ENQUANTO A COPA NÃO CHEGA
Não tem nada pior do que o vazio que antecede ao início de um grande evento. Talvez o silêncio que precede o esporro, que é o nome de um disco que é do Rappa, eu acho, porque nunca ouvi. Esses dias antes de a bola rolar na Copa do Mundo são muito chatos.
Some-se a isso uma Seleção Brasileira que tem grandes jogadores, mas em termos de personagens é muito pobre. São quase todos meninos ricos, bonzinhos, brincalhões, mas dos quais dificilmente se consegue uma boa declaração, um ponto de vista interessante, algo que acrescente, falando da Copa, do mundo. E tome transmissão de roda debobinho, aquecimento...
Não que seja o caso de cobrar posicionamentos e posturas dos jogadores de futebol. Mas sempre havia alguém que pensava em algo mais, que se incomodava com o Brasil, com o mundo. Pra um futebol que se consagrou na base da inventividade, essa Seleção me parece mecânica demais em tudo. Bom, em quase tudo. Quando a bola passa pelos pés do Kaká pra frente, tudo fica muito melhor, mais solto.
Por enquanto, me chama atenção apenas o período de preparação do Ronaldo, o Fenômeno. Tranquilo, na dele, metendo gol em todos os treinos, meio distante da badalação e do deslumbramento que cercam o xará Gaúcho. E, mesmo que o Ronaldinho cabeludo seja um jogador genial, lembremos que quem costuma decidir é o careca. Então, felizmente, olho nele.
Outra coisa que já encheu: as teorias do 13 do Zagallo. Tenho o maior respeito pelo cara. Acho que a Seleção dele em 1970 é modelo tático do futebol que se joga hoje, 36 anos depois. Mas o papinho, o conteúdo, o discurso, já envelheceram. E mal.
Agora, o pior de tudo desse período chato do pré-Copa é a trilha sonora. Haja saco pra aturar axé, rodinha de samba mal tocado, jingle de rádio, trilha de TV. A falta de criatividade é tamanha que uma rádio de São Paulo conseguiu a proeza de encaixar no verso a fantástica frase "olha nóis na fita". Quem seria o gênio?
terça-feira, maio 30, 2006
sexta-feira, maio 12, 2006
O ESTADISTA
Eis que a cobra morde o próprio rabo aqui nos cafundós da esquerda populista e retrógrada sul-americana. Bajulador de ditadores populistas, o presidente do Brasil crava em sua já manchada biografia recente o rótulo de estadista desastrado.
Veio Evo Morales e pisou no Brasil com grande categoria. O Brasil que bajulou e sempre ajudou a Bolívia, falando em termos recentes, não me venham com histórias da anexação do Acre. Ou será que não fazemos vista grossa aos milhares de bolivianos que vivem aqui clandestinamente, irmãos latino-americanos que fogem da miséria de lá pra lutar contra a miséria de cá? Ou a Petrobrás não gastou os tubos para construir o gasoduto e dar à Bolívia um caminho para exportar a sua única riqueza natural e, praticamente, existir economicamente.
Eis que o projeto de estadista em que se transformou o presidente que nada vê, nada sabe, assiste a uma sova política internacional e não se manifesta. O País é chamado de contrabandista e caloteiro, e o estadista cala. Por quê? Já que agora ficou claro que o apoio ao líder cocalero nas eleições foi retribuído com essa punhalada pelas costas.
E agora de que vale apoiar outro tirano retrógrado como Hugo Chávez, que tem ligações políticas mais que evidentes com o partido situacionista brasileiro e fechou questão com a Bolívia contra o Brasil. Justo o Brasil que segurou a barra da Venezuela quando os ianques ameaçaram sair no braço?
Em resumo: o presidente que nada sabe, nada vê, é o estadista que sonhava com a liderança do Terceiro Mundo e acaba tomando uma sova do quinto. E pra gente sobra aturar esse inferno.
Eis que a cobra morde o próprio rabo aqui nos cafundós da esquerda populista e retrógrada sul-americana. Bajulador de ditadores populistas, o presidente do Brasil crava em sua já manchada biografia recente o rótulo de estadista desastrado.
Veio Evo Morales e pisou no Brasil com grande categoria. O Brasil que bajulou e sempre ajudou a Bolívia, falando em termos recentes, não me venham com histórias da anexação do Acre. Ou será que não fazemos vista grossa aos milhares de bolivianos que vivem aqui clandestinamente, irmãos latino-americanos que fogem da miséria de lá pra lutar contra a miséria de cá? Ou a Petrobrás não gastou os tubos para construir o gasoduto e dar à Bolívia um caminho para exportar a sua única riqueza natural e, praticamente, existir economicamente.
Eis que o projeto de estadista em que se transformou o presidente que nada vê, nada sabe, assiste a uma sova política internacional e não se manifesta. O País é chamado de contrabandista e caloteiro, e o estadista cala. Por quê? Já que agora ficou claro que o apoio ao líder cocalero nas eleições foi retribuído com essa punhalada pelas costas.
E agora de que vale apoiar outro tirano retrógrado como Hugo Chávez, que tem ligações políticas mais que evidentes com o partido situacionista brasileiro e fechou questão com a Bolívia contra o Brasil. Justo o Brasil que segurou a barra da Venezuela quando os ianques ameaçaram sair no braço?
Em resumo: o presidente que nada sabe, nada vê, é o estadista que sonhava com a liderança do Terceiro Mundo e acaba tomando uma sova do quinto. E pra gente sobra aturar esse inferno.
quarta-feira, maio 03, 2006
ELE PODE SER MELHOR QUE PELÉ
Nada de polêmica gratuita. É opinião sincera, de quem ama o futebol e vive o futebol. Ronaldinho Gaúcho pode alcançar o que parecia impossível: ser melhor que Pelé, o Rei do futebol.
Como também pode ficar pelo caminho. Mas não me lembro de ter visto, depois que o Rei parou, nenhum jogador que reunisse tantas qualidades e se mostrasse um candidato tão forte ao trono do futebol.
Ronaldinho ainda é jovem, tem muito que evoluir. Parece ter uma personalidade como a de Pelé: o tipo do sujeito que tem tudo para ser mascarado mas não é, que preserva alguns valores de simplicidade que sua condição de estrela teria tudo para evaporar e que tem uma constituição física privilegiada.
Mas o que mais impressiona é a capacidade que Ronaldinho Gaúcho tem de se divertir no trabalho, mesmo levando tudo muito a sério. O cara joga sorrindo. E não tem nada que ver com a arcada dentária, é sorriso mesmo.
O irmão do Assis é forte, tem boa estatura, corre muito com e sem a bola, dribla melhor e é mais habilidoso que o Rei. Pelé tinha força, estatura, corria muito com e sem a bola, driblava com incomparável habilidade, chutava bem tanto de esquerda como de direita, era mortal no cabeceio e, acreditem, sabia marcar, ainda que não precisasse. Fora isso, o Rei do futebol fazia a leitura do jogo como ninguém. Seu cérebro processava as informações do adversário, do campo, da bola, do clima, de maneira até hoje incomparável.
Eu não acho que Ronaldinho será melhor que Pelé. Mas que ele pode ser, não tenho dúvidas. Talvez o que o ajude nesse caminho é o fato de jamais ter reivindicado a coroa e, no íntimo, talvez nem dar bola pra isso. Ele está mais preocupado em brincar de ser o melhor jogador de futbol do mundo.
Nada de polêmica gratuita. É opinião sincera, de quem ama o futebol e vive o futebol. Ronaldinho Gaúcho pode alcançar o que parecia impossível: ser melhor que Pelé, o Rei do futebol.
Como também pode ficar pelo caminho. Mas não me lembro de ter visto, depois que o Rei parou, nenhum jogador que reunisse tantas qualidades e se mostrasse um candidato tão forte ao trono do futebol.
Ronaldinho ainda é jovem, tem muito que evoluir. Parece ter uma personalidade como a de Pelé: o tipo do sujeito que tem tudo para ser mascarado mas não é, que preserva alguns valores de simplicidade que sua condição de estrela teria tudo para evaporar e que tem uma constituição física privilegiada.
Mas o que mais impressiona é a capacidade que Ronaldinho Gaúcho tem de se divertir no trabalho, mesmo levando tudo muito a sério. O cara joga sorrindo. E não tem nada que ver com a arcada dentária, é sorriso mesmo.
O irmão do Assis é forte, tem boa estatura, corre muito com e sem a bola, dribla melhor e é mais habilidoso que o Rei. Pelé tinha força, estatura, corria muito com e sem a bola, driblava com incomparável habilidade, chutava bem tanto de esquerda como de direita, era mortal no cabeceio e, acreditem, sabia marcar, ainda que não precisasse. Fora isso, o Rei do futebol fazia a leitura do jogo como ninguém. Seu cérebro processava as informações do adversário, do campo, da bola, do clima, de maneira até hoje incomparável.
Eu não acho que Ronaldinho será melhor que Pelé. Mas que ele pode ser, não tenho dúvidas. Talvez o que o ajude nesse caminho é o fato de jamais ter reivindicado a coroa e, no íntimo, talvez nem dar bola pra isso. Ele está mais preocupado em brincar de ser o melhor jogador de futbol do mundo.
sábado, abril 22, 2006
TELÊ
A palavra mestre anda sendo utilizada ao acaso. Muito mais para bajulação que para reconhecimento. Fulano de tal é mestre, mestre fulano de tal. Afinal, brasileiro adora uma bajulação.
Tive a sorte de conviver com Telê Santana no período em que ele treinou o São Paulo. Fui repórter setorista do clube durante muito tempo e passei muitas manhãs (Telê adorava dar treino de manhã) vendo seu trabalho.
Era uma época em que a cobertura esportiva nos jornais andava em baixa. Quase ninguém ia aos treinos de sábado, os jornais eram fechados na véspera. Eu trabalhava no Diário Popular que, à época, era o único jornal que acompanhava as "sabatinas" de Telê.
Seu trabalho era simples, nada de treinos mágicos ou técnicas chamadas de revolucionárias. Telê adorava coletivos. E nesses treinamentos que imitam jogos, ia corrigindo tudo que podia. Um passe errado aqui, uma falta desnecessária ali, um posicionamento equivocado acolá. E tome bronca, uma atrás da outra.
Certo dia, Aílton, um meia que teve carreira razoável, corria pela lateral do campo, cansado de uma bronca atrás da outra, e disparou aos repórteres que ali estavam: - Que velho chato!
E Telê era mesmo chato no trabalho. Mas justo, honesto e respeitado.
Uma outra vez, o atacante Macedo, meio maluco, chega para o treino da manhã com um cabelo rastafári, que chamou a atenção de todos. Já no treino da tarde, o cabelo era passado. Ordem de Telê.
Mas o que mais me marcou nesse período foram duas características de Telê: adorava conversar com os repórteres de mídia impressa após os treinos e sentia prazer especial em criticar árbitros e cartolas. Não gostava de microfone e dava bronca em repórter que chegava atrasado aos treinos.
Matreiro, quando seu time era favorecido pela arbitragem, fingia que não era com ele, que não tinha visto o lance. Como qualquer um de nós. Isso o fazia, pelo menos para mim, ainda mais humano, longe da aura de perfeição que nenhum de nós, humanos, carrega.
Mas lembro especialmente de uma conversa, numa distante noite de abril 1993, em Rosário, Argentina. O São Paulo enfrentaria o Newell´s Old Boys no dia seguinte, e vejo Telê, solitário, sentado no bar do hotel, um copo de uísque a acompanhá-lo. Identifico um bom amigo por perto, Valdir Joaquim de Morais, companheirão de Telê, e pergunto se posso me juntar a eles. Telê diz que não dará entrevista. Respondo que só quero conversar. Sobre futebol e não sobre o do São Paulo, o do próximo jogo. Ele abre um sorriso e autoriza minha presença. Foram algumas horas de uma aula de futebol, de história, de lembranças de grandes jogadores e amigos dele e do Valdir, de "causos" curiosos e engraçados.
Outra lembrança foi de um dia qualquer em 1996. Ele se apresentava ao Palmeiras, como diretor técnico. Mas já era outro Telê. Olhar perdido, passos lentos e claudicantes, voz embargada. Sou capaz de apostar que ele não sabia onde estava e o que fazia. Foi amparado por Cafu, que o apresentou a todos os jogadores, um por um.
Naquele dia começava a aposentadoria de um verdadeiro e autêntico mestre.
Na última sexta-feira, faleceu um pai de família, irmão, avô e brasileiro sério, correto e honesto. Só isso já serviria para chamá-lo de mestre. Mas ele fez muito mais.
A palavra mestre anda sendo utilizada ao acaso. Muito mais para bajulação que para reconhecimento. Fulano de tal é mestre, mestre fulano de tal. Afinal, brasileiro adora uma bajulação.
Tive a sorte de conviver com Telê Santana no período em que ele treinou o São Paulo. Fui repórter setorista do clube durante muito tempo e passei muitas manhãs (Telê adorava dar treino de manhã) vendo seu trabalho.
Era uma época em que a cobertura esportiva nos jornais andava em baixa. Quase ninguém ia aos treinos de sábado, os jornais eram fechados na véspera. Eu trabalhava no Diário Popular que, à época, era o único jornal que acompanhava as "sabatinas" de Telê.
Seu trabalho era simples, nada de treinos mágicos ou técnicas chamadas de revolucionárias. Telê adorava coletivos. E nesses treinamentos que imitam jogos, ia corrigindo tudo que podia. Um passe errado aqui, uma falta desnecessária ali, um posicionamento equivocado acolá. E tome bronca, uma atrás da outra.
Certo dia, Aílton, um meia que teve carreira razoável, corria pela lateral do campo, cansado de uma bronca atrás da outra, e disparou aos repórteres que ali estavam: - Que velho chato!
E Telê era mesmo chato no trabalho. Mas justo, honesto e respeitado.
Uma outra vez, o atacante Macedo, meio maluco, chega para o treino da manhã com um cabelo rastafári, que chamou a atenção de todos. Já no treino da tarde, o cabelo era passado. Ordem de Telê.
Mas o que mais me marcou nesse período foram duas características de Telê: adorava conversar com os repórteres de mídia impressa após os treinos e sentia prazer especial em criticar árbitros e cartolas. Não gostava de microfone e dava bronca em repórter que chegava atrasado aos treinos.
Matreiro, quando seu time era favorecido pela arbitragem, fingia que não era com ele, que não tinha visto o lance. Como qualquer um de nós. Isso o fazia, pelo menos para mim, ainda mais humano, longe da aura de perfeição que nenhum de nós, humanos, carrega.
Mas lembro especialmente de uma conversa, numa distante noite de abril 1993, em Rosário, Argentina. O São Paulo enfrentaria o Newell´s Old Boys no dia seguinte, e vejo Telê, solitário, sentado no bar do hotel, um copo de uísque a acompanhá-lo. Identifico um bom amigo por perto, Valdir Joaquim de Morais, companheirão de Telê, e pergunto se posso me juntar a eles. Telê diz que não dará entrevista. Respondo que só quero conversar. Sobre futebol e não sobre o do São Paulo, o do próximo jogo. Ele abre um sorriso e autoriza minha presença. Foram algumas horas de uma aula de futebol, de história, de lembranças de grandes jogadores e amigos dele e do Valdir, de "causos" curiosos e engraçados.
Outra lembrança foi de um dia qualquer em 1996. Ele se apresentava ao Palmeiras, como diretor técnico. Mas já era outro Telê. Olhar perdido, passos lentos e claudicantes, voz embargada. Sou capaz de apostar que ele não sabia onde estava e o que fazia. Foi amparado por Cafu, que o apresentou a todos os jogadores, um por um.
Naquele dia começava a aposentadoria de um verdadeiro e autêntico mestre.
Na última sexta-feira, faleceu um pai de família, irmão, avô e brasileiro sério, correto e honesto. Só isso já serviria para chamá-lo de mestre. Mas ele fez muito mais.
quarta-feira, abril 12, 2006
BRASILEIRÃ0 2006
Vem aí o Campeonato Brasileiro de 2006. E, acredito, vem aí o Brasileiro que tem tudo para ser o mais estranho e um dos mais disputados da história. Mais estranho por quê? Porque será um torneio disputado entre 20 clubes, em pontos corridos, turno e returno - até aí tudo normal, cara-pálida - mas com um porém: haverá uma Copa do Mundo entre a primeira e a segunda metades do primeiro turno.
Serão dez jogos e, depois, uma parada de um mês para a Copa. No retorno, tudo pode mudar. Façamos um pequeno exercício de imaginação. Nenhuma viagem, mas algumas possibilidades bastante plausíveis. Se a Argentina fizer uma grande Copa, será que Tevez continuará no Corinthians? E o que será do Corinthians sem o Tevez?
Quem garante que após a Copa, se o Parreira sair da Seleção, o Luxemburgo não estará em seu lugar? E o que será do Santos sem o Luxemburgo?
Depois do Mundial, que acontecerá com os jogadores que atuam no País que estarão com a Seleção na Alemanha? Ou será que muitos dos "veteranos" em Europa não gostariam de voltar a jogar no Brasil antes de encerrar a carreira?
Será que Leão terá paciência de aguentar o Palmeiras sem reforços depois de dez rodadas e uma parada para a Copa? E o que será do Palmeiras sem Leão?
Isso sem falar no São Paulo, em sua campanha na Libertadores, e também em Inter, Goiás, Corinthians e Palmeiras, que também disputam a competição continental.
Será que os clubes grandes do Rio, que mostraram preocupante fragilidade no campeonato estaudal, terão fôlego para suportar uma disputa de 20 clubes em que 4 serão rebaixados?
Vou me arriscar e farei algumas análises prévias. Nada que seja parecido com previsão.
Vejo o São Paulo como o melhor time brasileiro do momento. Depois, no mesmo nível, estão Cruzeiro, Corinthians, Internacional e Santos. Aí vem um pelotão intermediário que tem Goiás, Palmeiras, Fluminense e Grêmio. Esses quatro podem surpreender se os outros cinco marcarem bobeira. Sobram 11 times que estão no mesmo nível. Desses 11 4 devem cair.
A briga pelo título, teoricamente, ficará entre esses 9 times dos três primeiros pelotões. Assim como a disputa pelas vagas na Libertadores.
Mas depois de dez rodadas e uma Copa do Mundo, muita coisa pode mudar.
Só sei que vai valer a pena ficar ligado.
Continuo achando que o Brasileirão é o melhor campeonato de futebol do mundo.
Vem aí o Campeonato Brasileiro de 2006. E, acredito, vem aí o Brasileiro que tem tudo para ser o mais estranho e um dos mais disputados da história. Mais estranho por quê? Porque será um torneio disputado entre 20 clubes, em pontos corridos, turno e returno - até aí tudo normal, cara-pálida - mas com um porém: haverá uma Copa do Mundo entre a primeira e a segunda metades do primeiro turno.
Serão dez jogos e, depois, uma parada de um mês para a Copa. No retorno, tudo pode mudar. Façamos um pequeno exercício de imaginação. Nenhuma viagem, mas algumas possibilidades bastante plausíveis. Se a Argentina fizer uma grande Copa, será que Tevez continuará no Corinthians? E o que será do Corinthians sem o Tevez?
Quem garante que após a Copa, se o Parreira sair da Seleção, o Luxemburgo não estará em seu lugar? E o que será do Santos sem o Luxemburgo?
Depois do Mundial, que acontecerá com os jogadores que atuam no País que estarão com a Seleção na Alemanha? Ou será que muitos dos "veteranos" em Europa não gostariam de voltar a jogar no Brasil antes de encerrar a carreira?
Será que Leão terá paciência de aguentar o Palmeiras sem reforços depois de dez rodadas e uma parada para a Copa? E o que será do Palmeiras sem Leão?
Isso sem falar no São Paulo, em sua campanha na Libertadores, e também em Inter, Goiás, Corinthians e Palmeiras, que também disputam a competição continental.
Será que os clubes grandes do Rio, que mostraram preocupante fragilidade no campeonato estaudal, terão fôlego para suportar uma disputa de 20 clubes em que 4 serão rebaixados?
Vou me arriscar e farei algumas análises prévias. Nada que seja parecido com previsão.
Vejo o São Paulo como o melhor time brasileiro do momento. Depois, no mesmo nível, estão Cruzeiro, Corinthians, Internacional e Santos. Aí vem um pelotão intermediário que tem Goiás, Palmeiras, Fluminense e Grêmio. Esses quatro podem surpreender se os outros cinco marcarem bobeira. Sobram 11 times que estão no mesmo nível. Desses 11 4 devem cair.
A briga pelo título, teoricamente, ficará entre esses 9 times dos três primeiros pelotões. Assim como a disputa pelas vagas na Libertadores.
Mas depois de dez rodadas e uma Copa do Mundo, muita coisa pode mudar.
Só sei que vai valer a pena ficar ligado.
Continuo achando que o Brasileirão é o melhor campeonato de futebol do mundo.
terça-feira, abril 04, 2006

MÚSICA - BOA- COM
PAIXÃO E COMPETÊNCIA
Vou indicar um disco, coisa sempre complicada. Quando é de uma banda vista com preconceito e enquadrada em certo tipo de música, fica pior. Mas vou correr o risco.
O disco se chama Marbles e a banda, Marillion. Quem quiser arriscar tem de optar por lojas que tenham o CD - que é duplo - importado ou então o site oficial da banda.
Estou ouvindo aos poucos, como quem descobre um novo vinho. É um disco de uma banda que ainda faz música com paixão - e competência.
Quem arriscar, preste atenção em músicas como Fantastic Place, You're Gone, Angelina e Ocean Cloud provam que ainda é possível se fazer música de qualidade sem que os músicos tentem se enquadrar em estereótipos ou modismos.
segunda-feira, março 20, 2006
NOVA ESTAÇÃO
Não sei por que, mas gosto do outono. Talvez seja pela luz dos sol. A tonalidade muda um pouco. Nos fins de tarde fica mais pálida, algo melancólica.
Pena que em São Paulo o outono esteja perdendo a cara de....outono. Por culpa da poluição, talvez. Ou do desmatamento. Os verões agora invadem o outono e, por vezes, resolvem, de surpresa, visitar o inverno.
E, quem sabe, este outono mande pra bem longe a maior praga do verão que se acaba: os pernilongos. Foi uma guerra lá em casa e sinto dizer que perdemos. Matamos dezenas, acho até que centenas deles. Mas no final, desistimos. Brindaram ao nosso sangue noite após noite.
Não sei por que, mas gosto do outono. Talvez seja pela luz dos sol. A tonalidade muda um pouco. Nos fins de tarde fica mais pálida, algo melancólica.
Pena que em São Paulo o outono esteja perdendo a cara de....outono. Por culpa da poluição, talvez. Ou do desmatamento. Os verões agora invadem o outono e, por vezes, resolvem, de surpresa, visitar o inverno.
E, quem sabe, este outono mande pra bem longe a maior praga do verão que se acaba: os pernilongos. Foi uma guerra lá em casa e sinto dizer que perdemos. Matamos dezenas, acho até que centenas deles. Mas no final, desistimos. Brindaram ao nosso sangue noite após noite.
segunda-feira, março 13, 2006
TÔ FAZENDO ATÉ PROMESSA.....
Music news
Genesis eye comeback
Genesis are set to reform to record a new album and go on tour, according to reports.
Peter Gabriel and Phil Collins are reportedly planning to make the announcement at a press conference on Tuesday in Los Angeles.
Gabriel left Genesis in 1976 and has since had a successful solo career.
Genesis' last studio album, 'Calling All Stations', was released in September 1997, reaching number two in the album chart.
A new album from a reformed Genesis would surely prove a hit with the band's legion of fans.
Music news
Genesis eye comeback
Genesis are set to reform to record a new album and go on tour, according to reports.
Peter Gabriel and Phil Collins are reportedly planning to make the announcement at a press conference on Tuesday in Los Angeles.
Gabriel left Genesis in 1976 and has since had a successful solo career.
Genesis' last studio album, 'Calling All Stations', was released in September 1997, reaching number two in the album chart.
A new album from a reformed Genesis would surely prove a hit with the band's legion of fans.
quinta-feira, março 09, 2006
VOTO NULO É UTILIDADE PÚBLICA
1 minuto de sua atenção, pode salvar 4 anos de Brasil, incluindo seus pais, seus filhos e seus avós...
Como eliminar 90% dos políticos corruptos em uma única vez??? Isso mesmo,em uma única vez...
Preste muita atenção:::
Você sabe pra que serve o VOTO NULO ???
Então, eu vou te dar um exemplo: Imagine uma eleição qualquer onde os candidatos sejam: Paulo Maluf, José Dirceu, Marcos Valério, Delubio Soares, Roberto Jefferson... (uuuuaaaaauuuuuu...)
Entre outros...
Campanha vai e campanha vem, você se acha na obrigação de escolher uma dessas figuras (o tal do "menos pior" ), e com isso acaba afundando com seu país... Mas ai você me diz: "Nesse caso, não temos saída"... Engano seu...
VOCÊ SABIA QUE SE UMA ELEIÇÃO FOR GANHA POR "VOTOS NULOS" É OBRIGADO HAVER UMA NOVA ELEIÇÃO COM CANDIDATOS DIFERENTES DAQUELES QUE PARTICIPARAM DA PRIMEIRA?
Ainda não entendeu??? Se no exemplo de eleição acima você e todo mundo votasse nulo seria obrigado haver uma nova eleição e esses pilantras não poderiam concorrer ao mesmo cargo político por pelo menos mais 4 anos...
1 minuto de sua atenção, pode salvar 4 anos de Brasil, incluindo seus pais, seus filhos e seus avós...
Como eliminar 90% dos políticos corruptos em uma única vez??? Isso mesmo,em uma única vez...
Preste muita atenção:::
Você sabe pra que serve o VOTO NULO ???
Então, eu vou te dar um exemplo: Imagine uma eleição qualquer onde os candidatos sejam: Paulo Maluf, José Dirceu, Marcos Valério, Delubio Soares, Roberto Jefferson... (uuuuaaaaauuuuuu...)
Entre outros...
Campanha vai e campanha vem, você se acha na obrigação de escolher uma dessas figuras (o tal do "menos pior" ), e com isso acaba afundando com seu país... Mas ai você me diz: "Nesse caso, não temos saída"... Engano seu...
VOCÊ SABIA QUE SE UMA ELEIÇÃO FOR GANHA POR "VOTOS NULOS" É OBRIGADO HAVER UMA NOVA ELEIÇÃO COM CANDIDATOS DIFERENTES DAQUELES QUE PARTICIPARAM DA PRIMEIRA?
Ainda não entendeu??? Se no exemplo de eleição acima você e todo mundo votasse nulo seria obrigado haver uma nova eleição e esses pilantras não poderiam concorrer ao mesmo cargo político por pelo menos mais 4 anos...
quarta-feira, março 08, 2006
CRÍTICO OU FÃ DISFARÇADO ?
Acho que crítica de música é uma atividade meio sem sentido. Por que música é muito gosto, meio intangível. Ou você gosta ou não gosta. Existem músicos fracos que criam belas melodias, e outros com grande formação que não conseguem compor grandes canções. Então, a crítica fica quase sempre subjetivo.
Agora, o que me irrita é quando a crítica tenta empurrar alguma coisa. Quando o sujeito acha um disco ou banda do cacete e quer vender a idéia de que só por que ele acha todo mundo tem que achar também. Aí não é crítica, é fã travestido.
Pois aí vem o Oasis, uma banda que não me diz nada, da qual eu não gosto, mas que tem algumas (poucas) boas músicas. E chovem linhas e linhas de críticas tentando, de alguma maneira, vender o Oasis como uma superbanda. Existem alguns truques nesses textos. Como dizer que "todos os 14.600 ingressos foram vendidos". Se é uma banda da qual o carinha não gosta, ele escreveria que "apenas 14.600 ingressos foram vendidos". Principalmente se formos comparar com o U2, com os Stones e até mesmo com bandas fajutas como aqueles RBD que deram confusão outro dia num shopping. O que eu acho é que quando o crítico gosta da banda, ele acha um absurdo que alguém não goste e que a banda não faça sucesso.
Há algum tempo, li uma crítica sobre o Cure, banda que acho legal. O cara dizia que eles estavam comemorando o sucesso de vendas: 700 mil. No mesmo jornal, tinha uma nota sobre o Phil Collins, de quem sou fã declarado, dizendo que o último disco dele tinha sido um fracasso de vendas. Sabe quanto vendeu? 5 milhões.
O problema com o jornalismo de música popular no Brasil é que falta senso e critério, eu acho. No que se refere ao pop/rock, os caras chupam tudo que se escreve em Londres ou em Nova Iorque. Faz quase 15 anos que tentam emplacar o Oasis como superbanda e aqui não faz eco. Tem um público mais pra cult que pra sucesso. E quando falamos em música brasileira, aí só vale medalhão da MPB ou novos queridinhos como Seu Jorge.
Aí eu pergunto, quantas linhas você já leu sobrea o tal do Calypso, que eu acho horrível, mas que é o maior fenômeno recente da música popular brasileira? Não interessa se é bom ou ruim, mas é um fenômeno, o povo gosta, por que não informar sobre isso?
Em compensação, meia dúzia de críticos leu em algum jornal londrino que Franz Ferdinand e Artic Monkeys são os novos revolucionários do rock. E resolveram republicar tudo por aqui. E não faz eco. Fica aquele clubinho. Acho que crítico de música escreve pra outros críticos de música.
Mas respeito alguns, entre eles Fabian Chacur, um dos poucos críticos músicais que conheci que parte de uma premissa que acredito ser fundamental: não tem preconceito. É capaz de elogiar um disco de uma banda que ele não gosta. Como um jornalista esportivo corintiano fanático é capaz de escrever que o Palmeiras ganhou merecidamente do time dele.
Ah, não serei um dos 14,600 (nossa, que multidão!) que verá o Oasis em São Paulo.
Acho que crítica de música é uma atividade meio sem sentido. Por que música é muito gosto, meio intangível. Ou você gosta ou não gosta. Existem músicos fracos que criam belas melodias, e outros com grande formação que não conseguem compor grandes canções. Então, a crítica fica quase sempre subjetivo.
Agora, o que me irrita é quando a crítica tenta empurrar alguma coisa. Quando o sujeito acha um disco ou banda do cacete e quer vender a idéia de que só por que ele acha todo mundo tem que achar também. Aí não é crítica, é fã travestido.
Pois aí vem o Oasis, uma banda que não me diz nada, da qual eu não gosto, mas que tem algumas (poucas) boas músicas. E chovem linhas e linhas de críticas tentando, de alguma maneira, vender o Oasis como uma superbanda. Existem alguns truques nesses textos. Como dizer que "todos os 14.600 ingressos foram vendidos". Se é uma banda da qual o carinha não gosta, ele escreveria que "apenas 14.600 ingressos foram vendidos". Principalmente se formos comparar com o U2, com os Stones e até mesmo com bandas fajutas como aqueles RBD que deram confusão outro dia num shopping. O que eu acho é que quando o crítico gosta da banda, ele acha um absurdo que alguém não goste e que a banda não faça sucesso.
Há algum tempo, li uma crítica sobre o Cure, banda que acho legal. O cara dizia que eles estavam comemorando o sucesso de vendas: 700 mil. No mesmo jornal, tinha uma nota sobre o Phil Collins, de quem sou fã declarado, dizendo que o último disco dele tinha sido um fracasso de vendas. Sabe quanto vendeu? 5 milhões.
O problema com o jornalismo de música popular no Brasil é que falta senso e critério, eu acho. No que se refere ao pop/rock, os caras chupam tudo que se escreve em Londres ou em Nova Iorque. Faz quase 15 anos que tentam emplacar o Oasis como superbanda e aqui não faz eco. Tem um público mais pra cult que pra sucesso. E quando falamos em música brasileira, aí só vale medalhão da MPB ou novos queridinhos como Seu Jorge.
Aí eu pergunto, quantas linhas você já leu sobrea o tal do Calypso, que eu acho horrível, mas que é o maior fenômeno recente da música popular brasileira? Não interessa se é bom ou ruim, mas é um fenômeno, o povo gosta, por que não informar sobre isso?
Em compensação, meia dúzia de críticos leu em algum jornal londrino que Franz Ferdinand e Artic Monkeys são os novos revolucionários do rock. E resolveram republicar tudo por aqui. E não faz eco. Fica aquele clubinho. Acho que crítico de música escreve pra outros críticos de música.
Mas respeito alguns, entre eles Fabian Chacur, um dos poucos críticos músicais que conheci que parte de uma premissa que acredito ser fundamental: não tem preconceito. É capaz de elogiar um disco de uma banda que ele não gosta. Como um jornalista esportivo corintiano fanático é capaz de escrever que o Palmeiras ganhou merecidamente do time dele.
Ah, não serei um dos 14,600 (nossa, que multidão!) que verá o Oasis em São Paulo.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
VOU ANULAR
Tomei essa decisão já faz algum tempo. Vagabundo nenhum terá mais o meu voto. Dqui pra frente, exerço o meu direito de cidadão de não optar por a, nem b e, sim, não votar em ninguém. Primeiro por que sou obrigado a votar e que diabo de democracia é essa que me obriga a fazer algo? Segundo por que a política brasileira é um lixão.
Já votei no PT e no PSDB e quebrei a cara em ambos. E o que se apresenta agora: a mesma dúvida. Votar na turma do FHC, que empurrou o País para quatro anos de atraso só para garantir a reeleição, ou na turma do Lula, que deixaria Al Capone corado.
O mais ridículo são os argumentos dos petistas radicais, querendo justificar ou esconder o óbvio. Roubaram e muito, e ponto final. E tem gente que contra-argumenta assim: mas os outros também roubaram. O meu voto essa corja não leva mais.
Tomei essa decisão já faz algum tempo. Vagabundo nenhum terá mais o meu voto. Dqui pra frente, exerço o meu direito de cidadão de não optar por a, nem b e, sim, não votar em ninguém. Primeiro por que sou obrigado a votar e que diabo de democracia é essa que me obriga a fazer algo? Segundo por que a política brasileira é um lixão.
Já votei no PT e no PSDB e quebrei a cara em ambos. E o que se apresenta agora: a mesma dúvida. Votar na turma do FHC, que empurrou o País para quatro anos de atraso só para garantir a reeleição, ou na turma do Lula, que deixaria Al Capone corado.
O mais ridículo são os argumentos dos petistas radicais, querendo justificar ou esconder o óbvio. Roubaram e muito, e ponto final. E tem gente que contra-argumenta assim: mas os outros também roubaram. O meu voto essa corja não leva mais.
A NOSSA CASA
Um dos assuntos que me fazem comprar uma revista numa banca ou parar de trocar de canal a toda hora na TV é ecologia. Passo longe de ser o que se chama de ecochato, mas, sinceramente, me preocupa o futuro do planeta, a nossa casa.
Parece-me que o senso comum é de que quem alerta para o perigo do aquecimento global, do derretimento das calotas polares, do efeito estufa são histéricos que pretendem apenas atrapalhar a marcha do progresso. Será mesmo?
A mim incomoda o fato de andar pra cima e pra baixo na cidade de São Paulo e não ver um rio limpo. Ou, quando vou ao Rio, ver o que fizeram com a bela e romântica baía da Guanabara ou a Lagoa Rodrigo de Freitas. Ou até mesmo ver os idiotas que jogam baganas de cigarro e latas de cerveja pelas janelas dos carros em ruas e estradas.
O Brasil, ainda assim, é um oásis em termos de natureza. Mas até quando ainda teremos rios limpos, praias limpas, florestas intactas?
O que me incomoda é que ninguém parece se incomodar muito com o tema. Espero que não seja tarde demais.
Um dos assuntos que me fazem comprar uma revista numa banca ou parar de trocar de canal a toda hora na TV é ecologia. Passo longe de ser o que se chama de ecochato, mas, sinceramente, me preocupa o futuro do planeta, a nossa casa.
Parece-me que o senso comum é de que quem alerta para o perigo do aquecimento global, do derretimento das calotas polares, do efeito estufa são histéricos que pretendem apenas atrapalhar a marcha do progresso. Será mesmo?
A mim incomoda o fato de andar pra cima e pra baixo na cidade de São Paulo e não ver um rio limpo. Ou, quando vou ao Rio, ver o que fizeram com a bela e romântica baía da Guanabara ou a Lagoa Rodrigo de Freitas. Ou até mesmo ver os idiotas que jogam baganas de cigarro e latas de cerveja pelas janelas dos carros em ruas e estradas.
O Brasil, ainda assim, é um oásis em termos de natureza. Mas até quando ainda teremos rios limpos, praias limpas, florestas intactas?
O que me incomoda é que ninguém parece se incomodar muito com o tema. Espero que não seja tarde demais.
terça-feira, fevereiro 07, 2006
OS FANÁTICOS
Tabalho com esporte, na maior parte do tempo com futebol, então é natural que esteja em contato com o fanatismo, de uma forma ou de outra.
Perambular por estádios do Brasil oferece uma rara oportunidade de analisar os torcedores e suas paixões, seus comportamentos.
No Norte e no Nordeste acho que ainda vemos uma paixão genuína e menos virulenta. É divertido ver um jogo em Belém ou Recife, Fortaleza. Na Bahia, antes da era de terceira divisão, era comum ver torcedores de Bahia e Vitória juntos em um clássico.
Triste é constatar que quanto maior o time, menor a compaixão. Nos grandes centros já não se torce, se odeia, se provoca. Se mata.
Imagino o que seja essa provocação elevada a enésima potência que nos deixe hoje à beira de um conflito religioso sem proporções.
Por isso que não entendo como os fanáticos possam ter dominado duas coisas tão belas como o esporte e a religião.
Quem sabe no futuro as coisas melhorem.
Tabalho com esporte, na maior parte do tempo com futebol, então é natural que esteja em contato com o fanatismo, de uma forma ou de outra.
Perambular por estádios do Brasil oferece uma rara oportunidade de analisar os torcedores e suas paixões, seus comportamentos.
No Norte e no Nordeste acho que ainda vemos uma paixão genuína e menos virulenta. É divertido ver um jogo em Belém ou Recife, Fortaleza. Na Bahia, antes da era de terceira divisão, era comum ver torcedores de Bahia e Vitória juntos em um clássico.
Triste é constatar que quanto maior o time, menor a compaixão. Nos grandes centros já não se torce, se odeia, se provoca. Se mata.
Imagino o que seja essa provocação elevada a enésima potência que nos deixe hoje à beira de um conflito religioso sem proporções.
Por isso que não entendo como os fanáticos possam ter dominado duas coisas tão belas como o esporte e a religião.
Quem sabe no futuro as coisas melhorem.
sábado, janeiro 21, 2006
O CORDÃO AUMENTA CADA VEZ MAIS
Li no excelente blog do mais que excelente Jota Jr. um tópico sobre os puxa-sacos. Incrível como cresce e se multiplica essa raça. São cada vez mais profissionais e treinados na arte de grudar as mãos nas genitálias dos chefes e poderosos.
Dá asco, nojo, tudo mais.
Tem gente que dedica a vida a bajular poderosos e, com isso, disfarçar sua incapacidade e falta de moral. O chefe ou poderoso pode ser um crápula, uma merda, um bosta, mas a qualquer hora do dia o puxa-saco está a postos, sacando um elogio inimaginável, puxando uma cadeira, soltando uma risadinha escrota após uma piada idem.
No Brasil, o cordão, como cita a marchinha carnavalesca, cada vez aumenta mais.
Lamentável.
Li no excelente blog do mais que excelente Jota Jr. um tópico sobre os puxa-sacos. Incrível como cresce e se multiplica essa raça. São cada vez mais profissionais e treinados na arte de grudar as mãos nas genitálias dos chefes e poderosos.
Dá asco, nojo, tudo mais.
Tem gente que dedica a vida a bajular poderosos e, com isso, disfarçar sua incapacidade e falta de moral. O chefe ou poderoso pode ser um crápula, uma merda, um bosta, mas a qualquer hora do dia o puxa-saco está a postos, sacando um elogio inimaginável, puxando uma cadeira, soltando uma risadinha escrota após uma piada idem.
No Brasil, o cordão, como cita a marchinha carnavalesca, cada vez aumenta mais.
Lamentável.
sábado, janeiro 14, 2006
SÃO PAULO ERA ASSIM. ACREDITEM!
O Jornal da Tarde está com uma bela série, na última página do primeiro caderno, trazendo paulistanos que falam sobre seu amor pela cidade de São Paulo. Alguns paulistanos por adoção, imagino. Sou paulista, caipira, com muito orgulho, da cidade de Jaú. Baririense de coração. Mas morei a vida toda em São Paulo. E me chama atenção a coincidência de alguns depoimentos nessa série do JT. Todos os entrevistados lembram com saudade do tempo em que se podia caminhar em paz, à noite, pela ruas da metrópole.
Tive a sorte de compartilhar dessa época. Estou com 38 e até os meus 18, pelo menos, ou seja, há 20 anos, essa cidade era uma ilha de tranquilidade comparando-se com o que temos hoje. Primeiro, dava pra jogar bola na rua, imaginem! Morei grande parte da vida no bairro do Paraíso e era comum a molecada ficar conversando na rua, em frente às casas e prédios, até altas horas nas noites quentes de verão.
Saíamos em bando, não para saquear ou pilhar, mas para andar pela cidade, procurar uma lanchonete, um fliperama (moda naqueles tempos pré-Internet). E voltávamos tranquilos. Quando muito tinha um trombadinha, mas era raro. Dava para andar a Paulista todinha, ida e volta, sem medo de ser feliz.
Nas noites de Natal e Ano Novo, quando não chovia, as pessoas confraternizavam na rua. Em algumas ruas a festa era no asfalto mesmo, cheia de improvisos, todo mundo junto.
Eu ia de ônibus ou metrô para a escola nos tempos de colegial, no Arqui. De ônibus, pegava o Divisa Diadema, ali na Rafael de Barros, e descia em frente ao colégio. Sempre que atrasava, e não era pouco, o motorista dava uma parada um quarteirão abaixo do ponto e esperava. Imagine hoje? Eu e ele seríamos linchados.
Havia casas sem grades, ruas sem seguranças, enfim, era uma cidade mais humana. E isso logo ali atrás, apenas 20 anos. Hoje vivemos com medo, vizinhos entram nos elevadores e abaixam as cabeças, com medo de um bom dia. As ruas ficam desertas às vezes antes do anoitecer, o pavor se impôs sobre a cordialidade.
Pra fechar, lembro de um show histórico, pros idos de 1984. Virou Brasil, no Anhembi. Época das Diretas, Já! Fomos eu e dois grandes amigos, Ton e Rago. Showzão. Beto Guedes no auge, 14 Bis, Sá e Guarabira e Renato Teixeira. Acabou tarde, metrô parado e não passavam ônibus. Não tivemos dúvidas: voltamos a pé, e em perfeita segurança, do Anhembi até a Vila Mariana, casa do Ton. Bons tempos.
O Jornal da Tarde está com uma bela série, na última página do primeiro caderno, trazendo paulistanos que falam sobre seu amor pela cidade de São Paulo. Alguns paulistanos por adoção, imagino. Sou paulista, caipira, com muito orgulho, da cidade de Jaú. Baririense de coração. Mas morei a vida toda em São Paulo. E me chama atenção a coincidência de alguns depoimentos nessa série do JT. Todos os entrevistados lembram com saudade do tempo em que se podia caminhar em paz, à noite, pela ruas da metrópole.
Tive a sorte de compartilhar dessa época. Estou com 38 e até os meus 18, pelo menos, ou seja, há 20 anos, essa cidade era uma ilha de tranquilidade comparando-se com o que temos hoje. Primeiro, dava pra jogar bola na rua, imaginem! Morei grande parte da vida no bairro do Paraíso e era comum a molecada ficar conversando na rua, em frente às casas e prédios, até altas horas nas noites quentes de verão.
Saíamos em bando, não para saquear ou pilhar, mas para andar pela cidade, procurar uma lanchonete, um fliperama (moda naqueles tempos pré-Internet). E voltávamos tranquilos. Quando muito tinha um trombadinha, mas era raro. Dava para andar a Paulista todinha, ida e volta, sem medo de ser feliz.
Nas noites de Natal e Ano Novo, quando não chovia, as pessoas confraternizavam na rua. Em algumas ruas a festa era no asfalto mesmo, cheia de improvisos, todo mundo junto.
Eu ia de ônibus ou metrô para a escola nos tempos de colegial, no Arqui. De ônibus, pegava o Divisa Diadema, ali na Rafael de Barros, e descia em frente ao colégio. Sempre que atrasava, e não era pouco, o motorista dava uma parada um quarteirão abaixo do ponto e esperava. Imagine hoje? Eu e ele seríamos linchados.
Havia casas sem grades, ruas sem seguranças, enfim, era uma cidade mais humana. E isso logo ali atrás, apenas 20 anos. Hoje vivemos com medo, vizinhos entram nos elevadores e abaixam as cabeças, com medo de um bom dia. As ruas ficam desertas às vezes antes do anoitecer, o pavor se impôs sobre a cordialidade.
Pra fechar, lembro de um show histórico, pros idos de 1984. Virou Brasil, no Anhembi. Época das Diretas, Já! Fomos eu e dois grandes amigos, Ton e Rago. Showzão. Beto Guedes no auge, 14 Bis, Sá e Guarabira e Renato Teixeira. Acabou tarde, metrô parado e não passavam ônibus. Não tivemos dúvidas: voltamos a pé, e em perfeita segurança, do Anhembi até a Vila Mariana, casa do Ton. Bons tempos.
quarta-feira, dezembro 28, 2005
EM 2006 EU QUERO.....
....que todas as pessoas que eu conheço, as que eu conheci e as que eu vou conhecer sejam felizes.
....ficar mais tempo em casa com a Isabel, a Clara e o Rafael (que no dia desse post faz 1 ano).
....realizar o sonho de construirmos nossa nova casa.
....trabalhar muito mais e melhor do que em 2005.
....que não aconteça nenhuma onda assassina como a da Ásia.
....que o papa pare de falar bobagem e ponha os cristãos católicos no rumo da modernidade.
....que as religiões sejam menos religiosas e mais espirituais.
....ver quantos escândalos forem precisos pra gente limpar o Congresso.
....ver menos crianças nas ruas.
....mais paz e tolerância nas pessoas.
....mais gols e menos brigas no futebol.
....ir para Bariri.
....passar pelo menos uma semana na praia.
....fazer decolar de vez o projeto do meu livro.
....namorar muito a minha mulher.
....babar muito nos meus filhos.
....ampliar minha atuação profissional.
....ver um grande show de pop/rock (ah, se fosse o Genesis...)
....poder estar com os amigos de sempre e com os que vejo pouco.
....ver a descoberta para a cura de várias doenças.
....em resumo....
quero que nós todos sejamos felizes e vivamos em paz.
FELIZ 2006 PRA TODOS NÓS.
....que todas as pessoas que eu conheço, as que eu conheci e as que eu vou conhecer sejam felizes.
....ficar mais tempo em casa com a Isabel, a Clara e o Rafael (que no dia desse post faz 1 ano).
....realizar o sonho de construirmos nossa nova casa.
....trabalhar muito mais e melhor do que em 2005.
....que não aconteça nenhuma onda assassina como a da Ásia.
....que o papa pare de falar bobagem e ponha os cristãos católicos no rumo da modernidade.
....que as religiões sejam menos religiosas e mais espirituais.
....ver quantos escândalos forem precisos pra gente limpar o Congresso.
....ver menos crianças nas ruas.
....mais paz e tolerância nas pessoas.
....mais gols e menos brigas no futebol.
....ir para Bariri.
....passar pelo menos uma semana na praia.
....fazer decolar de vez o projeto do meu livro.
....namorar muito a minha mulher.
....babar muito nos meus filhos.
....ampliar minha atuação profissional.
....ver um grande show de pop/rock (ah, se fosse o Genesis...)
....poder estar com os amigos de sempre e com os que vejo pouco.
....ver a descoberta para a cura de várias doenças.
....em resumo....
quero que nós todos sejamos felizes e vivamos em paz.
FELIZ 2006 PRA TODOS NÓS.
quarta-feira, dezembro 21, 2005

O MOZART DO POP/ROCK
8 de dezembro de 2005 marcou os 20 anos da trágica morte de John Lennon, levando com ele para a eternidade o sonhos dos Beatles. John foi um genial compositor, uma alma inquieta e um mito do cenário pop/rock.
Mas lembrando Lennon me veio à mente o gênio de Paul McCartney. A saudade de Lennon faz muita gente minimizar a qualidade da obra do velho Macca. Não leio música, não estudei, mas sou fã, não vivo sem. E tenho a impressão que McCartney é capaz de transformar em melodia uma receita de médico. Ou um atestado de óbito.
Esse cara tem o dom raro de fazer música pop de grande qualidade, de criar melodias inesquecíveis, daquelas que ficam e não apenas grudam em nossos ouvidos.
Hoje vinha dirigindo e ouvindo No More Lonely Nights. Quem fizer o mesmo vai perceber que Macca é o Mozart da música pop.
quarta-feira, dezembro 14, 2005

EMOÇÕES
5 de dezembro de 2005. A foto registra um momento mágico para mim e para minha família. No mesmo dia em que recebi o prêmio Ford/Aceesp como melhor comentarista de TV, a Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo fez uma - justíssima - homenagem ao meu pai, Luiz Noriega. E tive a honra de entregar o prêmio a ele.
Registro na foto à esquerda.
quinta-feira, dezembro 01, 2005
segunda-feira, novembro 28, 2005
Lista de shows que eu ainda quero ver. E outros que nunca vou ver
Adoro música, adoro shows de música. Pop, rock, música brasileira. Ainda não vi um show de um grande nome do jazz, mas já vi bons shows de músicos anônimos de jazz. Faço uma pequena lista do que ainda quero ver ao vivo um dia. Pela ordem de preferência, claro.
Alguns ainda possíveis
Genesis (qualquer formação que inclua o Phil Collins)
Phil Collins solo
The Who
The Police
Fito Paez
Ricardo Arjona
Marisa Monte
Leoni
Roberto Carlos (vi mas faz muito tempo)
Zeca Pagodinho
Spyro Gira
Pink Floyd
Olivia Newton-John
Esses não dá mais
Beatles
Ray Charles
Nat King Cole
Elis Regina
Miles Davis
Adoro música, adoro shows de música. Pop, rock, música brasileira. Ainda não vi um show de um grande nome do jazz, mas já vi bons shows de músicos anônimos de jazz. Faço uma pequena lista do que ainda quero ver ao vivo um dia. Pela ordem de preferência, claro.
Alguns ainda possíveis
Genesis (qualquer formação que inclua o Phil Collins)
Phil Collins solo
The Who
The Police
Fito Paez
Ricardo Arjona
Marisa Monte
Leoni
Roberto Carlos (vi mas faz muito tempo)
Zeca Pagodinho
Spyro Gira
Pink Floyd
Olivia Newton-John
Esses não dá mais
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Ray Charles
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