CBF ERRA NO GERENCIAMENTO
DE MAIS UMA CRISE DO APITO
Estou em Brasília para a cobertura de Goiás x São Paulo, com toda a equipe do SporTV. Dia cinzento, chuvoso, com a cara de mais uma das infintas crises que rondam a arbitragem no futebol brasileiro. Confesso que é de difícil digestão e entendimento esse capítulo que envolve suposições, ilações, envelopes e show da Madonna.
Agora, dá para afirmar que a CBF errou ao gerir a crise. Esse termo, gerenciamento de crise, é levado muito a sério por grandes corporações. Executivos são treinados para responder bem a processor críticos, seja em ações ou, simplesmente, em resposta aos questionamentos que aparecem por parte da mídia.
O que fez a CBF? Avisou que sabe todos os detalhes (será?) e que vai divlgá-los na segunda-feira (será?). Ora, não seria mais prático simplesmente adiar a rodada para quarta-feira? Aí tudo seria disputado após a divulgação do verdadeiro teor da tal "descoberta". Ou, então, uma solução de emergência: buscar na Argentina dois árbitro neutros, que estivessem longe do furacão, para apitar, no domingo mesmo, os jogos do Gama e de Porto Alegre.
Nada disso foi feito. Os árbitros entrarão em campo hoje sob enrome pressão e indisfarçada suspeita e qualquer resultado será contestado. Haverá desdobramentos, suspeições e acusações qualquer que seja o resultado. De novo, faltou capacidade para contornar uma crise e dar mais credibilidade a um setor débil nesse aspecto, a arbitragem.
domingo, dezembro 07, 2008
sexta-feira, dezembro 05, 2008
INTERNACIONAL PROVA: O
QUE VALE É SER CAMPEÃO
Acho que o futebol brasileiro foi tomado por uma onda meio elitista. Só o que importa é a Libertadores. Se vier através do título nacional, melhor. Mesmo assim, o ano só ganha o selo de qualidade se o time se classificar para a competição continental. Sou fã de carteirinha da Libertadores, torneio que considero o mais caristmático do mundo. Mas não concordo com essa mesquinharia. A conquista da Copa Sul-Americana pelo Internacional é o motivo desse texto.
Futebol se faz de gols, grandes jogos e conquistas. Um time vira grande porque é campeão muitas vezes, captura a atenção de um monte de gente, cria seguidores, mitologias e se insere no contexto de um esporte. Costumo dizer que o verdadeiro lucro de um time de futebol são os títulos. Que é melhor terminar o ano com uma pequena e administrável dívida e uma ou mais conquistas do que fechar o caixa abarrotado de dinheiro e ver a sala de troféus empoeirada.
Pois essa onda blasé parece estar fazendo muitos seguidores. A Copa Sul-Americana não é a última jóia da coroa. Tem problemas, defeitos e ainda carece de prestígio. Mas é um torneio internacional, que repercute, premia e dá uma faixa, um troféu, medalhas. O torcedor sai gritando é campeão e isso basta para girar a roda do futebol, ou, pra ficar no clichê, rolar a bola.
Atualmente fala-se que os estaduais estão mortos, quando são citados estão sempre acompanhados de um sufixo diminutivo. Que a Copa do Brasil é para quem não teve competência para chegar à Libertadores, e que a Sul-Americana é prêmio de consolação.
Que time não gostaria de um prêmio de consolação com o do Inter? Ganhar de um tradicional time da rival Argentina, num estádio lotado, com 28 pontos de audiência (somando-se Globo e Bandeirantes) na TV? O Inter valorizou a Sul-Americana antes do que qualquer outro time. Seu torcedor comprou a idéia. Atualmente não há time brasileiro com maior presença internacional do que a equipe homônima. Campeão da Libertadores e do Mundo em 2006, da Recopa em 2007 e da Sul-Americana em 2008.
Mais do que se classificar ou não para algo, o que deveria mover a alma de um grande time é a sede de conquistas. Um bom exemplo o apetite atual no Inter.
OS TEMPOS MUDARAM
Os clubes grandes que abram o olho. Sabem qual é a final do Campeonato Paulista Sub-17 de futebol? Pão de Açúcar e Barueri. Dois times jovens, um formado de um projeto de um supermercado e outro que nasceu de um projeto de uma Prefeitura e se desenvolve com as próprias pernas.
QUE VALE É SER CAMPEÃO
Acho que o futebol brasileiro foi tomado por uma onda meio elitista. Só o que importa é a Libertadores. Se vier através do título nacional, melhor. Mesmo assim, o ano só ganha o selo de qualidade se o time se classificar para a competição continental. Sou fã de carteirinha da Libertadores, torneio que considero o mais caristmático do mundo. Mas não concordo com essa mesquinharia. A conquista da Copa Sul-Americana pelo Internacional é o motivo desse texto.
Futebol se faz de gols, grandes jogos e conquistas. Um time vira grande porque é campeão muitas vezes, captura a atenção de um monte de gente, cria seguidores, mitologias e se insere no contexto de um esporte. Costumo dizer que o verdadeiro lucro de um time de futebol são os títulos. Que é melhor terminar o ano com uma pequena e administrável dívida e uma ou mais conquistas do que fechar o caixa abarrotado de dinheiro e ver a sala de troféus empoeirada.
Pois essa onda blasé parece estar fazendo muitos seguidores. A Copa Sul-Americana não é a última jóia da coroa. Tem problemas, defeitos e ainda carece de prestígio. Mas é um torneio internacional, que repercute, premia e dá uma faixa, um troféu, medalhas. O torcedor sai gritando é campeão e isso basta para girar a roda do futebol, ou, pra ficar no clichê, rolar a bola.
Atualmente fala-se que os estaduais estão mortos, quando são citados estão sempre acompanhados de um sufixo diminutivo. Que a Copa do Brasil é para quem não teve competência para chegar à Libertadores, e que a Sul-Americana é prêmio de consolação.
Que time não gostaria de um prêmio de consolação com o do Inter? Ganhar de um tradicional time da rival Argentina, num estádio lotado, com 28 pontos de audiência (somando-se Globo e Bandeirantes) na TV? O Inter valorizou a Sul-Americana antes do que qualquer outro time. Seu torcedor comprou a idéia. Atualmente não há time brasileiro com maior presença internacional do que a equipe homônima. Campeão da Libertadores e do Mundo em 2006, da Recopa em 2007 e da Sul-Americana em 2008.
Mais do que se classificar ou não para algo, o que deveria mover a alma de um grande time é a sede de conquistas. Um bom exemplo o apetite atual no Inter.
OS TEMPOS MUDARAM
Os clubes grandes que abram o olho. Sabem qual é a final do Campeonato Paulista Sub-17 de futebol? Pão de Açúcar e Barueri. Dois times jovens, um formado de um projeto de um supermercado e outro que nasceu de um projeto de uma Prefeitura e se desenvolve com as próprias pernas.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
DÁ TRICOLOR PAULISTA
OU TRICOLOR GAÚCHO?
Se eu soubesse a resposta sairia de férias com uma grana apostada nas maiores bancas de Londres. Dá para fazer algumas observações, no entanto, sobre os postulantes ao título.
São Paulo - É o time que menos perdeu no campeonato e será o time com o menor número de derrotas, campeão ou não. Ou seja: perde pouco e basta não perder que será campeão. Empata muito, foram 12 vezes. Basta empatar que será campeão. Não perde há 18 jogos, só perdeu um jogo no returno. Todos números consistentes e que sinalizam para a confirmação do título. Mas as limitações ficaram evidentes contra o Fluminense. O meio-campo é o setor mais fraco do time. No que isso terá impacto contra o Goiás? Pode incomodar Jorge Wagner, que é o armador disfarçado de ala do São Paulo. Seria uma boa idéia escalar Rycharlison como ala e deslocar Jorge Wagner para o meio. Hernanes não pode ser desperdiçado apenas como marcador, como foi no primeiro tempo contra o Flu, grudado em Conca. Ou seja: não pode ser ele o perseguidor de Paulo Baier. Não adianta dizer que não sentiu a pressão, porque é evidente que o time não contava com o fato de decidir fora de casa na útltima rodada. O título era dado como certo, ainda não veio e isso teve um reflexo no clube, no time e na comissão técnica. Mesmo assim, a vantagem, que ainda é grande, pode se multiplicar no caso de sair em vantagem domingo.
Grêmio - Tem 20 vitórias, 13 delas em casa, onde só perdeu uma vez. Também tem suas limitações, que já foram expostas, vistas e analisadas. Tecnicamente não é brilhante, depende demais de Tcheco e comete muitas faltas. Mas todas elas perdem efeito em casa, onde o time se supera e joga melhor. Marca mais a saída de bola do adversário do que o São Paulo. Pode pressionar mais o Atlético Mineiro na saída de bola e se impor fisicamente, que é o que sempre tenta fazer nas mãos de Celso Roth. Foi o time do turno, reinou absoluto. Mas caiu muito no returno, chegou a ficar ameaçado de perder, inclusive, a vaga na Libertadores, já confirmada. Ainda assim, foi a equipe e será a equipe que mais rodadas esteve na liderança do campeonato. Psicologicamene parece fortalecido pela sobrevida. O melhor cenário para o torcedor gremista é um gol logo de cara contra o Galo, para jogar pressão no São Paulo contra o Goiás. Ainda assim não anula o fato de que, mesmo que faça o mehor jogo de sua história, pode não adiantar coisa alguma.
CONCLUSÃO: Num campeonato marcado mais pela incompetência do que pela competência, no qual a taça se ofereceu qual moça abusada para vários pretendentes, tudo pode acontecer. O Grêmio estava pagando pela incompetência de sair de uma posição de 11 pontos de vanbtagem para 5 de desvantagem. Agora ganha uma nova chance porque faltou competência ao São Paulo para resolver uma parada que parecia definida. Tudo indica que, como gostam de dizer alguns boleiros e especialistas, futebol não é merecimento, é competência. Ou falta dela.
Estatísticas gerais do Brasileirão
OU TRICOLOR GAÚCHO?
Se eu soubesse a resposta sairia de férias com uma grana apostada nas maiores bancas de Londres. Dá para fazer algumas observações, no entanto, sobre os postulantes ao título.
São Paulo - É o time que menos perdeu no campeonato e será o time com o menor número de derrotas, campeão ou não. Ou seja: perde pouco e basta não perder que será campeão. Empata muito, foram 12 vezes. Basta empatar que será campeão. Não perde há 18 jogos, só perdeu um jogo no returno. Todos números consistentes e que sinalizam para a confirmação do título. Mas as limitações ficaram evidentes contra o Fluminense. O meio-campo é o setor mais fraco do time. No que isso terá impacto contra o Goiás? Pode incomodar Jorge Wagner, que é o armador disfarçado de ala do São Paulo. Seria uma boa idéia escalar Rycharlison como ala e deslocar Jorge Wagner para o meio. Hernanes não pode ser desperdiçado apenas como marcador, como foi no primeiro tempo contra o Flu, grudado em Conca. Ou seja: não pode ser ele o perseguidor de Paulo Baier. Não adianta dizer que não sentiu a pressão, porque é evidente que o time não contava com o fato de decidir fora de casa na útltima rodada. O título era dado como certo, ainda não veio e isso teve um reflexo no clube, no time e na comissão técnica. Mesmo assim, a vantagem, que ainda é grande, pode se multiplicar no caso de sair em vantagem domingo.
Grêmio - Tem 20 vitórias, 13 delas em casa, onde só perdeu uma vez. Também tem suas limitações, que já foram expostas, vistas e analisadas. Tecnicamente não é brilhante, depende demais de Tcheco e comete muitas faltas. Mas todas elas perdem efeito em casa, onde o time se supera e joga melhor. Marca mais a saída de bola do adversário do que o São Paulo. Pode pressionar mais o Atlético Mineiro na saída de bola e se impor fisicamente, que é o que sempre tenta fazer nas mãos de Celso Roth. Foi o time do turno, reinou absoluto. Mas caiu muito no returno, chegou a ficar ameaçado de perder, inclusive, a vaga na Libertadores, já confirmada. Ainda assim, foi a equipe e será a equipe que mais rodadas esteve na liderança do campeonato. Psicologicamene parece fortalecido pela sobrevida. O melhor cenário para o torcedor gremista é um gol logo de cara contra o Galo, para jogar pressão no São Paulo contra o Goiás. Ainda assim não anula o fato de que, mesmo que faça o mehor jogo de sua história, pode não adiantar coisa alguma.
CONCLUSÃO: Num campeonato marcado mais pela incompetência do que pela competência, no qual a taça se ofereceu qual moça abusada para vários pretendentes, tudo pode acontecer. O Grêmio estava pagando pela incompetência de sair de uma posição de 11 pontos de vanbtagem para 5 de desvantagem. Agora ganha uma nova chance porque faltou competência ao São Paulo para resolver uma parada que parecia definida. Tudo indica que, como gostam de dizer alguns boleiros e especialistas, futebol não é merecimento, é competência. Ou falta dela.
Estatísticas gerais do Brasileirão
terça-feira, dezembro 02, 2008
Luís Augusto Simon lança livro
sobre o Corinthians na Série B
O jornalista Luís Augusto Simon lança em breve um livro sobre a saga corintiana na Série B do Campeonato Brasileiro. Ele assina Luís Augusto Simon mas quem escreve é o Menom. Garantia de bom texto, de talento e fuga do lugar-comum para contar - e bem - uma história.
A editora é a Publisher Brasil e a data eu prometo divulgar quando o Menon me contar.
Para se ter uma idéia da qualidade do texto, confira o blog do autor.
E para dar aquele verniz especial ao lançamento, a apresentação é do Juca Kfouri.
domingo, novembro 30, 2008
QUANDO NEM A IMAGEM
CONSEGUE ESCLARECER
O assunto ainda está aí, pulsando, embora envelhecendo mal. O lance do pênalti - ou não - em cima de Diego Tardelli, no Cruzeiro x Flamengo. Procurei ver todas as imagens disponíveis, várias vezes. Continuo achando que houve pênalti e que não é por isso que se deve condenar, execrar o árbitro e avacalhar o ser humano Carlos Eugênio Simon. O lance é polêmico. Discordo apenas dos amigos e colegas Paulo Soares e Antero Greco que, avaliando as imagens da Espn Brasil (problema algum em citar uma emissora concorrente) concluíram que não foi pênalti porque não houve toque do zagueiro no atacante. Pela minha visão da imagem, o toque está ali, claro, do joelho do Léo no do Tardelli. Acho que foi pênalti porque o Léo vem em deabalada carreira e não consegue frear, por isso toca o Tardelli que, esperto, ficou ali esperando o choque, como faz qualquer atacante nesse tipode jogada.
Em sua coluna no Lance! o excelente repórter André Kfouri fala sobre o tema e também utiliza um tipo de análise parecida com a minha, já que ele entende que a imagem mostra o toque. Não se trata de guerra de imagens, algo do tipo a minha é melhor que a sua etc. Muito menos de julgar por um lance a carreira de um árbitro. Apenas de mais uma polêmica.
CONSEGUE ESCLARECER
O assunto ainda está aí, pulsando, embora envelhecendo mal. O lance do pênalti - ou não - em cima de Diego Tardelli, no Cruzeiro x Flamengo. Procurei ver todas as imagens disponíveis, várias vezes. Continuo achando que houve pênalti e que não é por isso que se deve condenar, execrar o árbitro e avacalhar o ser humano Carlos Eugênio Simon. O lance é polêmico. Discordo apenas dos amigos e colegas Paulo Soares e Antero Greco que, avaliando as imagens da Espn Brasil (problema algum em citar uma emissora concorrente) concluíram que não foi pênalti porque não houve toque do zagueiro no atacante. Pela minha visão da imagem, o toque está ali, claro, do joelho do Léo no do Tardelli. Acho que foi pênalti porque o Léo vem em deabalada carreira e não consegue frear, por isso toca o Tardelli que, esperto, ficou ali esperando o choque, como faz qualquer atacante nesse tipode jogada.
Em sua coluna no Lance! o excelente repórter André Kfouri fala sobre o tema e também utiliza um tipo de análise parecida com a minha, já que ele entende que a imagem mostra o toque. Não se trata de guerra de imagens, algo do tipo a minha é melhor que a sua etc. Muito menos de julgar por um lance a carreira de um árbitro. Apenas de mais uma polêmica.
quinta-feira, novembro 27, 2008
terça-feira, novembro 25, 2008
SIMON, FLAMENGO E O PÊNALTI
Deu assunto, como não poderia ser diferente, o pênalti não marcado para o Flamengo contra o Cruzeiro pelo árbitro Carlos Eugênio Simon. O Flamengo quer, via CBF, pedir a saída de Simon do quadro de árbitros apto a trabalhar na próxima Copa. E Simon deu entrevista dizendo que está convicto de que não foi pênalti.
Eu acho que foi pênalti, disse isso no Arena SporTV de hoje. Pênalti de manual. Zagueiro não pode ir daquele jeito na bola dentro da área porque atropela mesmo. Por isso discordo do Simon quando ele afirma estar convicto de que não foi. Também acho que houve um outro pênalti no jogo, a favor do Cruzeiro, em cima do Tiago Ribeiro. Coisa de opinião.
Quanto ao Flamengo pedir o impedimento de Simon na Fifa, não me parece correto. Ele erra como todo juiz erra. E todo time grande já foi muito mais beneficiado do que prejudicado pela arbitragem. O protesto é válido, pedir que não apite jogos do time, idem. Mas a Copa é outras história, parece sentimento de vingança, e com isso não concordo nunca.
Deu assunto, como não poderia ser diferente, o pênalti não marcado para o Flamengo contra o Cruzeiro pelo árbitro Carlos Eugênio Simon. O Flamengo quer, via CBF, pedir a saída de Simon do quadro de árbitros apto a trabalhar na próxima Copa. E Simon deu entrevista dizendo que está convicto de que não foi pênalti.
Eu acho que foi pênalti, disse isso no Arena SporTV de hoje. Pênalti de manual. Zagueiro não pode ir daquele jeito na bola dentro da área porque atropela mesmo. Por isso discordo do Simon quando ele afirma estar convicto de que não foi. Também acho que houve um outro pênalti no jogo, a favor do Cruzeiro, em cima do Tiago Ribeiro. Coisa de opinião.
Quanto ao Flamengo pedir o impedimento de Simon na Fifa, não me parece correto. Ele erra como todo juiz erra. E todo time grande já foi muito mais beneficiado do que prejudicado pela arbitragem. O protesto é válido, pedir que não apite jogos do time, idem. Mas a Copa é outras história, parece sentimento de vingança, e com isso não concordo nunca.
SANTA CATARINA: A TRAGÉDIA
ANUNCIADA DE UM PAÍS PODRE
Santa e Bela Catarina. Esse era (talvez ainda seja) o slogan turístico desse pequeno, belo e carismático estado brasileiro. De gente simples, acolhedora, guerreira, que construiu um dos melhores exemplos de trabalho e miscigenação deste País. A mistura do sangue e da cultura de brasileiros, açorianos, alemães, italianos e outras raças faz deste chão um pedaço do Brasil que aprendi a admirar em muitas viagens que para lá fiz.
Por isso dói especialmente em mim ler, ver e ouvir as notícias da tragédia anunciada das enchentes em Santa Catarina. Por que em 1983, portanto, há quase 26 anos, o Estado foi vítima de algo parecido, em especial a região de Blumenau e do Vale do Rio Itajaí. O que foi feito desde então? Aquele monte de promessas eleitoreiras e demagógicas. A população que vive em áreas de risco aumentou, já que neste país programas habitacionais são mais uma forma de se roubar o cidadão. O rio Itajaí subiu 11 metros. O que foi feito para domar esse fenômeno da natureza nesse período? Para retirar de áreas de risco a população ribeirinha ou de encostas?
Santa Catarina é dependente de uma estrada horrorosa, a BR-101, que rasga o estado de Norte a Sul. Há séculos os governos se sucedem em promessas de ampliação. Passei por ela, de Floripa a Ciriciúma, há alguns dias. É um pandemônio de engenharia. Há trechos duplicados de um quilômetro em meio a dezenas de quilômetros de pavimentação esburacada, sem sinalização, curvas mal projetadas e a barbárie dos motoristas.
O relevo acidentado da região, que confere belezas ímpares, serviu de abrigo a favelas e construções irregulares para suprir a ausência do Estado como provedor de programas de habitação popular. O morro desce rumo à tragédia anunciada.
Durante os meses de seca o que foi feito, ano a ano, para esperar as chuvas? Desde que me entendo por gente ouço falar das tempestades em Santa Catarina, dos verões chuvosos. Testemunhei alguns. E ano a ano a procissão de promessas. Num Páis abençoado por Deus mas podre pela natureza humana da gente que o governa, estamos vendo o espetáculo do abandono, de famílias e patrimônios destroçados. Melhor seria, em vez de decretar estado de emergência, promover o estado de decência e desinfetar essa nojenta classe política brasileira.
A tristeza e o desespero tomam conta de Santa Catarina às véspera de um verão que poderia ser de alegria, de turistas lotando as praias e serras. Mas será o verão de mais um doloroso recomeço, de limpar a lama e reconstruir a vida. A lama da natureza é possível limpar. A lama do ser humano.....
ANUNCIADA DE UM PAÍS PODRE
Santa e Bela Catarina. Esse era (talvez ainda seja) o slogan turístico desse pequeno, belo e carismático estado brasileiro. De gente simples, acolhedora, guerreira, que construiu um dos melhores exemplos de trabalho e miscigenação deste País. A mistura do sangue e da cultura de brasileiros, açorianos, alemães, italianos e outras raças faz deste chão um pedaço do Brasil que aprendi a admirar em muitas viagens que para lá fiz.
Por isso dói especialmente em mim ler, ver e ouvir as notícias da tragédia anunciada das enchentes em Santa Catarina. Por que em 1983, portanto, há quase 26 anos, o Estado foi vítima de algo parecido, em especial a região de Blumenau e do Vale do Rio Itajaí. O que foi feito desde então? Aquele monte de promessas eleitoreiras e demagógicas. A população que vive em áreas de risco aumentou, já que neste país programas habitacionais são mais uma forma de se roubar o cidadão. O rio Itajaí subiu 11 metros. O que foi feito para domar esse fenômeno da natureza nesse período? Para retirar de áreas de risco a população ribeirinha ou de encostas?
Santa Catarina é dependente de uma estrada horrorosa, a BR-101, que rasga o estado de Norte a Sul. Há séculos os governos se sucedem em promessas de ampliação. Passei por ela, de Floripa a Ciriciúma, há alguns dias. É um pandemônio de engenharia. Há trechos duplicados de um quilômetro em meio a dezenas de quilômetros de pavimentação esburacada, sem sinalização, curvas mal projetadas e a barbárie dos motoristas.
O relevo acidentado da região, que confere belezas ímpares, serviu de abrigo a favelas e construções irregulares para suprir a ausência do Estado como provedor de programas de habitação popular. O morro desce rumo à tragédia anunciada.
Durante os meses de seca o que foi feito, ano a ano, para esperar as chuvas? Desde que me entendo por gente ouço falar das tempestades em Santa Catarina, dos verões chuvosos. Testemunhei alguns. E ano a ano a procissão de promessas. Num Páis abençoado por Deus mas podre pela natureza humana da gente que o governa, estamos vendo o espetáculo do abandono, de famílias e patrimônios destroçados. Melhor seria, em vez de decretar estado de emergência, promover o estado de decência e desinfetar essa nojenta classe política brasileira.
A tristeza e o desespero tomam conta de Santa Catarina às véspera de um verão que poderia ser de alegria, de turistas lotando as praias e serras. Mas será o verão de mais um doloroso recomeço, de limpar a lama e reconstruir a vida. A lama da natureza é possível limpar. A lama do ser humano.....
segunda-feira, novembro 24, 2008
MURICY, JUVENAL E AS RAZÕES
DA SUPREMACIA SÃO-PAULINA
Só se um desastre de proporções bíblicas se abater sobre o Morumbi o São Paulo deixará de conquistar seu sexto título brasileiro, o terceiro em sequência (fato inédito na história do Campeonato Brasileiro nos moldes atuais, já que o Santos venceu a Taça Brasil de 1961 a 1965).
Isso posto, é hora de analisar os motivos que levam o São Paulo e seu treinador, Muricy Ramalho, a serem os melhores do futebol nacional.
Dentro da minha maneira de ver o futebol, o título de 2008 (claro que se confirmado) será, entre os três, aquele em que Muricy terá a maior parcela dos méritos. Por que era o mais improvável e o mais difícil de ser conquistado. O treinador sempre teve uma forte corrente de críticos entre os chamados cardeais (em última análise, os corneteiros do São Paulo) e uma parcela da torcida tricolor. Em 2008 essas críticas aumentaram muito em virtude dos fracassos do time até a reta final do Brasileiro. Muricy várias vezes disse que se sentia sozinho e quem bancava seu trabalho era o presidente do clube, Juvenal Juvêncio.
O São Paulo começou 2008 vítima da soberba que se abateu sobre o clube. Seus dirigentes passaram a achar que o time era uma casa de recuperação de jogadores e que qualquer caso não era perdido desde que caísse no CCT. Quebraram a cara com um monte de contratações equivocadas. Principalmente os micos Carlos Alberto e Fábio Santos. Some-se a eles nomes como Éder, Éder Luiz, Juninho, Joílson. Adriano foi a grande aposta. Dentro de campo, rendeu bem, embora tenha proporcionado uma série de problemas fora dele, a maioria habilmente contornada ou ocultada pelos dirigentes. Mas não foi decisivo como o São Paulo esperava. Não fez nada na segunda partida semifinal do Paulistão contra o Palmeiras e, embora tenha marcado no jogo em que o Fluminense eliminou o São Paulo da Libertadores, a bola da classificação esteve nos seus pés e ele a perdeu quando faltavam segundos para o fim do jogo, dando a chance para o gol decisivo do Flu. Não se trata de culpar Adriano, mas naquele jogo quem resolveu foi Washington.
Ali Muricy esteve com um pé fora do São Paulo. O projeto de hospital de craques ruins de cabeça dera errado e a culpa, pensavam muitos, era dele. O treinador que sempre pediu contratações mais criteriosas e reclamava do elenco limitado. O momento de maior atrito, segundo informações que obtive de bastidores, ocorreu quando o treinador foi contestado por alguns diretores quanto ao fato de não utlizar os jogadores do badalado centro de formação do clube. Muricy e a comissão técnica tentaram e não viram qualidade suficiente, o que irritou muitos cardeais. Juvenal Juvêncio, um raro caso de dirigente que gosta de futebol e vê futebol, fechou questão com o técnico, embora ele mesmo acreditasse que havia mais talento do que realmente existia na base.
Quando ficou 11 pontos atrás do Grêmio no Brasileiro, o São Paulo jogou a toalha. Mas simultaneamente a este ato simbólico, o time encontrara sua melhor forma. Ou tinha encaixado, como se diz no jargão do boleiro. Sempre criticado por escalar três zagueiros, Muricy aprimorou o forte sistema defensivo do time. Jogadores de fundamental importância que andavam apagados passaram a jogar bem, como Dagoberto, Borges e, principalmente, Jorge Wagner, que é o motor do time. Hernanes, acima da média, correspondeu no momento decisivo. A concorrência passou a fraquejar e a pipocar.
Outro diferencial do São Paulo ficou evidente. O time não é brilhante, longe disso. Mas perde pouco porque tem, individualmente, os melhores zagueiros e um dos melhores goleiros do Brasil. em 2007 o São Paulo perdeu apenas 7 jogos no Brasileiro. Em 2008 foram somente 5 derrotas até agora. Isso dá consistência e confiança ao time e ao treinador. Muricy trabalha como poucos a bola parada e é um treinador que joga para o resultado, não para agradar críticos e torcedores. Observa com precisão cirúrgica as necessidades do futebol atual, tem uma comissão técnica competente e ativa. O presidente do clube é boleirão, sabe a hora de agir nos bastidores, de falar, de calar. O São Paulo está pagando os melhores bichos dessa fase decisiva do campeonato. Dinheiro vivo, pago no vestiário.
Mas reafirmo minha tese de que esse é o título de Muricy mais do que qualquer outro. Talvez o destino esteja compensando a ele o título que a absurda anulação de 11 jogos ajudou a tirar em 2005. Muricy deve se tornar em breve o segundo treinador a conquistar três títulos consecutivos de um Campeonato Brasileiro. O primeiro a fazê-lo por um mesmo time. Anteriormente, o grande Rubens Minelli tinha sido campeão de 1975 a 1977, duas vezes com o Inter e uma com o São Paulo. Minelli é exatamente a grande inspiração de Muricy. Aparecerão muitos pais da criança são-paulina seis vezes campeã do Brasil. Mas a investigação de paternidade apontará para Muricy, sua comissão técnica e Juvenal Juvêncio. Eles pariram um time de jogadores que mostraram comprometimento e não fraquejaram quando o título se ofereceu a eles.
CORNETANDO O BLOGUEIRO
O bom do blog é poder receber todo tipo de mensagem, críticas, correções, elogios. Uma delas me pareceu especialmente interessante. Um blogueiro que não quis se identificar considerou pouco original e fora de propósito a frase que escrevi sobre Gustavo Nery, agora no Inter. Ironicamente, eu afirmei que Nery deveria ter o melhor empresário do mundo. O blogueiro não gostou e aqui está registrado. Mas sem querer desrespeitar o jogador e seu empresário, Gustavo Nery não joga nada há algum tempo e sempre consegue vaga em grandes times. Ou estou exagerando.
INTERNACIONAL FAZ JUS AO NOME
Enquanto alguns, equivocada e soberbamente, desprezam a Copa Sul-americana, lá vai o Inter rumo a mais uma decisão, reforçando seu nome no continente e divulgando-o mundo afora. Em caso de vitória colorada contra o Estudiantes, talves os times brasileiros passem a dar mais valor a esta competição, mesmo com todos os defeitos que ela possa ter.
DA SUPREMACIA SÃO-PAULINA
Só se um desastre de proporções bíblicas se abater sobre o Morumbi o São Paulo deixará de conquistar seu sexto título brasileiro, o terceiro em sequência (fato inédito na história do Campeonato Brasileiro nos moldes atuais, já que o Santos venceu a Taça Brasil de 1961 a 1965).
Isso posto, é hora de analisar os motivos que levam o São Paulo e seu treinador, Muricy Ramalho, a serem os melhores do futebol nacional.
Dentro da minha maneira de ver o futebol, o título de 2008 (claro que se confirmado) será, entre os três, aquele em que Muricy terá a maior parcela dos méritos. Por que era o mais improvável e o mais difícil de ser conquistado. O treinador sempre teve uma forte corrente de críticos entre os chamados cardeais (em última análise, os corneteiros do São Paulo) e uma parcela da torcida tricolor. Em 2008 essas críticas aumentaram muito em virtude dos fracassos do time até a reta final do Brasileiro. Muricy várias vezes disse que se sentia sozinho e quem bancava seu trabalho era o presidente do clube, Juvenal Juvêncio.
O São Paulo começou 2008 vítima da soberba que se abateu sobre o clube. Seus dirigentes passaram a achar que o time era uma casa de recuperação de jogadores e que qualquer caso não era perdido desde que caísse no CCT. Quebraram a cara com um monte de contratações equivocadas. Principalmente os micos Carlos Alberto e Fábio Santos. Some-se a eles nomes como Éder, Éder Luiz, Juninho, Joílson. Adriano foi a grande aposta. Dentro de campo, rendeu bem, embora tenha proporcionado uma série de problemas fora dele, a maioria habilmente contornada ou ocultada pelos dirigentes. Mas não foi decisivo como o São Paulo esperava. Não fez nada na segunda partida semifinal do Paulistão contra o Palmeiras e, embora tenha marcado no jogo em que o Fluminense eliminou o São Paulo da Libertadores, a bola da classificação esteve nos seus pés e ele a perdeu quando faltavam segundos para o fim do jogo, dando a chance para o gol decisivo do Flu. Não se trata de culpar Adriano, mas naquele jogo quem resolveu foi Washington.
Ali Muricy esteve com um pé fora do São Paulo. O projeto de hospital de craques ruins de cabeça dera errado e a culpa, pensavam muitos, era dele. O treinador que sempre pediu contratações mais criteriosas e reclamava do elenco limitado. O momento de maior atrito, segundo informações que obtive de bastidores, ocorreu quando o treinador foi contestado por alguns diretores quanto ao fato de não utlizar os jogadores do badalado centro de formação do clube. Muricy e a comissão técnica tentaram e não viram qualidade suficiente, o que irritou muitos cardeais. Juvenal Juvêncio, um raro caso de dirigente que gosta de futebol e vê futebol, fechou questão com o técnico, embora ele mesmo acreditasse que havia mais talento do que realmente existia na base.
Quando ficou 11 pontos atrás do Grêmio no Brasileiro, o São Paulo jogou a toalha. Mas simultaneamente a este ato simbólico, o time encontrara sua melhor forma. Ou tinha encaixado, como se diz no jargão do boleiro. Sempre criticado por escalar três zagueiros, Muricy aprimorou o forte sistema defensivo do time. Jogadores de fundamental importância que andavam apagados passaram a jogar bem, como Dagoberto, Borges e, principalmente, Jorge Wagner, que é o motor do time. Hernanes, acima da média, correspondeu no momento decisivo. A concorrência passou a fraquejar e a pipocar.
Outro diferencial do São Paulo ficou evidente. O time não é brilhante, longe disso. Mas perde pouco porque tem, individualmente, os melhores zagueiros e um dos melhores goleiros do Brasil. em 2007 o São Paulo perdeu apenas 7 jogos no Brasileiro. Em 2008 foram somente 5 derrotas até agora. Isso dá consistência e confiança ao time e ao treinador. Muricy trabalha como poucos a bola parada e é um treinador que joga para o resultado, não para agradar críticos e torcedores. Observa com precisão cirúrgica as necessidades do futebol atual, tem uma comissão técnica competente e ativa. O presidente do clube é boleirão, sabe a hora de agir nos bastidores, de falar, de calar. O São Paulo está pagando os melhores bichos dessa fase decisiva do campeonato. Dinheiro vivo, pago no vestiário.
Mas reafirmo minha tese de que esse é o título de Muricy mais do que qualquer outro. Talvez o destino esteja compensando a ele o título que a absurda anulação de 11 jogos ajudou a tirar em 2005. Muricy deve se tornar em breve o segundo treinador a conquistar três títulos consecutivos de um Campeonato Brasileiro. O primeiro a fazê-lo por um mesmo time. Anteriormente, o grande Rubens Minelli tinha sido campeão de 1975 a 1977, duas vezes com o Inter e uma com o São Paulo. Minelli é exatamente a grande inspiração de Muricy. Aparecerão muitos pais da criança são-paulina seis vezes campeã do Brasil. Mas a investigação de paternidade apontará para Muricy, sua comissão técnica e Juvenal Juvêncio. Eles pariram um time de jogadores que mostraram comprometimento e não fraquejaram quando o título se ofereceu a eles.
CORNETANDO O BLOGUEIRO
O bom do blog é poder receber todo tipo de mensagem, críticas, correções, elogios. Uma delas me pareceu especialmente interessante. Um blogueiro que não quis se identificar considerou pouco original e fora de propósito a frase que escrevi sobre Gustavo Nery, agora no Inter. Ironicamente, eu afirmei que Nery deveria ter o melhor empresário do mundo. O blogueiro não gostou e aqui está registrado. Mas sem querer desrespeitar o jogador e seu empresário, Gustavo Nery não joga nada há algum tempo e sempre consegue vaga em grandes times. Ou estou exagerando.
INTERNACIONAL FAZ JUS AO NOME
Enquanto alguns, equivocada e soberbamente, desprezam a Copa Sul-americana, lá vai o Inter rumo a mais uma decisão, reforçando seu nome no continente e divulgando-o mundo afora. Em caso de vitória colorada contra o Estudiantes, talves os times brasileiros passem a dar mais valor a esta competição, mesmo com todos os defeitos que ela possa ter.
sábado, novembro 22, 2008
EU DORMI, E NÃO VI
BRASIL X PORTUGAL
Não se trata do simples fato de o sono ter vencido a parada. Trata-se de um conceito, de um momento. É cada vez mais comum encontrar pessoas que adoram futebol e não viram um jogo da Seleção Brasileira simplesmente porque não quiseram ver ou tinham um outro compromisso que acharam mais importante. Não faz muito tempo e a Seleção era programa obrigatório para o torcedor de futebol, mesmo jogando de madrugada, contra qualquer adversário.
A questão é muito maior do que o Dunga ser ou não o técnico ideal, isso é café pequeno. A discussão passa pelo que representa hoje a Seleção Brasileira de futebol para o imaginário popular, para o inconsciente coletivo daquela parcela da população que tem esse esporte em alta conta. Não tenho dados científicos, pesquisas, apenas o método empírico da observação e da conversa com pessoas que dão valor considerável ao futebol.
Cada vez mais o gosto pelo esporte mais popular do país está centralizado na disputa entre clubes, nas rivalidades nacionais e regionais, nos duelos entre camisas tradicionais. A Seleção virou um assunto frio, distante, que desperta menos interesse apaixonado do que temas como a eleição presidencial nos Estados Unidos.
Houve um tempo em que se discutia horas a fio quem deveria ser convocado para a Seleção, se um jogador de um time grande do Rio ou de São Paulo. Se os jogadores que atuavam na Europa deveriam ser chamados. A Seleção tinha eco, ressonância, reverberava junto ao povo.
Como de bobo não tem nada, o povo já sacou que a Seleção hoje é um modelo de negócio, bolado para que contratos sejam feitos e renovados com valores maiores a cada ano. O jogador usa a Seleção como trampolim, um carimbo no passaporte para ter seu visto de entrada em um grande clube europeu aceito. É cada vez mais comum ouvir de atletas que o objetivo da vida é jogar na Europa. Deixou de ser um sonho jogar na Seleção. Talvez eles até pensem nisso enquanto cochilam, mas aquele sonho e sono profundo certamente não tem mais as cores verde e amarela como pano de fundo.
O resultado está aí. Estádios vazios em jogos que são pagamento de dívidas políticas e audiências baixas. A Seleção está fora de moda.
Em tempo: vi pela Internet os melhores momentos de Brasil x Portugal. Deve ter sido um bom jogo. Gols bonitos, lances legais. Mas ainda é pouco para fazer com que a Seleção volte a provocar a paixão do torcedor. Estava participando de um curso Master durante a semana em que a Seleção jogou. Identifiquei, em conversas, pelo menos uns cinco caras que não viram o jogo da Seleção, saíram, dormiram, e foram conferir os lances dias depois. O que parecia mais entusiasmado em ver o Brasil, ainda que pela TV, era um costarriquenho que participava do curso. Talvez para alguns povos irmão a Seleção ainda sustente uma aura de magia. Por aqui, a continuar nessa toada, perderá o encanto. E isso não é culpa do Dunga.
BRASIL X PORTUGAL
Não se trata do simples fato de o sono ter vencido a parada. Trata-se de um conceito, de um momento. É cada vez mais comum encontrar pessoas que adoram futebol e não viram um jogo da Seleção Brasileira simplesmente porque não quiseram ver ou tinham um outro compromisso que acharam mais importante. Não faz muito tempo e a Seleção era programa obrigatório para o torcedor de futebol, mesmo jogando de madrugada, contra qualquer adversário.
A questão é muito maior do que o Dunga ser ou não o técnico ideal, isso é café pequeno. A discussão passa pelo que representa hoje a Seleção Brasileira de futebol para o imaginário popular, para o inconsciente coletivo daquela parcela da população que tem esse esporte em alta conta. Não tenho dados científicos, pesquisas, apenas o método empírico da observação e da conversa com pessoas que dão valor considerável ao futebol.
Cada vez mais o gosto pelo esporte mais popular do país está centralizado na disputa entre clubes, nas rivalidades nacionais e regionais, nos duelos entre camisas tradicionais. A Seleção virou um assunto frio, distante, que desperta menos interesse apaixonado do que temas como a eleição presidencial nos Estados Unidos.
Houve um tempo em que se discutia horas a fio quem deveria ser convocado para a Seleção, se um jogador de um time grande do Rio ou de São Paulo. Se os jogadores que atuavam na Europa deveriam ser chamados. A Seleção tinha eco, ressonância, reverberava junto ao povo.
Como de bobo não tem nada, o povo já sacou que a Seleção hoje é um modelo de negócio, bolado para que contratos sejam feitos e renovados com valores maiores a cada ano. O jogador usa a Seleção como trampolim, um carimbo no passaporte para ter seu visto de entrada em um grande clube europeu aceito. É cada vez mais comum ouvir de atletas que o objetivo da vida é jogar na Europa. Deixou de ser um sonho jogar na Seleção. Talvez eles até pensem nisso enquanto cochilam, mas aquele sonho e sono profundo certamente não tem mais as cores verde e amarela como pano de fundo.
O resultado está aí. Estádios vazios em jogos que são pagamento de dívidas políticas e audiências baixas. A Seleção está fora de moda.
Em tempo: vi pela Internet os melhores momentos de Brasil x Portugal. Deve ter sido um bom jogo. Gols bonitos, lances legais. Mas ainda é pouco para fazer com que a Seleção volte a provocar a paixão do torcedor. Estava participando de um curso Master durante a semana em que a Seleção jogou. Identifiquei, em conversas, pelo menos uns cinco caras que não viram o jogo da Seleção, saíram, dormiram, e foram conferir os lances dias depois. O que parecia mais entusiasmado em ver o Brasil, ainda que pela TV, era um costarriquenho que participava do curso. Talvez para alguns povos irmão a Seleção ainda sustente uma aura de magia. Por aqui, a continuar nessa toada, perderá o encanto. E isso não é culpa do Dunga.
quinta-feira, novembro 20, 2008
GOLAÇO DE TRIVELA
Terça-feira tive o prazer de participar, como convidado, da festa de dez anos da revista Trivela. Uma grande honra, dada a qualidade da revista e também dos convidados para um bate-papo sobre futebol. Estavam lá Lédio Carmona, Juca Kfouri, Mauro Cézar Pereira e todo o time da revista, como Ubiratan Leal, Caio Maia, Luciana Zambuzi.
Todo jornalista esportivo tem ou teve o sonho de fazer uma revista no Brasil que tivesse o padrão de qualidade de um El Gráfico, uma Dón Balón, France Football. A molecada atrevida e competente da Trivela chegou lá. São dez anos e um jornalismo de grande qualidade. Golaço! E de Trivela!!!
Terça-feira tive o prazer de participar, como convidado, da festa de dez anos da revista Trivela. Uma grande honra, dada a qualidade da revista e também dos convidados para um bate-papo sobre futebol. Estavam lá Lédio Carmona, Juca Kfouri, Mauro Cézar Pereira e todo o time da revista, como Ubiratan Leal, Caio Maia, Luciana Zambuzi.
Todo jornalista esportivo tem ou teve o sonho de fazer uma revista no Brasil que tivesse o padrão de qualidade de um El Gráfico, uma Dón Balón, France Football. A molecada atrevida e competente da Trivela chegou lá. São dez anos e um jornalismo de grande qualidade. Golaço! E de Trivela!!!
segunda-feira, novembro 17, 2008

CORINTHIANS VOLTOU.
PELAS LENTES DE
DANIEL AUGUSTO JR.
Vem aí um livro imperdível para os torcedores do Corinthians. Conta a história do retorno do time à Série A do Brasileiro, com textos de corintianos ilustres e as imagens do fotógrafo Daniel Augusto Jr. Daniel é um dos bons parceiros que tive na atividade jornalística. No Jornalismo impresso é fundamental que a dupla de repórter e repórter fotográfico seja sempre entrosada. Daniel é daqueles repórteres fotográficos na melhor definição do termo, tem faro de notícia, trabalha sempre no limite. Fora isso, é da Grande Bariri, o que dispensa comentários.
Vale conferir o livro, que mostra tudo que aconteceu nos batidores, treinos, concentrações, viagens e jogos, desde o Campeonato Paulista, passando pela grande desilusão da Copa do Brasil, e termina em 29/11, no jogo contra o América/RN.
O lançamento srá apenas em dezembro, mas as encomendas já podem ser feitas pelo site do Corinthians.
FRASES QUE AJUDAM A CONTAR
A HISTÓRIA DO BRASILEIRÃO
Quem pouco erra, pouco perde e muito ganha. É a cara do São Paulo de Muricy Ramalho e dos melhores zagueiros do País.
Essa defesa não tem defesa. Nada resume melhor os zagueiros do Palmeiras.
Perguntar não ofende: será que Luxemburgo continua achando normal ajudar escola de samba de torcida uniformizada?
Como pode um peixe vivo viver fora da água fria? É a música do Cruzeiro/2008, que é um peixe fora d´água quando sai de Minas.
Gustavo Nery tem o melhor empresário da história do futebol.
Não se duvida do Grêmio. Para quem ganhou a batalha dos aflitos, dois pontos não são nada.
A Série B do Brasileiro poderia mudar de nome para Série P, de Paulistas.
Esta semana vai ser difício passar pelo blog. Estou cursando um mestrado. Espero voltar com mais freqüência na próxima semana.
A HISTÓRIA DO BRASILEIRÃO
Quem pouco erra, pouco perde e muito ganha. É a cara do São Paulo de Muricy Ramalho e dos melhores zagueiros do País.
Essa defesa não tem defesa. Nada resume melhor os zagueiros do Palmeiras.
Perguntar não ofende: será que Luxemburgo continua achando normal ajudar escola de samba de torcida uniformizada?
Como pode um peixe vivo viver fora da água fria? É a música do Cruzeiro/2008, que é um peixe fora d´água quando sai de Minas.
Gustavo Nery tem o melhor empresário da história do futebol.
Não se duvida do Grêmio. Para quem ganhou a batalha dos aflitos, dois pontos não são nada.
A Série B do Brasileiro poderia mudar de nome para Série P, de Paulistas.
Esta semana vai ser difício passar pelo blog. Estou cursando um mestrado. Espero voltar com mais freqüência na próxima semana.
quinta-feira, novembro 13, 2008
A VERSÃO OFICIAL SOBRE O QUE
ACONTECE COM A LIBERTADORES
E COM A COPA SUL-AMERICANA
Como sempre, rola muita especulação, muita ilação sobre a possibilidade de o campeão da Copa Sul-Americana de 2008 ter vaga na Libertadores de 2009. Informação segura e de credibilidade poucos têm. Um deles é Telmo Zanini, grande amigo, jornalista dos bons, que sempre está por dentro de regulamentos e desdobramentos.
O que acontece é o seguinte: a Federação Peruana tem um problema na eleição de seu presidente, questão política. Por isso, o atual mandatário foi indicado pelo Ministério dos Esportes. O que a Fifa não aceita. A Fifa deu até o dia 21 para o Peru resolver a situação. Se não houver solução satisfatória para a Fifa, o Peru estará suspenso de todas as competições supervisionadas pela entidade. O sorteio da Libertadores 2009 será no dia 24 e, se a questão não for resolvida, as três vagas para equipes peruanas precisarão ser redistribuídas.
Especula-se (vejam bem, ainda especula-se) sobre as possibilidades de distribuição dessas vagas por parte da Conmebol. Pode ser usado o ranking da entidade, que também pode convidar campeões históricos ou, então, dar uma vaga para o campeão da Sul-Americana.
Isso é o que existe até agora. De concreto a possiblidade de suspensão do Peru, e de possibilidade, o convite para três equipes.
ACONTECE COM A LIBERTADORES
E COM A COPA SUL-AMERICANA
Como sempre, rola muita especulação, muita ilação sobre a possibilidade de o campeão da Copa Sul-Americana de 2008 ter vaga na Libertadores de 2009. Informação segura e de credibilidade poucos têm. Um deles é Telmo Zanini, grande amigo, jornalista dos bons, que sempre está por dentro de regulamentos e desdobramentos.
O que acontece é o seguinte: a Federação Peruana tem um problema na eleição de seu presidente, questão política. Por isso, o atual mandatário foi indicado pelo Ministério dos Esportes. O que a Fifa não aceita. A Fifa deu até o dia 21 para o Peru resolver a situação. Se não houver solução satisfatória para a Fifa, o Peru estará suspenso de todas as competições supervisionadas pela entidade. O sorteio da Libertadores 2009 será no dia 24 e, se a questão não for resolvida, as três vagas para equipes peruanas precisarão ser redistribuídas.
Especula-se (vejam bem, ainda especula-se) sobre as possibilidades de distribuição dessas vagas por parte da Conmebol. Pode ser usado o ranking da entidade, que também pode convidar campeões históricos ou, então, dar uma vaga para o campeão da Sul-Americana.
Isso é o que existe até agora. De concreto a possiblidade de suspensão do Peru, e de possibilidade, o convite para três equipes.
terça-feira, novembro 11, 2008
SELEÇÃO DO CAMPEONATO
Todo fim de ano rola essa pesquisa da CBF para a formação da Seleção do Brasileiro. Já enviei meus votos e faço aqui uma revelação, mas com uma ou outra mudança dadas algumas alterações em desempenho nessa reta final do campeonato.
Também respondo a algumas mensagens dos amigos que sempre dão o prazer da visita.
Sobre o que escrevi a respeito da atuação da diretoria do São Paulo e a do Muricy, são opiniões e todas merecem crédito e respeito. Mas reitero que o Muricy consertou um ano de decisões infelizes dos dirigentes do São Paulo, que contrataram mal e venderam a idéia, que parte da mídia compra, de que fazem tudo certo. O maior acerto, comprovado agora, é a manutenção de Muricy. Que é obra do presidente do clube, porque muita gente na diretoria e no conselho queria a cabeça do treinador. E as cabeças que contrataram tantos jogadores em 2008 que sequem no banco têm ficado? É meu ponto de vista.
Sobre o amigo anônimo que não gostou de eu ter escrito pipocar, é um direito dele, mas acho que a palavra é muito usada no futebol, tem vários sinônimos, como amarelar, e faz parte do cotidiano do esporte, tanto que a boleirada a usa, assim como os torcedores. Mas, como disse, é um direito seu não gostar.
Segue a seleção:
Goleiro: Victor (Grêmio)
Lateral direito: Léo Moura (Flamengo)
Zagueiro 1: André Dias (São Paulo)
Zagueiro 2: Miranda (São Paulo)
Lateral esquerdo: Juan (Flamengo)
Volante 1: Hernanes (São Paulo)
Volante 2: Ramires (Cruzeiro)
Meia 1: Diego Souza (Palmeiras)
Meia 2: Alex (Inter)
Atacante 1: Guilherme (Cruzeiro)
Atacante 2: Kléber Pereira (Santos)
Técnico: Muricy (São Paulo)
Todo fim de ano rola essa pesquisa da CBF para a formação da Seleção do Brasileiro. Já enviei meus votos e faço aqui uma revelação, mas com uma ou outra mudança dadas algumas alterações em desempenho nessa reta final do campeonato.
Também respondo a algumas mensagens dos amigos que sempre dão o prazer da visita.
Sobre o que escrevi a respeito da atuação da diretoria do São Paulo e a do Muricy, são opiniões e todas merecem crédito e respeito. Mas reitero que o Muricy consertou um ano de decisões infelizes dos dirigentes do São Paulo, que contrataram mal e venderam a idéia, que parte da mídia compra, de que fazem tudo certo. O maior acerto, comprovado agora, é a manutenção de Muricy. Que é obra do presidente do clube, porque muita gente na diretoria e no conselho queria a cabeça do treinador. E as cabeças que contrataram tantos jogadores em 2008 que sequem no banco têm ficado? É meu ponto de vista.
Sobre o amigo anônimo que não gostou de eu ter escrito pipocar, é um direito dele, mas acho que a palavra é muito usada no futebol, tem vários sinônimos, como amarelar, e faz parte do cotidiano do esporte, tanto que a boleirada a usa, assim como os torcedores. Mas, como disse, é um direito seu não gostar.
Segue a seleção:
Goleiro: Victor (Grêmio)
Lateral direito: Léo Moura (Flamengo)
Zagueiro 1: André Dias (São Paulo)
Zagueiro 2: Miranda (São Paulo)
Lateral esquerdo: Juan (Flamengo)
Volante 1: Hernanes (São Paulo)
Volante 2: Ramires (Cruzeiro)
Meia 1: Diego Souza (Palmeiras)
Meia 2: Alex (Inter)
Atacante 1: Guilherme (Cruzeiro)
Atacante 2: Kléber Pereira (Santos)
Técnico: Muricy (São Paulo)
segunda-feira, novembro 10, 2008
SÃO PAULO AVANÇA.
PALMEIRAS PIPOCA.
GRÊMIO RESSURGE.
CRUZEIRO ESPREITA.
FLAMENGO SONHA.
FAÇAM SUAS APOSTAS
São Paulo avança. Grande jogo entre Lusa e São Paulo. Fala-se em sorte de campeão. Sorte, sim, naquela bola do Edno na trave. Competência muito mais. O São Paulo joga no erro dos adversários, que erram muito mais do que ele. Ponto, de novo, para Muricy e sua ótima comissão técnica, que consertaram todos os desastres feitos pelos dirigentes marqueteiros do Tricolor em 2008. Adriano, Fábio Santos, Juninho, Joílson, Éder Luís, Éder. Nada disso. Muricy foi buscar um time com o que ele mesmo tinha desde 2007, literalmente, a raspa do tacho. Recuperou Hugo, que os diretores queriam mandar embora. O time se sustenta nos zagueiros, que são individualmente ótimos, e compensam um meio-campo mambembe, onde brilha solitariamente Hernanes. Quando pinta uma chance, Dagoberto e Borges têm sido fatais. Só perde o título se bobear contra Figueirense, Fluminense e Goiás, ainda que corra o risco de perder para o Vasco fora de casa.
Palmeiras pipoca. Nem tanto contra o Grêmio, quando também pipocou, o Palmeiras fraquejou mesmo contra Náutico e Figueirense. Naquele momento o Brasileirão se ofereceu ao Alviverde, que recusou a proposta. Luxemburgo parece mais preocupado em autopromoção do que em fazer o que realmente sabe fazer: treinar um time. As falhas da zaga são gritantes e nunca foram corrigidas. O gol sofrido diante do Grêmio é um xerox do primeiro do Fluminense nos 3 a 0 do Maracanã. O time é forjado nas laterais, e seus laterais sumiram dos jogos decisivos, literalmente se escondem quando o jogo aperta. Principalmente Elder Granja. Isso estoura em Alex Mineiro, que parou de fazer gols. Marcos não confia na zaga reticente e não se conforma com a apatia do time. Fora isso, Luxemburgo, em má fase, aposta em alguns jogadores que entram e não acontece nada, como Lenny, Maicossuel e Evandro. Ao mesmo tempo em que sustenta uma tênue chance de título, até a Libertadores corre perigo.
Grêmio ressurge. O Tricolor gaúcho é, tecnicamente, o time mais fraco entre os cinco postulantes ao título. Mas talvez seja o que saiba tirar mais dessa limitação. Joga fisicamente, faz muitas faltas, explora a bola aérea e marca forte. Teve mais espírito de decisão que o Palmeiras e, mesmo desfigurado, poderia ter vencido o jogo em qualquer momento, e não apenas com o gol meio sem querer. Com apenas dois pontos de diferença para o São Paulo e uma vitória a mais, sendo o time que mais tempo liderou o campeonato, o Grêmio está, sim, muito vivo na briga. Com a volta dos principais jogadores, pode arrancar no final. O problema é a defesa que, mesmo alta, é vulnerável, principalmente contra atacantes técnicos e rápidos.
Cruzeiro espreita. A Raposa está ali, à espreita, de olho, preparando um ataque ao galinheiro. Time que joga o futebol mais agradável do Brasileiro, o Cruzeiro é, também, o que mais venceu, o que prova sua qualidade técnica. Mas falta equilíbrio fora de casa, para buscar alguns pontos preciosos que estão fazendo falta na reta final. Tem um craque em versão Beta, Guilherme, e mais dois jogadores acima da média: Ramires e Vágner. Um vacilo de São Paulo e de Grêmio, dependendo da configuração da tabela no dia, e o time do Adílson Batista pode chegar. Também esbarra numa defesa reticente e nos altos e baixo do goleiro Fábio.
Flamengo sonha. A vitória sobre o Botafogo manteve vivas as poucas chances de título do Flamengo. Assim como o Palmeiras, o Rubro-negro pipocou quando o campeonato se abriu todo para ele. Caio Júnior ainda não tem a confiança necessária para ousar em momentos em que é preciso. Fora isso, leva tudo muito na tática, acha que há sempre uma explicação na prancheta, quando muitas vezes falta é compromisso e seriedade. Como todo time de massa, o Flamengo é bipolar. Exagera quando está em boa fase, entra no clima de festa, e vai à depressão quando perde. Mas tem boas possibilidades de chegar à Libertadores e ainda pega o Cruzeiro em confronto direto.
PALMEIRAS PIPOCA.
GRÊMIO RESSURGE.
CRUZEIRO ESPREITA.
FLAMENGO SONHA.
FAÇAM SUAS APOSTAS
São Paulo avança. Grande jogo entre Lusa e São Paulo. Fala-se em sorte de campeão. Sorte, sim, naquela bola do Edno na trave. Competência muito mais. O São Paulo joga no erro dos adversários, que erram muito mais do que ele. Ponto, de novo, para Muricy e sua ótima comissão técnica, que consertaram todos os desastres feitos pelos dirigentes marqueteiros do Tricolor em 2008. Adriano, Fábio Santos, Juninho, Joílson, Éder Luís, Éder. Nada disso. Muricy foi buscar um time com o que ele mesmo tinha desde 2007, literalmente, a raspa do tacho. Recuperou Hugo, que os diretores queriam mandar embora. O time se sustenta nos zagueiros, que são individualmente ótimos, e compensam um meio-campo mambembe, onde brilha solitariamente Hernanes. Quando pinta uma chance, Dagoberto e Borges têm sido fatais. Só perde o título se bobear contra Figueirense, Fluminense e Goiás, ainda que corra o risco de perder para o Vasco fora de casa.
Palmeiras pipoca. Nem tanto contra o Grêmio, quando também pipocou, o Palmeiras fraquejou mesmo contra Náutico e Figueirense. Naquele momento o Brasileirão se ofereceu ao Alviverde, que recusou a proposta. Luxemburgo parece mais preocupado em autopromoção do que em fazer o que realmente sabe fazer: treinar um time. As falhas da zaga são gritantes e nunca foram corrigidas. O gol sofrido diante do Grêmio é um xerox do primeiro do Fluminense nos 3 a 0 do Maracanã. O time é forjado nas laterais, e seus laterais sumiram dos jogos decisivos, literalmente se escondem quando o jogo aperta. Principalmente Elder Granja. Isso estoura em Alex Mineiro, que parou de fazer gols. Marcos não confia na zaga reticente e não se conforma com a apatia do time. Fora isso, Luxemburgo, em má fase, aposta em alguns jogadores que entram e não acontece nada, como Lenny, Maicossuel e Evandro. Ao mesmo tempo em que sustenta uma tênue chance de título, até a Libertadores corre perigo.
Grêmio ressurge. O Tricolor gaúcho é, tecnicamente, o time mais fraco entre os cinco postulantes ao título. Mas talvez seja o que saiba tirar mais dessa limitação. Joga fisicamente, faz muitas faltas, explora a bola aérea e marca forte. Teve mais espírito de decisão que o Palmeiras e, mesmo desfigurado, poderia ter vencido o jogo em qualquer momento, e não apenas com o gol meio sem querer. Com apenas dois pontos de diferença para o São Paulo e uma vitória a mais, sendo o time que mais tempo liderou o campeonato, o Grêmio está, sim, muito vivo na briga. Com a volta dos principais jogadores, pode arrancar no final. O problema é a defesa que, mesmo alta, é vulnerável, principalmente contra atacantes técnicos e rápidos.
Cruzeiro espreita. A Raposa está ali, à espreita, de olho, preparando um ataque ao galinheiro. Time que joga o futebol mais agradável do Brasileiro, o Cruzeiro é, também, o que mais venceu, o que prova sua qualidade técnica. Mas falta equilíbrio fora de casa, para buscar alguns pontos preciosos que estão fazendo falta na reta final. Tem um craque em versão Beta, Guilherme, e mais dois jogadores acima da média: Ramires e Vágner. Um vacilo de São Paulo e de Grêmio, dependendo da configuração da tabela no dia, e o time do Adílson Batista pode chegar. Também esbarra numa defesa reticente e nos altos e baixo do goleiro Fábio.
Flamengo sonha. A vitória sobre o Botafogo manteve vivas as poucas chances de título do Flamengo. Assim como o Palmeiras, o Rubro-negro pipocou quando o campeonato se abriu todo para ele. Caio Júnior ainda não tem a confiança necessária para ousar em momentos em que é preciso. Fora isso, leva tudo muito na tática, acha que há sempre uma explicação na prancheta, quando muitas vezes falta é compromisso e seriedade. Como todo time de massa, o Flamengo é bipolar. Exagera quando está em boa fase, entra no clima de festa, e vai à depressão quando perde. Mas tem boas possibilidades de chegar à Libertadores e ainda pega o Cruzeiro em confronto direto.
quinta-feira, novembro 06, 2008

TOQUINHO E RIVA JUNTOS,NO
ENCONTROS PARA A HISTÓRIA
Nesta sexta-feira, 7 de novembro, a partir das dez e meia da noite, o SporTV tem um programaço para quem gosta de música, futebol e boas histórias. O programa Encontros Para a História, brilhantemente capitaneado pelos amigos Lúcio de Castro e Victorino Chermont, reuniu o craque da bola Roberto Rivellino e o craque da música Toquinho.
Tive o prazer de participar da gravação do programa, ao lado do Caio Ribeiro e dos apresentadores, e posso assegurar: vale acompanhar. Entre outras coisas, deixo dois aperitivos: Riva fala de suas origens palmeirenses, e Toquinho esmirilha ao violão alguns de seus grandes sucessos e a canção que fez para o Corinthians.
quarta-feira, novembro 05, 2008
A HISTÓRIA E BARACK OBAMA
Uma coisa é a História que aprendemos nos livros, anos, séculos depois de ela ter ocorrido de fato. Outra coisa é ver a História acontecendo ao vivo, online, qualquer que seja o termo atual para isso. Alguns aspectos dessa História sendo feita eu jamais esquecerei. Como o instante em que Antonio Brito anunciou a morte de Tancredo Neves e a colher ficou ali, pousada no prato de sopa, sem saber para onde ir. Ou quando, atônito, me dirigia para a Rádio Bandeirantes, e ouvi a notícia de que um segundo avião se chocara contra as Torres Gêmeas em Nova Iorque. Que dizer da queda do Muro de Berlim, desenhando um novo mundo?
Ontem foi a vez de Barack Obama. Um dos significados desses dois nomes é algo como "raio abençoado". O impacto da eleição de Obama será sentido por centenas de anos, talvez como a chegada de Nelson Mandela ao poder na África do Sul. Basta lembrar que há pouco mais de 40 anos, na nação mais rica do planeta, negros não podiam, sequer, sentar perto de brancos em ônibus, frequentar as mesmas escolas. Isso sem falar em diversas outras atrocidades. Os americanos e sua democracia esquisita têm milhões de defeitos. Mas possuem virtudes que tornam possível, por exemplo, a chegada de Obama ao poder. Assim como a ainda infantil democracia brasileira possibilitou que um torneiro mecânico nordestino chegasse e se reelegesse presidente. Isso prova que o ser humano evolui. Lula pode ser um bom presidente para alguns, ruim para outros. O fato é que ele chegou lá quando tudo conspirava para que isso jamais acontecesse. Vale o mesmo para Obama. Se ele será ou não um bom presidente, saberemos em breve, mas o fato relevante é que ele agora é presidente dos Estados Unidos.
E nossa geração viu tudo isso acontecer. Imagine os americanos que eram crianças nos terríveis primeiros anos da década de 1960 e viam seus pais serem humilhados em pontos de ônibus, trens, escolas, nas ruas? Coloque-se no lugar de um desses americanos que estava ontem no Grant Park, na linda Chicago? Tente imaginar a alegria, o sentimento de alívio, a lembrança dos que sofreram antes dele para que esse dia finalmente chegasse? Dos seus antepassados escravos que lutaram pela independência do país que, depois, negava a seus filhos e netos o simples direito de cidadania.
Fica uma grande lição para o Brasil, País que celebra a miscigenação enquanto empurra pra debaixo do tapete um racismo que enquanto disfarçado ainda é vivo, cruel e presente.
Deixo aqui o vídeo do anúncio da vitória de Obama. A qualidade do texto e a precisão do âncora da NBC são cortantes. Ele é genial ao evitar a síndrome de âncora brasileiro, que teima em falar quando a imagem diz tudo. Em certo momento, ele volta e diz apenas: "ainda estamos aqui, como vocês, assistindo a tudo isso junto de vocês". Repare nos abraços e no choro de americanos de várias raças e, principalmente, nos "afro-americanos", como pedem os dias de hoje. Ali há alívio, esperança, não há traços de ódio ou de vingança. Como cita o comentarista da NBC, que cita "as sombras do nosso passado racista".
Os tempos são bicudos, mas os tempos também são de esperança. Boa sorte, Obama.
Uma coisa é a História que aprendemos nos livros, anos, séculos depois de ela ter ocorrido de fato. Outra coisa é ver a História acontecendo ao vivo, online, qualquer que seja o termo atual para isso. Alguns aspectos dessa História sendo feita eu jamais esquecerei. Como o instante em que Antonio Brito anunciou a morte de Tancredo Neves e a colher ficou ali, pousada no prato de sopa, sem saber para onde ir. Ou quando, atônito, me dirigia para a Rádio Bandeirantes, e ouvi a notícia de que um segundo avião se chocara contra as Torres Gêmeas em Nova Iorque. Que dizer da queda do Muro de Berlim, desenhando um novo mundo?
Ontem foi a vez de Barack Obama. Um dos significados desses dois nomes é algo como "raio abençoado". O impacto da eleição de Obama será sentido por centenas de anos, talvez como a chegada de Nelson Mandela ao poder na África do Sul. Basta lembrar que há pouco mais de 40 anos, na nação mais rica do planeta, negros não podiam, sequer, sentar perto de brancos em ônibus, frequentar as mesmas escolas. Isso sem falar em diversas outras atrocidades. Os americanos e sua democracia esquisita têm milhões de defeitos. Mas possuem virtudes que tornam possível, por exemplo, a chegada de Obama ao poder. Assim como a ainda infantil democracia brasileira possibilitou que um torneiro mecânico nordestino chegasse e se reelegesse presidente. Isso prova que o ser humano evolui. Lula pode ser um bom presidente para alguns, ruim para outros. O fato é que ele chegou lá quando tudo conspirava para que isso jamais acontecesse. Vale o mesmo para Obama. Se ele será ou não um bom presidente, saberemos em breve, mas o fato relevante é que ele agora é presidente dos Estados Unidos.
E nossa geração viu tudo isso acontecer. Imagine os americanos que eram crianças nos terríveis primeiros anos da década de 1960 e viam seus pais serem humilhados em pontos de ônibus, trens, escolas, nas ruas? Coloque-se no lugar de um desses americanos que estava ontem no Grant Park, na linda Chicago? Tente imaginar a alegria, o sentimento de alívio, a lembrança dos que sofreram antes dele para que esse dia finalmente chegasse? Dos seus antepassados escravos que lutaram pela independência do país que, depois, negava a seus filhos e netos o simples direito de cidadania.
Fica uma grande lição para o Brasil, País que celebra a miscigenação enquanto empurra pra debaixo do tapete um racismo que enquanto disfarçado ainda é vivo, cruel e presente.
Deixo aqui o vídeo do anúncio da vitória de Obama. A qualidade do texto e a precisão do âncora da NBC são cortantes. Ele é genial ao evitar a síndrome de âncora brasileiro, que teima em falar quando a imagem diz tudo. Em certo momento, ele volta e diz apenas: "ainda estamos aqui, como vocês, assistindo a tudo isso junto de vocês". Repare nos abraços e no choro de americanos de várias raças e, principalmente, nos "afro-americanos", como pedem os dias de hoje. Ali há alívio, esperança, não há traços de ódio ou de vingança. Como cita o comentarista da NBC, que cita "as sombras do nosso passado racista".
Os tempos são bicudos, mas os tempos também são de esperança. Boa sorte, Obama.
terça-feira, novembro 04, 2008
OLHO NELE: TIAGO LEIFERT.
Um dos grandes baratos da atividade jornalística é tentar identificar e, por vezes, conseguir, gente que está mostrando muito talento, capacidade e consegue seu espaço trabalhando sério, sem atropelar ou passar rasteira em ninguém. Falei há alguns posts do amigo e comentarista Lédio Carmona. Agora falo, felizmente, de outro amigo, o repórter Tiago Leifert, que tal qual um foguete passou da estréia no SporTV para o merecido espaço na Tv Globo.
Tiago tem a rara qualidade do raciocínio rápido, fundamental num bom repórter, e alia a isso outra virtude: não tem medo de perguntar.
Fora isso, tem um bom humor espetacular, é bom imitador e está sempre antenado nas coisas que rolam pelo mundo. Como foi apresentador nos tempos de TV Vanguarda, tem aquela ginga de âncora, que o faz sair com categoria até das situações mais cabeludas. Olho nele, que esse vai longe.
De quebra, uma pitada do blog da figura: http://leifert.blogspot.com
do
Um dos grandes baratos da atividade jornalística é tentar identificar e, por vezes, conseguir, gente que está mostrando muito talento, capacidade e consegue seu espaço trabalhando sério, sem atropelar ou passar rasteira em ninguém. Falei há alguns posts do amigo e comentarista Lédio Carmona. Agora falo, felizmente, de outro amigo, o repórter Tiago Leifert, que tal qual um foguete passou da estréia no SporTV para o merecido espaço na Tv Globo.
Tiago tem a rara qualidade do raciocínio rápido, fundamental num bom repórter, e alia a isso outra virtude: não tem medo de perguntar.
Fora isso, tem um bom humor espetacular, é bom imitador e está sempre antenado nas coisas que rolam pelo mundo. Como foi apresentador nos tempos de TV Vanguarda, tem aquela ginga de âncora, que o faz sair com categoria até das situações mais cabeludas. Olho nele, que esse vai longe.
De quebra, uma pitada do blog da figura: http://leifert.blogspot.com
do
segunda-feira, novembro 03, 2008
DOMINGÃO PARA PROVAR:
ESPORTE É ESPETACULAR
Que negócio maluco - e espetacular - que é o esporte. O domingão foi sensacional, daqueles que as pessoas lembrarão por muito tempo. Tipo aquele lance de contar uma história qualquer e citar que foi no domingo em que o Massa perdeu o título na última curva e que o Brasileirão embolou de vez na reta final.
Não sou exatamente um fã de automobilismo, embora já tenha participado da cobertura de muitos GPs. Agora, a corrida de ontem não seria imaginada nem por uma mistura de Walt Disney com Steven Spielberg, com pitadas de Monteiro Lobato. Foi de parar o País em frente à TV - e boa parte do mundo.
A frustração do resultado final pode ser, parcialmente, compensada pela consolidação de Felipe Massa como piloto capaz de capturar a atenção do público brasileiro. Talvez não seja uma Fórmula 1 polarizada entre Hamilton e Massa, porque Vettel e Alonso são muito bons. Mas que haverá bons motivos para acompanhar as corridas e torcer de verdade, isso sim.
Para finalizar o domingo, uma grande rodada do Campeonato Brasileiro. Daquelas que soltam faísca. Jogaço entre Santos e Palmeiras na Vila Belmiro. A vitória deixa o time palmeirense vivo na competição. Logo depois do clássico, o São Paulo mostrou autoridade na vitória incontestável sobre o Internacional e assumiu a liderança pela primeira vez. Cedo para dizer, mas dá pinta de que São Paulo e Palmeiras vão brigar pela taça. Tudo porque conseguiram vencer fora de casa, coisa rada nesse campeonato. O Grêmio segue fraquejando na hora decisiva, assim como o Flamengo. O Cruzeiro fora de casa não consegue o que São Paulo e Palmeiras já fizeram.
Mas há tanto equilíbrio que tudo pode mudar na próxima semana. Mas a decisão do título passa por dois jogos: Portuguesa x São Paulo e Palmeiras x Grêmio.
ESPORTE É ESPETACULAR
Que negócio maluco - e espetacular - que é o esporte. O domingão foi sensacional, daqueles que as pessoas lembrarão por muito tempo. Tipo aquele lance de contar uma história qualquer e citar que foi no domingo em que o Massa perdeu o título na última curva e que o Brasileirão embolou de vez na reta final.
Não sou exatamente um fã de automobilismo, embora já tenha participado da cobertura de muitos GPs. Agora, a corrida de ontem não seria imaginada nem por uma mistura de Walt Disney com Steven Spielberg, com pitadas de Monteiro Lobato. Foi de parar o País em frente à TV - e boa parte do mundo.
A frustração do resultado final pode ser, parcialmente, compensada pela consolidação de Felipe Massa como piloto capaz de capturar a atenção do público brasileiro. Talvez não seja uma Fórmula 1 polarizada entre Hamilton e Massa, porque Vettel e Alonso são muito bons. Mas que haverá bons motivos para acompanhar as corridas e torcer de verdade, isso sim.
Para finalizar o domingo, uma grande rodada do Campeonato Brasileiro. Daquelas que soltam faísca. Jogaço entre Santos e Palmeiras na Vila Belmiro. A vitória deixa o time palmeirense vivo na competição. Logo depois do clássico, o São Paulo mostrou autoridade na vitória incontestável sobre o Internacional e assumiu a liderança pela primeira vez. Cedo para dizer, mas dá pinta de que São Paulo e Palmeiras vão brigar pela taça. Tudo porque conseguiram vencer fora de casa, coisa rada nesse campeonato. O Grêmio segue fraquejando na hora decisiva, assim como o Flamengo. O Cruzeiro fora de casa não consegue o que São Paulo e Palmeiras já fizeram.
Mas há tanto equilíbrio que tudo pode mudar na próxima semana. Mas a decisão do título passa por dois jogos: Portuguesa x São Paulo e Palmeiras x Grêmio.
sexta-feira, outubro 31, 2008
TROFÉU FORD/ACEESP
ENTRA EM NOVA FASE
Esse post não se trata de campanha por votos. Não faria isso, não faz parte da minha maneira de ver as coisas. Mas serve para divulgar uma iniciativa interessante da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo), entidade que vem se renovando e se reciclando nos últimos anos, nas administrações de Paulo Cézar Correa e, agora, Ricardo Capriotti.
Todos os anos existe a votação do Troféu Ford/Aceesp, que era restrita aos sócios da entidade. Agora a votação passa a ser aberta, via internet, com novas categorias. Serve, também, para avaliar o que o público pensa da categoria da qual, orgulhosamente, faço parte, a de cronista esportiva. Acesse o site da Aceesp e exerça seu direito de leitor, ouvinte, internauta e telespectador.
ENTRA EM NOVA FASE
Esse post não se trata de campanha por votos. Não faria isso, não faz parte da minha maneira de ver as coisas. Mas serve para divulgar uma iniciativa interessante da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo), entidade que vem se renovando e se reciclando nos últimos anos, nas administrações de Paulo Cézar Correa e, agora, Ricardo Capriotti.
Todos os anos existe a votação do Troféu Ford/Aceesp, que era restrita aos sócios da entidade. Agora a votação passa a ser aberta, via internet, com novas categorias. Serve, também, para avaliar o que o público pensa da categoria da qual, orgulhosamente, faço parte, a de cronista esportiva. Acesse o site da Aceesp e exerça seu direito de leitor, ouvinte, internauta e telespectador.
A VOLTA DA BOA
-E VELHA - MTV
A Internet é mesmo uma maravilha. Graças à grande rede a boa -e velha - MTV está de volta. Desde que deixou de mostrar clipes e pequenos jornais musicais, a MTV virou - para mim - uma chatice só. Metida a genial, revolucionária, com programas que são um acinte à inteligência e um ataque suicida contra os neurônios. Exceto coisas legais como o Rock Gol, Hermes e Renato, a atual MTV se salva pela comunicação visual e olhe lá. O resto é programa pra quem faz o tico e o teco dormirem em quartos separados do cérebro.
Mas graças aos deuses do www está de volta a clássica MTV, aquela dos clipes. Basta acessar o site http://www.mtvmusic.com/ e conferir pérolas de todas as épocas do videoclipe e lembrar como era bom o temo em que esta emissora não se dedicava a práticas narciso-onanistas de alguns apresentadores e modeletes.
-E VELHA - MTV
A Internet é mesmo uma maravilha. Graças à grande rede a boa -e velha - MTV está de volta. Desde que deixou de mostrar clipes e pequenos jornais musicais, a MTV virou - para mim - uma chatice só. Metida a genial, revolucionária, com programas que são um acinte à inteligência e um ataque suicida contra os neurônios. Exceto coisas legais como o Rock Gol, Hermes e Renato, a atual MTV se salva pela comunicação visual e olhe lá. O resto é programa pra quem faz o tico e o teco dormirem em quartos separados do cérebro.
Mas graças aos deuses do www está de volta a clássica MTV, aquela dos clipes. Basta acessar o site http://www.mtvmusic.com/ e conferir pérolas de todas as épocas do videoclipe e lembrar como era bom o temo em que esta emissora não se dedicava a práticas narciso-onanistas de alguns apresentadores e modeletes.
quinta-feira, outubro 30, 2008
O BRASILEIRÃO DO FOTOCHART*
*Está no dicionário olímpico da Folha Online. FOTOCHART - Método fotográfico usado para definir o vencedor de uma prova de atletismo em que dois ou mais corredores cruzam a linha de chegada praticamente juntos. A primeira utilização da câmera que fazia um “mapeamento” em fotos de uma cena foi em Los Angeles-1932, quando o olho humano não teve capacidade de decidir qual dos americanos, Eddie Tolan ou Ralph Metcalfe, havia vencido os 100 m. Mas um filme fotográfico foi oferecido por uma agência de notícias aos juízes. Muitas horas depois, deu-se o ouro a Tolan. Tanto Tolan quanto Metcalfe bateram o recorde mundial à época: 10s3.
Rodada vai, rodada vem e parece que, como vaticina o amigo Marco Aurélio Souza, repórter dos bons, o Brasileirão de 2008 será decidido no Fotochart, ou seja, nos critérios de desempate. Haja equilíbrio! Como falta um grande time, um esquadrão que se imponha, e não existem grandes craques, os cinco postulantes ao título seguem muito vivos e, literalmente, tudo pode acontecer.
Grêmio e São Paulo seguem com as melhores possibilidades. O que é muito, mas também não é. Porque têm 61% de aproveitamento, contra 60% de Cruzeiro e Palmeiras, um pontinho de diferença. Nos critérios de desempate o Grêmio sustenta a ponta que segurou em boa parte do torneio porque tem uma vitória a mais que o São Paulo. Mas o Cruzeiro já tem uma vitória a mais que Grêmio e Palmeiras e duas a mais que Flamengo e São Paulo. O número de vitórias é o primeiro critério de desempate.
Matemáticos de plantão não chegam a dar 30% de chances para o maior favorito entre os cinco, o que mostra o equilíbrio.
Pipocam teses para justificar apostas. Muita gente adora chutar e depois que seu chute entra no ângulo corre para o abraço afirmando que acertou. O famoso "como eu tinha dito, time tal foi o campeão". Prefiro tentar a análise dos fatos. O time que vive o melhor momento em resultados é o São Paulo. A equipe que joga o melhor futebol é o Cruzeiro. Grêmio, Flamengo e Palmeiras oscilam feito a Bovespa. Um dia em alta, outro em queda.
O Cruzeiro enfrenta ainda um adversário direto, o Flamengo. O Palmeiras enfrenta dois, Grêmio e Flamengo. O São Paulo não enfrenta mais adversários diretos, o que pode ser uma grande vantagem. Ou nem tanto, já que não poderá mais tirar, ele, pontos dos rivais. Todos os times jogam três vezes em casa e três fora, menos o Flamengo, que joga quatro em casa, sendo uma delas o clássico contra o Botafogo.
Há tempos defendo a seguinte tese, de que o campeonato não se decide nos confrontos diretos, mas sim nas partidas entre os times que estão à frente e os que estão lá atrás. Time do G-4 que perde para equipe que está no G menos 4 ou perto dele vai dançar. Uma tese, apenas.
Da rodada de ontem, entre os líderes, algumas observações. Primeiro, a precisão cirúrgica do São Paulo para aproveitar duas falhas do Botafogo num jogo absolutamente equilibrado, igual. Segundo, concordo com Arnaldo César Coelho e acho que o segundo gol do Botafogo foi mal anulado, porque Wellington Paulista não atrapalhou em nada Rogério Ceni, embora estivesse impedido. Tiremos o Wellington da imagem e a jogada teria o mesmo desfecho. Embora seja um time frio e decisivo, o Tricolor paulista não está jogando grande coisa e vem sendo sucessivamente salvo pelo excelente Hernanes. Não altera a cotação do dólar porque ninguém está jogando muita coisa. Fora o Cruzeiro, que atropelou o Grêmio com belos gols e tem um projeto de craque chamado Guilherme. Se sair bem da prancheta, vai dar o que falar.
O Palmeiras conseguiu algo que não vinha fazendo: ganhar jogando mal. Ponto positivo. O problema do time do Luxa é que tem um saldo de gols baixo em relação aos rivais.
O Grêmio joga um segundo turno fraquinho, fraquinho, e se segura na mística do Olímpico. O Flamengo pulsa graças à tabela favorável e ao bom desempenho ofensivo dos laterais. Mas segue sendo vulnerável no meio-campo.
Enfim, tem tudo para ser no fotochart mesmo.
DIEGO ARMANDO MARADONA
Sou fã do Dieguito jogador por ele ser genial e ter sempre combatido a cartolagem de plantão. Agora, acho que ele está se arriscando muito com essa história de treinador. Penso o seguinte: não basta ter jogado muita bola para exercer qualquer outra função ligada ao futebol. Eu acho que ninguém pode sair da faculdade de jornalismo para apresentar o Jornal Nacional. Tudo na vida tem seu tempo, seu aprendizado. Ou algum conselho de administração daria a presidência de uma multinacional para o melhor aluno da GV? Diego conhece futebol, mas não sei se está pronto para ser técnico. Deveria rodar mais. Já exerceu a função com apenas três vitórias. É polêmico, está doente, racionalidade para administrar crises nunca foi seu forte. Num dia elogia, no outro chama pra briga. Só vejo uma vantagem em relação ao Dunga no Brasil. Maradona fala de futebol sorrindo. Dunga fala com a faca nos dentes.
*Está no dicionário olímpico da Folha Online. FOTOCHART - Método fotográfico usado para definir o vencedor de uma prova de atletismo em que dois ou mais corredores cruzam a linha de chegada praticamente juntos. A primeira utilização da câmera que fazia um “mapeamento” em fotos de uma cena foi em Los Angeles-1932, quando o olho humano não teve capacidade de decidir qual dos americanos, Eddie Tolan ou Ralph Metcalfe, havia vencido os 100 m. Mas um filme fotográfico foi oferecido por uma agência de notícias aos juízes. Muitas horas depois, deu-se o ouro a Tolan. Tanto Tolan quanto Metcalfe bateram o recorde mundial à época: 10s3.
Rodada vai, rodada vem e parece que, como vaticina o amigo Marco Aurélio Souza, repórter dos bons, o Brasileirão de 2008 será decidido no Fotochart, ou seja, nos critérios de desempate. Haja equilíbrio! Como falta um grande time, um esquadrão que se imponha, e não existem grandes craques, os cinco postulantes ao título seguem muito vivos e, literalmente, tudo pode acontecer.
Grêmio e São Paulo seguem com as melhores possibilidades. O que é muito, mas também não é. Porque têm 61% de aproveitamento, contra 60% de Cruzeiro e Palmeiras, um pontinho de diferença. Nos critérios de desempate o Grêmio sustenta a ponta que segurou em boa parte do torneio porque tem uma vitória a mais que o São Paulo. Mas o Cruzeiro já tem uma vitória a mais que Grêmio e Palmeiras e duas a mais que Flamengo e São Paulo. O número de vitórias é o primeiro critério de desempate.
Matemáticos de plantão não chegam a dar 30% de chances para o maior favorito entre os cinco, o que mostra o equilíbrio.
Pipocam teses para justificar apostas. Muita gente adora chutar e depois que seu chute entra no ângulo corre para o abraço afirmando que acertou. O famoso "como eu tinha dito, time tal foi o campeão". Prefiro tentar a análise dos fatos. O time que vive o melhor momento em resultados é o São Paulo. A equipe que joga o melhor futebol é o Cruzeiro. Grêmio, Flamengo e Palmeiras oscilam feito a Bovespa. Um dia em alta, outro em queda.
O Cruzeiro enfrenta ainda um adversário direto, o Flamengo. O Palmeiras enfrenta dois, Grêmio e Flamengo. O São Paulo não enfrenta mais adversários diretos, o que pode ser uma grande vantagem. Ou nem tanto, já que não poderá mais tirar, ele, pontos dos rivais. Todos os times jogam três vezes em casa e três fora, menos o Flamengo, que joga quatro em casa, sendo uma delas o clássico contra o Botafogo.
Há tempos defendo a seguinte tese, de que o campeonato não se decide nos confrontos diretos, mas sim nas partidas entre os times que estão à frente e os que estão lá atrás. Time do G-4 que perde para equipe que está no G menos 4 ou perto dele vai dançar. Uma tese, apenas.
Da rodada de ontem, entre os líderes, algumas observações. Primeiro, a precisão cirúrgica do São Paulo para aproveitar duas falhas do Botafogo num jogo absolutamente equilibrado, igual. Segundo, concordo com Arnaldo César Coelho e acho que o segundo gol do Botafogo foi mal anulado, porque Wellington Paulista não atrapalhou em nada Rogério Ceni, embora estivesse impedido. Tiremos o Wellington da imagem e a jogada teria o mesmo desfecho. Embora seja um time frio e decisivo, o Tricolor paulista não está jogando grande coisa e vem sendo sucessivamente salvo pelo excelente Hernanes. Não altera a cotação do dólar porque ninguém está jogando muita coisa. Fora o Cruzeiro, que atropelou o Grêmio com belos gols e tem um projeto de craque chamado Guilherme. Se sair bem da prancheta, vai dar o que falar.
O Palmeiras conseguiu algo que não vinha fazendo: ganhar jogando mal. Ponto positivo. O problema do time do Luxa é que tem um saldo de gols baixo em relação aos rivais.
O Grêmio joga um segundo turno fraquinho, fraquinho, e se segura na mística do Olímpico. O Flamengo pulsa graças à tabela favorável e ao bom desempenho ofensivo dos laterais. Mas segue sendo vulnerável no meio-campo.
Enfim, tem tudo para ser no fotochart mesmo.
DIEGO ARMANDO MARADONA
Sou fã do Dieguito jogador por ele ser genial e ter sempre combatido a cartolagem de plantão. Agora, acho que ele está se arriscando muito com essa história de treinador. Penso o seguinte: não basta ter jogado muita bola para exercer qualquer outra função ligada ao futebol. Eu acho que ninguém pode sair da faculdade de jornalismo para apresentar o Jornal Nacional. Tudo na vida tem seu tempo, seu aprendizado. Ou algum conselho de administração daria a presidência de uma multinacional para o melhor aluno da GV? Diego conhece futebol, mas não sei se está pronto para ser técnico. Deveria rodar mais. Já exerceu a função com apenas três vitórias. É polêmico, está doente, racionalidade para administrar crises nunca foi seu forte. Num dia elogia, no outro chama pra briga. Só vejo uma vantagem em relação ao Dunga no Brasil. Maradona fala de futebol sorrindo. Dunga fala com a faca nos dentes.
domingo, outubro 26, 2008
O EXORCISMO CORINTIANO
Apaixonado por definição, o torcedor de futebol é capaz de transformar em situações épicas, em viradas incríveis, problemas criados por gente que nada tem a ver com ele. Explico: time grande só cai no Brasil por causa da incompetência de gente que se diz torcedora mas é, na verdade ururpadora. De paixões, de bens, de momentos. Os times caem, as torcidas e as histórias, nunca.
Foi assim com Palmeiras, Grêmio, Atlético Mineiro, Coritiba, Sport e outros.
Não poderia ser diferente com o Corinthians. Afundado na lama de uma administração desastrosa, depauperado por parcerias nebulosas, o Corinthians bateu no último centímetro do poço, viveu um carma e soube voltar mais digno, mais limpo, mais honrado.
Graças a profissionais do futebol, o que é o mais bonito dessa história. Os que criaram o desastre e o jogaram nos pés de jogadores pouco capazes de evitá-lo, foram substituídos por gente do ramo, mais séria. Mano Menezes é, para mim (e digo isso faz tempo), a grande revelação entre os treinadores brasileiros. O ex-zagueiro Antonio Carlos se revela um promissor dirigente. Há bons jogadores que chegaram ao time, como os zagueiros William e Chicão, o talentoso Douglas, o elétrico André Santos, o futuro brilhante de Dentinho.
A cartolagem afundou o Corinthians e seus co-irmãos. Os verdadeiros profissionais do futebol os resgataram.
Em meio a isso tudo trafegam os verdadeiros donos do jogo de bola, os torcedores. Que reagem como pais nos momentos de dor e crise. Eles simplesmente colocam seus times no colo e vão à luta, renovam compromissos de amor e fidelidade e redescobrem o maior segredo do futebol: gostar do seu time sem motivo, razão. Gostar, simplesmente. Foi assim com todos os gigantes rebaixados e, claro, teve maior repercussão com o Corinthians, que envolve mais gente, ressona muito mais.
Mais uma aula foi dada. Pena que, dificilmente, a lição terá sido aprendida. Temo que ainda veremos outras situações em que os usurpadores derrubarão tudo. Mas haverá sempre os verdadeiros profissionais do futebol que, com seu autêntico espírito amador, estarão prontos para promover novos exorcismos como o protagonizado pelo Corinthians. Vá de retro, cartolagem!!!!!
Apaixonado por definição, o torcedor de futebol é capaz de transformar em situações épicas, em viradas incríveis, problemas criados por gente que nada tem a ver com ele. Explico: time grande só cai no Brasil por causa da incompetência de gente que se diz torcedora mas é, na verdade ururpadora. De paixões, de bens, de momentos. Os times caem, as torcidas e as histórias, nunca.
Foi assim com Palmeiras, Grêmio, Atlético Mineiro, Coritiba, Sport e outros.
Não poderia ser diferente com o Corinthians. Afundado na lama de uma administração desastrosa, depauperado por parcerias nebulosas, o Corinthians bateu no último centímetro do poço, viveu um carma e soube voltar mais digno, mais limpo, mais honrado.
Graças a profissionais do futebol, o que é o mais bonito dessa história. Os que criaram o desastre e o jogaram nos pés de jogadores pouco capazes de evitá-lo, foram substituídos por gente do ramo, mais séria. Mano Menezes é, para mim (e digo isso faz tempo), a grande revelação entre os treinadores brasileiros. O ex-zagueiro Antonio Carlos se revela um promissor dirigente. Há bons jogadores que chegaram ao time, como os zagueiros William e Chicão, o talentoso Douglas, o elétrico André Santos, o futuro brilhante de Dentinho.
A cartolagem afundou o Corinthians e seus co-irmãos. Os verdadeiros profissionais do futebol os resgataram.
Em meio a isso tudo trafegam os verdadeiros donos do jogo de bola, os torcedores. Que reagem como pais nos momentos de dor e crise. Eles simplesmente colocam seus times no colo e vão à luta, renovam compromissos de amor e fidelidade e redescobrem o maior segredo do futebol: gostar do seu time sem motivo, razão. Gostar, simplesmente. Foi assim com todos os gigantes rebaixados e, claro, teve maior repercussão com o Corinthians, que envolve mais gente, ressona muito mais.
Mais uma aula foi dada. Pena que, dificilmente, a lição terá sido aprendida. Temo que ainda veremos outras situações em que os usurpadores derrubarão tudo. Mas haverá sempre os verdadeiros profissionais do futebol que, com seu autêntico espírito amador, estarão prontos para promover novos exorcismos como o protagonizado pelo Corinthians. Vá de retro, cartolagem!!!!!
sexta-feira, outubro 24, 2008
CINCO TIMES E UM DESTINO
O grupo dos times que disputa, de fato, o título brasileiro está fechado em cinco: Grêmio, São Paulo, Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras. Dado o equilíbrio técnico e a falta de consistência entre todos eles, a taça está mais perdida que cego em tiroteio, literalmente, não sabe para onde ir.
Faço aqui uma avaliação do que vejo de forte e fraco em cada um dos pretendentes.
Com base no que vou expor aqui, se eu fosse apostar, seria no Cruzeiro.
GRÊMIO
Pontos fortes - O desempenho como mandante é excelente. É no Olímpico que o Grêmio planta a base de tantas rodadas na liderança. Os volantes são bons na saída de bola, outro ponto importante.
Pontos fracos - Fora de casa perdeu força. Sem Tcheco o meio-campo fica óbvio e perde o diferencial. O ataque é bom na força mas fica devendo quando o jogo pede técnica.
SÃO PAULO
Pontos fortes - Os zagueiros. Miranda é ótimo, André Dias muito bom, Rodrigo já fica bem abaixo dos dois mas não é ruim. Zé Luís se vira bem na função. Tem Hernanes e Rogério em ótimas fases.
Pontos fracos - Falta opção de jogo. O time é viciado em bola parada, até porque nisso é muito forte. O meio-campo é pouco criativo e quando enfrenta um time retrancado sofre muito.
CRUZEIRO
Pontos fortes - O meio-campo é muito bom e técnico, com toque de bola e fluência. Tem um jogador que pode desequilibrar, o excelente Guilherme. Joga em casa mais do que todos os outros e contra dois concorrentes diretos: Grêmio e Flamengo.
Pontos fracos - Em momentos decisivos tem falhado, talvez pela inexperiência de alguns jogadores. Quando o jogo requer um pouco mais de pegada e menos técnica, cai de produção. O goleiro Fábio alterna grandes atuações e momentos pouco inspirados.
FLAMENGO
Pontos fortes - Os alas são muito bons, é por onde o time ataca. Léo Moura e Juan são a mola propulsora rubro-negra. A tabela é tão boa como a do Cruzeiro, exceção feita ao jogo contra o time mineiro, em Belo Horizonte.
Pontos fracos - Tem fraquejado em momentos decisivos. A recomposição do time é deficiente, principalmente a cobertura dos alas, que vão simultaneamente ao ataque e deixam avenidas para os adversários.
PALMEIRAS
Pontos fortes - Desempenho em casa é muito bom. A dupla de ataque formada por Alex Mineiro e Kléber é das melhores do País. Marcos, novamente em forma, pode fazer a diferença. A defesa ganhou consistência com a entrada de Martinez.
Pontos fracos - Não consegue ganhar jogando mal, o que denota alguma falta de competitividade. Os reservas para a defesa estão muito abaixo do nível dos titulares. Tem faltado controle emocional a jogadores importantes.

O grupo dos times que disputa, de fato, o título brasileiro está fechado em cinco: Grêmio, São Paulo, Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras. Dado o equilíbrio técnico e a falta de consistência entre todos eles, a taça está mais perdida que cego em tiroteio, literalmente, não sabe para onde ir.
Faço aqui uma avaliação do que vejo de forte e fraco em cada um dos pretendentes.
Com base no que vou expor aqui, se eu fosse apostar, seria no Cruzeiro.
GRÊMIO
Pontos fortes - O desempenho como mandante é excelente. É no Olímpico que o Grêmio planta a base de tantas rodadas na liderança. Os volantes são bons na saída de bola, outro ponto importante.
Pontos fracos - Fora de casa perdeu força. Sem Tcheco o meio-campo fica óbvio e perde o diferencial. O ataque é bom na força mas fica devendo quando o jogo pede técnica.
SÃO PAULO
Pontos fortes - Os zagueiros. Miranda é ótimo, André Dias muito bom, Rodrigo já fica bem abaixo dos dois mas não é ruim. Zé Luís se vira bem na função. Tem Hernanes e Rogério em ótimas fases.
Pontos fracos - Falta opção de jogo. O time é viciado em bola parada, até porque nisso é muito forte. O meio-campo é pouco criativo e quando enfrenta um time retrancado sofre muito.
CRUZEIRO
Pontos fortes - O meio-campo é muito bom e técnico, com toque de bola e fluência. Tem um jogador que pode desequilibrar, o excelente Guilherme. Joga em casa mais do que todos os outros e contra dois concorrentes diretos: Grêmio e Flamengo.
Pontos fracos - Em momentos decisivos tem falhado, talvez pela inexperiência de alguns jogadores. Quando o jogo requer um pouco mais de pegada e menos técnica, cai de produção. O goleiro Fábio alterna grandes atuações e momentos pouco inspirados.
FLAMENGO
Pontos fortes - Os alas são muito bons, é por onde o time ataca. Léo Moura e Juan são a mola propulsora rubro-negra. A tabela é tão boa como a do Cruzeiro, exceção feita ao jogo contra o time mineiro, em Belo Horizonte.
Pontos fracos - Tem fraquejado em momentos decisivos. A recomposição do time é deficiente, principalmente a cobertura dos alas, que vão simultaneamente ao ataque e deixam avenidas para os adversários.
PALMEIRAS
Pontos fortes - Desempenho em casa é muito bom. A dupla de ataque formada por Alex Mineiro e Kléber é das melhores do País. Marcos, novamente em forma, pode fazer a diferença. A defesa ganhou consistência com a entrada de Martinez.
Pontos fracos - Não consegue ganhar jogando mal, o que denota alguma falta de competitividade. Os reservas para a defesa estão muito abaixo do nível dos titulares. Tem faltado controle emocional a jogadores importantes.
quinta-feira, outubro 23, 2008
NÃO PAREM A PARADINHA!!!!!
Eu gosto da paradinha. Acho que é uma das últimas representações da picardia do futebol brasileiro ainda em prática. Mas nos tempos do politicamente correto, dos "táticochatos" que infestam gramados e a mídia esportiva, a paradinha virou um crime.
Pra começar, fiquemos com o que diz a regra e o que dizem os árbitros e comentaristas de arbitragem. Na regra a paradinha é chamada de finta, como qualquer drible, artifício, o ato de superar o adversário fingindo fazer alguma coisa e, de fato, fazendo outra. Se ela, a paradinha, for considerada exagerada, é classificada como atitude antidesportiva. Conversei com alguns árbitros e comentaristas e todos disseram que para ser entendida como tal é preciso que o batedor do pênalti faça algo muito acintoso, como, por exemplo, passar da bola, voltar e cobrar.
Agora, convenhamos, como se chama na regra do futebol o pênalti? Não é penalidade máxima? Pressupõe-se que é a falta mais grave do jogo. Portanto, o pênalti só surge quando houve uma oportunidade evidente de gol, de jogada aguda, por isso, punida com a penalidade máxima. Então, com todo o respeito ao goleiro, o pênalti existe para que surja o gol que a falta impediu que acontecesse. As chances devem ser maiores do time atacante, não de quem vai defender. O que não pode acontecer é pênalti mal marcado. Aí, sim, coitado do goleiro. Mas quando é pênalti que é pênalti mesmo, azar do goleiro, ele que se vire, com ou sem paradinha, ou confie na ruindade do cobrador escalado.
Fora esse "regrês" todo, a paradinha tem aquele ingrediente que faz tanta falta ao futebol datado de hoje. A discussão, a imitação (a molecada adora tentar fazer paradinha nas peladas, assim como os marmanjos boleiros de fim de semana). Só faz quem tem habilidade, enfim, eu acho um grande barato.
O caso do jogo Palmeiras e Argentinos Juniors é emblemático. Diego Souza deu a paradinha, fez o gol, o péssimo árbitro colombiano mandou voltar. O goleiro argentino foi quase até a risca da área, pegou a segunda cobrança e o jogo seguiu. Quem foi beneficiado? O infrator.
Mas os tempos são esses aí, carrancudos. Quem toma um drible enfia o dedo na cara do atacante driblador, diz que é falta de profissionalismo e ameaça com uma botinada. Cinco minutos depois, cumpre a promessa, entra de carrinho por trás sob o argumento de que futebol é coisa séria. Os árbitros colaboram para esse estado de coisas porque adoram demonstrar autoridade quando ouvem reclamações e protestos. Mas fazem que não é com eles quando o couro come em campo.
A paradinha é a resistência, a ruptura. Não me lembro como era na época de Pelé, se mandavam voltar, se reclamavam. Mas sei que Pelé ficou marcado como gênio que foi também pela paradinha. Enquanto tentam nos enfiar goela abaixo legiões de zagueiros, 4-3-1-2, 3-4-2-1 e afins, o jogador que faz a paradinha traz para o profissionalismo um pouco dos campos de várzea, de terra, das brincadeiras de criança, do lado mais lúdico do futebol. Daqui a pouco vão proibir o drible, o chapéu, uma caneta, sob o argumento de que é antidespotivo.
O CRAQUE DO BRASIL É....
Luxemburgo acha que é o Hernanes, do São Paulo. Permito-me discordar. Acho que o Douglas do Corinthians tem todo o arsenal para ser craque mais ainda não é. Craque em atividade no Brasil, para mim, tem nome e clube: Alex, do Inter.
Eu gosto da paradinha. Acho que é uma das últimas representações da picardia do futebol brasileiro ainda em prática. Mas nos tempos do politicamente correto, dos "táticochatos" que infestam gramados e a mídia esportiva, a paradinha virou um crime.
Pra começar, fiquemos com o que diz a regra e o que dizem os árbitros e comentaristas de arbitragem. Na regra a paradinha é chamada de finta, como qualquer drible, artifício, o ato de superar o adversário fingindo fazer alguma coisa e, de fato, fazendo outra. Se ela, a paradinha, for considerada exagerada, é classificada como atitude antidesportiva. Conversei com alguns árbitros e comentaristas e todos disseram que para ser entendida como tal é preciso que o batedor do pênalti faça algo muito acintoso, como, por exemplo, passar da bola, voltar e cobrar.
Agora, convenhamos, como se chama na regra do futebol o pênalti? Não é penalidade máxima? Pressupõe-se que é a falta mais grave do jogo. Portanto, o pênalti só surge quando houve uma oportunidade evidente de gol, de jogada aguda, por isso, punida com a penalidade máxima. Então, com todo o respeito ao goleiro, o pênalti existe para que surja o gol que a falta impediu que acontecesse. As chances devem ser maiores do time atacante, não de quem vai defender. O que não pode acontecer é pênalti mal marcado. Aí, sim, coitado do goleiro. Mas quando é pênalti que é pênalti mesmo, azar do goleiro, ele que se vire, com ou sem paradinha, ou confie na ruindade do cobrador escalado.
Fora esse "regrês" todo, a paradinha tem aquele ingrediente que faz tanta falta ao futebol datado de hoje. A discussão, a imitação (a molecada adora tentar fazer paradinha nas peladas, assim como os marmanjos boleiros de fim de semana). Só faz quem tem habilidade, enfim, eu acho um grande barato.
O caso do jogo Palmeiras e Argentinos Juniors é emblemático. Diego Souza deu a paradinha, fez o gol, o péssimo árbitro colombiano mandou voltar. O goleiro argentino foi quase até a risca da área, pegou a segunda cobrança e o jogo seguiu. Quem foi beneficiado? O infrator.
Mas os tempos são esses aí, carrancudos. Quem toma um drible enfia o dedo na cara do atacante driblador, diz que é falta de profissionalismo e ameaça com uma botinada. Cinco minutos depois, cumpre a promessa, entra de carrinho por trás sob o argumento de que futebol é coisa séria. Os árbitros colaboram para esse estado de coisas porque adoram demonstrar autoridade quando ouvem reclamações e protestos. Mas fazem que não é com eles quando o couro come em campo.
A paradinha é a resistência, a ruptura. Não me lembro como era na época de Pelé, se mandavam voltar, se reclamavam. Mas sei que Pelé ficou marcado como gênio que foi também pela paradinha. Enquanto tentam nos enfiar goela abaixo legiões de zagueiros, 4-3-1-2, 3-4-2-1 e afins, o jogador que faz a paradinha traz para o profissionalismo um pouco dos campos de várzea, de terra, das brincadeiras de criança, do lado mais lúdico do futebol. Daqui a pouco vão proibir o drible, o chapéu, uma caneta, sob o argumento de que é antidespotivo.
O CRAQUE DO BRASIL É....
Luxemburgo acha que é o Hernanes, do São Paulo. Permito-me discordar. Acho que o Douglas do Corinthians tem todo o arsenal para ser craque mais ainda não é. Craque em atividade no Brasil, para mim, tem nome e clube: Alex, do Inter.
terça-feira, outubro 21, 2008
QUEM É CRAQUE
NO PLANETA BOLA?
Mais uma de meu amigo Lédio Carmona. No Redação SporTV de hoje, o pai babão de Pequeno Bob cravou que o futebol internacional tem hoje apenas três craques: Cristiano Ronaldo, Kaká e Gerrard. Eu faria uma alteração apenas, escalando Messi na vaga do ótimo Gerrard.
E você, qual é seu trio de craques em atividade hoje no planeta bola?
NO PLANETA BOLA?
Mais uma de meu amigo Lédio Carmona. No Redação SporTV de hoje, o pai babão de Pequeno Bob cravou que o futebol internacional tem hoje apenas três craques: Cristiano Ronaldo, Kaká e Gerrard. Eu faria uma alteração apenas, escalando Messi na vaga do ótimo Gerrard.
E você, qual é seu trio de craques em atividade hoje no planeta bola?
segunda-feira, outubro 20, 2008
TIME É A VERDADEIRA
SELEÇÃO DO TORCEDOR
Eu tinha praticamente certeza do resultado quando propus essa breve enquete aos amigos que me dão a honra das visitas ao blog. Mas confesso que não esperava 100% de opiniões afirmando que preferem o time à Seleção Brasileira. Isso reflete um sentimento que, para mim, sempre foi evidente no torcedor e que traduz a verdadeira noção do futebol. O que faz o sucesso desse esporte é a paixão pelo clube e a rivalidade sadia entre eles. A Seleção Brasileira seria uma espécie de cereja do bolo. Mas atualmente, por economia de idéias, a cereja, como em um doce ruim, tem sido substituída por uma imitação barata feita de chuchu.
Reproduzo aqui algumas das sábias justificativas dos internautas. Elas ajudam a entender porque o público lota estádios em grandes clássicos e não demonstra mais tanto interesse em ver o time de Dunga em ação.
Alexandre Giesbrecht disse...
Precisa responder? :) Se meu time jogasse contra a Seleção, eu torceria por ele. E olha que não faço parte do pessoal que segue a modinha de torcer contra a Seleção.
Robert Alvarez Fernández disse...
Se o Nori me permite, um pouco de sociologia de botequim...O time te identifica, te rotula sendo este o único rótulo que aceitamos de antemão : "Olha lá o palmeirense,o corinthiano,o gremista...". O time te dá passado, tradição....nossa Seleção...amistoso ? Lá no Emirates Stadium, no Dubai, no Qatar uns trocados; nossos "ídolos" jogam no Milan, Bayern, Arsenal, etc e passam um mês no Brasil, se tanto, vivendo nossa realidade.A seleção brasileira me parece aqueles pacotes de café embalados a vácuo que compravamos pra levar pros parentes da Europa devidamente rotulados "FOR EXPORT"; não era para brasileiros, é assim que a CBF vende esse produto..as taxas de ocupação dos estádios dos últimos jogos deste "café embalado a vácuo" é um sinal de que não mais nos identificamos com esses caras, a seleção perdeu seu maior patrimônio, o de representar o brasileiro, nós.P.S. a alegria dos chilenos ontém no jogo contra a Argentina serve como antítese, é um produto menos "valorizado", mas é deles, os representa.
luis augusto simon disse...
O meu time é a seleção, nori.
Andrea disse...
É como dizem por aí : meu "time do coração"... Nunca ouvi dizerem "minha seleção do coração" ... rsAbraços !!!
cafemate disse...
Não sou da modinha também que torce contra a Seleção. Mas há muito tempo que ela não me chama mais a atenção.Meu time sim, participo dele como posso, sendo sócio, indo ao estádio, apoiando. Meu time está aqui. Enquanto a seleção estiver com a cabeça apenas na Europa e suas estrelas coroadas que não têm jogado NADA, vai continuar sendo isso: nada além de mais um jogo de futebol quando o Brasil entra em campo.
SELEÇÃO DO TORCEDOR
Eu tinha praticamente certeza do resultado quando propus essa breve enquete aos amigos que me dão a honra das visitas ao blog. Mas confesso que não esperava 100% de opiniões afirmando que preferem o time à Seleção Brasileira. Isso reflete um sentimento que, para mim, sempre foi evidente no torcedor e que traduz a verdadeira noção do futebol. O que faz o sucesso desse esporte é a paixão pelo clube e a rivalidade sadia entre eles. A Seleção Brasileira seria uma espécie de cereja do bolo. Mas atualmente, por economia de idéias, a cereja, como em um doce ruim, tem sido substituída por uma imitação barata feita de chuchu.
Reproduzo aqui algumas das sábias justificativas dos internautas. Elas ajudam a entender porque o público lota estádios em grandes clássicos e não demonstra mais tanto interesse em ver o time de Dunga em ação.
Alexandre Giesbrecht disse...
Precisa responder? :) Se meu time jogasse contra a Seleção, eu torceria por ele. E olha que não faço parte do pessoal que segue a modinha de torcer contra a Seleção.
Robert Alvarez Fernández disse...
Se o Nori me permite, um pouco de sociologia de botequim...O time te identifica, te rotula sendo este o único rótulo que aceitamos de antemão : "Olha lá o palmeirense,o corinthiano,o gremista...". O time te dá passado, tradição....nossa Seleção...amistoso ? Lá no Emirates Stadium, no Dubai, no Qatar uns trocados; nossos "ídolos" jogam no Milan, Bayern, Arsenal, etc e passam um mês no Brasil, se tanto, vivendo nossa realidade.A seleção brasileira me parece aqueles pacotes de café embalados a vácuo que compravamos pra levar pros parentes da Europa devidamente rotulados "FOR EXPORT"; não era para brasileiros, é assim que a CBF vende esse produto..as taxas de ocupação dos estádios dos últimos jogos deste "café embalado a vácuo" é um sinal de que não mais nos identificamos com esses caras, a seleção perdeu seu maior patrimônio, o de representar o brasileiro, nós.P.S. a alegria dos chilenos ontém no jogo contra a Argentina serve como antítese, é um produto menos "valorizado", mas é deles, os representa.
luis augusto simon disse...
O meu time é a seleção, nori.
Andrea disse...
É como dizem por aí : meu "time do coração"... Nunca ouvi dizerem "minha seleção do coração" ... rsAbraços !!!
cafemate disse...
Não sou da modinha também que torce contra a Seleção. Mas há muito tempo que ela não me chama mais a atenção.Meu time sim, participo dele como posso, sendo sócio, indo ao estádio, apoiando. Meu time está aqui. Enquanto a seleção estiver com a cabeça apenas na Europa e suas estrelas coroadas que não têm jogado NADA, vai continuar sendo isso: nada além de mais um jogo de futebol quando o Brasil entra em campo.
quinta-feira, outubro 16, 2008
segunda-feira, outubro 13, 2008
FRASE DA CONJUNTURA:
SE EXISTE REENCARNAÇÃO,
QUERO VOLTAR BANQUEIRO
Pode-se fazer a cagada que for, dinheiro virtual, sacanagem com compra e venda de moeda, de ações, empréstimos e reempréstimos que tudo sempre acaba bem para os banqueiros - não para os bancários. Um tal banco de investimentos quebra nos Estados Unidos, o mundo balança e os diretores faturam milhões em bônus. A confiança da economia mundial é abalada por uma série de medidas desastrosas e desonestas de bancos e banqueiros, e os governos dos países mais ricos do mundo saem em socorro. Taí um negócio bacana. Se eu voltar reencarnado quero ser banqueiro.
SE EXISTE REENCARNAÇÃO,
QUERO VOLTAR BANQUEIRO
Pode-se fazer a cagada que for, dinheiro virtual, sacanagem com compra e venda de moeda, de ações, empréstimos e reempréstimos que tudo sempre acaba bem para os banqueiros - não para os bancários. Um tal banco de investimentos quebra nos Estados Unidos, o mundo balança e os diretores faturam milhões em bônus. A confiança da economia mundial é abalada por uma série de medidas desastrosas e desonestas de bancos e banqueiros, e os governos dos países mais ricos do mundo saem em socorro. Taí um negócio bacana. Se eu voltar reencarnado quero ser banqueiro.
KAKÁ, ROBINHO E JÚLIO CÉSAR.
ELES GANHARAM DA VENEZUELA
Não sou dunguista juramentado e nem por isso vivo perseguindo o técnico da Seleção Brasileira. Para os adeptos do dunguismo explícito, os que fecharam questão com o treinador, a vitória sobre a Venezuela motivará comentários elogiosos ao esquema tático, ao acerto na convocação e na estratégia.
E vi um jogo diferente daqueles que compraram essa briga do Dunga. O Brasil ganhou por causa de alguns fatores:
1) Kaká jogou muito bem.
2) Robinho jogou bem pra caramba.
3) Júlio César fechou o gol.
Outras questões que ficaram evidentes:
1) A Venezuela não existe como time de futebol.
2)Mesmo sem existir, deu trabalho pro Júlio César.
3)O que ainda faz Gilberto Silva como titular?
Alguns temas que ainda valem discussão:
1) Coletivamente, houve algum progresso? Acho que não.
2) Eliminatória serve para classificar apenas ou para armar um time?
3) Onde estão os laterais da Seleção?
Fora isso, o Brasil ainda está devendo uma dupla de atuações consistentes, duas vitórias seguidas e bom futebol.
Sobre o restante das Eliminatórias Sul-americanas, alguns pitacos:
1) Argentina e Uruguai foi disputado no Jóquei de Buenos Aires? Por que só tinha cavalo em campo.
2) Existe algo pior que os zagueiros do Chile?
3) Alguém ainda acha que o Paraguai é cavalo paraguaio?
ELES GANHARAM DA VENEZUELA
Não sou dunguista juramentado e nem por isso vivo perseguindo o técnico da Seleção Brasileira. Para os adeptos do dunguismo explícito, os que fecharam questão com o treinador, a vitória sobre a Venezuela motivará comentários elogiosos ao esquema tático, ao acerto na convocação e na estratégia.
E vi um jogo diferente daqueles que compraram essa briga do Dunga. O Brasil ganhou por causa de alguns fatores:
1) Kaká jogou muito bem.
2) Robinho jogou bem pra caramba.
3) Júlio César fechou o gol.
Outras questões que ficaram evidentes:
1) A Venezuela não existe como time de futebol.
2)Mesmo sem existir, deu trabalho pro Júlio César.
3)O que ainda faz Gilberto Silva como titular?
Alguns temas que ainda valem discussão:
1) Coletivamente, houve algum progresso? Acho que não.
2) Eliminatória serve para classificar apenas ou para armar um time?
3) Onde estão os laterais da Seleção?
Fora isso, o Brasil ainda está devendo uma dupla de atuações consistentes, duas vitórias seguidas e bom futebol.
Sobre o restante das Eliminatórias Sul-americanas, alguns pitacos:
1) Argentina e Uruguai foi disputado no Jóquei de Buenos Aires? Por que só tinha cavalo em campo.
2) Existe algo pior que os zagueiros do Chile?
3) Alguém ainda acha que o Paraguai é cavalo paraguaio?
sexta-feira, outubro 10, 2008
CRUZEIRO VOLTA A SER
UM BOM INVESTIMENTO
Perdoem-me pela manchete engraçadinha em tempos de crise econômica das mais graves. Óbvio que não falo do Cruzeiro como moeda morta, mas sim do time como um ativo muito vivo na briga pelo título brasileiro.
Dado o nivelamento e o equilíbrio entre os postulantes ao título, o Cruzeiro entrou forte e, fosse uma ação, poderia ser adquirida a bom preço, com possibilidade de crescimento. O time tem bons valores, jovens revelações e, o que é principal num campeonato em que os mandantes dão as cartas, ainda fará cinco jogos em casa dos últimos nove. Um deles contra o Grêmio e outro contra o Flamengo.
Outro ponto importante: o Cruzeiro corre, literalmente por fora. Não é aposta de quase ninguém, exceção feita, claro, ao seu torcedor. Fala-se no Grêmio, que é o time que mais liderou, no Palmeiras, seu bom elenco e Luxemburgo, no Flamengo que joga mais em casa do que todo mundo na reta final, e no São Paulo e seu passado recente de conquistas. Pouco cita-se o Cruzeiro. Pode ser uuma vantagem interessante se passar por esquecido num momento como esse do Brasileirão.
É preciso lembrar, no entanto, que o Cruzeiro teve enormes dificuldades para vencer o Ipatinga. Assim como Grêmio sofreu muito para ganhar de Botafogo e Santos, o São Paulo ganhou na chamada bacia das almas do Náutico e o Palmeiras sofreu e não conseguiu ganhar do Figueirense. O Flamengo joga hoje contra o Galo.
TRICOLOR VICIADO EM BOLA AÉREA
Chama a atenção a maneira de jogar do São Paulo. Usei esta frase ontem, na transmissão do SporTV. O time é viciado em cruzar bolas para a área. Muitas vezes há outras opções, todas melhores, mas o jogador do São Paulo dá um tapa na gorduchinha e pimba, manda para a área, pelo alto! Claro que o time é forte nisso, tem um bom aproveitamento. Mas será o único caminho, a saída sempre escolhida? Acho que o Tricolor paulista tem um grande técnico e bons jogadores, todos capazes de fazer algo mais e não resumir suas esperanças na viagem da bola rumo à área adversária.
O PROTESTO DE ELLER E AS SÚMULAS
Fabiano Eller é um belo zagueiro e uma boa figura. Normalmente calmo, bom papo, articulado. Causa estranheza sua reação em Santos x Grêmio. Acho que ele foi expulso equivocadamente, pelo que vi da imagem. Até poderia ter sido marcada a falta, talvez como jogo perigoso, mas o cartão eu acho que foi exagero. O lance do reclamado pênalti a favor do Santos é nitroglicerina. Muita gente marcaria pênalti, muita gente não marcaria. O ponto, para mim, é outro. Chama-se súmula. É um instrumento muito poderoso nas mãos dos árbitros. E tem juiz que xinga, que ameaça, que provoca, que ofende. Só que o jogador não tem súmula para preencher. Fica a palavra dele ali no éter. A do juiz ganha força ao ser impressa em papel timbrado. Só que força não é credibilidade. Talvez fosse o caso de dar aos atletas o direito de escrever o que ouviram dos juízes. Mesmo que muitos deles - atletas - não tenham nada de santos. Mas as forças são desproporcionais.
UM BOM INVESTIMENTO
Perdoem-me pela manchete engraçadinha em tempos de crise econômica das mais graves. Óbvio que não falo do Cruzeiro como moeda morta, mas sim do time como um ativo muito vivo na briga pelo título brasileiro.
Dado o nivelamento e o equilíbrio entre os postulantes ao título, o Cruzeiro entrou forte e, fosse uma ação, poderia ser adquirida a bom preço, com possibilidade de crescimento. O time tem bons valores, jovens revelações e, o que é principal num campeonato em que os mandantes dão as cartas, ainda fará cinco jogos em casa dos últimos nove. Um deles contra o Grêmio e outro contra o Flamengo.
Outro ponto importante: o Cruzeiro corre, literalmente por fora. Não é aposta de quase ninguém, exceção feita, claro, ao seu torcedor. Fala-se no Grêmio, que é o time que mais liderou, no Palmeiras, seu bom elenco e Luxemburgo, no Flamengo que joga mais em casa do que todo mundo na reta final, e no São Paulo e seu passado recente de conquistas. Pouco cita-se o Cruzeiro. Pode ser uuma vantagem interessante se passar por esquecido num momento como esse do Brasileirão.
É preciso lembrar, no entanto, que o Cruzeiro teve enormes dificuldades para vencer o Ipatinga. Assim como Grêmio sofreu muito para ganhar de Botafogo e Santos, o São Paulo ganhou na chamada bacia das almas do Náutico e o Palmeiras sofreu e não conseguiu ganhar do Figueirense. O Flamengo joga hoje contra o Galo.
TRICOLOR VICIADO EM BOLA AÉREA
Chama a atenção a maneira de jogar do São Paulo. Usei esta frase ontem, na transmissão do SporTV. O time é viciado em cruzar bolas para a área. Muitas vezes há outras opções, todas melhores, mas o jogador do São Paulo dá um tapa na gorduchinha e pimba, manda para a área, pelo alto! Claro que o time é forte nisso, tem um bom aproveitamento. Mas será o único caminho, a saída sempre escolhida? Acho que o Tricolor paulista tem um grande técnico e bons jogadores, todos capazes de fazer algo mais e não resumir suas esperanças na viagem da bola rumo à área adversária.
O PROTESTO DE ELLER E AS SÚMULAS
Fabiano Eller é um belo zagueiro e uma boa figura. Normalmente calmo, bom papo, articulado. Causa estranheza sua reação em Santos x Grêmio. Acho que ele foi expulso equivocadamente, pelo que vi da imagem. Até poderia ter sido marcada a falta, talvez como jogo perigoso, mas o cartão eu acho que foi exagero. O lance do reclamado pênalti a favor do Santos é nitroglicerina. Muita gente marcaria pênalti, muita gente não marcaria. O ponto, para mim, é outro. Chama-se súmula. É um instrumento muito poderoso nas mãos dos árbitros. E tem juiz que xinga, que ameaça, que provoca, que ofende. Só que o jogador não tem súmula para preencher. Fica a palavra dele ali no éter. A do juiz ganha força ao ser impressa em papel timbrado. Só que força não é credibilidade. Talvez fosse o caso de dar aos atletas o direito de escrever o que ouviram dos juízes. Mesmo que muitos deles - atletas - não tenham nada de santos. Mas as forças são desproporcionais.
quinta-feira, outubro 09, 2008
PALMEIRAS VACILA
NA PRIMEIRA FINAL
Faltou punch, pegada de campeão ao Palmeiras no jogo contra o Figueirense. Pelas circunstâncias, era o jogo para o time que liderava o Brasileiro provar que já está pronto para reclamar o trono. O adversário era limitado, os rivais próximos jogaram ou jogarão em casa na rodada.
Não que o Palmeiras tenha jogado mal. Criou mais, chegou mais, só faltou aquele toque diferente de um time que pretende o título. Que ainda está muito possível para os comandados de Luxemburgo. Mas a primeira grande prova depois de chegar à liderança foi de nota ruim para alguns dos jogadores. Os laterais ficaram devendo, em especial Leandro, que não mostrou pique de jogo decisivo. Jumar foi mal. Acho que Luxemburgo não deveria ter tirado Alex Mineiro, principal mente porque Cléber já tinha cartão amarelo e, fundamentalmente, porque Alex é muito mais jogador.
Já o Grêmio soube ser decisivo num jogo muito complicado - e bom - contra o Santos. Criou muitas chances, tomou sufoco, mas aproveitou as melhores oportunidades e se entregou, mesmo com muitos garotos, numa disputa que tinha ares de decisão.
Se Grêmio e Palmeiras forem se enfrentar com essa diferença de pontos atual (dois), em São Paulo, a tendência do campeonato mostra que as chances são maiores para o Alviverde. É o torneio dos mandantes. Se o Grêmio abrir três pontos e uma vitória dificilmente deixará escapar o título.
Cruzeiro, Flamengo e São Paulo, por enquanto, ainda correm por fora. Mineiros e cariocas jogam mais em casa e podem se valer disso, embora existam confrontos diretos entre esses três que acabarão, em algum momento, favorecendo direta ou indiretamente Grêmio e Palmeiras.
Sigo defendendo a tese de que o campeão será o time que vacilar menos contra equipes que estão na parte debaixo da tabela. Tipo o que fez o Palmeiras contra Náutico e Figueirense.
NA PRIMEIRA FINAL
Faltou punch, pegada de campeão ao Palmeiras no jogo contra o Figueirense. Pelas circunstâncias, era o jogo para o time que liderava o Brasileiro provar que já está pronto para reclamar o trono. O adversário era limitado, os rivais próximos jogaram ou jogarão em casa na rodada.
Não que o Palmeiras tenha jogado mal. Criou mais, chegou mais, só faltou aquele toque diferente de um time que pretende o título. Que ainda está muito possível para os comandados de Luxemburgo. Mas a primeira grande prova depois de chegar à liderança foi de nota ruim para alguns dos jogadores. Os laterais ficaram devendo, em especial Leandro, que não mostrou pique de jogo decisivo. Jumar foi mal. Acho que Luxemburgo não deveria ter tirado Alex Mineiro, principal mente porque Cléber já tinha cartão amarelo e, fundamentalmente, porque Alex é muito mais jogador.
Já o Grêmio soube ser decisivo num jogo muito complicado - e bom - contra o Santos. Criou muitas chances, tomou sufoco, mas aproveitou as melhores oportunidades e se entregou, mesmo com muitos garotos, numa disputa que tinha ares de decisão.
Se Grêmio e Palmeiras forem se enfrentar com essa diferença de pontos atual (dois), em São Paulo, a tendência do campeonato mostra que as chances são maiores para o Alviverde. É o torneio dos mandantes. Se o Grêmio abrir três pontos e uma vitória dificilmente deixará escapar o título.
Cruzeiro, Flamengo e São Paulo, por enquanto, ainda correm por fora. Mineiros e cariocas jogam mais em casa e podem se valer disso, embora existam confrontos diretos entre esses três que acabarão, em algum momento, favorecendo direta ou indiretamente Grêmio e Palmeiras.
Sigo defendendo a tese de que o campeão será o time que vacilar menos contra equipes que estão na parte debaixo da tabela. Tipo o que fez o Palmeiras contra Náutico e Figueirense.
quarta-feira, outubro 08, 2008
BOA, CASÃO!!!!!!
Hoje tive o prazer de encontrar o Casagrande. Tá firme, se recuperando, e em breve deve voltar a trabalhar como comentarista. Grande notícia. Boa sorte, Casão!!!!!! Como eu disse para ele, isso sim é que é boa notícia.
KAKÁ É CRAQUE?
Essa pergunta foi alvo de ativo debate durante o último Arena SporTV. Eu acho que é. E vocês?
Hoje tive o prazer de encontrar o Casagrande. Tá firme, se recuperando, e em breve deve voltar a trabalhar como comentarista. Grande notícia. Boa sorte, Casão!!!!!! Como eu disse para ele, isso sim é que é boa notícia.
KAKÁ É CRAQUE?
Essa pergunta foi alvo de ativo debate durante o último Arena SporTV. Eu acho que é. E vocês?
segunda-feira, outubro 06, 2008
BRINCANDO DE MATEMÁTICO
NA RETA FINAL DO BRASILEIRO
Fiz algumas contas partindo do seguinte princípio: os cinco primeiros colocados manteriam seus aproveitamentos como mandante e como visitante nos dez jogos que faltam. Há uma pequena diferença relativa a Cruzeiro e Flamengo, que farão seis jogos como mandante e quatro como visitante. Palmeiras, Grêmio e São Paulo jogam cinco como mandante e cinco como visitante. Claro que devemos lembrar que há clássicos regionais envolvidos e também confrontos diretos entre os participantes.
Mas se nesse mundo ideal da aritmética os aproveitamentos fossem mantidos, o Brasileirão terminaria assim:
1) Palmeiras e Grêmio com 71,91 pontos
3) Cruzeiro com 67,56 pontos
4) Flamengo com 67,13 pontos
5) São Paulo com 66,48 pontos.
Os números são os seguintes:
Palmeiras como mandante.
14 jogos.
12 v
1 e
1 d
Aproveitamento de 88,09
Mantendo a média faria 13,21 pontos
Palmeiras como visitante
14 jogos
4v
4e
6d
Aproveitamento de 38,09%
Faria 5,71 pontos
Total de pontos somados seria de 18,91. Arredondando, 71,91 ou 72 pontos.
Grêmio como mandante
14 j
10v
3e
1d
Aproveitamento de 78,57%
Faria 11.78 pontos
Grêmio como visitante
14j
5v
5e
4d
Aproveitamento de 47,61%
Faria 7,14 pontos
Somaria 18,91 pontos. Faria 71,91, ou 72 pontos
Cruzeiro como mandante
14 jogos
10v
2e
2d
Ap – 76,19%
Faria 13,71 pontos
Cruzeiro como visitante
14j
5v
2e
7d
Ap. 40,47%
Faria 4,85 pontos. Somaria 18,56 pontos aos 49 atuais, totalizando 67,56 pontos
Flamengo como mandante
14j
9v
2e
3d
Ap. 69,04%
Somaria 12,42 pontos
Flamengo como visitante
14j
5v
5e
4d
Ap 47,61%
Somaria 5,71 pontos. No total, 18,13 pontos, e soma de 67,13
São Paulo como mandante
14j
10v
3e
1d
Ap.78,47%
Somaria 11,77 pontos
São Paulo como visitante
14j
3v
7e
4d
Ap. 38,09%
Somaria 5,71 pontos
Totalizaria 17,48 pontos, somando 66,48
NA RETA FINAL DO BRASILEIRO
Fiz algumas contas partindo do seguinte princípio: os cinco primeiros colocados manteriam seus aproveitamentos como mandante e como visitante nos dez jogos que faltam. Há uma pequena diferença relativa a Cruzeiro e Flamengo, que farão seis jogos como mandante e quatro como visitante. Palmeiras, Grêmio e São Paulo jogam cinco como mandante e cinco como visitante. Claro que devemos lembrar que há clássicos regionais envolvidos e também confrontos diretos entre os participantes.
Mas se nesse mundo ideal da aritmética os aproveitamentos fossem mantidos, o Brasileirão terminaria assim:
1) Palmeiras e Grêmio com 71,91 pontos
3) Cruzeiro com 67,56 pontos
4) Flamengo com 67,13 pontos
5) São Paulo com 66,48 pontos.
Os números são os seguintes:
Palmeiras como mandante.
14 jogos.
12 v
1 e
1 d
Aproveitamento de 88,09
Mantendo a média faria 13,21 pontos
Palmeiras como visitante
14 jogos
4v
4e
6d
Aproveitamento de 38,09%
Faria 5,71 pontos
Total de pontos somados seria de 18,91. Arredondando, 71,91 ou 72 pontos.
Grêmio como mandante
14 j
10v
3e
1d
Aproveitamento de 78,57%
Faria 11.78 pontos
Grêmio como visitante
14j
5v
5e
4d
Aproveitamento de 47,61%
Faria 7,14 pontos
Somaria 18,91 pontos. Faria 71,91, ou 72 pontos
Cruzeiro como mandante
14 jogos
10v
2e
2d
Ap – 76,19%
Faria 13,71 pontos
Cruzeiro como visitante
14j
5v
2e
7d
Ap. 40,47%
Faria 4,85 pontos. Somaria 18,56 pontos aos 49 atuais, totalizando 67,56 pontos
Flamengo como mandante
14j
9v
2e
3d
Ap. 69,04%
Somaria 12,42 pontos
Flamengo como visitante
14j
5v
5e
4d
Ap 47,61%
Somaria 5,71 pontos. No total, 18,13 pontos, e soma de 67,13
São Paulo como mandante
14j
10v
3e
1d
Ap.78,47%
Somaria 11,77 pontos
São Paulo como visitante
14j
3v
7e
4d
Ap. 38,09%
Somaria 5,71 pontos
Totalizaria 17,48 pontos, somando 66,48
UM OLHAR SOBRE
ELEIÇÕES, BRASIL,
PESQUISAS ETC.
Não me entuiasmo mais pela política, como fazia antigamente. Passava as madrugadas acompanhando apurações, análises etc. De vez em quando alguns acontecimentos ainda provocam reflexões.
Pesquisas, por exemplo. Nunca acreditei muito em pesquisas. Não conheço a fundo a metodologia e, pela quantidade de erros que acontecem ultimamente, pelo menos para mim a credibilidade anda baixa. Seja pesquisa de torcida ou de eleição. Como sempre tem alguém que encomenda, tendo a achar que os erros acabem acontecendo mais do que deveriam.
O caso da eleição para a prefeitura de São Paulo é emblemático. Como explicar que as pesquisas apontassem vantagem de 4, até 5 pontos percentuais para Marta Suplicy sobre Gilberto Kassab e os resultados das urnas mostram Kassab à frente após o primeiro turno?
Por que alguns resultados de pesquisas vazam antes da publicação das mesmas? Enfim, não é algo que tenha hoje muita credibilidade. Pelo menos para mim.
Analisando agora os números das eleições, tiro algumas conclusões:
- Lula e PT já não formam uma massa uniforme. O presidente não transfere sua enorme popularidade para o partido. Nem em São Bernardo do Campo, seu domicílio eleitoral. Ou em São Paulo, onde Marta colou sua imagem à de Lula e ficou atrás do atual mandatário.
- O povo brasileiro adora Lula como personagem, como biografia, muito mais do que tem apreço pelo PT ou pela administração de Lula. Hoje o Lulismo deixou o Petismo para trás.
- Qualquer presidente, independente de ideologia, que governe em períodos de bonança econômica, gozará de prestígio e aprovação.
- Maluf é um cadáver político, graças a Deus.
- ACM não assombra mais a Bahia incorporado em seu Neto.
- Crivella naufragou no Rio, o que prova que fé não move urnas.
- Beleza tampouco, já que a musa Manuela também dançou em Porto Alegre.
- Brasileiro vota em vereador com a mesma convicção que compra rifa.
- A máquina governamental funciona melhor que qualquer campanha política ou marqueteiros metidos a gênio.
- O sistema de urnas eletrônicas é uma maravilha.
ENQUANTO ISSO, NO BRASILEIRÃO...
A rodada pré-eleitoral mudou pouca coisa. Foi quase cumprir tabela para os líderes. O que se avizinha, porém, é bom em termos de emoção. O líder Palmeiras é o único do pelotão de frente a jogar fora de casa no meio de semana. Desafio para o equilibrado time de Luxemburgo. Que tem elenco para suportar a pressão que vem por aí. O Grêmio se recuperou e provou que a poupança feita no primeiro turno tem utilidade em tempos de crise. Correm por fora, mas com boas possibilidades, Cruzeiro e Flamengo. O São Paulo melhorou, mas esbarra no número baixo de vitórias. Será uma bela rodada, com certeza.
ELEIÇÕES, BRASIL,
PESQUISAS ETC.
Não me entuiasmo mais pela política, como fazia antigamente. Passava as madrugadas acompanhando apurações, análises etc. De vez em quando alguns acontecimentos ainda provocam reflexões.
Pesquisas, por exemplo. Nunca acreditei muito em pesquisas. Não conheço a fundo a metodologia e, pela quantidade de erros que acontecem ultimamente, pelo menos para mim a credibilidade anda baixa. Seja pesquisa de torcida ou de eleição. Como sempre tem alguém que encomenda, tendo a achar que os erros acabem acontecendo mais do que deveriam.
O caso da eleição para a prefeitura de São Paulo é emblemático. Como explicar que as pesquisas apontassem vantagem de 4, até 5 pontos percentuais para Marta Suplicy sobre Gilberto Kassab e os resultados das urnas mostram Kassab à frente após o primeiro turno?
Por que alguns resultados de pesquisas vazam antes da publicação das mesmas? Enfim, não é algo que tenha hoje muita credibilidade. Pelo menos para mim.
Analisando agora os números das eleições, tiro algumas conclusões:
- Lula e PT já não formam uma massa uniforme. O presidente não transfere sua enorme popularidade para o partido. Nem em São Bernardo do Campo, seu domicílio eleitoral. Ou em São Paulo, onde Marta colou sua imagem à de Lula e ficou atrás do atual mandatário.
- O povo brasileiro adora Lula como personagem, como biografia, muito mais do que tem apreço pelo PT ou pela administração de Lula. Hoje o Lulismo deixou o Petismo para trás.
- Qualquer presidente, independente de ideologia, que governe em períodos de bonança econômica, gozará de prestígio e aprovação.
- Maluf é um cadáver político, graças a Deus.
- ACM não assombra mais a Bahia incorporado em seu Neto.
- Crivella naufragou no Rio, o que prova que fé não move urnas.
- Beleza tampouco, já que a musa Manuela também dançou em Porto Alegre.
- Brasileiro vota em vereador com a mesma convicção que compra rifa.
- A máquina governamental funciona melhor que qualquer campanha política ou marqueteiros metidos a gênio.
- O sistema de urnas eletrônicas é uma maravilha.
ENQUANTO ISSO, NO BRASILEIRÃO...
A rodada pré-eleitoral mudou pouca coisa. Foi quase cumprir tabela para os líderes. O que se avizinha, porém, é bom em termos de emoção. O líder Palmeiras é o único do pelotão de frente a jogar fora de casa no meio de semana. Desafio para o equilibrado time de Luxemburgo. Que tem elenco para suportar a pressão que vem por aí. O Grêmio se recuperou e provou que a poupança feita no primeiro turno tem utilidade em tempos de crise. Correm por fora, mas com boas possibilidades, Cruzeiro e Flamengo. O São Paulo melhorou, mas esbarra no número baixo de vitórias. Será uma bela rodada, com certeza.
quinta-feira, outubro 02, 2008
PECADOS DO
FLUMINENSE
Parece história de pescador. É possível acreditar que um time chegue à final da Libertadores da América e esteja seriamente ameaçado de rebaixamento no Campeonato Brasileiro? Pois o Fluminense está conseguindo essa proeza.
Um chute errado, uma fração de segundos, apenas isso significa a diferença entre o céu e o purgatório para os tricolores das Laranjeiras. Um pênalti convertido e hoje estaríamos falando sobre o jogo entre Fluminense e Manchester United.
O que acontece com o Fluminense? Como cair tanto em tão pouco tempo? Podem existir mil teorias e muita gente pode ter razão. Um dos pontos onde acho que é a soberba. Principalmente por parte de Renato Gaúcho quando ainda treinava o time. O Fluminense, depois de ganhar do São Paulo, se considerava o time do universo. Acompanhei estarrecido as declarações de torcedores famosos no dia do primeiro jogo em Quito. Parecia uma escala rumo à Disney. O Fluminense já se proclamara campeão da América e estava esperando apenas a assinatura do contrato. Renato conduziu mal esse processo e o time foi junto. Deu no que deu. Nem tanto a derrota nos pênaltis, absolutamente do jogo, mas muito a sequência dos fatos. O Fluzão poderoso acordou na sarjeta e de lá não consegue sair.
Há um ingrediente político nisso tudo. O Fluminense tem um mecenas, um patrocinador que injeta recursos e palpites em doses cavalares. Mas pelo jeito não tem lideranças que sejam legítimas. Dentro e fora de campo. A cada derrota um tenta tirar o seu da reta e coloca o companheiro mais próximo na linha de tiro.
Talvez ainda esteja na memória do torcedor comum aquele triste dia da história do Fluminense de tantas glórias, quando o então presidente do clube estourou um champanhe para celebrar a virada de mesa que promoveu o clube para a Série A sem precisar jogar a B.
O Fluminense cresceu desde lamentável episódio, mas algumas pessoas ainda parecem acreditar no discurso do "esse time não cai etc." Outros tão grandes como o Flu caíram, e o próprio Flu despencou.
Falta ao Fluminense de hoje alguém com a estatura e o perfil de Carlos Alberto Parreira. Que tenha peito de, campeão mundial, abraçar uma campanha de série C, por exemplo. Gosto muito do Renê Simões, um grande cara e bom treinador. Mas acho que ele precisará muito mais do que boas histórias e um discurso conciliador para salvar o Fluminense.
É a mentalidade de alguns no clube que parece ultrapassada. Ainda assim, em se tratando de um gigante como esse, dá tempo de evitar o desastre. Mas não é brincadeira.
FLUMINENSE
Parece história de pescador. É possível acreditar que um time chegue à final da Libertadores da América e esteja seriamente ameaçado de rebaixamento no Campeonato Brasileiro? Pois o Fluminense está conseguindo essa proeza.
Um chute errado, uma fração de segundos, apenas isso significa a diferença entre o céu e o purgatório para os tricolores das Laranjeiras. Um pênalti convertido e hoje estaríamos falando sobre o jogo entre Fluminense e Manchester United.
O que acontece com o Fluminense? Como cair tanto em tão pouco tempo? Podem existir mil teorias e muita gente pode ter razão. Um dos pontos onde acho que é a soberba. Principalmente por parte de Renato Gaúcho quando ainda treinava o time. O Fluminense, depois de ganhar do São Paulo, se considerava o time do universo. Acompanhei estarrecido as declarações de torcedores famosos no dia do primeiro jogo em Quito. Parecia uma escala rumo à Disney. O Fluminense já se proclamara campeão da América e estava esperando apenas a assinatura do contrato. Renato conduziu mal esse processo e o time foi junto. Deu no que deu. Nem tanto a derrota nos pênaltis, absolutamente do jogo, mas muito a sequência dos fatos. O Fluzão poderoso acordou na sarjeta e de lá não consegue sair.
Há um ingrediente político nisso tudo. O Fluminense tem um mecenas, um patrocinador que injeta recursos e palpites em doses cavalares. Mas pelo jeito não tem lideranças que sejam legítimas. Dentro e fora de campo. A cada derrota um tenta tirar o seu da reta e coloca o companheiro mais próximo na linha de tiro.
Talvez ainda esteja na memória do torcedor comum aquele triste dia da história do Fluminense de tantas glórias, quando o então presidente do clube estourou um champanhe para celebrar a virada de mesa que promoveu o clube para a Série A sem precisar jogar a B.
O Fluminense cresceu desde lamentável episódio, mas algumas pessoas ainda parecem acreditar no discurso do "esse time não cai etc." Outros tão grandes como o Flu caíram, e o próprio Flu despencou.
Falta ao Fluminense de hoje alguém com a estatura e o perfil de Carlos Alberto Parreira. Que tenha peito de, campeão mundial, abraçar uma campanha de série C, por exemplo. Gosto muito do Renê Simões, um grande cara e bom treinador. Mas acho que ele precisará muito mais do que boas histórias e um discurso conciliador para salvar o Fluminense.
É a mentalidade de alguns no clube que parece ultrapassada. Ainda assim, em se tratando de um gigante como esse, dá tempo de evitar o desastre. Mas não é brincadeira.
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