mundo. E coloca em campo o futebol que é o maior exportador de pé de obra (como diria o Mauro Beting) do planeta: o da América do Sul.
A história da Copa América é recheada de grandes acontecimentos do futebol, batalhas memoráveis, craques inesquecíveis, viradas quase impossíveis. E muitas vezes o torcedor brasileiro, com essa mania de olhar apenas para fora, para a Europa e seu futebol comprador e milionário, esquece de tudo isso.
Não se trata de malhar a Eurocopa para falar bem da Copa América. Mas também eu não engulo a história de que a Copa América é uma porcaria. Por que não é. Poderia ser melhor? Talvez sim. A data poderia ser outra? Poderia. Mas a Copa América nunca será a Eurocopa. Porque nós somos a América Latina, não somos a Europa. Não adianta esperar estádios padrão Velho Mundo para países que vivem com o pires na mão e os bolsos furados. Cada um no seu cada qual, diria o outro.
Tecnicamente, também não há nenhuma diferença brutal entre as competições. Porque na Copa América temos Brasil e Argentina, o que puxa a corda brutalmente para o lado latino. Na Europa, já tivemos zebras monumentais como Dinamarca, República Tcheca e Grécia. Pode servir como argumento de que há mais equilíbrio e competitividade. Ou também pode mostrar que os bichos-papões europeus não são assim tão bichos-papões. A Inglaterra, por exemplo, nunca foi campeã européia. A Itália foi apenas uma vez, assim como a "poderosíssima" Espanha.
Do nosso pobre lado do globo, Uruguai e Argentina venceram 14 vezes e o Brasil, 7. Isso sem contar que a Copa América existe desde 1916, e a Eurocopa começou em 1960.
Enfim, é bom tomarmos um banho de realidade do que é nosso continente, nossa rotina, a nossa pobre mas orgulhosa América Latina, curtindo a Copa América. Depois podemos até invejar a organização e riqueza da Eurocopa. Mas eu sempre gosto de pontuar essas diferenças, sem menosprezar quem tem menos condições e também evitando supervalorizar quem consegue tudo mais fácil.

segunda-feira, maio 14, 2007


COMEÇOU O BRASILEIRÃO
DO TUDO PODE ACONTECER


A bola rolou pelo Brasil e o começou foi animador: 39 gols, média de 3,9, coisa que só acontece por essas bandas. Não tenho bola de cristal e não é do meu estilo esse lance de querer profetizar na primeira rodada o que vai acontecer com cada time. Tipo cravar "esse time não chega a lugar nenhum", "equipe B é candidata ao título" etc.
Em cinco anos de pontos corridos, o atual tende a ser o mais equilibrado dos Brasileiros. A distância entre o, teoricamente, melhor time e o pior é cada vez mais curta, reduzida. A maioria dos times ainda se acerta, alguns buscam treinadores e outros podem perder o comando em breve, como sempre ocorre. A diferença é que não salta aos olhos uma enorme superioridade por parte deste ou daquele time. Ainda que Santos e São Paulo tenham bons times e elencos, e que Botafogo e Palmeiras tenham começado de maneira empolgante. Atlético Paranaense, Paraná e Sport construíram boas vitórias, mas contra times mistos ou reservas, o que impõe um asterisco à análise.
Será que Flamengo e Internacional, dois bons times, foram contaminados pelo baixo astral? O que esperar do Corinthians, limitado, mas muito brigador? E do Galo, que virou na última volta do ponteiro (essa é velha!!!!) em cima do esforçado Náutico?
Defendo a seguinte tese: para se ter uma idéia do que vem por aí, do que pode ser o campeonato, é preciso esperar dez rodadas. Porque dez? Porque com 30 pontos em disputa, praticamente todos os times já terão jogado dentro e fora de casa mais de uma vez e feito um clássico regional. O que ajuda a ter uma medida do poderio de cada um.
Outras perguntas ainda serão respondidas dentro de campo. Como será o Santos se, realmente, perder ZéRoberto? O São Paulo será o da convicção de Muricy no Paulista e na Liberadores ou o time mexido que ganhou do Goiás? O Grêmio da Libertadores entrará em campo quando no Brasileiro (assim como o Santos)? Fluminense, Figueirense e Botafogo farão revezamentos pensando na Copa do Brasil?
Para mim, fica apenas a certeza, que vem de muito tempo, de que não existe campeonato mais disputado e equilibrado que o Brasileiro. E mesmo em termos técnicos, pela quantidade de clássicos (afinal, temos 12 equipes grandes, pelo consenso geral, contra 2 ou 4 das grandes potências européias), o resultado é imprevisível.
Que pelo menos a média de gols seja mantida até que tenhamos uma idéia mais clara do que está por vir.

quinta-feira, maio 10, 2007


GRÊMIO E BOCA NA BOA.

O SANTOS É O PRÓXIMO


Grêmio e Boca Juniores fecharam a superquarta da Libertadores como favoritos ao título. O Santos, hoje, deve confirmar sua passagem ante o Caracas e completar o trio. Pelo que vi até agora da competição, esses dois brasileiros e o time argentino formam os melhores conjuntos.
O Grêmio passou pelo São Paulo sem deixar margem a qualquer contestação. Fez um primeiro tempo perfeito em se tratando de Libertadores. Abafou o adversário, não perdeu divididas, ganhou todos os rebotes. Fez um gol que jogou por terra a vantagem e a teórica tranquilidade do São Paulo.
No segundo tempo, o tricolor paulista teve mais posse de bola, ensaiou uma pressão, mas criou pouco. A melhor oportunidade veio num escanteio que quase vira gol. Jorge Wagner e Dagoberto melhoraram o time, mas não o suficientes para incomodar o Grêmio que, mesmo chegando pouco, era sempre mais perigoso. E, de novo, num rebote ganhou à frente do gol, o tricolor gaúcho fez 2 a 0 e sacramentou sua classificação.
Dois aspectos chamam a atenção na classificação gremista: 1) Lucas, o melhor do time, não jogou; 2) Lúcio, um dos mais fracos, jogou muito.
Isso mostra que o Grêmio, como time, está se acertando no momento correto. Diego Souza é um talento promissor, assim como o zagueiro William. E o time sabe exatamente o que faz em campo, o que atesta a competência de Mano Menezes.
O São Paulo caiu mas segue forte. Resta saber se a propalada tranquilidade que vem da direção do clube será repassada ao gramado. Fato é que o time caiu de produção. Alguns jogadores despencaram. Entre eles Souza, Leandro, Ilsinho e Jadílson. Mudanças devem ocorrer em breve. Mas não se trata de trocar de técnico (o que é perfeitamente possível na terra dos cartolas brasileiros). O São Paulo precisa refazer o time, o que até já vinha fazendo, mas em fogo brando. Agora terá de fazê-lo sob a ameaça da fritura.

O PAPA E O FLUMINENSE

É sabido no mundo do futebol que o Fluminense tem uma relação especial com o falecido papa João Paulo II. Teve camisa abençoada, música cantada em homenagem ao pontífice e ao clube. Pois não é que no dia em que outro papa, Bento XVI, chega ao Brasil, o Fluminense praticamente renasce e consegue se classificar na Copa do Brasil, ganhando por 1 a 0 do Atlético Paranaense, em Curitiba? Pra quem gosta de coincidências, taí uma digna de botafoguense.

LEONARDO

Participei do Arena SporTV de quarta-feira, que teve como convidado o ex-jogador Leonardo, hoje dirigente do Milan. Uma aula de conhecimento do futebol dentro e fora dos gramados. Se Leonardo um dia fizer escola, estará se abrindo um caminho para o fim dos cartolas e o início de uma nova era de dirigentes esportivos no Brasil.

TEMPORADA DE BAGUNÇA

O Campeonato Brasileiro nem começou e a dança dos treinadores já anda a todo volume. Se os estaduais deveriam servir como pré-temporada, já mudaram de propósito. No sucesso ou no fracasso, é difícil que a maioria dos times mantenha o que foi planejado em janeiro quando se alcança maio. Imagine quando estivermos em novembro.

segunda-feira, maio 07, 2007


GRANDES CAMPEÕES!
E VEM AÍ O BRASILEIRO!

Antes de mais nada, parabéns a todos os campeões estaduais pelo Brasil afora. Infelizmente, é impossível ver todos os jogos, acompanhar todas as festas, mas eu acho que os torneios estaduais ainda dão um bom caldo, fazem parte da cultura futebolística brasileira. Precisam apenas de alguns ajustes, uma adeqüação a sua real importância.
Trabalhei na vitória do Santos sobre o São Caetano. Justíssima, por sinal. Desde o início o Santos não deu espaço para o São Caetano respirar, se impôs como time grande e fez prevalecer sua maior técnica. Zé Roberto jogou muito, mas acho que taticamente Rodrigo Souto foi fundamental, um gigante na marcação no meio-campo.
O São Caetano foi tímido, uma pálida lembrança do time que venceu o São Paulo e o próprio Santos. E agora terá de se virar para conter o desmanche. Curioso é que o time jamais sonhou com a chegada a uma decisão (quem afirmou foi o próprio técnico), estava pensando na Série B. E veio o sucesso no meio do caminho, que agora vai atrapalhar todo o planejamento. Menos mal que o clube fará algum dinheiro.
Vi os melhores momentos de Flamengo e Botafogo. Jogaço! O Bota foi melhor, mas o Flamengo soube decidir. Claro que há polêmica por causa daquele último lance do Dodô, que não estava impedido, mas o campeonato não se decidiu ali. Quando abriu 2 a 1, o Botafogo não soube matar o jogo e pagou caro por isso.
Em Porto Alegre, o Grêmio sobrou contra o Juventude. Diego Souza está jogando o fino da bola. Combustível para o eletrizante duelo de quarta-feira pela Libertadores.
Em Belo Horizonte, o Cruzeiro fez meio milagre e isso não bastava. A festa é do Galo, forte e vingador como sempre deveria ser. Mas a Raposa pode encontrar seu caminho com base na garotada campeã da Copa São Paulo. Desde que se livre de alguns pseudo-craques.
No Paraná, o Paranavaí, ou ACP, desbancou todos os grandes (não perdeu para nenhum) e tirou o título do Paraná Clube, o que torna, em termos psicológicos, virtualmente impossível a virada do time de Zetti sobre o Libertad, pela Libertadores.



BRASILEIRÃO

Vem aí o Brasileirão e acho que mais equilibrado do que nunca. Para mim, sem favoritos, por questões técnicas e circunstanciais. O São Paulo, pelo ótimo elenco que tem, pode ser destacado como grande força, mas isso não bastou no estadual e o time depende do que acontecerá na Libertadores. Nunca houve tanto equilíbrio, a distância entre times bons e ruins é cada vez menor. Farei um breve comentário sobre cada participante para que os amigos me ajudem no debate.

SÃO PAULO - Depende da Libertadores para saber que força colocará no início de Brasileiro. Tem elenco para ser campeão, embora precise de ajustes dentro de campo. Dagoberto é a grande novidade.

INTER - Incógnita total. A Era Abel Braga chegou ao fim vitoriosa, mas o futuro dependerá de paciência e acertos. A defesa precisa ser acertada, e o técnico Gallo é apenas uma aposta, longe de ser certeza.

SANTOS - O campeão paulista precisa reforçar defesa e ataque. Também precisa resolver se Zé Roberto vai ou fica. Ele é o diferencial. Kléber também é fundamental. Se saírem os dois...

GRÊMIO - Cada vez mais competitivo, o Tricolor gaúcho, assim como o Paulista, frita o peixe na Libertadores e olha o gato no Brasileiro. O sucesso ou fracasso de um depende do outro.

PARANÁ - Situação difícil. O time não se encontrou, é mais fraco que o de 2006 e o fracasso iminente na Libertadores pode ter consequências sérias.

VASCO - Pelo que mostrou no Carioca, qualquer coisa acima de uma campanha modesta será surpresa.

FIGUEIRENSE - Busca um salto de qualidade, que sempre esbarra em limitações financeiras para compor o elenco. Dependerá de uma boa arrancada.

GOIÁS - Vale o mesmo raciocínio que aplicado ao Figueira. A perda do título estadual pode gerar turbulências.

CORINTHIANS - A amostra do estadual faz prever um desastre. De início, entra para sobreviver, mas tem um histórico de viradas surpreendentes.

CRUZEIRO - Tem sido uma grande promessa e sempre um grande fiasco. Resta saber qual será a aposta da vez dos donos do time, os Perrela.

FLAMENGO - Mais um caso de performance atrelada ao que ocorrer na Libertadores. O problema do Flamengo tem sido, em alguns casos, querer dar o passo maior que a perna. Se for coerente com a realidade, tem boas chances.

BOTAFOGO - Se encontrar a regularidade que tanto busca, é candidato à ponta da tabela. Acho a zaga insegura. O que ocorrer na Copa do Brasil terá reflexos positivos ou negativos.

ATLÉTICO-PR - A melhor chance no ano é a Copa do Brasil. Forte em casa e fraco fora, tem se destacado nos mata-matas.

JUVENTUDE - Começou bem o ano, mas a perda do título gaúcho nas circunstâncias em que ocorreu evidenciou a fragilidade do time na hora do algo mais.

FLUMINENSE - Assim como o Corinthians, a amostra inicial faz prever o pior. Tem tempo para se reorganizar, mas sempre parece utilizar mal o tempo.

PALMEIRAS - O início de ano mostrou um time com vontade de melhorar, mas faltam ajustes fundamentais. Não houve ganho de qualidade desde a eliminação no Paulista. Está mais para coadjuvante.

NÁUTICO - A Copa do Brasil também é a grande aposta. Elenco limitado para encarar um Brasileiro em pontos corridos.

SPORT - O trabalho foi interrompido com a saída de Gallo e será reiniciado agora. Problema ta mbém é montar um elenco forte.

ATLÉTICO-MG - Olho no Galo!!!! Tem uma boa base de garotos e se mantiver Levir Culpi pode ser uma agradável surpresa.

AMÉRICA-RN - Trocou de técnico às vésperas da estréia e se não se virar muito bem nos jogos em casa, terá sérias dificuldades para permanecer.

quarta-feira, maio 02, 2007


KAKÁ É O DONO DO MUNDO

Pelo que tenho visto de futebol, aqui e acolá, já não tenho dúvidas. Atualmente, no planeta bola, ninguém está tratando a redonda com mais propriedade que Kaká, do Milan. Ainda que não tenha a habilidade e a exuberância de Ronaldinho Gaúcho, mas Kaká é mais técnico, toca mais de primeira, é mais objetivo e taticamente é mais completo.
Kaká é o craque dos tempos atuais do futebol. Alto, forte, competitivo, tático. Mas com muita técnica. Se continuar assim, é favorito ao título de craque do ano pela Fifa.
Concordam?

domingo, abril 29, 2007

FERIADO OU DIA DE TRABALHO?


A bola rola no Morumbi e a primeira impressão que me vem é que o espírito do time do Santos é de feriado e que o time do São Caetano entrou em campo para mais um dia duro de trabalho, buscando a sobrevivência. Foram 15, 20 minutos disso. Mas no meio desse tempo, aos 8, o São Caetano tinha feito 1 a 0 com Luiz Henrique, justamente numa desatenção da zaga santista.
O time operário do São Caetano teve Luiz Alberto como um terceiro zagueiro em tarde de gala. Douglas foi um armador consciente da proposta tática do time e soube dosar o ritmo dos companheiros.
O Santos do primeiro tempo foi apático, aceitou marcação do São Caetano e seus dois atacantes (???) foram presa fácil dos três zagueiros adversários. No segundo tempo, com Jonas e Pedrinho, o Santos foi melhor, pressionou, mas não marcou. Teve um Zé Roberto apenas esforçado e, de novo, um Cléber Santana sumido.
Dá para o Santos vencer por 2 a 0 e ser campeão? Claro que dá. Mas será preciso que o time jogue mais, muito mais do que fez no segundo tempo de ontem, porque o primeiro é para se esquecer. Acontece que o São Caetano parece ter encontrado a fórmula perfeita para enfrentar equipes favoritas e badaladas. Um time que reconhece sua inferioridade técnica, mas sem perder sua personalidade.

DODÔ E FÁBIO

Dodô, enfim, fez um gol simples, não daqueles bonitos, mas pra lá de importante. Botafogo e Flamengo estão empatados em tudo e a final promete ser de arrepiar no Rio.
Em Minas, se o Cruzeiro reverter, será a maior virada da história do futebol, pela importância que tem o clássico com o Galo. E o gol sofrido pelo goleiro Fábio, que deu as costas para o jogo e nem viu a bola entrando? Não tem como explicar.
Paulo Autuori, digno como sempre, entregou as pontas. O caso do Cruzeiro me parece emblemático. Um time de jogadores que se fossem comprados pelo que valem e vendidos pelo que pensam que valem, seria o maior negócio do mundo.

sexta-feira, abril 27, 2007

NAU CORINTHIANA A PIQUE


Parece simbólico que o Náutico tenha colocado a pique a nau corintiana no Pacaembu. E foi exatamente isso. O Náutico ganhou o jogo. Por pior que seja o atual time alvinegro - e bota pior nisso -, o Timbu jogou uma das grandes partidas de sua história e passou cheio de garbo às quartas-de-final da Copa do Brasil.
Ainda que seja um time fraco, o Corinthians deveria fazer, no mínimo, um jogo equilibrado com o Náutico. Não se trata de esquadrões Mas o Corinthians levou um baile. E quem dançou mesmo foram os quase 30 mil torcedores que foram ao Pacaembu. Porque é esse patrimônio que o Corinthians está desrespeitando: o torcedor. Alguns corintianos e certamente muitos dirigentes do time acreditam na tese de que a torcida "joga", que empurra o time e o faz produzir milagres. Assim fosse e o Corinthians não passaria pelo drama que vive hoje, nem teria ficado 22 anos sem título. Torcedor torce, jogador joga e dirigente dirige. Parece óbvio, mas no Corinthians só o torcedor é que torce. As outras partes do triângulo nada fazem.
Nenhum jogador ou dirigente do Corinthians pode reclamar da - novamente - absurda tentativa de agressão aos jogadores por parte de algumas dezenas de vândalos. Pois se há jogadores e dirigentes que, por hipocrisia e bajulação, recebem esses torcedores como se fossem grandes amigos, então não têm o direito de reclamar quando são ameaçados e encurralados.
Abandonado por uma casta de dirigentes ultrapassados e comprometidos apenas com seus objetivos pessoais, o Corintians vive um momento delicado. Precisa decidir qual time levará a campo no Brasileirão. Um formado por garotos criados no clube e novas contratações, ou, de novo, aquela ladainha de parceria, times milionários etc. com duração curta e fim previsível.
Porque se for com esse time de ontem ao Brasileirão, o Náutico será apenas mais um a atropelar os corintianos.

GALLO NO INTER

A contratação de Gallo pelo Inter é uma aposta. Um jovem treinador, que se preparou adequadamente mas ainda é apenas isso, uma aposta. Gallo já hvia deixado a Portuguesa para abraçar o Santos, justamente aproveitando uma oportunidade de carreira. Fez o mesmo com o Sport agora. Tem todo o direito. Mas no futuro, jamais poderá reclamar se, por exemplo, o Inter decidir demiti-lo após 45 dias de trabalho e contratar um treinador mais experiente. Pois não é extamente o mesmo que ele fez com a Portuguesa e com o Sport? A César o que é de César. Se o técnico pode aceitar um convite para um clube teoricamente melhor, porque o clube não pode fazer o mesmo e buscar um treinador, na teoria, mais capacitado?

quinta-feira, abril 26, 2007

UM JOGAÇO! PENA QUE CEDO DEMAIS


A Libertadores merecia esse duelo de tricolores que se avizinha. Se não me engano, será o primeiro duelo de Grêmio e São Paulo na competição da qual ambos posuem 5 títulos. Um jogo maiúsculo, mas o diabo é que vem na hora errada para o futebol brasileiro, porque um campeão continental ficará pelo caminho. Seria melhor que São Paulo e Grêmio só se enfrentassem mais adiante, porque as chances de uma nova final brasileira ainda são grandes (se chegarem 3 brasileiros nas semifinais, a virada de mesa da Conmebol perderá o efeito). E não fosse o duelo antecipado, seriam ainda maiores.
Antes de qualquer análise, não tem favorito um jogo dessa magnitude. Nunca terá. Porque estarão se enfrentando dois times que, como poucos, fazem bom uso da palavra mandante. O Grêmio no Olímpico é inimigo duro de ser batido, e o mesmo acontece com o São Paulo no Morumbi. E para delírio dos profetas do equilíbrio, quando saem de suas tocas, os tricolores também costumam ser letais.
As classificações foram sofridas, dramáticas. Os times passam por momentos distintos. O tricolor paulista vive um baixo-astral sem sentido. Foram 3 - isso mesmo - apenas 3 derrotas na temporada e parece que um vendaval se abateu sobre o Morumbi. Insisto: Muricy não tem nada de burro. Tem suas opões e convicções. O problema é que todos nós que amamos o futebol esquecemos que qualquer tática ou estratégia nunca é combinada com o adversário. Então, um planejamento perfeito de x pode ser superado se y devolver na mesma moeda.
E o exigente trocedor são-paulino precisa atentar para o fato de que o time continua bom, forte e competitivo. Mas não é imbatível e fica vulnerável quando algumas peças não rendem o esperado. E há alguns jogadores do São Paulo que não vivem um bom momento. Casos de Ilsinho, Jadílson, até mesmo o Souza. Como há outros que mostram regularidade invejável, como Josué, por exemplo. E alguns que oscilam tremendamente, caso do Rycharlison, ótimo em alguns dias e avoado em outros.
Enfim, vaias e xingamentos dos torcedores devem sempre ser aceitos porque o time é deles mesmos, a paixão é propriedade das arquibancadas, como bem me lembra o amigo Cássio Godoy. Mas torcida e nós, jornalistas, muitas vezes passamos a mão na cabeça dos jogadores porque criticar o técnico parece mais confortável. O que não deixa de ser uma espécie de preguiça intelectual.
E o Grêmio? Está embalado pela heróica virada sobre o Caxias. Outro dia, falamos no Arena SporTV sobre a tal fama de time copeiro. Fama essa que um time constrói e a torcida assina embaixo, penso eu. E o gremista adora essa fama, adora um jogo de Copa, peleado (no bom sentido), suado, decidido com sofrimento e entrega. O time é bom, sem dúvida. Tem alguns jogadores acima da média, em especial o Lucas. E se o Sandro Goiano for mantido ao lado dele, uma respeitável dupla de volantes. A chegada de Amoroso pode ser muito produtiva, depende apenas dele mesmo, de seu preparo físico. Tuta é um centroavante de respeito. Enfim, um jogo espetacular. Quem passar chega vitaminado às quartas-de-final.

LÁ COMO CÁ

Vi os jogos semifinais da Champions League. O que apenas reforça minha convicção de que joga-se da mesma maneira lá como cá. Quando não têm a bola, até as potências européias marcam com 9 jogadores e atrás da linha da bola, atuando com apenas um atacante. Com a bola, o time avança em bloco mas (aí sim uma boa diferença) raramente se perde na recomposição. A diferença, de novo lá como cá, está em alguns jogadores. Kaká, Drogba, Rooney, os extra-classe. Mas sem medo de parecer ufanista, não troco um Grêmio e São Paulo, por exemplo, por nada que venha da Europa.

terça-feira, abril 24, 2007


GIRO RÁPIDO (O TEMPO NÃO PÁRA)


Tarde de terça-feira das mais agitadas no mundo do Esporte e da notícia. Vamos a um giro rápido de comentários, dando uma passada também pelo domingo.

* Botafogo e Flamengo farão uma grande final. O Flamengo está em compasso de espera, mas fez uma primeira fase de Libertadores exemplar. O Botafogo vem voando baixo, no ritmo de Dodô, o artilheiro que não faz gol feio. Jogaço, pra lotar o Maracanã. Aliás, o Campeonato Carioca é muito mais interessante que o Paulista em termos de disputa, fórmula de competição e valorização dos clássicos.

* O Santos levou mais sufoco do que deveria, mas passou pelo Bragantino e agora vai encarar o São Caetano. Na fase de classificação, deu Santos, 3 a 0, na Vila, mas o Azulão fez um bom primeiro tempo. Agora tem muito equilíbrio. Imagino um São Caetano mais contido, na defesa, porque não terá Canindé e deverá contar com Luiz Maranhão no lugar de Glaydson. Com essas alterações, o time perde qualidade.

* Sobre o Santos, um passarinho me contou que Somália já acertou tudo com o Peixe, falta apenas anunciar.

* Ouço na Rádio Guaíba, na voz histórica de Milton Ferreti Jung, a notícia da saída de Abel Braga do Inter. Abelão, ótimo técnico e grande figura humana, acabou escravo da glória que conseguiu em 2006. Vi ao vivo a conquista da Libertadores e do Mundial pelo Inter e garanto que quem levar o Abel terá um grande treinador.

* Joel Santana será substituído por Renato Gaúcho no Flu. Será, eu acho, o maior desafio de Renato como treinador, recuperar a credibilidade do Fluminense.

* Muricy trocou Jadílson por Júnior, é o que leio. Investirá no 4-4-2, um sonho antigo. A pergunta que fica para mim é a seguinte: por que, então, não trocar Ilsinho por Reasco? Afinal, se vai jogar no 4-4-2, precisa de dois laterais. E Ilsinho não é lateral, é ala-atacante.

* Meu amigo Lédio Carmona, na transmissão de Al Ahly x Barça, informa que o time catalão cobrou 2 milhões de euros pelo amistoso no Egito. É praticamente a cota de patrocínio de um ano de um time brasileiro.

* Kaká está jogando o fino da bola no Milan. Já o Dida....

domingo, abril 22, 2007


O GRÊMIO MERECE SEU HINO


Para mim o hino do Grêmio Futebol Portoalegrense é o mais bonito dos times brasileiros. Até a pé nós iremos, para o que der e vier...Coisa linda, diria o amigo Ricardo Caprioti.
E o Grêmio, por alguns feitos de sua história, merece com todas as letras e notas musicais esse presente dado por Lupicínio Rodrigues. Aquela fantástica vitória sobre o Náutico em 2005 e agora essa sobre o Caxias, que parecia improvável.
Duvido que exista hoje um torcedor no Brasil mais orgulhoso que o do Grêmio. E cada vez mais os tricolores gaúchos podem dizer que estarão com seu time onde ele estiver. Por que esse grupo comandado por Mano Menezes merece.


SÃO CAETANO FEZ HISTÓRIA

Foi uma grande zebra. Mas não ocorrida por acaso. O São Caetano construiu a zebra. Jogou muito, se desdobrou, se superou. O São Paulo até foi melhor no primeiro tempo, mas taticamente esteve mal o tempo todo. Técnico e jogadores. Josué é um fenômeno, mas não consegue marcar sozinho no meio-campo. Ilsinho é atacante, isso mesmo e só isso: atacante. Jogando como ala ou lateral, se tiver que marcar, é um desastre. Não sabe. André Dias joga muito e teve um péssimo dia. O São Paulo continua forte, mas aprendeu uma dura lição. Júnior, Jadílson e Jorge Wagner? Acho até que os três podem jogar juntos, mas Júnior e Jorge Wagner parece a dupla ideal pela esquerda.
Muricy não tem nada de burro. Tem como característica mexer pouco nos times que treina, acredita em repetição, em entrosamento. Também acho cabotino falar que ele errou ontem. André Dias jogou muito contra o Alianza. Melhor seria colocar que a aposta dele deu errado. E qualquer estratégia que um técnico escolha, ele não combina com o outro treinador, com o outro time. E a execução do bom São Paulo coletivo ontem foi um desastre no segundo tempo.
O São Caetano tem um grande meia-esquerda chamado Douglas. Não que seja craque, mas sabe jogar e é um articulador, peça rara hoje em dia. Paulo Sérgio é um belo lateral. Fora isso, o time tem disciplina tática, outra coisa rara em nosso futebol. Fez história, porque meter 4 no São Paulo no Morumbi é mais uma raridade. E fez história porque sabe e saiu de campo assumindo que foi uma grande zebra. Mas uma zebra contundente.

SHOW NOS CÉUS

Sensacional a Corrida Aérea que agitou o Rio. Para mim é, de longe, a melhor invenção no mundo do esporte de entretenimento. De arrepiar.

TELÊ

Em 1993 fui a Rosário, na Argentina, trabalhar em um jogo Newell´s Old Boys e São Paulo. Cobria o São Paulo para o jornal Diário Popular. Já era - e felizmente ainda sou - muito amigo do mestre Valdir Joaquim de Morais, o maior descobridor de goleiros do mundo. Vou ao bar do hotel, vejo Telê e Valdir bebericando e conversando. Valdir me chama, Telê fica meio arredio, mas Valdir faz o meio-campo, fala do meu pai (Luiz Noriega), que é amigo dele há décadas e Telê se abre. Conversamos por umas duas horas. Telê falou de futebol, uma aula de conhecimento. Falou de craques que viu jogar de pelo menos umas quatro nacionalidades. Sempre com sorriso no rosto. Como gostava de futebol o Telê, que nos deixou há um ano.

quinta-feira, abril 19, 2007

COMO UM GOL PODE MUDAR O MUNDO?


Pode parecer utopia, mas eu acho que pode. Talvez apenas como simbologia, mas pode acabar fazendo com que alguns percebam a inutilidade de algumas coisas e a beleza de outras. O fato é que o gol do argentino Messi pelo Barcelona fez com que uma boa parcela do mundo - e do Brasil - deixasse de falar dos pavorosos acontecimentos da Virginia, nos EUA, e do Rio de Janeiro.
Como aquele gol de Maradona em 86 e a famosa frase da "Mano de Dios" fizeram com que o mundo percebesse o absurdo da Guerra das Malvinas.
O esporte ainda tem esse poder. Oferece um instante de poesia, 11 segundos de pura mágica, que inundam o ambiente de lirismo.
Quanto mais falarmos de gols, mais perceberemos que uma bela jogada, uma linda canção, um ótimo livro, um grande filme são muito mais interessantes que subir o morro atrás de uma carreira sem brilho e que vale muito mais a pena comprar uma bola e oferecê-la a uma criança do que um revólver, mesmo os de brinquedo.
Obrigado, Messi e Maradona. Seus gols salvaram uma semana de horror e tristeza.

terça-feira, abril 17, 2007

ELE VIU O ZICO!


Vale a pena dar uma olhada nesse vídeo. Mostra pra muito jogadorzinho mascarado por aí que vira as costas para uma criança que pede autógrafo o que é um ídolo de verdade e como se comporta um grande atleta e um grande ser humano. É de arrepiar!

segunda-feira, abril 16, 2007

TROCA DE PASSES

No espírito do nosso bate-papo de fim de semana no SporTV, tentarei deixar aqui meu olhar sobre os acontecimentos do futebol.
Antes de mais nada, um mais do que justo elogio ao amigo e colega Carlos Cereto, que antecipou a informação de que Paulo César Carpegiani seria o novo técnico do Corinthians. Isso ainda na semana passada, durante o Tá Na Área. Parabéns por mais um golaço, Cereto!!!


# - O Santos decepcionou no sábado. Foi uma pálida lembrança do time técnico e insinuante da primeira fase do Paulistão. Mesmo com um a mais a partir dos 18 do segundo tempo, não conseguiu furar a retranca do Bragantino. Mas ainda acho que, por ser muito melhor, o Peixe confirmará o favoritismo no próximo domingo. Mas precisa jogar melhor. Nâo basta ser melhor.

# - Luxemburgo reclamou do - horroroso - gramado do Pacaembu. Acontece que o Santos já fez jogos melhores em gramados muito piores. E ele não falou nada.

# - Dois pênaltis não foram marcados no jogo. Um a favor do Braga, de Adaílton em Alex Afonso, e um a favor do Peixe, de Zelão em Tiuí.

# - Domingo, o São Paulo também ficou devendo, embora tenha jogado mais do que fez o Santos um dia antes. Josué está cada vez melhor, marca como poucos e sai pro jogo com categoria. Pra mim, sofreu um pênalti de Triguinho no final do primeiro tempo. Assim como no início da primeira etapa Miranda fez pênalti em Somália. Quando conseguiu pressionar o São Caetano, o São Paulo dominou. Quando afrouxou, caiu muito de produção.

# - Souza foi mal ontem, joga muito mais. E nas bolas paradas quase sempre é decisivo. Ontem errou todas.

# - O que pode levar um pequeno grupo de torcedores do São Paulo a chamar o Muricy de burro? Sempre nas numeradas, sempre os mesmos. Só pode ser coisa política, encomendada. Muricy é ótimo. Ontem eu até discordei dele, achei que poderia ter colocado o Júnior ou o Jorge Wagner, mas e daí? Isso não é erro, é opção. Fora isso, ele tem que pensar no jogo de quarta na Libertadores, ver quem pode jogar contra o Alianza, conduzir o elenco.

# - Paulo Sérgio, do São Caetano, jogou muito. Bom lateral, melhor do que muitos que jogam em times grandes. Educado, discreto e bem formado, Dorival Júnior vai trilhando seu caminho em busca do sucesso no futebol.

# - Muricy anda uma pilha de nervos após os jogos. Não me interessa se ele está de bom ou de mau humor, mas seu trabalho. Não acho que a imprensa deva analisar comportamento, mas sim o trabalho. Cada um tem seu jeito de ser. Agora, ninguém tem o direito de ser mal educado. Repórter ou entrevistado.

# - O Botafogo massacrou o Cabofriense. É, de longe, o melhor time do Rio no momento. Faltou o detalhe da conclusão. E Waldemar Lemos vai provando, a cada temporada, que não é um Zoca (pra quem não lembre ou não sabe, Zoca é o irmão do Pelé e virou sinônimo de irmão de famoso que só tinha sobrenome e não jogava nada).

# - Grande jogo e estupenda narração de Milton Leite, no SporTV, de Osasco x Rio de Janeiro. Vôlei feminino é uma das melhores pedidas na TV atualmente. Thaisa, do Rio, com 1m96, é covardia no bloqueio. Joga muito. Assim como Waleskinha, de "apenas" 1m80. Um show de fundamentos. Chega a lembrar a Ida em algums momentos, tamanha a perfeição técnica.

# - Felipe Massa venceu, ótimo. Mas como ignorar o fenômeno Lewis Hamilton na Fórmula 1?

quinta-feira, abril 12, 2007


COISAS QUE SÓ
ACONTECEM COM
O BOTAFOGO


Não existe relação mais particular que a do torcedor do Botafogo com seu time. Quem conhece um botafoguense sabe disso. Uma torcida fiel, apaixonada como todas, mas supersticiosa, crítica, analítca e cheia de manias como nenhuma outra. Entrou para a história a frase "há coisas que só acontecem com o Botafogo". Remete mais a tragédias, a derrotas e imprevistos, que são curtidas com algum gosto mórbido pelos alvinegros cariocas.
Pois o gol mil de Romário, que ainda não veio, bateu na trave do Botafogo por duas vezes em um curto período de tempo. Ouvi de alguns botafoguenses que não tinha jeito, era contra o Botafogo, só poderia ser contra o Botafogo, era sina de alvinegro etc. Pois não foi.
O que houve foi um jogo épico no Maracanã, digno das maiores glórias de Vasco e Botafogo, um jogo que pareceu ter sido teletransportado dos anos 60 para 2007 tamanha a intensidade e a magia com que foi disputado. Um 4 a 4 é sempre um grande jogo. Mas o desta quarta no Maracanã será lembrado por muito tempo. E não há honra maior para um jogo de futebol e para quem participa dele que o mesmo seja lembrado. A pitada final de drama veio com os pênaltis, a contusão de Romário e o êxtase do botafoguense, esse ser especial dentro do já especialíssimo universo dos torcedores de futebol.
Tenho certeza que muitos alvinegros despertaram nessa quinta-feira amarrando cortinas, soprando as nuvens do Cristo Redentor. Porque é quando dão sorte que as superstições precisam ser confirmadas.
Quanto a Romário, talvez seja mais fácil marcar um amistoso, um jogo de festa, proporcionar ao Baixinho uma despedida de gala e o milésimo gol. Porque o que era apenas expectativa já está virando drama. Tomara que não vire chacota, já que brasileiro tem a péssima mania de avacalhar com tudo. Romário merecia logo essa milésima benção para poder curtir sua justa aposentadoria.

REFLEXÕES PAULISTAS

Que fique claro: o Bragantino mereceu muito mais que Palmeiras e Paulista a última vaga nas semifinais do Paulistão. Mereceu porque foi o time que menos se acovardou quando precisou decidir. E mereceu porque, dos três, era o que enfrentava as piores condições para chegar. Não tem a fama e o prestígio do Palmeiras e nem a organização e o sucesso recentes do Paulista. Foi um time formado meio que ao acaso e que deu certo com base em trabalho e superação.
O que não me impede de afirmar algo. Bragantino e São Caetano merecem todo o respeito e o crédito pelas classificações, mas só chegaram porque Corinthians e, principalmente, Palmeiras, foram pra lá de incompetentes. O Corinthians por demonstrar uma capacidade inigualável de autodestruição, por estar implodindo a cada semana. O Palmeiras por dar as costas ao seu passado e tremer diante da possibilidade de com dois jogadores a mais vencer o modesto Guaratinguetá, mesmo jogando no Palestra Itália. A diferença entre os rivais é que o Palmeiras parece estar buscando um Norte, enquanto o Corinthians nem isso.
Nas semifinais teremos, na teoria, um confronto desigual. No papel, São Paulo e Santos sobram. São melhores, muito melhores que seus adversários. Mas precisam comprovar a teoria na prática. Lembremos, apenas, que o São Caetano está na Série B do Brasileiro e o Bragantino, na Série C. O que reforça sobremaneira a incapacidade de Corinthians e Palmeiras. O São Caetano não lembra em quase nada o time forte e consistente de 2000 e 2001. Tem dedicação de sobra e apenas um talento que parece ser acima da média: o meia-esquerda Douglas. Não deve ser suficiente para acabar com a consistência e a competitividade são-paulinas. O Bragantino tem a preparação física como grande destaque, além da visão ofensiva do técnico Marcelo Veiga, que joga quase o tempo todo com três homens na frente. O camisa 7 Everton é rápido, esperto e driblador. Mesmo asim, parece pouco para segurar o inspirado Santos de Zé Roberto e cia.

GOD SAVE THE QUEEN

A Inglaterra, que nos anos 80, após a Tragédia de Heysel, era a ovelha negra do futebol europeu, completou esta semana o ciclo virtuoso da recuperação. Dos quatro semifinalistas da Liga dos Campeões, três são ingleses: Liverpool, Manchester e Chelsea. O Campeonato Inglês é o mais agradável de ser ver da Europa, foge da chatice italiana e da fragilidade espanhola (excetuando-se aqui Real e Barça). Eles inventaram o futebol e agora são os legítimos donos da bola na Europa.

terça-feira, abril 10, 2007

VIVA A TERRA! AO SOM DE ROCK


Eu sou da geração anos 80. Para mim, o Live Aid foi um evento inesquecível. Em 13 de julho de 1985, as maiores estrelas da música pop se reuniram em dois shows, no estádio de Wembley, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos EUA. Teve de tudo um pouco, até a reunião do Led Zeppelin com Phil Collins na bateria. Lembro-me até hoje que fiquei o dia grudado na tela da Globo, que mostrou a maior parte dos shows.
Em 1985 o mote era ajudar a acabar com a fome na África. Tudo começara com o cantor inglês Bob Geldof, da banda The Boomtown Rats, que organizou a gravação da música Do They Know Its Christmas, reunindo a nata do pop/rock inglês. Na esteira do sucesso dessa música, Lionel Richie e Quincy Jones reuniram os astros da música pop dos EUA e fizeram We Are The World (particularmente, acho a música da Inglaterra muito melhor, embora abrace o propósito de ambas).
Agora, em 7 de julho de 2007, será realizado o Live Earth, também nos EUA e na Inglaterra, no Novo Wembley. A luta agora é contra o aquecimento global. A escalação dos dois shows está confirmada. Mas para mim a melhor notícia é que quem abrirá o show da Inglaterra: o GENESIS, que logo depois, no mesmo dia, ainda tocará em Manchester como parte de sua turnê européia. Também já confirmaram presença no show inglês BEASTIE BOYS, BLACK EYED PEAS, BLOC PARTY, CORINNE BAILEY RAE, DAMIEN RICE, DAVID GRAY, DURAN DURAN, FOO FIGHTERS, JAMES BLUNT, JOHN LEGEND, KEANE, MADONNA, PAOLO NUTINI, RAZORLIGHT, RED HOT CHILI PEPPERS e SNOW PATRO.
Nos EUA tocarão AFI, AKON, ALICIA KEYS, BON JOVI, DAVE MATTHEWS BAND, FALL OUT BOY, JOHN MAYER, KANYE WEST, KELLY CLARKSON, KT TUNSTALL, LUDA CRIS, MELISSA ETHERIDGE, RIHANNA, ROGER WATERS, SHERYL CROW, SMASHING PUMPKINS e THE POLICE.