sexta-feira, março 14, 2008
A INGRATIDÃO,
AS BERMUDAS
E O FUTEBOL
O noticiário anda fazendo mal à saúde, até para quem vive de notícia. Que dizer, por exemplo, da nova diversão do governo da Espanha: deportar brasileiros. Sou neto de espanhol por parte de pai. Até 1992 eu poderia ser cidadão espanhol, se quisesse. Agora não posso mais. Na verdade, nunca quis ser. Estou bem feliz e satisfeito por ser brasileiro. Pois meu avô resolveu sair da Espanha lá pelos anos 20 do século passado, ele e quase todos seus irmão, pois pretendiam escapar da perseguição e da selvageria da Guerra Civil. Foi bem recebido no Brasil, aqui teve oportunidades, fez uma família, abriu um negócio e aqui morreu. Seu Epifanio Noriega foi um dos milhões de europeus que, fugindo de ditadores ou da fome e da miséria em algumas épocas, vieram parar no Brasil, na Argentina, no Chile, no México. Esse mesmo Brasil que abrigou os japoneses que neste ano comemoram cem anos da chegada dos primeiros de seus patrícios a esse porto seguro tropical.
Essas notícias das deportações de brasileiros pela Espanha me fazem pensar em como seria a Europa hoje se a América Latina não tivesse recebido espanhóis e italianos, por exemplo. Isso muito tempo depois de espanhóis, ingleses e franceses terem dizimado populações, saqueado e pirateado riquezas. Certamente alguns sobrenomes se perderiam no tempo, famílias seriam interrompidas e não caberia todo mundo nos "vastos" territórios atuais dos outroras império e reino que foram Itália e Espanha. Pior ainda é saber que tudo acontece por uma questão política, eleitoreira. Coisa mesquinha. Espanha e Itália são dois países que têm participação maioritária na composição do meu sangue. Duas grandes e belas nações mas que, infelizmente, suportam - ou seria aceitam? - alguns comportamentos xenófobos e racistas. Vide algumas manifestações em jogos de futebol, símbolos fascistas que perduram, uma inconcebível saudade de Franco e Mussolini manifestada por grupos de extrema direita. Sabe-se que a grosso modo italianos e espanhoís, como povo, não têm grande apreço pela idéia de compartilhar seu chão com imigrantes, sejam eles europeus, sul-americanos, africanos. Se jogam futebol direitinho e têm traços europeus no sangue, tudo bem, até fazem uma concessão.
Aqui nesse maltratado chão em que se plantando tudo dá, houve a oportunidade para que muitos de sangue espanhol tocassem a vida, literalmente sobrevivessem. Até hoje a Espanha prospera em negócios realizados no Brasil. Por isso não entendo e não aceito o que se faz agora. Mas talvez seja porque eu pense num mundo em que fronteiras sejam algo mais cultural do que étnico e alfandegário. O direito de ir e vir faz parte do meu modo de pensar e ver o mundo.
Assim como o direito de entrar de bermudas, desde que não sejam micro, no glorioso e respeitado Congresso Nacional Brasileiro. Essa casa de gente séria, proba e trabalhadora viveu acalorado debate na última semana quando uma jornalista foi barrada por não estar trajada de acordo com as normas do decoro - não o parlamentar - exigidas pela casa. Para lá entrar tem que estar de terno bem cortado, vestido discreto. Não importa o que se vá fazer, se é negociar um cargo, um mensalão, fornicar, tudo isso pode. Desde que se esteja vestido adequadamente. Nada retrata mais o Brasil do que essa metáfora das bermudas. Triste Brasil.
E ainda sobre esse caso Brasil-Espanha, acho bobagem a retaliação. Primeiro porque na condição de paraíso tropical pobre, precisamos de turistas e do dinheiro deles. Se a idéia de alguns europeus é vir aqui para, literalmente, comer criancinhas, que esses animais sejam presos e deportados. Mas se os europeus decentes querem apenas curtir uma praia, comer bem e viver a experiência de um país em que, apesar de todos os males - e são muitos - , a mistura é bem vinda e celebrada, não há separatismo e até os rivais (só no futebol) argentinos são bem tratados, podem vir. Só tomem cuidado com uma ou outra bala perdida, um assaltante, um sequestrador, um corrupto de plantão. Fora isso, ainda prefiro a República das Bermudas ao Reino da Ingratidão.
E O FUTEBOL?
Ah, claro, quase esqueci. Apesar das arbitragens, das insuportáveis coletivas dos treinadores e de alguns times bem fraquinhos, ainda tem coisa boa pelos gramados. Mas o futebol tá ficando chato em um aspecto. Tudo agora é avaliado sob o ângulo da "ética" - será que quem usa essa palavra sabe o que significa?. Seja a do boleiro, a do empresário, a do construtor de gramados. Se drible está virando falta de respeito ao profissional é porque passou da hora de se pensar em mudanças de comportamento. Isso envolve jogadores, técnicos, dirigentes, imprensa, torcedores. Antes que a gente comece a ouvir coisas do tipo "queria pedir desculpas por ter feito um gol tão bonito", "minha intenção não era dar um rolinho, jamais faria isso com um colega de profissão" e por aí vai.
segunda-feira, março 10, 2008
CURSO DE JORNALISMO ESPORTIVO
Essa é uma dica para quem curte esporte e pensa em trabalhar como jornalista na área esportiva. A partir de 15 de março será realizada a segunda edição do Curso de Jornalista Esportivo das Faculdades Integradas Rio Branco, em São Paulo.
Entre os professores do curso estão jornalistas de muita capacidade e experiência, entre os quais Patrícia Rangel, com grande experiêncai em rádio, TV e internet, Marcelo Laguna, do Diário de S.Paulo, Erick Castelhero, da Gazeta Esportiva.Net e Victor Birner, da Rádio CBN.
Com certeza é uma experiência muito válida para quem quer conhecer um pouco mais da viuda e do dia-a-dia de jornalistas de diversas mídias, e um caminho importante para buscar mais conhecimento rumo ao mercado de trabalho.
Informações no site www.riobrancofac.edu.br ou pelos telefones Telefones: 0800 16 55 21 ou (11) 3879 3105.
Essa é uma dica para quem curte esporte e pensa em trabalhar como jornalista na área esportiva. A partir de 15 de março será realizada a segunda edição do Curso de Jornalista Esportivo das Faculdades Integradas Rio Branco, em São Paulo.
Entre os professores do curso estão jornalistas de muita capacidade e experiência, entre os quais Patrícia Rangel, com grande experiêncai em rádio, TV e internet, Marcelo Laguna, do Diário de S.Paulo, Erick Castelhero, da Gazeta Esportiva.Net e Victor Birner, da Rádio CBN.
Com certeza é uma experiência muito válida para quem quer conhecer um pouco mais da viuda e do dia-a-dia de jornalistas de diversas mídias, e um caminho importante para buscar mais conhecimento rumo ao mercado de trabalho.
Informações no site www.riobrancofac.edu.br ou pelos telefones Telefones: 0800 16 55 21 ou (11) 3879 3105.
sexta-feira, março 07, 2008
BATE-BOLA
Hora do bate-papo com os amigos que por aqui passam. Pode ser até com o famoso SABE-TUDO ANÔNIMO, embora ele ache que não tem mais nada a aprender ou discutir, do alto de todo seu conhecimento e intelectualidade de advogado e, como ele diz, futuro magistrado. Pensei que ele fosse voltar com mais argumentos, dado seu grande saber - não apenas jurídico, mas também futebolístico. Afinal, ele afirma que a categoria profissional da qual faço parte é medíocre, cometendo o grave erro da generalização. Felizmente, eu não caio nessa. Pode parecer tentador achar que, dado o número de escândalos protagonizados por profissionais do direito e alguns magistrados, essas duas categorias possam ser enquadradas na totalidade. Eu acredito no direito e nos bons advogados brasileiros, assim como acredito na Magistratura e nos bons magistrados. Não julgo por associação.
* Valdir, esse, infelizmente, é um reflexo da sociedade brasileira, a sociedade da carteirada, do "você sabe com quem está falando", do poder dos amigos do poder. Mas é, principalmente, reflexo de um tempo em que a intolerância grassa. Triste tempo esse. Abs.
* João Luís, o Adriano realmente é um atacante que sempre precisa ser muito bem marcado por qualquer defesa, independente da fase. Sobre o Fluminense, realmente tem feito bons jogos, e o Dodô está numa fase sensacional.
* Fábio, o que vale é trocar idéias e opiniões sobre esse apaixonante futebol. Abs.
* Lilu, curta muito esse grande momento do seu Fluminense, que literalmente fez história.
* Prezado Robert, algumas pessoas infelizmente não estão preparadas para a democracia, preferem os tempos autoritários. Tristes tempos esses nossos. Abs.
* Orlando, não tenha dúvida que esses críticos anônimos, que se dizem defensores perpétuos de seus times, são os mesmos que detonam tudo e todos à primeira derrota e acham que bater em jogador serve como incentivo. São os falsos torcedores.
* Minwer, eu modero os comentários e não aceito os que contenham palavrões e ofensas. Mas os que me criticam, desde que com argumentos e educação, eu publico sem problema algum. Nunca me achei dono da verdade e críticas sempre são interessantes para que possamos trabalhar em busca de uma produção ainda melhor.
*Guilherme, o fato de eu discordar de você e você discordar de mim é extremamente saudável. Não existe verdade absoluta, principalmente quando se trata de futebol. Só não podemos ser inimigos por causa disso, como, infelizmente, alguns pensam. Mas não se trata do seu caso.
* Guto, vamos esperar que o Alex continue muito bem e que o Guto em breve seja mais uma revelação do futebol brasileiro.
* Bruno, sobre o Valdívia, o ser decisivo a que me referi foi fazer o gol que decidiu um clássico. Ele mesmo disse que nem no Chile tinha feito gol em clássicos. Abs
* Iara, curto muito música, sim. Esse negócio de bom moço esconde muita coisa. Nem tudo é o que parece. Abs
* Fia, obrigado pela visita e a recuperação do Adriano é boa não apenas para o São Paulo, mas para o futebol brasileiro.
* Cone Boy, acho que o Valdívia é um dos jogadores que estão em boa fase no Brsil. Sobre chance na Seleção Brasileira, é complicado falar, mas existem vários jogadores estrangeiros com nível tão bom e até melhor que alguns da nossa Seleção. No Chile o Valdívia é titular absoluto.
* Fernando, música tem muito a ver com sentimento. É a mesma coisa que move o gosto por cinema, teatro, preferência clubística. É muito pessoal.
* Marcos, acho Time Stand Still muito legal também. Abs
* Davi Cavalieri, vou comprar O Bloco do Eu Sozinho e ouvir, com certeza. Valeu por escrever.
* E aí, Luiz, tudo bem? Cara, juro que me lembro de ter visto há muito tempo o clipe de Copacabana com o Manillow e havia referências à nossa Copacabana. Mas acredito na sua informação.
* Xina 70, o Cruzeiro está montando um time muito competitivo e tem jogadores que estão sendo surpresas muito agradáveis, em especial o Ramires, muito bom volante.
Sobre o Genesis, eu sou muito fã da banda, mas não sou um grande fã de rock progressivo. Mais do Genesis e do Marillion. Gosto da fase do Gabriel, mas prefiro claramente a do Collins, tanto na fase 4 caras como na fase trio. Penso que Mama, That´s All, Land of Confusion, Home By The Sea e No Son of Mine estão entre as melhores músicas do Genesis em todas as épocas. Sem ofensas, eu gosto de música pop e acredito que nisso Phil Collins, Sting, Paul McCartney e Elton John são mestres.
* Edson, agradeço suas palavras, mas não existe isso de se achar bonzão. São apenas pontos de vista. O que eu tenho convicção é que tento fazer meu trabalho da maneira mais séria e honesta possível, e isso inclui acertos e erros. Torcedor é passinoal, mas não precisa ser ignorante como alguns são. Felizmente, não é seu caso. Quanto ao meu pai, graças a Deus o velho Luiz Noriega está firme e forte, curtindo os netos e trabalhando na área de marketing esportivo. Narrava bem demais, sou fã até hoje, mas sou suspeito.
Hora do bate-papo com os amigos que por aqui passam. Pode ser até com o famoso SABE-TUDO ANÔNIMO, embora ele ache que não tem mais nada a aprender ou discutir, do alto de todo seu conhecimento e intelectualidade de advogado e, como ele diz, futuro magistrado. Pensei que ele fosse voltar com mais argumentos, dado seu grande saber - não apenas jurídico, mas também futebolístico. Afinal, ele afirma que a categoria profissional da qual faço parte é medíocre, cometendo o grave erro da generalização. Felizmente, eu não caio nessa. Pode parecer tentador achar que, dado o número de escândalos protagonizados por profissionais do direito e alguns magistrados, essas duas categorias possam ser enquadradas na totalidade. Eu acredito no direito e nos bons advogados brasileiros, assim como acredito na Magistratura e nos bons magistrados. Não julgo por associação.
* Valdir, esse, infelizmente, é um reflexo da sociedade brasileira, a sociedade da carteirada, do "você sabe com quem está falando", do poder dos amigos do poder. Mas é, principalmente, reflexo de um tempo em que a intolerância grassa. Triste tempo esse. Abs.
* João Luís, o Adriano realmente é um atacante que sempre precisa ser muito bem marcado por qualquer defesa, independente da fase. Sobre o Fluminense, realmente tem feito bons jogos, e o Dodô está numa fase sensacional.
* Fábio, o que vale é trocar idéias e opiniões sobre esse apaixonante futebol. Abs.
* Lilu, curta muito esse grande momento do seu Fluminense, que literalmente fez história.
* Prezado Robert, algumas pessoas infelizmente não estão preparadas para a democracia, preferem os tempos autoritários. Tristes tempos esses nossos. Abs.
* Orlando, não tenha dúvida que esses críticos anônimos, que se dizem defensores perpétuos de seus times, são os mesmos que detonam tudo e todos à primeira derrota e acham que bater em jogador serve como incentivo. São os falsos torcedores.
* Minwer, eu modero os comentários e não aceito os que contenham palavrões e ofensas. Mas os que me criticam, desde que com argumentos e educação, eu publico sem problema algum. Nunca me achei dono da verdade e críticas sempre são interessantes para que possamos trabalhar em busca de uma produção ainda melhor.
*Guilherme, o fato de eu discordar de você e você discordar de mim é extremamente saudável. Não existe verdade absoluta, principalmente quando se trata de futebol. Só não podemos ser inimigos por causa disso, como, infelizmente, alguns pensam. Mas não se trata do seu caso.
* Guto, vamos esperar que o Alex continue muito bem e que o Guto em breve seja mais uma revelação do futebol brasileiro.
* Bruno, sobre o Valdívia, o ser decisivo a que me referi foi fazer o gol que decidiu um clássico. Ele mesmo disse que nem no Chile tinha feito gol em clássicos. Abs
* Iara, curto muito música, sim. Esse negócio de bom moço esconde muita coisa. Nem tudo é o que parece. Abs
* Fia, obrigado pela visita e a recuperação do Adriano é boa não apenas para o São Paulo, mas para o futebol brasileiro.
* Cone Boy, acho que o Valdívia é um dos jogadores que estão em boa fase no Brsil. Sobre chance na Seleção Brasileira, é complicado falar, mas existem vários jogadores estrangeiros com nível tão bom e até melhor que alguns da nossa Seleção. No Chile o Valdívia é titular absoluto.
* Fernando, música tem muito a ver com sentimento. É a mesma coisa que move o gosto por cinema, teatro, preferência clubística. É muito pessoal.
* Marcos, acho Time Stand Still muito legal também. Abs
* Davi Cavalieri, vou comprar O Bloco do Eu Sozinho e ouvir, com certeza. Valeu por escrever.
* E aí, Luiz, tudo bem? Cara, juro que me lembro de ter visto há muito tempo o clipe de Copacabana com o Manillow e havia referências à nossa Copacabana. Mas acredito na sua informação.
* Xina 70, o Cruzeiro está montando um time muito competitivo e tem jogadores que estão sendo surpresas muito agradáveis, em especial o Ramires, muito bom volante.
Sobre o Genesis, eu sou muito fã da banda, mas não sou um grande fã de rock progressivo. Mais do Genesis e do Marillion. Gosto da fase do Gabriel, mas prefiro claramente a do Collins, tanto na fase 4 caras como na fase trio. Penso que Mama, That´s All, Land of Confusion, Home By The Sea e No Son of Mine estão entre as melhores músicas do Genesis em todas as épocas. Sem ofensas, eu gosto de música pop e acredito que nisso Phil Collins, Sting, Paul McCartney e Elton John são mestres.
* Edson, agradeço suas palavras, mas não existe isso de se achar bonzão. São apenas pontos de vista. O que eu tenho convicção é que tento fazer meu trabalho da maneira mais séria e honesta possível, e isso inclui acertos e erros. Torcedor é passinoal, mas não precisa ser ignorante como alguns são. Felizmente, não é seu caso. Quanto ao meu pai, graças a Deus o velho Luiz Noriega está firme e forte, curtindo os netos e trabalhando na área de marketing esportivo. Narrava bem demais, sou fã até hoje, mas sou suspeito.
HORA DA RESPOSTA AO
CORNETEIRO ANÔNIMO
Dessa vez a mensagem do corneteiro anônimo foi mais educada e sem tantos erros de português, portanto, está publicada. Ele insiste em não se identificar, mas quem precisa se esconder deve ter motivo. Pois bem, amigo corneteiro, eu não me digo jornalista, eu sou jornalista formado, diplomado, com cursos de especialização e 20 anos de profissão. Se você gosta ou não do meu trabalho como jornalista, é seu direito e desde que seja educado, suas críticas serão aqui publicadas. Você vê o jogo com olhos de torcedor, eu preciso ser isento.
Sandices? Bem, não fui apenas eu que disse que algumas das atuações do Thiago Neves estavam abaixo da expectativa neste ano, se comparadas às de 2007. Outros colegas compartilharam desse pensamento. Inclusive na semifinal da Taça Guanabara Thiago Neves foi anulado por Túlio, na vitória botafoguense por 2 a 0. O jogador também foi criticado, até pela torcida, em outros jogos nos quais o Flu empatou com adversários mais fracos na competição. Como no empate com o poderoso Boa Vista, no qual foi substituído por Cícero. Ou contra a LDU pela Libertadores.
Repito aqui minha opinião, que vem desde o ano passado: Thiago Neves tem tudo para ser um dos melhores jogadores do Brasil, mas ainda não é o melhor do Brasil, como você acha. Inclusive, eu não acredito que hoje exista a figura do melhor jogador do Brasil. Eu acho que o Dodô, por exemplo, ainda é muito mais importante como jogador do que o Thiago Neves. Tomara que em breve o Thiago confirme tudo que se espera - eu inclusive - dele e seja mais importante, porque talento ele tem para isso. E o Fluminense, que é muito maior que o Thiago Neves, sairá ganhando.
Portanto, se quiser debater, desde que com educação, volte sempre, seus argumentos serão respeitados, mas não sou obrigado a concordar com você, assim como você não é obrigado a concordar comigo. Então teremos uma boa troca de idéias, desde que civilizada.
CORNETEIRO ANÔNIMO
Dessa vez a mensagem do corneteiro anônimo foi mais educada e sem tantos erros de português, portanto, está publicada. Ele insiste em não se identificar, mas quem precisa se esconder deve ter motivo. Pois bem, amigo corneteiro, eu não me digo jornalista, eu sou jornalista formado, diplomado, com cursos de especialização e 20 anos de profissão. Se você gosta ou não do meu trabalho como jornalista, é seu direito e desde que seja educado, suas críticas serão aqui publicadas. Você vê o jogo com olhos de torcedor, eu preciso ser isento.
Sandices? Bem, não fui apenas eu que disse que algumas das atuações do Thiago Neves estavam abaixo da expectativa neste ano, se comparadas às de 2007. Outros colegas compartilharam desse pensamento. Inclusive na semifinal da Taça Guanabara Thiago Neves foi anulado por Túlio, na vitória botafoguense por 2 a 0. O jogador também foi criticado, até pela torcida, em outros jogos nos quais o Flu empatou com adversários mais fracos na competição. Como no empate com o poderoso Boa Vista, no qual foi substituído por Cícero. Ou contra a LDU pela Libertadores.
Repito aqui minha opinião, que vem desde o ano passado: Thiago Neves tem tudo para ser um dos melhores jogadores do Brasil, mas ainda não é o melhor do Brasil, como você acha. Inclusive, eu não acredito que hoje exista a figura do melhor jogador do Brasil. Eu acho que o Dodô, por exemplo, ainda é muito mais importante como jogador do que o Thiago Neves. Tomara que em breve o Thiago confirme tudo que se espera - eu inclusive - dele e seja mais importante, porque talento ele tem para isso. E o Fluminense, que é muito maior que o Thiago Neves, sairá ganhando.
Portanto, se quiser debater, desde que com educação, volte sempre, seus argumentos serão respeitados, mas não sou obrigado a concordar com você, assim como você não é obrigado a concordar comigo. Então teremos uma boa troca de idéias, desde que civilizada.
quinta-feira, março 06, 2008
DODÔ, ADRIANO E A LIBERTADORES
Nesta semana tive o prazer de escrever uma crônica a pedido do amigo Lédio Carmona para seu fantástico blog Jogo Aberto. Era sobre a Libertadores da América, a competição de que mais gosto no futebol.
A Libertadores que nesta quarta teve uma noite histórica proporcionada pelo Fluminense. Os 6 a 0 no Arsenal foram a maior goleada já sofrida por um time argentino para equipes de outro país na competição, deixando para trás os 6 a 1 do Palmeiras no Boca em 94. Valeu a espera de 23 anos para os tricolores das Laranjeiras.
Só vi os gols do jogo, então, difícil analisar algo tecnica e taticamente. Mas dá para falar, e com prazer, de Dodô. Não é exagero quando se afirma que esse jogador só faz gols bonitos. E como faz gol o Dodô! Taí um jogador que eu acho que não se pode descartar na Seleção Brasileira. Por que o Brasil hoje não tem um goleador com a eficiência de Dodô.
Recebi uma cornetada de um anônimo (para que se esconder?) tricolor, pelo que disse no Arena SporTV de quarta-feira. Eu afirmei que o Thiago Neves não vinha jogando como na temporada passada e precisava jogar mais. E tome cornetada de pó-de-arroz (finalmente essa festa foi liberada) em cima de mim. Mas eu ainda acho que, mesmo tendo potencial para ser muito bom, um dos melhores do País em breve, Thiago Neves ainda não fez o que Dodô já conseguiu em vários clubes e repete no Fluminense: esse sabe o caminho do gol.
O Tricolor paulista suou para vencer o modesto Audax Italiano. Mas o São Paulo criou as melhores oportunidades, embora só tenha chegado ao gol após a expulsão de Rocco. O Audax chegou duas vezes e fez um gol com o Villanueva, canhoto bom de bola. Aí Adriano fez o que justificou sua contratação pelo São Paulo. Gols de centroavante mais pra rompedor que para técnico. Ganhou de cabeça no primeiro gol e sentiu o faro da rede no segundo.´
Numa competição em que enfrentarão muitas retrancas, Fluminense e São Paulo podem contar com dois jogadores com alto poder de definição. Dodô é técnico, frio, preciso, estilista. Adriano é força, rompimento e briga. Melhor para os tricolores.
AVISO AOS NAVEGANTES
QUE NÃO TÊM EDUCAÇÃO
Uma pequena pausa nos temas para deixar aqui um aviso e um lamento. Infelizmente, tem aumentado o número de fanáticos que por aqui passam com ofensas, elocubrações fantasiosas e mania de perseguição. É triste constatar isso, mas existe uma parcela - grande - de torcedores que acham o seguinte: falou bem do time dele é o melhor do mundo; falou mal não presta, é vendido. Eles não querem análise. É a famosa turma que prefere ganhar roubado a ganhar jogando bem. Meu Deus, quanta tolice!
Nem melhor, nem pior, nem tolice, nem genialidade. O papo sobre futebol, esportes, política e música pressupõe o direito de falar e ouvir, de aceitar opiniões diferentes, conflitantes, mas sempre com respeito, educação e, o que eu acho que hoje no Brasil é pedir muito, inteligência.
Alguns apelam pra baixaria, com erros grotescos de português, argumentos estapafúrdios. Geralmente são os mesmos que proclamam amor incondicional ao seu time e após a primeira derrota querem bater nos jogadores, demitir o técnico, ameaçar todo mundo. E, claro, jogam a culpa na imprensa. Como se para a imprensa mudasse alguma coisa time A ou time B ganhar ou perder.
Temos exemplos emblemáticos desde o ano passado. Vou me ater ao que acontece em São Paulo, onde fica a minha base. Uma corrente afirmava que o Corinthians jamais seria rebaixado, que a "TV" não deixaria, que havia interesses econômicos. Pois o Corinthians caiu, o mundo não acabou e a torcida corintiana dá seguidas mostras de paixão pelo seu time, com a melhor média de público do Campeonato Paulista.
Outra corrente de fanatismo diz que a imprensa não gosta do Palmeiras. Pois nos últimos tempos poucas vezes se destacou tanto a busca do clube por uma administração mais moderna, a melhora na estrutura geral, a ousadia nas contratações, o marketing agressivo.
A terceira corrente afirma que o São Paulo é o atual queridinho dos jornalistas. Mas já nesta semana houve uma apressada movimentação em torno da qual alguns acusaram jornalistas de perseguir Adriano, de inventar fofocas. Provavelmente são os mesmos que acusam parte do jornalismo de prestigiar demais o São Paulo.
Felizmente, com o passar do tempo e a evolução da espécie, também nas arquibancadas os xiitas de plantão estão sendo jogados para escanteiro e aumenta o espaço para o torcedor de verdade, aquele que gosta do futebol acima de tudo.
Todos que trabalham com opinião sabem disso que escrevo. Se o time do sujeito joga bem e você elogia algum atleta, pipocam mensagens incensando, dizendo que você é o tal. Se joga mal e você apenas constata isso, o diagnóstico é rápido: vendido, torcedor travestido.
Para finalizar, já que o tema é chato, nesse espaço as críticas, desde que embasadas e educadas, são sempre bem vindas. Afinal, quem sou eu pra achar que comprei a verdade? Agora, se apelar e tiver baixaria, vai procurar a sua turma, porque aqui não entra.
QUE NÃO TÊM EDUCAÇÃO
Uma pequena pausa nos temas para deixar aqui um aviso e um lamento. Infelizmente, tem aumentado o número de fanáticos que por aqui passam com ofensas, elocubrações fantasiosas e mania de perseguição. É triste constatar isso, mas existe uma parcela - grande - de torcedores que acham o seguinte: falou bem do time dele é o melhor do mundo; falou mal não presta, é vendido. Eles não querem análise. É a famosa turma que prefere ganhar roubado a ganhar jogando bem. Meu Deus, quanta tolice!
Nem melhor, nem pior, nem tolice, nem genialidade. O papo sobre futebol, esportes, política e música pressupõe o direito de falar e ouvir, de aceitar opiniões diferentes, conflitantes, mas sempre com respeito, educação e, o que eu acho que hoje no Brasil é pedir muito, inteligência.
Alguns apelam pra baixaria, com erros grotescos de português, argumentos estapafúrdios. Geralmente são os mesmos que proclamam amor incondicional ao seu time e após a primeira derrota querem bater nos jogadores, demitir o técnico, ameaçar todo mundo. E, claro, jogam a culpa na imprensa. Como se para a imprensa mudasse alguma coisa time A ou time B ganhar ou perder.
Temos exemplos emblemáticos desde o ano passado. Vou me ater ao que acontece em São Paulo, onde fica a minha base. Uma corrente afirmava que o Corinthians jamais seria rebaixado, que a "TV" não deixaria, que havia interesses econômicos. Pois o Corinthians caiu, o mundo não acabou e a torcida corintiana dá seguidas mostras de paixão pelo seu time, com a melhor média de público do Campeonato Paulista.
Outra corrente de fanatismo diz que a imprensa não gosta do Palmeiras. Pois nos últimos tempos poucas vezes se destacou tanto a busca do clube por uma administração mais moderna, a melhora na estrutura geral, a ousadia nas contratações, o marketing agressivo.
A terceira corrente afirma que o São Paulo é o atual queridinho dos jornalistas. Mas já nesta semana houve uma apressada movimentação em torno da qual alguns acusaram jornalistas de perseguir Adriano, de inventar fofocas. Provavelmente são os mesmos que acusam parte do jornalismo de prestigiar demais o São Paulo.
Felizmente, com o passar do tempo e a evolução da espécie, também nas arquibancadas os xiitas de plantão estão sendo jogados para escanteiro e aumenta o espaço para o torcedor de verdade, aquele que gosta do futebol acima de tudo.
Todos que trabalham com opinião sabem disso que escrevo. Se o time do sujeito joga bem e você elogia algum atleta, pipocam mensagens incensando, dizendo que você é o tal. Se joga mal e você apenas constata isso, o diagnóstico é rápido: vendido, torcedor travestido.
Para finalizar, já que o tema é chato, nesse espaço as críticas, desde que embasadas e educadas, são sempre bem vindas. Afinal, quem sou eu pra achar que comprei a verdade? Agora, se apelar e tiver baixaria, vai procurar a sua turma, porque aqui não entra.
segunda-feira, março 03, 2008
VALDÍVIA, ADRIANO, IARLEY,
TARDELLI, ROGER, EDMUNDO...
Como é bom um final de semana em que se fala quase nada de arbitragem e muito de jogadores, de gols, de clássicos. Alguns personagens se destacaram e merecem algumas análises. Vamos a eles.
VALDÍVIA - Pela primeira vez na carreira o chileno do Palmeiras foi decisivo em um clássico. Ele mesmo disse que nem no Chile tinha sido. Está claro que Valdívia evoluiu com Luxemburgo. Sempre foi habilidoso e técnico, agora está mais combativo e agudo. Tem participado de todos os lances decisivos do time. Está entre os melhores em atividade no Brasil, é um dos poucos jogadores que ainda têm lampejos, pensam algo diferente. Valdívia sofre um pouco do preconceito que o argentino Tevez enfrentou no Brasil. Alguns jogadores, treinadores e analistas brasileiros têm bronca de jogadores estrangeiros. O que é uma bobagem. Se o cara joga bem, não interessa onde nasceu.
ADRIANO - Tem gente que não sabe aproveitar as chances que a vida oferece. O São Paulo, o mais organizado dos clubes brasileiros, caiu no colo de Adriano. Esqueçamos o dinheiro e o poderio econômico europeu. Adriano está recebendo a oportunidade de ser protagonista numa equipe que disputa a Libertadores, tem destaque na mídia e, o mais importante, não precisa do Adriano. Mas quando ele mesmo afirma que não é um jogador normal, já se percebe o tamanho do problema. Adriano pensa que é mais do que é. Seu desempenho no Paulistão é, quando muito, modesto. Gente normal como Otacílio Neto, Xuxa, Camilo, Pedrão já fez mais que ele. Adriano só tem razão quando afirma que dão muita bola para o que ele faz. Eu, particularmente, estou pouco me lixando para o que ele, qualquer jogador ou outra pessoa faz da sua vida. Cuido da minha. O problema, como dizem lá no Interior, é que o Adriano faz e senta em cima.
IARLEY - Taí um caso de bom jogador, diria muito bom, em que pouca gente presta atenção. Iarley mudou de patamar como atleta depois que passou pelo Boca Juniors. Manteve a boa habilidade já mostrada no Paysandu, mas se transformou num jogador mais tático e inteligente após jogar no país vizinho. No ótimo Inter do Abelão Iarley é líder e decide. Ele e Alex são, hoje, o ponto de sustentação do Colorado. Que está pintando como o grande favorito para o Brasileirão.
ROGER - O espírito gremista e os bons ares dos Pampas parecem estar fazendo efeito em Roger. O cara sabe jogar bola, mas muitas vezes não mostra muito interesse. No Grêmio não tem essa conversa e quem chega no Olímpico sabe que, craque ou perna-de-pau, tem que suar, e muito. Roger dá pinta de que entendeu o recado. Com a qualidade rara que ele tem de passe e visão de jogo, se mantiver o ritmo, vai dar muito certo e ajudará o Grêmio em seu trabalho de reestruturação.
TARDELLI - Outro caso de talento que vem sendo seguidamente desperdiçado pelo próprio dono. Esse garoto é um caso raro de atacante técnico e habilidoso, com frieza na hora da conclusão. Sempre teve esses repentes, começa bem uma temporada, depois some e volta a ser uma promessa ainda não cumprida. No Flamengo parece estar onde sempre sonhou. Com um pouquinho de cabeça no lugar ele tem tudo para, finalmente, se tornar uma realidade.
EDMUNDO - Lá vai o Animal em sua última temporada (palavras do próprio em entrevista que fiz com ele para a edição da revista Placar que está nas bancas). Edmundo é daqueles jogadores que jamais deveriam parar, tamanha a sua capacidade. As encrencas, com certeza, abalaram seu prestígio e prejudicaram sua carreira. Mesmo assim, fez tudo que fez. Merece um bom ano de despedida.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
É possível gostar de músicas de
bandas de que você não gosta?
Adoro música e, admito, sou um não-músico frustrado. Ainda vou tentar aprender a tocar um instrumento na vida. Também gosto de falar sobre música, além de esporte e outros temas. Até fiz uma texto para a edição de abril da Rolling Stone brasileira, sobre um DVD Áudio do Rush.
Todo mundo tem um artista preferido, um estilo, uma cantora, um intérprete. Quem passa por aqui sabe que sou fã do Genesis, do Phil Collins, da Elis Regina e de muitas outras coisas.
Mas também gosto de algumas músicas de bandas e artistas dos quais não sou fã.
Deixo aqui alguns exemplos e convido os amigos a participarem com suas opiniões.
Don´t Go Away, do Oasis - Não sou fã do Oasis, não tenho um disco. Aliás, jamais ouvi um disco inteiro. Acho a banda uma pretensa imitação dos Beatles e, como qualquer imitação da maior de todas as bandas, não chega lá. Os Gallagher, irmãos que mandam na banda, são duas malas sem alça, metidos a briguentos, polemistas. Mas essa música é bem legal. Gosto da maneira descarada como o vocal tenta emular o John Lennon, com a voz "quebrando" nas notas mais altas. A levada de bateria evidentemente "chupada" de Ringo Starr não tem a mesma leveza do beatle menos famoso, mas leva bem a canção até o fim, com um duelo entre o solo de guitarra e os vocais. Bem bacana a música, sempre que ouço gosto. Ouvi hoje e mantive a opinião.
Subdivisions, do Rush - O trio canadense de progressivo temperado com metal é formado por grandes músicos, esbanja técnica, mas sempre passou uma certa imagem de frieza para mim. Tipo assim o próprio Canadá. Que, dizem os próprios canadenses, é bonito, bacana, organizado, mas meio sem charme, sem personalidade. Os fãs do Rush tratam a banda como a última cereja do bolo, mas isso é papel de fã mesmo, estão na deles. Não sou fã, mas acho essa música muito legal. Nela o Rush combina inspiração com técnica. A condução da música pelo teclado, a bateria muito bem tocada de Neil Peart e as linhas de baixo espertas de Geddy Lee cativam desde o início. Se o Rush fizesse mais canções como esta e como Red Sector A, Big Money, eu também seria um fã.
Borderline, da Madonna - Eu era fã da Madonna e deixei de ser quando ela passou a se levar muito a sério. Quando tudo tinha aquele ar de brincadeira eu achava muito mais legal. Borderline é a Madonna sem se levar a sério. Desde o tecladinho quase de brinquedo da abertura, a bateria progamada e os vocais no limite da ruindade, claramente disfarçados em estúdio. Mas era música pop para ser consumida como música pop, rápida, gostosa, despretensiosa tipo um saquinho de pipocas no cinema. A Madonna de hoje, com pose de artista engajada, querendo forçar a barra para ditar moda, não me desce. Gostava quando ela ditava moda pensar em fazê-lo.
Ana Júlia, do Los Hermanos - A mesma lógica da Madonna vale para essa banda, no meu caso de ouvinte. Quando apareceu essa canção eu curti, achei bem pop, legal, curtição, refrão pegajoso Até hoje ela agita. Tocou no casamento do meu cunhado e levantou a galera. Mas a banda parece que acredita em algo de messiânica, intelectual, fãs engajados e investe numa fusão com a MPB. Preciso ouvir mais. O que ouvi depois de Ana Júlia não me seduziu.
Bandolins, do Oswaldo Montenegro - Esse cara eu acho chato, muito chato. Esse negócio de bardo, de menestrel, me parece meio forçado, teatralizado. Mas essa música, que ele cantou com um cara chamado Carlos Alexandre, é belíssima. As vozes se combinam à perfeição em cada verso e quando cantam em dueto é de arrepiar. Lindo arranjo com destaque para o instrumento que dá nome ao tema. Também acho Agonia bem interessante. Talvez seja o caso de ver o som do cara mais no contexto do teatro.
Amor Nas Estrelas, de Nara Leão - Não sou um grande fã de bossa nova. Embora tenha Elis e Tom como um dos maiores discos de todos os tempos. Acho overdose ouvir um disco inteiro de bossa nova, tudo muito igual. Veja bem, não é ruim, longe disso, é questão de gosto. Nara Leão também nunca me agradou como cantora, achava a voz pequenina, nada que se compare à magistral Elis Regina, por exemplo. Mas nessa música, que foi seu último sucesso antes da morte prematura, ela me fisgou. Acho uma linda canção, ingênua, cativante, bem cantanda. Pena que sej tão difícil escutá-la hoje em dia.
Ships, do Barry Manillow - Manillow é um ícone brega. Aquela coisa horrorosa chamada "Copacabana" deveria ser vetada pelos cariocas. É um crime, nunca uma homenagem. Mas o cara, no estilão da Broadway, com muitos exageros, canta bem e é um bom melodista. Essa música é muito bonita, chega a ser tocante, fala da relação de pai e filho, e lembranças, de coisas que não foram ditas. Tem um bonito arranjo, bem exagerado como deve ser um arranjo de uma canção nessa linha. O piano conduz a canção de maneira lenta e segura. Manillow é um excelente pianista. Sempre que ouço essa música agradeço a Deus por ainda poder conviver com meu pai e curtir sua companhia, sua presença.
Independência, do Capital Inicial - Eu acho que o Capital ficou bem melhor depois de velho, depois do Acústico MTV. Das bandas brasileiras que surgiram nos Anos 80 eu achava a mais fraquinha. O Dinho cantava mal pacas naquele tempo. Não que seja um grande cantor, mas hoje tá mais firme, mais adequado ao tamanho da voz. Independência eu acho uma grande música, está entre as melhores do Capital na minha opinião. Adoro a abertura, com o teclado e o baixo prometendo muito e a canção depois cumprindo tudo. O solo de sax é inusitado e caiu muito bem.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
BATE-PAPO
O grande barato de um blog é poder trocar uma idéia com quem passa por aqui, deixa sua opinião, uma pergunta, uma crítica, dá uma cornetada. Procurarei me disciplinar para responder, sempre que possível. Vamos às respostas da vez.
* Ao Anônimo flamenguista. Se você leu com atenção, o que eu acho que fez, percebeu que eu não comentei o jogo Flamengo e Botafogo porque não vi, já que estava trabalhando em outro jogo no mesmo horário. A questão do Bebeto é maior do que o resultado do jogo. Trata-se de um símbolo do esporte brasileiro, um técnico de vôlei campeão do mundo e um dirigente de alto nível que, se sair mesmo, fará falta ao futebol brasileiro. Ou seja, não falei do jogo, falei de um fato extra-jogo. Portanto, não concordo com o tom da sua mensagem. Sobre os dirigentes do Botafogo, só discordo do que você disse sobre o Bebeto. O Montenegro já mostrou que não tem equilíbrio para ser um bom dirigente de futebol.
* Ao Guillermo gremista - Primeiro, Guillermo, obrigado pela visita. Segundo, tenha cuidado ao ler e, por favor, não procure o que não existe. Quem disse aquilo sobre o Palmeiras foi o Taffarel, em 1996, quando era goleiro do Atlético Mineiro, não fui eu. E o texto é bem claro quanto aos times brasileiros e deixa evidente que, por associação, qualquer grande time brasileiro, o melhor do País em sua época, seria o melhor do mundo. Como o Grêmio de 83. Sobre o Felipão, nem preciso falar, já que sou um dos maiores admiradores do trabalho dele.
* Ao Alexandre Giesbrecht - É triste mesmo, Alexandre. Os torcedores estão virando fanáticos de satélite, de videogame. Não consigo conceber um brasileiro torcendo pelo Ajax, pelo Real Madrid. Temos tantas opções por aqui.
* Ao João Luís - Prezado João, seu post faz pensar, o que é ótimo. Mas há alguns pontos que provocam o debate. Os argentinos acham seus times os melhores do mundo por uma questão de paixão, de devoção, mas preferem mesmo é ganhar a Libertadores, de preferência derrotando um brasileiro. Sobre as arbitragens, veja o escândalo recente na Itália, o que mostra que também há problemas na Europa. A questão é que se analisa o futebol europeu vendo apenas os grandes clubes. Ninguém fala de Alavés e Getafe, de Modena e Trieste, dos estádios vazios em jogos menores. Desorganização é o maior problema, mas temos casos de trabalhos interessantes como o do Inter, o do São Paulo, o Atlético Paranaense. Mas continuo fiel ao Brasileirão, que pra mim é o melhor campeonato do mundo.
* Ao Israel. Amigo, isso é realmente muito triste. Mas quem sabe não veremos um dia camisas do Flamengo, do Corinthians, do Grêmio passeando por Madri, Roma, Londres?
* Ao Orlando. Bem lembrada a comparação. Realmente, Santos em 2007 e o Palmeiras agora mostraram esse ar meio blasè, dando a idéia de que podem vencer a qualquer hora. Não tem sido assim.
* Ao Felipe. Eu me lembro de ter escrito algo sobre o Ronaldo. Mas repito: torço muito por ele, para que volte a arrebentar, porque é um Fenômeno mesmo. Só acho que a passagem dele pela Holanda, o fato de ter ficado muito forte muito rápido, tudo isso está cobrando um preço alto agora.
* Ao Serginho Laurindo, Robert Alvarez, Val. Muito obrigado pelas mensages e pelo carinho com o seu Luiz Noriega, que é uma grande fera da nossa comunicação.
Abraços a todos.
O grande barato de um blog é poder trocar uma idéia com quem passa por aqui, deixa sua opinião, uma pergunta, uma crítica, dá uma cornetada. Procurarei me disciplinar para responder, sempre que possível. Vamos às respostas da vez.
* Ao Anônimo flamenguista. Se você leu com atenção, o que eu acho que fez, percebeu que eu não comentei o jogo Flamengo e Botafogo porque não vi, já que estava trabalhando em outro jogo no mesmo horário. A questão do Bebeto é maior do que o resultado do jogo. Trata-se de um símbolo do esporte brasileiro, um técnico de vôlei campeão do mundo e um dirigente de alto nível que, se sair mesmo, fará falta ao futebol brasileiro. Ou seja, não falei do jogo, falei de um fato extra-jogo. Portanto, não concordo com o tom da sua mensagem. Sobre os dirigentes do Botafogo, só discordo do que você disse sobre o Bebeto. O Montenegro já mostrou que não tem equilíbrio para ser um bom dirigente de futebol.
* Ao Guillermo gremista - Primeiro, Guillermo, obrigado pela visita. Segundo, tenha cuidado ao ler e, por favor, não procure o que não existe. Quem disse aquilo sobre o Palmeiras foi o Taffarel, em 1996, quando era goleiro do Atlético Mineiro, não fui eu. E o texto é bem claro quanto aos times brasileiros e deixa evidente que, por associação, qualquer grande time brasileiro, o melhor do País em sua época, seria o melhor do mundo. Como o Grêmio de 83. Sobre o Felipão, nem preciso falar, já que sou um dos maiores admiradores do trabalho dele.
* Ao Alexandre Giesbrecht - É triste mesmo, Alexandre. Os torcedores estão virando fanáticos de satélite, de videogame. Não consigo conceber um brasileiro torcendo pelo Ajax, pelo Real Madrid. Temos tantas opções por aqui.
* Ao João Luís - Prezado João, seu post faz pensar, o que é ótimo. Mas há alguns pontos que provocam o debate. Os argentinos acham seus times os melhores do mundo por uma questão de paixão, de devoção, mas preferem mesmo é ganhar a Libertadores, de preferência derrotando um brasileiro. Sobre as arbitragens, veja o escândalo recente na Itália, o que mostra que também há problemas na Europa. A questão é que se analisa o futebol europeu vendo apenas os grandes clubes. Ninguém fala de Alavés e Getafe, de Modena e Trieste, dos estádios vazios em jogos menores. Desorganização é o maior problema, mas temos casos de trabalhos interessantes como o do Inter, o do São Paulo, o Atlético Paranaense. Mas continuo fiel ao Brasileirão, que pra mim é o melhor campeonato do mundo.
* Ao Israel. Amigo, isso é realmente muito triste. Mas quem sabe não veremos um dia camisas do Flamengo, do Corinthians, do Grêmio passeando por Madri, Roma, Londres?
* Ao Orlando. Bem lembrada a comparação. Realmente, Santos em 2007 e o Palmeiras agora mostraram esse ar meio blasè, dando a idéia de que podem vencer a qualquer hora. Não tem sido assim.
* Ao Felipe. Eu me lembro de ter escrito algo sobre o Ronaldo. Mas repito: torço muito por ele, para que volte a arrebentar, porque é um Fenômeno mesmo. Só acho que a passagem dele pela Holanda, o fato de ter ficado muito forte muito rápido, tudo isso está cobrando um preço alto agora.
* Ao Serginho Laurindo, Robert Alvarez, Val. Muito obrigado pelas mensages e pelo carinho com o seu Luiz Noriega, que é uma grande fera da nossa comunicação.
Abraços a todos.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
ATÉ O TORCEDOR ESTÁ
FICANDO COLONIZADO
Para mim, mesmo em crise técnica grave o futebol brasileiro ainda é o melhor do mundo. Considero o Campeonato Brasileiro o mais difícil e equilibrado do planeta bola. Tecnicamente, só perde para a Liga dos Campeões, mas pergunto: o que seria da Liga dos Campeões se dela não participassem tantos brasileiros e argentinos?
Algo me incomoda na formação do torcedor brasileiro de futebol na atualidade. Cada vez mais o pensamento é europeizado. Os grandes campeonatos sempre são os europeus, os times do Velho Continente são melhores, são os verdadeiros esquadrões. Acho que existe aí uma confusão entre qualidade, organização e poderio econômico.
Recebi uma mensagem muito educada do amigo Bruno Trivellato. Ele disse que estava, assim como seus amigos, estupefato com um comentário que fiz no ano passado. Eu afirmei que a defesa do São Paulo era a melhor do mundo durante o Brasileirão. O time de Muricy Ramalho sofreu apenas 19 gols em 38 jogos, média de 0,5 por jogo. Pesquisei naquela época se havia algum time importante de campeonato importante que ostentasse tal número. Não havia. Então que mal há em afirmar algo assim, baseado em números?
É proibido para um time brasileiro ser o melhor do mundo em alguma coisa? Esse privilégio é europeu, ou de algum grande clube europeu? Deixe o dinheiro de lado, esqueça as diferenças econômicas brutais e a evidente falta de organização e marketing que existe por aqui. Esportivamente, os grandes clubes brasileiros não são tão grandes quanto os europeus?
Em que campeonato do mundo existem tantos times candidatos ao título nacional como no Brasil? Na Itália são quantos? Quatro. Idem na Inglaterra. Na Espanha quando a safra é boa se chega a esse número, o mesmo vale para a Inglaterra. Aqui temos os 8 grandes de Rio e São Paulo, os 2 do Sul, os 2 de Minas, pra ficar nos campeões mais frequentes.
Por que o Flamengo de Zico, Adílio e Júnior, campeão do mundo, não pode ser considerado, de fato, o melhor time do mundo naquela época? Ou o São Paulo de Telê? Até mesmo o Palmeiras de Luxemburgo em 96, que Taffarel afirmou ser o melhor time do mundo após uma derrota do Atlético Mineiro.
O mesmo vale para os jogadores. Não tenho dúvidas de que nos anos 80, por exemplo, Falcão, Sócrates e Zico eram, seguramente, os melhores jogadores em atividade no mundo. Que Robinho em 2003 e 2004 poderia pleitear esse título. Que o Edmundo de 97 no Vasco estava no mesmo patamar de qualquer craque em atividade na Europa.
Graças a uma incrível capacidade de desorganização o futebol brasileiro está conseguindo a proeza de deixar de ser atraente para os jovens torcedores. Alguns acham o máximo um jogo do Campeonato Holandês, que é terrivelmente ruim. Tem gente que acha, de verdade, que Empoli e Livorno podem fazer um bom jogo. Eu não troco por um Ipatinga e Sport. No Brasil ainda existe um quê de imprevisto, pode acontecer um golaço a qualquer momento, um lampejo num jogo teoricamente mais fraco. Se formos falar de clássicos, então, o Brasil dá de dez a zero.
Não se trata de ufanismo, mas de uma opinião baseada em fatos. O futebol que se joga hoje no mundo é igual em todas as partes. Não existe uma revolução tática em andamento. A diferença é que os grandes jogadores - quase sempre brasileiros ou argentinos - são comprados a peso de ouro pelos clubes mais ricos, os europeus. Até os que prometem ser grandes são cooptados antes mesmo de cumprirem a promessa.
Não sei até quando a floresta de talentos do futebol brasileiro resistirá à cobiça devastadora de empresários. A tendência é de que vire deserto em breve se nada for feito. Mas ainda existe uma bela natureza a ser admirada por aqui. São alguns oásis que precisam ser preservados.
RONALDO
Fui cobrado a emitir uma opinião sobre Ronaldo, o Fenômeno, e mais uma de suas contusões. Lamento muito, pois sou fã de Ronaldo e acho que, em forma, ele ainda é o dono da camisa 9 do Brasil. Nenhum dos postulantes à vaga chega perto dele. Torço para que volte a jogar e em alto nível. Já disse isso há algum tempo e repito: Ronaldo ficou forte demais e muito depressa na Holanda (não sei como, não posso afirmar) e falta sustentação física para tanta força. Triste, muito triste, mas desse cara não se duvida.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
O QUE FAZER COM O
MALUCO DO TAYLOR?
As imagens são um soco no estômago. Tanto que é difícil encontrá-las no You Tube. O Arsenal conseguiu retirá-las do ar. Ali está resumida a grande batalha do futebol mundial: a luta dos que sabem e tentam jogar contra os que não sabem e tentam parar quem sabe na base da truculência, da porrada.
Que punição seria recomendável a um carniceiro como o Taylor do Birmingham? O que pretende um jogador que dá uma entrada daquelas num companheiro de trabalho, que não seja machucá-lo? Não existe nada de casual numa jogada daquelas. Óbvio que o Taylor (que merece mais do que ninguém o nome Butcher, de açougueiro, em inglês, ao contrário do Terry Butcher verdadeiro, que batia menos) não queria quebrar a perna do Eduardo. Mas quebrou. Assumiu o risco disso ao entrar daquele jeito. A velha questão de culpa e dolo. Se ali não houve dolo, intenção, houve culpa evidente, pela irresponsabilidade do ato.
Por aqui, cedo ou tarde, veremos uma tragédia semelhante se não forem tomadas providências. Há jogadores no Brasil, principalmente alguns zagueiros e volantes, que confundem raça e dedicação com violência e intimidação. Adoram mostrar as travas das chuteiras, deixar cotovelos, joelhos e tudo o que for possível para segurar o adversário na base da porrada. O pior disso tudo é que tem torcedor que aplaude.
Muitos atletas ficaram marcados como violentos por jogadas em que provocaram contusões graves, mas que foram casuais, acidentes. O Raí, que sempre foi um jogador leal, quebrou a perna do Dorival Júnior num Palmeiras x São Paulo. O mesmo Raí rompeu os ligamentos do joelho num lance com Wilson Gottardo, num São Paulo x Cruzeiro, no qual Gottardo sequer foi violento, foi uma trombada por trás, com Raí ficando com a chuteira presa no gramado.
Outros serão eternamente lembrados pela violência estúpida e gratuita, como o Márcio Nunes, que arrebentou com o Zico.
Felizmente, o jogador brasileiro aprende desde muito cedo a fugir das botinadas dos volantes e beques irascíveis. Já desenvolveu esse talento, percebe a maldade na ponta das chuteiras inimigas, e consegue escapar dela na maioria das vezes.
Mas enquanto não se tomam providências, há o risco de algum Taylor made in Brazil trucidar um dos nossos coitados Da Silva. Com o nível das arbitragens brasileiras, o perigo é real e imediato.
AS COISAS QUE SÓ ACONTECEM COM O BOTAFOGO
O Botafogo é pura emoção. Não deve existir no mundo clube mais instável emocionalmente. Espero que Bebeto de Freitas volte atrás em sua anunciada decisão de renunciar ao cargo de presidente do Botafogo. Mesmo sendo emoção em estado puro, Bebeto ainda é zilhões de vezes mais racional que a maioria dos cartolas alvinegros. E o Botafogo está bem, anda batendo na trave, mas uma hora a conquista vai chegar.
GRANDES? POR ENQUANTO....
O Paulistão está dando uma bela lição nos clubes grandes. No atual momento, só o Corinthians está no grupo dos 4 melhores. Com todos os méritos, já que é o time mais regular e confiável entre os grandalhões. Pode não jogar bonito, mas pelo menos tem um jeito de jogar com o qual técnico e jogadores parecem estar de acordo.
O São Paulo perdeu o tal do encaixe de que tanto fala o ótimo Muricy Ramalho. E perdeu onde não se pode perder, na defesa. Até o Rogério anda em fase ruim. Resta saber se o time se recupera e finalmente encaixa na Libertadores.
O Palmeiras decepciona pela falta de resultados e a ausência de vibração do time, que tem um ar meio blasè, parece achar que ganha quando quiser. E não tem sido assim.
O Santos anda respirando, mas precisa, em nível de direção, decidir se fica do lado do Leão ou de alguns torcedores. Parece óbvio que é melhor ficar do lado de Leão. Mas de cabeça de cartola nunca se sabe o que pode sair.
quinta-feira, fevereiro 21, 2008

UMA IMAGEM VALE MAIS
DO QUE MIL PALAVRAS
Momento tiete de filho para pai. Foto sensacional. Meu velho, Luiz Noriega, está entrevistando o gênio argentino Alfredo Di Stéfano, "La Saeta Rubia" na Copa de 62, no Chile. Di Stéfano foi convocado pela seleção da Espanha, já que naquele tempo a convocação abrangia os jogadores que atuavam pela liga local. Puskas também foi convocado pela Espanha. Contundido, Di Stéfano não jogou. Na foto, além do Luizão aparecem outros craques da crônica esportiva, como Walter Abrahão (à esquerda), Milton Camargo (de boina) e Haroldo Fernandes, de cabelo escovinha.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
TOCO Y ME VOY
Hoje é dia de uma passada rápida pelo blog. As escalas têm sido puxadas. Estive em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto no fim de semana, e hoje estarei em Rio Claro. Mas, como dizia aquele anúncio, o mundo gira e a Lusitana roda, sempre há tempo para uma atualização.
* Forte e polêmica a entrevista dada pelo piloto de Stock Car Renato Russo ao Estadão. Denúncias gravíssimas de uso de drogas e consumo de bebidas antes das corridas, por parte dos pilotos. Merece apuração urgente e séria.
* Pouco falei sobre isso, mas sigo sem entender a decisão do Grêmio de afastar o Vágner Mancini. Se alegaram falta de experiência, por que contrataram? Que experiência tinha Mano Menezes quando assumiu o Tricolor gaúcho? É por essas e outras que há cartolas e há dirigentes. O Grêmio, que vinha tão bem nesse sentido, deu uma cartolada monstro.
* Flamengo e Botafogo devem fazer uma grande final de Taça Guanabara. Dois bons times, rivalidade, Maracanã lotado. Exceto o inchaço absurdo que colocou times ridículos na competição, o Campeonato Carioca segue sendo o melhor modelo de início de temporada. Essas finais de turno agitam o torcedor e atiçam, no bom sentido, o lado saudável da rivalidade. Vejo o Flamengo mais talentoso e o Botafogo mais organizado para a decisão. Sem favoritismo, no entanto.
* Impressionante a sequência invicta do Atlético Paranaense. Boa notícia para o sério e competente treinador Ney Franco, que se encontrou no comando do Furacão.
* Comentei Juventus x Palmeiras, sábado, em Ribeirão Preto. Usei esta expresão na transmissão e repito aqui: o Palmeiras nasceu como time ali. Começa a aparecer o trabalho de Luxemburgo.
* Também vi, in loco, o pesadelo santista diante do Rio Preto. Jogo horroroso. Sigo sem entender o por quê da derrocada santista. Com todos os titulares à disposição, o time não é ruim. Mas está uma bagunça dentro de campo. Kléber Pereira é um arremedo do matador da temporada passada. Rodrigo Souto nem de longe lembra o volante versátil de 2007. Há algo de estranho no Reino da Baixada.
* O São Paulo 2007 foi a excelência em defesa. O Tricolor 2008 perdeu eficiência defensiva. Parece simples jogar a responsabilidade nos zagueiros. Vejo de outro modo. Acho que o São Paulo do ano passado marcava muito bem, começava a marcar lá no campo de ataque, com o Leandro, que saiu. E a defesa tinha o Breno, com um tempo de bola incrível. É por aí que Muricy deve trabalhar o time a partir de agora. Mais marcação na frente e regularidade atrás.
* Imagino o dilema que vive Mano Menezes no Corinthians. O que seria melhor, dada a situação do clube: jogar mais aberto e perder alguns jogos, ou ir ganhando corpo à custa de muitos empates? Qualquer derrota no Corinthians de hoje terá enorme repercussão. Por isso, acho que o Mano acerta em optar pela cautela, até para conseguir tempo e dar sequência ao seu trabalho.
* No próximo número da edição brasileira da revista Rolling Stone deve aparecer um texto meu, uma análise sobre a versão em DVD Áudio do último álbum da banda canadense Rush. Gosto muito dessa área musical e fico honrado em colaborar com uma revista da qualidade da RS.
* Um abraço para o amigo e companheiro de trabalho Edison Souza, da EP TV de Campinas e do SporTV. Pra quem não sabe, o Edison foi jogador de futebol profissional, com passagens por times do interior de São Paulo. Grande figura e excelente repórter.
* Por enquanto é só, pessoal, diria o Pernalonga.
Hoje é dia de uma passada rápida pelo blog. As escalas têm sido puxadas. Estive em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto no fim de semana, e hoje estarei em Rio Claro. Mas, como dizia aquele anúncio, o mundo gira e a Lusitana roda, sempre há tempo para uma atualização.
* Forte e polêmica a entrevista dada pelo piloto de Stock Car Renato Russo ao Estadão. Denúncias gravíssimas de uso de drogas e consumo de bebidas antes das corridas, por parte dos pilotos. Merece apuração urgente e séria.
* Pouco falei sobre isso, mas sigo sem entender a decisão do Grêmio de afastar o Vágner Mancini. Se alegaram falta de experiência, por que contrataram? Que experiência tinha Mano Menezes quando assumiu o Tricolor gaúcho? É por essas e outras que há cartolas e há dirigentes. O Grêmio, que vinha tão bem nesse sentido, deu uma cartolada monstro.
* Flamengo e Botafogo devem fazer uma grande final de Taça Guanabara. Dois bons times, rivalidade, Maracanã lotado. Exceto o inchaço absurdo que colocou times ridículos na competição, o Campeonato Carioca segue sendo o melhor modelo de início de temporada. Essas finais de turno agitam o torcedor e atiçam, no bom sentido, o lado saudável da rivalidade. Vejo o Flamengo mais talentoso e o Botafogo mais organizado para a decisão. Sem favoritismo, no entanto.
* Impressionante a sequência invicta do Atlético Paranaense. Boa notícia para o sério e competente treinador Ney Franco, que se encontrou no comando do Furacão.
* Comentei Juventus x Palmeiras, sábado, em Ribeirão Preto. Usei esta expresão na transmissão e repito aqui: o Palmeiras nasceu como time ali. Começa a aparecer o trabalho de Luxemburgo.
* Também vi, in loco, o pesadelo santista diante do Rio Preto. Jogo horroroso. Sigo sem entender o por quê da derrocada santista. Com todos os titulares à disposição, o time não é ruim. Mas está uma bagunça dentro de campo. Kléber Pereira é um arremedo do matador da temporada passada. Rodrigo Souto nem de longe lembra o volante versátil de 2007. Há algo de estranho no Reino da Baixada.
* O São Paulo 2007 foi a excelência em defesa. O Tricolor 2008 perdeu eficiência defensiva. Parece simples jogar a responsabilidade nos zagueiros. Vejo de outro modo. Acho que o São Paulo do ano passado marcava muito bem, começava a marcar lá no campo de ataque, com o Leandro, que saiu. E a defesa tinha o Breno, com um tempo de bola incrível. É por aí que Muricy deve trabalhar o time a partir de agora. Mais marcação na frente e regularidade atrás.
* Imagino o dilema que vive Mano Menezes no Corinthians. O que seria melhor, dada a situação do clube: jogar mais aberto e perder alguns jogos, ou ir ganhando corpo à custa de muitos empates? Qualquer derrota no Corinthians de hoje terá enorme repercussão. Por isso, acho que o Mano acerta em optar pela cautela, até para conseguir tempo e dar sequência ao seu trabalho.
* No próximo número da edição brasileira da revista Rolling Stone deve aparecer um texto meu, uma análise sobre a versão em DVD Áudio do último álbum da banda canadense Rush. Gosto muito dessa área musical e fico honrado em colaborar com uma revista da qualidade da RS.
* Um abraço para o amigo e companheiro de trabalho Edison Souza, da EP TV de Campinas e do SporTV. Pra quem não sabe, o Edison foi jogador de futebol profissional, com passagens por times do interior de São Paulo. Grande figura e excelente repórter.
* Por enquanto é só, pessoal, diria o Pernalonga.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
FUTEBOL SE FAZ DE CLÁSSICOS
Os times pequenos - a quem respeito profundamente - que me perdoem, mas tratando-se de futebol, clássico é fundamental. É nos grandes choques entre os gigantes do futebol que se escreve a história do esporte-maior.
O fim de semana da bola nos brindou com dois dos maiores jogos do País em termos de história e rivalidade. O Fla-Flu, ainda que com muitos reservas e debaixo de um dilúvio, levou 40 mil pessoas ao Maracanã. No Morumbi, menos da metade desse público viu um eletrizante e polêmico São Paulo 3 x 2 Santos.
Não pude ver o jogo do Maracanã, a goleada tricolor movida a Thiago Neves. Trabalhei no do Morumbi, portanto só poderei falar sobre o clássico paulista, embora seja um dos milhões de fãs do Fla-Flu, um jogo que transcende, um dos maiores clássicos mundiais.
O jogo do Morumbi tem vários aspectos a serem analisados. E polêmica de sobra. Começo pela parte do futebol, da técnica e da tática. O primeiro tempo mostrou o São Paulo quase no nível de 2007. Futebol coletivamente bem jogado, compacto, marcação forte no campo do adversário, movimentação e saídas rápidas para o ataque. Com mais capricho nas finalizações e se não fossem duas belas defesas de Fábio Costa, o time de Muricy Ramalho definiria o clássico nos primeiros 45 minutos.
O Santos só tentou se defender, ainda muito bagunçado dentro de campo, com um Tabata inútil. O gol de Kléber Pereira foi obra de seu oportunismo e do bom futebol do garoto Adriano, raçudo e rápido. Fora isso, só deu São Paulo, com bom jogo de Fábio Santos. Mas a zaga tricolor já dava sinais de falhas de posicionamento e cobertura. Deixou Kléber Santana três vezes cara a cara com Rogério Ceni no jogo - o artilheiro só fez uma. A defesa é o setor que deve dar mais trabalho a Muricy. Juninho é técnico, mas como zagueiro, como defensor, o vejo abaixo dos outros jogadores que o São Paulo tem para a posição.
A segunda etapa mostrou um Santos mais bem posicionado em campo, com Adriano pela ala direita e Alemão na vaga de Tiago Luís. O time de Emerson Leão foi lutador e diminuiu a distância técnica para o adversário, tendo, inclusive, criado chances para matar o jogo, desperdiçadas por Kléber Pereira. Mas ainda há muitos pontos a corrigir, principalmente o meio-campo, setor em que o Santos, atualmente, não tem peso, não consegue se impor.
Finalmente, vamos às polêmicas. E antes delas, deixo claro, mais uma vez, que não existe verdade absoluta no futebol quando se trata de polêmica e interpretação. Há casos evidentes, gritantes, de marcações escandalosamente unânimes. Mas há casos que suscitam defesas de teses e argumentações e todas elas devem ser respeitadas. Não há dono da razão quando se falade futebol.
Isso postado, vou à minha visão dos lances polêmicos.
No primeiro gol do São Paulo, há reclamação de falta de Adriano em Adaílton. O zagueiro santista não esboçou reclamação na jogada. Pelo que vi, foi uma disputa por espaço, daquelas que acontecem toda hora dentro da área e Adriano foi mais malandro. O maior erro ali foi de Fábio Costa, que não saiu do gol numa bola que estava à sua frente.
No segundo gol do São Paulo há reclamação de falta de Miranda na barreira do Santos, que abriu. Sob o ponto de vista da regra, a falta só pode ser marcada depois de a bola estar em jogo. O que eu vejo como atitude correta do árbitro é não autorizar a cobrança da falta enquanto não acabar o empurra-empurra. Quando Juninho bate a falta, o empurra-empurra já acabou e há até um jogador do Santos que consegue se adiantar na tentativa de evitar que a bola passe. Repito: ali o erro do árbitro foi autorizar a cobrança. Depois de autorizada, ele esquece a barreira. E, de novo, falhou Fábio Costa (ele inclusive assumiu).
O mais polêmico dos lances é o que envolve Miranda e Kléber Pereira. Há um evidente deslizar da bola pelo braço esquerdo de Miranda. A regra fala em levar a mão à bola de maneira intencional, mas pede que se observe a movimentação do braço e a distância do mesmo do desenvolvimento da jogada. Miranda move o braço em paralelo à bola e muda sua trajetória. Difícil dizer se ele teve ou não a intenção, mas que a movimentação do braço muda a trajetória da bola, isso para mim parece claro. Portanto, eu marcaria pênalti interpretando a regra dessa maneira.
Mais dois detalhes. Adriano entrou pesado em Richarlyson e Fábio Santos entrou pesado em Rodrigo Souto, se não estou enganado. Lances duros, para, no mínimo cartão amarelo, que não foi dado em nenhum caso.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
LUXA E ROMÁRIO
Duas das grandes estrelas do futebol brasileiro da atualidade vivem momentos especiais em suas carreiras. Romário, que se desligou do Vasco como técnico e jogador, e Wanderley Luxemburgo, que anda meio desligado como técnico do Palmeiras. São dois dos melhores em suas atividades - refiro-me a Romário como jogador, claro.
No caso do Baixinho, surpreende a revolta contra o estilo Eurico Miranda de administrar o Vasco. Afinal, Romário se beneficiou muitas vezes desse estilo, colecionando privilégios e gozando das benesses de ser amigo do chefe. Agora, na função de chefe, Romário talvez tenha percebido que para quem está no comando quase sempre não existem amigos.
Eurico Miranda, definitivamente, não é o modelo de dirigente que eu admire, mas sempre foi assim e sempre assumiu ser assim. Ele é o Vasco. Interfere, dá pitacos, manda. Romário já sabia disso quando aceitou ser essa coisa meio amorfa, técnico e jogador.
Analiso de duas maneiras a saída do Baixinho do Vasco. Ele amadureceu definitivamente e tem idéias bem diferentes, como técnico, daquelas que tinha como jogador. Ou Eurico Miranda percebeu que como técnico Romário não passa de um atacante genial em fim de carreira.
O QUE ACONTECE COM LUXEMBURGO?
Não são três derrotas seguidas que jogarão por terra o currículo de um dos maiores técnicos de futebol do Brasil. Mas o retorno de Wanderley Luxemburgo ao Palmeiras levanta uma série de questões. Seus times sempre foram arrumados taticamente, fossem eles vencedores ou não. E o treinador não precisava de muito tempo para arrumá-los. Em pouco mais de um mês de trabalho no Palmeiras, Luxemburgo não consegue arrumar a bagunça que se vê em campo.
Ele sempre trabalhou com um limite de tensão, com muita cobrança, que se traduzia em um time também cobrador e muito sintonizado no jogo. Esse Palmeiras de 2008 é um time disperso, que aceita passivamente as derrotas pelo que se traduz das declarações
Peguemos os trabalhos vitoriosos de Luxemburgo e os analisemos taticamente. Quase sempre há uma grande dupla de volantes no meio-campo. Um mais marcador e outro com muita qualidade na saída de bola. Em alguns casos havia até três volantes dando muita consistência ao setor de meio-campo. No Palmeiras de 2008 Pierre parece condenado a esse trabalho, marcando praticamente sozinho à frente da zaga, evidentemente sobrecarregado.
Não se duvida de Wanderley Luxemburgo. Seu currículo é a prova disso e ele já saiu de situações até piores. Mas não me lembro de um time dirigido por ele que estivesse tão desarrumado dentro de campo. Some-se a essa pane coletiva uma série de erros individuais e está explicada a péssima fase palmeirense.
SAMBA DO PLANALTO
Só se canta isso em Brasília:
"Ei, você aí, me dá um cartão aí, me dá um cartão aí"
Pra quê sujar a mão em dinheiro (ainda que lavado) se está aí à disposição de todos essa maravilha que é o dinheiro eletrônico farto, sem limite de gastos e, em alguns casos, coberto pelo sigilio?
quinta-feira, janeiro 31, 2008
AH, OS PALADINOS...
Tem muita coisa no Brasil que é irritante. Uma delas é a profusão de auto-denomidados paladinos. Gente que se arvora o direito de gritar aos quatro cantos que é mais honesta que todo mundo e que, tirando ele e seu pequeno grupo de amigos, ninguém mais presta. O Jornalismo (ou seria pseudo) tem muitos deles. Mas a praga infesta a música, o teatro, o cinema, as letras, a política (embora nessa área eu tenda a achar que quase ninguém presta mesmo).
Óbvio que nesse País carente de vergonha na cara, tem muita, mas muita pilantragem em todos os setores acima citados. Mas não se deve jogar no ventilador, muito menos agredir por atacado, na base da leviandade. Pior que tudo isso é o pré-julgamento por associação, típico de situações e países autoritários. E não há nada mais irritante do que pessoas que fazem de seu manual de vida a velha máxima do junte-se aos bons que serás um deles.
ALARDE AMAZÔNICO
Nosso presidente profere mais uma de suas pérolas. Agora diz que se faz muito alarde com a situação da Amazônia. Ora, presidente, quem fez alarde quando divulgou ao mundo que o Brasil cuidava bem da Floresta, que o desmatamento estava diminuindo, que a cana e o gado não invadiriam o mato? Agora faz alarde quem, com base na ciência, grita socorro em nome da Amazônia? Ou está certa a ministra Marina Silva, de cuja história de vida sou fã, ao dizer que quando o desmatamento cai é mérito do Governo e quando o desmatamento cresce a culpa é das commodities? O que parece fato é que não apenas este, mas todos as administrações federais deram as costas para os problemas da Amazônia, sua importância para o clima brasileiro e mundial, e agora que a terra está grilada, invadida e sitiada por bandidos não sabem o que fazer com o tesouro que herdaram. Mais um capítulo da tragédia da incompetência brasileira.
PERGUNTINHAS
A precitipação é um dos maiores pecados na análise de qualquer tema, principalmente o futebol. E olha que tem precipitado à beça. Mas algumas perguntas ficam no ar após quatro ou cinco rodadas de torneios estaduais pelo Brasil. Permito-me deixar aqui algumas delas para apreciação dos amigos, com algumas pitadas de precipitada ironia.
1 - Não era impossível para o Fluminense jogar com Dodô, Leandro e Washington?
2 - Já não se via o dedo de Wanderley Luxemburgo mudando o Palmeiras?
3 - Muricy diz que os árbitros estão com medo. Seria das suas reclamações?
4 - Por que sempre alguém tem problema com Leão?
5 - Por que sempre o Fábio Costa tem problema com alguém?
6 - Nao fazem muito barulho pelo tal do Alemão do Santos?
7 - A direção atual do Corinthians tem medo da torcida ou imigrou da torcida?
8 - O Nilmar voltará a jogar pelos menos uns 6 meses sem contusão?
9 - Quem libera os estádios no Campeonato Paulista? Estádios?
10-Sumiram as piadinhas com a prancheta do Joel Santana?
Tem muita coisa no Brasil que é irritante. Uma delas é a profusão de auto-denomidados paladinos. Gente que se arvora o direito de gritar aos quatro cantos que é mais honesta que todo mundo e que, tirando ele e seu pequeno grupo de amigos, ninguém mais presta. O Jornalismo (ou seria pseudo) tem muitos deles. Mas a praga infesta a música, o teatro, o cinema, as letras, a política (embora nessa área eu tenda a achar que quase ninguém presta mesmo).
Óbvio que nesse País carente de vergonha na cara, tem muita, mas muita pilantragem em todos os setores acima citados. Mas não se deve jogar no ventilador, muito menos agredir por atacado, na base da leviandade. Pior que tudo isso é o pré-julgamento por associação, típico de situações e países autoritários. E não há nada mais irritante do que pessoas que fazem de seu manual de vida a velha máxima do junte-se aos bons que serás um deles.
ALARDE AMAZÔNICO
Nosso presidente profere mais uma de suas pérolas. Agora diz que se faz muito alarde com a situação da Amazônia. Ora, presidente, quem fez alarde quando divulgou ao mundo que o Brasil cuidava bem da Floresta, que o desmatamento estava diminuindo, que a cana e o gado não invadiriam o mato? Agora faz alarde quem, com base na ciência, grita socorro em nome da Amazônia? Ou está certa a ministra Marina Silva, de cuja história de vida sou fã, ao dizer que quando o desmatamento cai é mérito do Governo e quando o desmatamento cresce a culpa é das commodities? O que parece fato é que não apenas este, mas todos as administrações federais deram as costas para os problemas da Amazônia, sua importância para o clima brasileiro e mundial, e agora que a terra está grilada, invadida e sitiada por bandidos não sabem o que fazer com o tesouro que herdaram. Mais um capítulo da tragédia da incompetência brasileira.
PERGUNTINHAS
A precitipação é um dos maiores pecados na análise de qualquer tema, principalmente o futebol. E olha que tem precipitado à beça. Mas algumas perguntas ficam no ar após quatro ou cinco rodadas de torneios estaduais pelo Brasil. Permito-me deixar aqui algumas delas para apreciação dos amigos, com algumas pitadas de precipitada ironia.
1 - Não era impossível para o Fluminense jogar com Dodô, Leandro e Washington?
2 - Já não se via o dedo de Wanderley Luxemburgo mudando o Palmeiras?
3 - Muricy diz que os árbitros estão com medo. Seria das suas reclamações?
4 - Por que sempre alguém tem problema com Leão?
5 - Por que sempre o Fábio Costa tem problema com alguém?
6 - Nao fazem muito barulho pelo tal do Alemão do Santos?
7 - A direção atual do Corinthians tem medo da torcida ou imigrou da torcida?
8 - O Nilmar voltará a jogar pelos menos uns 6 meses sem contusão?
9 - Quem libera os estádios no Campeonato Paulista? Estádios?
10-Sumiram as piadinhas com a prancheta do Joel Santana?
terça-feira, janeiro 29, 2008
RIO-MINAS
A bola rola pelo Brasil afora, pelo menos onde a chuva permite. Dois estaduais com muita história e tradição e sete times na Série A do Brasileiro mexem com a paixão de milhões. Acho que no Rio meteram os pés pelas mãos. O Campeonato Carioca tem a melhor fórmula entre os estaduais, o povão já conhece, curte, as disputas das Taças Guanabara e Rio são empolgantes. Agora, para quê colocar 16 times? Alguns são praticamente amadores, autênticos catados, juntados em cima da hora. Isso tudo só tira o mérito do torneio mais charmoso do futebol brasileiro, como afirma, coberto de razão, o amigo Mário Jorge Guimarães.
Neste início em que ainda não tivemos clássicos, Flamengo e Botafogo chamam mais a atenção. Pelo menos enquanto o Fluminense não se acerta. Na teoria, sobra para o Vasco o ponto de interrogação, com um elenco mais fraco que o dos rivais.
O Flamengo manteve uma boa base e deve ser reforçado em breve pelas entradas de Diego Tardelli e Kléberson. Mas, por enquanto, ambos terão de suar muito para entrar no time. Gosto muito da solução rubro-negra para as laterais, com os ótimos Léo Moura e Juan sendo atacantes de fato, respaldados pelo exército eficiente de volantes no meio-campo. Um bom time, que, se tirver os pés no chão e não se deixar levar pelo entusiasmo inconsequente de alguns, tem tudo para fazer um bom estadual e uma boa Libertadores.
O Botafogo é um time muito bem armado, que continua fazendo da troca de passes em velocidade sua principal arma. Perdeu um pouco de qualidade técnica em relação a 2007 mas ficou mais competitivo, o que é até melhor em se tratando do futebol da atualidade. O desafio virá nos momentos decisivos, nos jogos importantes, para saber se o time que é bom do pé ainda está ruim de cabeça.
O Fluminense gerou muita expectativa pelas boas contratações. Acredito que vale a pena testar o trio Dodô, Washington e Leandro Amaral, mas é preciso muito sacrifício do resto do time, em especial do meio-campo. Tempo para isso o Renato Gaúcho tem de sobra.
O Vasco está pagando o preço da administração, digamos, antiquada, a que vem sendo submetido. Aposta nos garotos, que sempre soube revelar, e no comando de Edmundo dentro de campo e de Romário, fora. Acho pouco para um time do tamanho do Vasco. Mas sendo o Vasco, nunca é demais esperar, porque há história, tradição em revelar jogadores e a mística da instituição.
Em Minas a disputa, teoricamente, se reduz a Galo, Raposa e o abusado Ipatinga. O Cruzeiro tem um time que agrada. É rápido, insinuante, embora ainda seja inconsistente. O Galo não se reforou como deveria, embora tenha alguns talentos importantes. O Ipatinga vive o ano do primeiro grande desafio, que é montar um elenco capaz de suportar o duro desafio da Série A. Some-se a esses fatores o fato de o Galo festejar seu centenário e teremos um Mineirão cheio de atrações. Para o Cruzeiro há, ainda, a Libertadores. A primeira fase contra o Cerro Porteño é um bom desafio. O adversário não é uma baba, como costumam ser os inimigos brasileiros na primeira fase da competição. Sou mais Cruzeiro nesta quarta-feiras, mas a torcida precisa empurrar o time, lotar o Mineirão, e dar suporte a um elenco jovem e promissor.
A bola rola pelo Brasil afora, pelo menos onde a chuva permite. Dois estaduais com muita história e tradição e sete times na Série A do Brasileiro mexem com a paixão de milhões. Acho que no Rio meteram os pés pelas mãos. O Campeonato Carioca tem a melhor fórmula entre os estaduais, o povão já conhece, curte, as disputas das Taças Guanabara e Rio são empolgantes. Agora, para quê colocar 16 times? Alguns são praticamente amadores, autênticos catados, juntados em cima da hora. Isso tudo só tira o mérito do torneio mais charmoso do futebol brasileiro, como afirma, coberto de razão, o amigo Mário Jorge Guimarães.
Neste início em que ainda não tivemos clássicos, Flamengo e Botafogo chamam mais a atenção. Pelo menos enquanto o Fluminense não se acerta. Na teoria, sobra para o Vasco o ponto de interrogação, com um elenco mais fraco que o dos rivais.
O Flamengo manteve uma boa base e deve ser reforçado em breve pelas entradas de Diego Tardelli e Kléberson. Mas, por enquanto, ambos terão de suar muito para entrar no time. Gosto muito da solução rubro-negra para as laterais, com os ótimos Léo Moura e Juan sendo atacantes de fato, respaldados pelo exército eficiente de volantes no meio-campo. Um bom time, que, se tirver os pés no chão e não se deixar levar pelo entusiasmo inconsequente de alguns, tem tudo para fazer um bom estadual e uma boa Libertadores.
O Botafogo é um time muito bem armado, que continua fazendo da troca de passes em velocidade sua principal arma. Perdeu um pouco de qualidade técnica em relação a 2007 mas ficou mais competitivo, o que é até melhor em se tratando do futebol da atualidade. O desafio virá nos momentos decisivos, nos jogos importantes, para saber se o time que é bom do pé ainda está ruim de cabeça.
O Fluminense gerou muita expectativa pelas boas contratações. Acredito que vale a pena testar o trio Dodô, Washington e Leandro Amaral, mas é preciso muito sacrifício do resto do time, em especial do meio-campo. Tempo para isso o Renato Gaúcho tem de sobra.
O Vasco está pagando o preço da administração, digamos, antiquada, a que vem sendo submetido. Aposta nos garotos, que sempre soube revelar, e no comando de Edmundo dentro de campo e de Romário, fora. Acho pouco para um time do tamanho do Vasco. Mas sendo o Vasco, nunca é demais esperar, porque há história, tradição em revelar jogadores e a mística da instituição.
Em Minas a disputa, teoricamente, se reduz a Galo, Raposa e o abusado Ipatinga. O Cruzeiro tem um time que agrada. É rápido, insinuante, embora ainda seja inconsistente. O Galo não se reforou como deveria, embora tenha alguns talentos importantes. O Ipatinga vive o ano do primeiro grande desafio, que é montar um elenco capaz de suportar o duro desafio da Série A. Some-se a esses fatores o fato de o Galo festejar seu centenário e teremos um Mineirão cheio de atrações. Para o Cruzeiro há, ainda, a Libertadores. A primeira fase contra o Cerro Porteño é um bom desafio. O adversário não é uma baba, como costumam ser os inimigos brasileiros na primeira fase da competição. Sou mais Cruzeiro nesta quarta-feiras, mas a torcida precisa empurrar o time, lotar o Mineirão, e dar suporte a um elenco jovem e promissor.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
A POLÊMICA E OS FANÁTICOS
Polêmica pura o clássico entre São Paulo e Corinthians. Já expus minha opinião sobre os lances controversos no Arena SporTV e no Bom Dia São Paulo de hoje. Repito brevemente aqui. Acho que o gol do Adriano foi legal e que foi pênalti do Chicão no Dagoberto. E também, pelos lances que pude ver, que Richarlyson e Joílson poderiam ter sido expulsos se houvessem sido aplicados cartões amarelos em lances de falta (Richarlyson) e de mão na bola (Joílson) que culminariam em dupla advertência e consequente expulsão.
O lado bom da polêmica é que acende debates interessantes, com bons argumentos e respeito de ambas as partes. O lado ruim é que desperta a ira dos fanáticos, dos cegos pela paixão, daqueles que acreditam que o mundo é um complô e que tudo é feito para prejudicar seu time.
O juiz do clássico eu acho fraco. Desde que foi levado à categoria de pseudo-celebridade depois de expulsar um jogador que deu um carrinho num Santos x São Paulo na Vila Belmiro com alguns minutos de jogo, praticamente só se fala nele por causa de polêmica. Considero Sálvio Spinola um juiz indeciso, confuso e que perde muito tempo conversando com os jogadores.
Daí a dizer que agiu de má-fé é uma outra história. Os lances que geraram polêmica no clássico estão longe da unanimidade. Comentaristas de arbitragem não chegam a um consenso, para se ter uma idéia. Então, o erro deve ser tratado como tal, um erro. Isso porque eu acho que ele errei, mas tem gente que acha que não e, quem sou eu pra achar que eu alugei a verdade?
Hoje conversei com muitos corintianos e são-paulinos. Ouvi são-paulinos dizerem que anulariam o gol do Adriano e que não foi pênalti no Dagoberto. Também ouvi corintianos dizerem que o gol foi legal e que houve o pênalti. São torcedores apaixonados por seus times, mas que conseguem ver o futebol sem a mirada quase cega do fanatismo.
OS TÉCNICOS E O VT AMIGO
Muito perigosa a postura adotada por uma parcela dos treinadores brasileiros. Hoje todo time tem uma tv no vestiário mostrando todos os lances do jogo. No intervalo ou após o jogo, treinadores e dirigentes olham tudo nos video-tapes e deitam reclamação. Alguns pressionam os câmeras e os repórteres querendo saber se o lance foi legal ou não para poderem, aí sim, pressionar os árbitros. O juiz apita o jogo que rola dentro de campo, não o jogo que a TV mostra, com dezenas de câmeras e repetições. A reclamação faz parte do processo, mas fica muito fácil jogar o erro na cara do juiz depois de ver e rever os lances em câmera lenta. O recurso eletrônico ainda não entrou em campo.
RESPOSTA A UM ANÔNIMO
Alguns insistem em postar como anônimos, mas tudo bem, lá vai a resposta ao anônimo que postou hoje:
Lamentável é achar lamentável uma opinião só porque você não concorda. Isso porque a maioria da opinião está de acordo com o que você pensa e afirma que o seu time saiu prejudicado pelos equívocos que eu vi na arbitragem. E os que não viram equívoco algum? Quem é imparcial, só quem pensa como você? Ou quem é parcial, você que só vê o seu lado da opinião? Reflita e transforme seu fanatismo apenas em uma saudável paixão.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
VALDÍVIA
O tema é polêmico e, por isso, bom. Antes de mais nada, acho que o Valdívia, do Palmeiras, tem tudo para ser um grande craque. É inteligente, diferenciado, técnico e habilidoso. Pensa antes dos outros. Boa parte dos jogadores e técnicos de futebol com quem converso pensa o mesmo, o que mostra que ele chama atenção dos profissionais de sua área.
Valdívia ainda não se adaptou totalmente ao futebol brasileiro. Não tem a malícia natural do brasileiro, a manha, a catimba. Jogou no Chile, na Suíça e na Espanha, onde as coisas são muito diferentes. Tive a oportunidade de entrevistá-lo para a revista Placar e a impressão foi muito boa. Pareceu ser calmo, na dele, longe de ser metido ou mascarado.
Mas Valdívia já ganhou um selo no Brasil. Já foi marcado como jogador cai-cai, provocador etc. Por juízes, adversários e uma parcela da imprensa, com a qual não concordo. Trabalhei em Marília x Palmeiras. Valdívia foi duramente marcado. Uma única vez com deslealdade, no lance da expulsão do atleta do MAC. Embora eu entenda que na jogada em que é atingido no nariz pelo Vinícius o jogador do Marília devesse ser advertido com cartão amarelo.
Valdívia levou cartão amarelo num lance bobo. Muito porque já está marcado e também porque ainda não tem a malícia brasileira em todos os momentos. Naquele, ficou chamando a atenção do árbitro para a presença dos jogadores do Marília perto da bandeira de escanteio e acabou chamando a atenção para ele mesmo. Disse na transmissão que ele estava "pedindo" para tomar o cartão por causa disso. Contestável o cartão, claro. Mas também evitável se Valdívia fizesse o que fez logo depois, segurasse a bola com a rara habilidade que possui e, aí sim, gastasse o tempo com a bola em jogo.
O problema maior enfrentado por Valdívia agora é essa marcação injusta, essa pecha. Mania típica de brasileiro. Aquela coisa do fulana de tal é vagabunda, fulano é maconheiro, jogador tal é chinelinho, aquele outro é cai-cai. Poucas vezes essas acusações têm fundamento. Pior para ele por ser estrangeiro. O argentino Tevez sofreu com isso. Até mesmo alguns jogadores brasileiros se ofendem quando se elogia um estrangeiro.
Acho que o Valdívia é uma das raras fontes de espetáculo do futebol brasileiro atualmente. Seus dribles são quase sempre em direção ao gol e para retenção de bola no momento exato. Ele provoca os adversários? Nem tanto quanto um Marcelinho Carioca, um Leandro, um Beijoca. E isso faz parte do jogo, provocar e ser provocado, driblar e ser driblado. Esperto é quem escapa da provocação e quem não cai no drible e recupera a bola. Fácil escrever, mas já ouvi isso de grandes craques e apenas reproduzo.
Com Wanderley Luxemburgo Valdívia tende a desenvolver seu potencial e a entender melhor o que é o futebol jogado no Brasil, suas manhas, suas malícias. Discordo de quem não o considera importante para o Palmeiras. Acho que ele deve ser ainda mais importante e se firmar como ídolo conforme for se adaptando ao estilo de trabalho de Luxa.
BATE-BOLA
Infelizmente, alguns amigos que por aqui passam postam como anônimos. Essa resposta é para um deles, já que envolve o tema do post acima. É melhor para que todos possam ver.
Prezado anônimo, pode se identificar que o blog é democrático. Antes de mais nada, opinião cada um tem a sua e pode manifestá-la à vontade. Sobre suas opiniões, me permita rebatê-las. Vc só lembra do que discorda e que entende ser contra o seu time. Não comento contra nem a favor de time algum, apenas comento. Vc concorda ou não, mas não há intenção alguma de favorecer ou prejudicar. Por exemplo, vc não lembra que eu disse em dois lances de falta em cima do Valdívia que ambos eram para cartão. E que o jogador do Marília apelou e foi bem expulso. Só lembra do que vc acha que eu disse contra o seu time. Sua interpretação sobre o cartão é equivocada. Quando digo que pede pra tomar cartão, é porque o Valdívia está reclamando, retardando o reinício do jogo e os jogadores do Marília estão provocando essa situação. Faltou malícia a ele no lance. Não sigo ondas e talvez seja um dos comentaristas que mais elogiam o Valdívia. Portanto, não preciso em retratar. E volte sempre quando quiser opinar e, por favor, se identifique, fica mais claro pra conversar.
O tema é polêmico e, por isso, bom. Antes de mais nada, acho que o Valdívia, do Palmeiras, tem tudo para ser um grande craque. É inteligente, diferenciado, técnico e habilidoso. Pensa antes dos outros. Boa parte dos jogadores e técnicos de futebol com quem converso pensa o mesmo, o que mostra que ele chama atenção dos profissionais de sua área.
Valdívia ainda não se adaptou totalmente ao futebol brasileiro. Não tem a malícia natural do brasileiro, a manha, a catimba. Jogou no Chile, na Suíça e na Espanha, onde as coisas são muito diferentes. Tive a oportunidade de entrevistá-lo para a revista Placar e a impressão foi muito boa. Pareceu ser calmo, na dele, longe de ser metido ou mascarado.
Mas Valdívia já ganhou um selo no Brasil. Já foi marcado como jogador cai-cai, provocador etc. Por juízes, adversários e uma parcela da imprensa, com a qual não concordo. Trabalhei em Marília x Palmeiras. Valdívia foi duramente marcado. Uma única vez com deslealdade, no lance da expulsão do atleta do MAC. Embora eu entenda que na jogada em que é atingido no nariz pelo Vinícius o jogador do Marília devesse ser advertido com cartão amarelo.
Valdívia levou cartão amarelo num lance bobo. Muito porque já está marcado e também porque ainda não tem a malícia brasileira em todos os momentos. Naquele, ficou chamando a atenção do árbitro para a presença dos jogadores do Marília perto da bandeira de escanteio e acabou chamando a atenção para ele mesmo. Disse na transmissão que ele estava "pedindo" para tomar o cartão por causa disso. Contestável o cartão, claro. Mas também evitável se Valdívia fizesse o que fez logo depois, segurasse a bola com a rara habilidade que possui e, aí sim, gastasse o tempo com a bola em jogo.
O problema maior enfrentado por Valdívia agora é essa marcação injusta, essa pecha. Mania típica de brasileiro. Aquela coisa do fulana de tal é vagabunda, fulano é maconheiro, jogador tal é chinelinho, aquele outro é cai-cai. Poucas vezes essas acusações têm fundamento. Pior para ele por ser estrangeiro. O argentino Tevez sofreu com isso. Até mesmo alguns jogadores brasileiros se ofendem quando se elogia um estrangeiro.
Acho que o Valdívia é uma das raras fontes de espetáculo do futebol brasileiro atualmente. Seus dribles são quase sempre em direção ao gol e para retenção de bola no momento exato. Ele provoca os adversários? Nem tanto quanto um Marcelinho Carioca, um Leandro, um Beijoca. E isso faz parte do jogo, provocar e ser provocado, driblar e ser driblado. Esperto é quem escapa da provocação e quem não cai no drible e recupera a bola. Fácil escrever, mas já ouvi isso de grandes craques e apenas reproduzo.
Com Wanderley Luxemburgo Valdívia tende a desenvolver seu potencial e a entender melhor o que é o futebol jogado no Brasil, suas manhas, suas malícias. Discordo de quem não o considera importante para o Palmeiras. Acho que ele deve ser ainda mais importante e se firmar como ídolo conforme for se adaptando ao estilo de trabalho de Luxa.
BATE-BOLA
Infelizmente, alguns amigos que por aqui passam postam como anônimos. Essa resposta é para um deles, já que envolve o tema do post acima. É melhor para que todos possam ver.
Prezado anônimo, pode se identificar que o blog é democrático. Antes de mais nada, opinião cada um tem a sua e pode manifestá-la à vontade. Sobre suas opiniões, me permita rebatê-las. Vc só lembra do que discorda e que entende ser contra o seu time. Não comento contra nem a favor de time algum, apenas comento. Vc concorda ou não, mas não há intenção alguma de favorecer ou prejudicar. Por exemplo, vc não lembra que eu disse em dois lances de falta em cima do Valdívia que ambos eram para cartão. E que o jogador do Marília apelou e foi bem expulso. Só lembra do que vc acha que eu disse contra o seu time. Sua interpretação sobre o cartão é equivocada. Quando digo que pede pra tomar cartão, é porque o Valdívia está reclamando, retardando o reinício do jogo e os jogadores do Marília estão provocando essa situação. Faltou malícia a ele no lance. Não sigo ondas e talvez seja um dos comentaristas que mais elogiam o Valdívia. Portanto, não preciso em retratar. E volte sempre quando quiser opinar e, por favor, se identifique, fica mais claro pra conversar.
segunda-feira, janeiro 21, 2008
CALMA, CORINTIANO
Claro que a derrota para o São Caetano deixou o sofrido torcedor corintiano encharcado de dúvidas quanto às reais possibilidades do time. Mas é cedo para cornetagens e a capacidade de Mano Menezes merece muito crédito. Dois jogos são nada em termos de um trabalho que se pretende de um ano. Mas há algumas coisas desse novo Corinthians que tendem a durar pouco.
A primeira delas é a presença de Marcel no time. Não se trata de um grande jogador, longe disso. Marcel aceita fácil a marcação, é disperso taticamente e em breve deve dar adeus ao time titular. Perdigão é outro cuja tendência é esquentar o banco de reservas. Ele tem muita utilidade no dia a dia do grupo, mas o Corinthians terá em Fabinho um volante muito mais produtivo.
Eduardo Ratinho, informou o sempre bem informado Carlos Cereto, deve ser negociado com o Toulouse, da França. Esse garoto apareceu bem em 2005, mas sempre achei que era vítima de um certo exagero, bem característico do torcedore corintiano em relação aos garotos revelados pelo clube. Falavam maravilhas dele, mas dessas maravilhas eu quase nada vi. Parece já entrar cansado em campo. Evidentemente, precisa trabalhar a questão física. Contra o São Caetano a idéia de Mano Menezes era que ele fosse um terceiro zagueiro pela direita quando o time era atacado e saísse para o ataque quando a equipe recuperasse a bola. Nada disso aconteceu e o time só foi dar uma encaixada no segundo tempo, quando Ratinho saiu.
Por fim, Acosta deixou o campo vaiado. Jogou mal, mas tem condições de brilhar. Só acho que ele renderia mais se atuasse no meio-campo e não no ataque, chegando com a bola dominada e de frente para o gol adversário.
O IMPÉRIO TRICOLOR
Fase é fase, não se discute. O São Paulo, vi pelos melhores momentos, não brilhou contra o esforçado Rio Preto. Mas foi salvo pelo gol de Souza, justamente Souza que, parece, não deve ficar no time. Quando a coisa é bem feita, a sorte tende a ajudar nesses tempos de domínio do Império Tricolor. Adriano não marcou, mas a cada rodada tira melhor proveito da temporada que vai fazer no Spa do Morumbi. Agora, só não entendo porque a torcida do São Paulo pega tanto no pé do Richarlyson. Sem ele o time fica pior, perde velocidade e consistência.
VERDE E BRANCO
Santos e Palmeiras definitivamente mudaram de posição nesta temporada em termos de conceito. O Verdão ficou mais forte e o Peixe, enfraqueceu. Mas há muito tempo que só dá empate quando se enfrentam. O deste domingo evidenciou a mudança de posições. Antes era o Santos quem jogava melhor e tomava a iniciativa. Agora é o Palmeiras. No fim, tudo igual.
O time de Luxemburgo deve ficar mais forte com a entrada de Diego Souza e, provavelmente, a saída do time de Makelelê. Pega o Marília quarta-feira, em Marília, jogo duro. O Santos precisa de mais gente para dar opção ao técncico Leão, mas só com Kléber e Rodrigo Souto de volta já fica bem melhor.
VASCO E INTER
O vascaíno deve estar assustado. Esse time é muito fraco. Edmundo talvez não seja suficiente para melhorar as coisas. O estadual deve servir para mostrar a quem manda na Colina que essa aposta é muito arriscada para um time tão grande quanto o Vasco.
Já no Sul, o Inter, time que considero o melhor do País hoje, pau a pau com o São Paulo, suou para empatar com o Santa Maria. Mas o horizonte colorado parece bem mais convidativo que o cruzmaltino.
Claro que a derrota para o São Caetano deixou o sofrido torcedor corintiano encharcado de dúvidas quanto às reais possibilidades do time. Mas é cedo para cornetagens e a capacidade de Mano Menezes merece muito crédito. Dois jogos são nada em termos de um trabalho que se pretende de um ano. Mas há algumas coisas desse novo Corinthians que tendem a durar pouco.
A primeira delas é a presença de Marcel no time. Não se trata de um grande jogador, longe disso. Marcel aceita fácil a marcação, é disperso taticamente e em breve deve dar adeus ao time titular. Perdigão é outro cuja tendência é esquentar o banco de reservas. Ele tem muita utilidade no dia a dia do grupo, mas o Corinthians terá em Fabinho um volante muito mais produtivo.
Eduardo Ratinho, informou o sempre bem informado Carlos Cereto, deve ser negociado com o Toulouse, da França. Esse garoto apareceu bem em 2005, mas sempre achei que era vítima de um certo exagero, bem característico do torcedore corintiano em relação aos garotos revelados pelo clube. Falavam maravilhas dele, mas dessas maravilhas eu quase nada vi. Parece já entrar cansado em campo. Evidentemente, precisa trabalhar a questão física. Contra o São Caetano a idéia de Mano Menezes era que ele fosse um terceiro zagueiro pela direita quando o time era atacado e saísse para o ataque quando a equipe recuperasse a bola. Nada disso aconteceu e o time só foi dar uma encaixada no segundo tempo, quando Ratinho saiu.
Por fim, Acosta deixou o campo vaiado. Jogou mal, mas tem condições de brilhar. Só acho que ele renderia mais se atuasse no meio-campo e não no ataque, chegando com a bola dominada e de frente para o gol adversário.
O IMPÉRIO TRICOLOR
Fase é fase, não se discute. O São Paulo, vi pelos melhores momentos, não brilhou contra o esforçado Rio Preto. Mas foi salvo pelo gol de Souza, justamente Souza que, parece, não deve ficar no time. Quando a coisa é bem feita, a sorte tende a ajudar nesses tempos de domínio do Império Tricolor. Adriano não marcou, mas a cada rodada tira melhor proveito da temporada que vai fazer no Spa do Morumbi. Agora, só não entendo porque a torcida do São Paulo pega tanto no pé do Richarlyson. Sem ele o time fica pior, perde velocidade e consistência.
VERDE E BRANCO
Santos e Palmeiras definitivamente mudaram de posição nesta temporada em termos de conceito. O Verdão ficou mais forte e o Peixe, enfraqueceu. Mas há muito tempo que só dá empate quando se enfrentam. O deste domingo evidenciou a mudança de posições. Antes era o Santos quem jogava melhor e tomava a iniciativa. Agora é o Palmeiras. No fim, tudo igual.
O time de Luxemburgo deve ficar mais forte com a entrada de Diego Souza e, provavelmente, a saída do time de Makelelê. Pega o Marília quarta-feira, em Marília, jogo duro. O Santos precisa de mais gente para dar opção ao técncico Leão, mas só com Kléber e Rodrigo Souto de volta já fica bem melhor.
VASCO E INTER
O vascaíno deve estar assustado. Esse time é muito fraco. Edmundo talvez não seja suficiente para melhorar as coisas. O estadual deve servir para mostrar a quem manda na Colina que essa aposta é muito arriscada para um time tão grande quanto o Vasco.
Já no Sul, o Inter, time que considero o melhor do País hoje, pau a pau com o São Paulo, suou para empatar com o Santa Maria. Mas o horizonte colorado parece bem mais convidativo que o cruzmaltino.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
EU VI O GUGA
Um dos momentos mais fascinantes para qualquer fã do esporte ou de outra atividade de grande empatia popular, como música ou cinema, é quando algúem conta que viu um ídolo jogar, tocar, atuar. Tipo aquele amigo que você tem, que todo mundo tem, que conta, com os olhos cheios d´água, que viu o Pelé jogar.
Pois eu vou contar um dia pros meus filhos que eu vi o Guga jogar. Mais que isso, eu vi o Guga nascer como jogador de nível internacional. Corria o ano de 1996, o Brasil enfrantaria o Chile pela Zona Americana da Copa Davis, em Santiago, e eu estava acompanhando a delegação brasileira. O time, à época capitaneado por Paulo Cleto, tinha Jaime Oncins, Meligeni, Roberto Jábali, Guga e o então juvenil Marcos Daniel. Guga estreou nas duplas, com Jaime Oncins, e ajudou o Brasil a conquistar um ponto fundamental para a vitória sobre os chilenos, que tinham o talentoso e irascível Marcelo Ríos que, assim como Guga, foi número 1 do mundo.
Pude conviver alguns dias com aquele manezinho da ilha de Floripa, que já mostrava algumas características que o transfomariam em ídolo. Sempre simpático, sorridente, algo desligado, mas alto astral acima de tudo. Tomávamos o café da manhã juntos (o que come a criança é um absurdo) e sempre conversávamos sobre música, futebol (ele só falava no Jacaré, seu ídolo no Avaí). Guga animava o grupo com imitações hilárias das dançarinas do É o Tchan!, que estava na moda naqueles tempos.
A partir daquele confronto o tenista Gustavo Kuerten desabrochou, passou a colecionar resultados cada vez melhores e, poucos mais de um ano depois, conquistaria seu primeiro título em Roland Garros. O resto da história o mundo já sabe.
Nos últimos anos, por causa do problema físico (uma limitação de movimento na região do quadril é uma sentença de aposentadoria precoce para qualquer tenista), Guga deixou de ser o tenista fenomenal cujo pico da carreira ocorreu entre 2000 e 2001. Seu golpe de esquerda, ou revés, era invejado por todos os tenistas do circuito e imitado até por ídolos do passado, ainda que a título de brincadeira. Lembro-me que quando ele perdeu a final de Miami para Pete Sampras, em 2000, num jogo em que foi literalmente assaltado. Escrevi uma coluna no site SportsJá!, onde trabalhava, na qual cravava que ele seria o melhor do mundo. Sem qualquer exercício de futurismo, estava claro para quem via o jogo com um mínimo de atenção.
Em seu auge, Guga foi um tenista revolucionário, mudou a cara do tênis. Ganhou um Masters derrotando Pete Sampras e Andre Agassi. Ficou 43 semanas na liderança do ranking mundial, marca que o deixa à frente de tenistas como Boris Becker, Mats Wilander e Ilie Nastase. É o latino-americano que mais tempo ocupou essa posição, entre os dois únicos que alcançaram a glória. Nem o mítimo argentino Guillermo Villas conseguiu liderar o ranking.
E Guga merece ainda mais respeito e veneração porque obteve tudo isso praticando um esporte no qual o Brasil tem pouca tradição e um histórico de péssimas administrações e nenhum projeto de massificação. É, com todas as letras, um fenômeno. Está à altura de gênios como Piquet, Senna, Scheidt, Adhemar Ferreira da Silva e sua solitária parceira de feitos extraordinários nas quadras, Maria Esther Bueno.
Faz tempo que não o vejo, mas me lembro de um encontro quando ele já era o GUGA campeão de Roland Garros e estava anunciando um contrato de patrocínio. Fiquei pensando: será que esse cara, agora no topo do mundo, vai lembrar daqueles dias em Santiago? Eu, um simples jornalista, ele um tenista a mais no mundo. Enquanto pensava nisso e folheava o material de divulgação do novo contrato, sinto um tapinha nas costas. "E aí, Mauricião, tudo bem, cara? Quanto tempo!" Era o Guga de 96, pelo menos em essência e espírito. Por que nas quadras já era tudo isso e muito mais.
Valeu, Guga!!! O tênis brasileiro nunca fez por merecê-lo.
Um dos momentos mais fascinantes para qualquer fã do esporte ou de outra atividade de grande empatia popular, como música ou cinema, é quando algúem conta que viu um ídolo jogar, tocar, atuar. Tipo aquele amigo que você tem, que todo mundo tem, que conta, com os olhos cheios d´água, que viu o Pelé jogar.
Pois eu vou contar um dia pros meus filhos que eu vi o Guga jogar. Mais que isso, eu vi o Guga nascer como jogador de nível internacional. Corria o ano de 1996, o Brasil enfrantaria o Chile pela Zona Americana da Copa Davis, em Santiago, e eu estava acompanhando a delegação brasileira. O time, à época capitaneado por Paulo Cleto, tinha Jaime Oncins, Meligeni, Roberto Jábali, Guga e o então juvenil Marcos Daniel. Guga estreou nas duplas, com Jaime Oncins, e ajudou o Brasil a conquistar um ponto fundamental para a vitória sobre os chilenos, que tinham o talentoso e irascível Marcelo Ríos que, assim como Guga, foi número 1 do mundo.
Pude conviver alguns dias com aquele manezinho da ilha de Floripa, que já mostrava algumas características que o transfomariam em ídolo. Sempre simpático, sorridente, algo desligado, mas alto astral acima de tudo. Tomávamos o café da manhã juntos (o que come a criança é um absurdo) e sempre conversávamos sobre música, futebol (ele só falava no Jacaré, seu ídolo no Avaí). Guga animava o grupo com imitações hilárias das dançarinas do É o Tchan!, que estava na moda naqueles tempos.
A partir daquele confronto o tenista Gustavo Kuerten desabrochou, passou a colecionar resultados cada vez melhores e, poucos mais de um ano depois, conquistaria seu primeiro título em Roland Garros. O resto da história o mundo já sabe.
Nos últimos anos, por causa do problema físico (uma limitação de movimento na região do quadril é uma sentença de aposentadoria precoce para qualquer tenista), Guga deixou de ser o tenista fenomenal cujo pico da carreira ocorreu entre 2000 e 2001. Seu golpe de esquerda, ou revés, era invejado por todos os tenistas do circuito e imitado até por ídolos do passado, ainda que a título de brincadeira. Lembro-me que quando ele perdeu a final de Miami para Pete Sampras, em 2000, num jogo em que foi literalmente assaltado. Escrevi uma coluna no site SportsJá!, onde trabalhava, na qual cravava que ele seria o melhor do mundo. Sem qualquer exercício de futurismo, estava claro para quem via o jogo com um mínimo de atenção.
Em seu auge, Guga foi um tenista revolucionário, mudou a cara do tênis. Ganhou um Masters derrotando Pete Sampras e Andre Agassi. Ficou 43 semanas na liderança do ranking mundial, marca que o deixa à frente de tenistas como Boris Becker, Mats Wilander e Ilie Nastase. É o latino-americano que mais tempo ocupou essa posição, entre os dois únicos que alcançaram a glória. Nem o mítimo argentino Guillermo Villas conseguiu liderar o ranking.
E Guga merece ainda mais respeito e veneração porque obteve tudo isso praticando um esporte no qual o Brasil tem pouca tradição e um histórico de péssimas administrações e nenhum projeto de massificação. É, com todas as letras, um fenômeno. Está à altura de gênios como Piquet, Senna, Scheidt, Adhemar Ferreira da Silva e sua solitária parceira de feitos extraordinários nas quadras, Maria Esther Bueno.
Faz tempo que não o vejo, mas me lembro de um encontro quando ele já era o GUGA campeão de Roland Garros e estava anunciando um contrato de patrocínio. Fiquei pensando: será que esse cara, agora no topo do mundo, vai lembrar daqueles dias em Santiago? Eu, um simples jornalista, ele um tenista a mais no mundo. Enquanto pensava nisso e folheava o material de divulgação do novo contrato, sinto um tapinha nas costas. "E aí, Mauricião, tudo bem, cara? Quanto tempo!" Era o Guga de 96, pelo menos em essência e espírito. Por que nas quadras já era tudo isso e muito mais.
Valeu, Guga!!! O tênis brasileiro nunca fez por merecê-lo.
terça-feira, janeiro 15, 2008
FIM DAS FÉRIAS COM MUITAS
ORAÇÕES EM FAVOR DE NENÊ
A famosa frase tudo que é bom dura pouco deve ter sido criada ao final das férias de alguém. Sol, calor, piscina, família, amigos. Mas, como diz a frase, já era e agora é recalibrar as forças para mais um ano de trabalho, que também é muito bom. Principalmente porque no final tem férias de novo. Que beleza! É o que diria meu grande parceiro Milton Leite.
Já de cara uma notícia triste, a do problema de saúde do pivô brasileiro Nenê. Recebi por e-mail um comunicado da assessoria de Nenê confirmando que ele foi operado para a retirada de um tumor na noite de 14 de janeiro. Fico torcendo e rezando muito para que tudo corra bem para esse excelente jogador e que, principalmente, ele tenha saúde e siga sua vida. Se puder continuar no esporte, melhor ainda. E tomara que possa.
A BOLA VOLTA A ROLAR
Tenho visto pouca coisa da Copa São Paulo de juniores e agora entro na fase de pesquisa de informações sobre os campeonatos estaduais, Copa do Brasil e Libertadores. Então darei alguns pitacos sobre o que anda acontecendo.
* PATO - Eu tive a sorte de poder ver o Alexandre Pato treinando e jogando durante uns 20 dias na campanha do Inter no Mundial do Japão. É fenômeno e não duvidem disso. Há uma coisa que é fato no mundo do futebol. Quando os próprios jogadores, colegas de time, falam muito de um jogador e ficam comentando as coisas que ele faz nos treinamentos, é bom ficar ligado porque vem coisa boa. E os colegas de Inter não paravam de falar do Pato e de comentar o que ele fazia nos treinamento. E algumas coisas que eu vi o garoto fazer nos treinos e nos jogos no Japão realmente mostram que pintou mais um extra-classe. Pena que tenha ficado tão pouco tempo no Inter e no Brasil, mas essa é a regra desse jogo atualmente.
* PAULISTÃO - Eu sou do interior de São Paulo e talvez, por isso, eu veja o Paulistão com outros olhos, uma mirada de nostalgia, de minha introdução ao mundo do futebol. O campeonato, como qualquer outro, é importante dentro da sua realidade. Só não gosto do sistema de disputa e acho o número de participantes exagerado. Com 12 times e um outro formato, seria muito mais interessante. Mas que promete, não há dúvidas. São Paulo e Palmeiras, na teoria, saem na frente. O São Paulo por permanecer muito forte, e o Palmeiras por estar se reforçando muito bem. Santos e Corinthians ainda deixam perguntas para seus torcedores. Que ninguém se esqueça da Portuguesa, porque tem bom time e pode, sim, surpreender. Da turma do Interior, depois de ver o que rolou de mudança, contratações, me parece, sem a bola rolar, que Guaratinguetá, Noroeste, Barueri, Bragantino e Marília estão fortes. Ponte Preta e Guarani voltarão a fazer o famoso Derby, mas precisam melhorar muito em relação a 2007.
* CARIOCÃO - O estadual do Rio, pelo menos para mim, é o mais bem resolvido do País. A fórmula de disputa é interessante, o carioca adora seu torneio e as Taças Guanabara e Rio incendeiam a Cidade Maravilhosa e o estado fluminense, mantendo viva a chama saudável da rivalidade. A maior expectativa fica por conta do Fluminense, que vem forte. O Flamengo também está interessante, e o Botafogo, se controlar o estado emocional das pessoas que formam o clube como um todo, também é competitivo. Pelo pouco que vi até agora, o Vasco destoa, com um time fraco. Mas a bola ainda não rolou e, como cantaria Virginie nos tempos do Metrô, no balanço das horas tudo pode mudar.
quarta-feira, dezembro 19, 2007
BOCA, MILAN, KAKÁ, LUXA,
LEÃO, ACOSTA, ADRIANO.....
Antes de mais nada, sou um torcedor sul-americano, um cucaracha assumido que está de ressaca. Torci muito pelo Boca contra o Milan. Se aquela bola na trave do Ibarra tivesse entrado...
Mas como o se não joga e o Kaká, esse sim, joga muito, deu Milan. Uma vitória do império sobre a colônia, embora eu deteste esse tipo de comparação por causa da conotação política que ela tem hoje em dia em nosso pobre continente. O Milan é o comprador, o cara das fusões e aquisições, a empresa que chega ao mercado sem saber a história das que pretende encampara, comprar ou fechar. O Boca é um time sul-americano e, mesmo sendo o maior dos times sul-americanos, não é páreo para o time do Berlusconi. Mesmo tendo um magnata como o Macri fianciando. É que magnata argentino não é páreo pro Don Berlusconi. Com bom time sul-americano, o Boca vira e mexe tem algum jogador comprado por algum tubarão europeu. Tipo o Milan, uma jóia do extinto império romano que ganhou o jogo movido a um brasileiro de São Paulo e a um holandês nascido no Suriname. Por isso torci pelo Boca, como sempre torço pelo latino-americano contra o europeu. Exceto quando envolva Brasil e Argentina, quase sempre vou quebrar a cara, mas quase sempre é mais divertido. Se forem dois europeus em campo, de que lado houver mais sul-americanos, será o meu lado.
CIRANDA FINANCEIRA
Como o assunto é banco, achei bom o título aí de cima. Claro que banco de treinadores, mas pelas cifras que envolvem os ditos cujos, parecem mesmo instituições financeiras. Luxemburgo no Palmeiras, Leão no Santos. Luxa é mais técnico que Leão. Resta saber com que espírito chegará ao Verdão e qual time poderá comandar. Há quem diga que ele só sabe trabalhar com estrelas e grandes jogadores. Eu já acho que, além disso, ele tem uma grande qualidade como técnico: melhora jogadores. Os fracos viram médios e muitos dos médios viram bons jogadores. Quem lembra, por exemplo, o Bóvio que jogou muito bem no Santos? Do Amaral no Palmeiras? E como melhorou o Rodrigo Souto, por exemplo? A fila é grande e essa é uma das principais virtudes de Luxemburgo.
Leão tem experiência de sobra e seus times podem até demorar para esquentar, mas quando acontecem, costumam ser muito competitivos. Tem história no Santos e costuma se dar bem com times formados por jogadores que brilhem menos do que ele.
Os dois se dizem desafetos, numa briguinha que, pra mim, não vale nota em coluna de fofoca. Se não se gostam, problema deles, que são muito, mas muito menores que os clubes que dirigem. E por mais competentes que sejam, acho que não valem o dinheiro que se investe neles. Mas aí é uma questão de princípios e observação da vida achar que não dá pra pagar salários de meio milhão de qualquer coisa para qualquer que seja o dono do salário.
APOSTA E ACOSTA
Adriano e Acosta trafegam em universos muito diferentes. Mas representam exatamente o mesmo para São Paulo e Corinthians: uma aposta. Adriano jogou muito na Inter e na Seleção Brasileira durante que espaço de tempo? Um ano, um ano e meio? Acosta jogou muito no Náutico durante uma temporada. Aí um gaiato vai dizer que não dá pra comparar a Inter com o Náutico, a Itália com o Uruguai etc.
Mas como nenhum dos dois vem com garantia, a aposta soa igual. Adriano sumiu do mapa, é um arremedo do Imperador de outros tempos. Acosta surgiu praticamente do nada e tanto pode acontecer como voltar para o ostracismo. São Paulo e Corinthians jogaram suas fichas. A única diferença é que o cacife tricolor é muito mais alto. E o São Paulo pode se dar ao luxo de errar com Adriano. Já o Corinthians precisa que Acosta acerte todas no alvo.
quarta-feira, dezembro 12, 2007
VOVÔS BONS DE PALCO
ARRASARAM EM 2007
De vez em quando gosto de me arriscar em outros assuntos aqui no blog. Preferencialmente música, de vez em quando política. Música pelo fato de ser, pra mim, ao lado da literatura, a dupla de arte fundamental. O mundo poderia estar aí sem cinema, sem pintura, até sem teatro, mas sem livros para ler e sem músicas para ouvir, seria um saco.
Sou assumidamente um não-músico frustrado. Tentei tocar violão, fiz aulas e tudo, mas foi um desastre. Tenho um teclado Casio e até já arranhei algumas coisas. Consegui tirar de ouvido a introdução de Jump, do Van Halen, o solinho de In Too Deep, do Genesis, Hand in Hand, do Phil Collins, e uma pequena parte da abertura de Subdivisions, do Rush. Mas a coisa não anda, falta talento. Já me arrisquei como cantor amador nos festivais do Colégio Arquidiocesano (ganhamos duas vezes, com músicos bons de um grupo chamado Naphtalina, com Horácio, Richard, Calia, Pedrão; e com uma galera esperta no ano seguinte, da qual desponta hoje o excelente guitarrista Marcinho Eiras, irmão do Alemão, que você pode ver no Faustão) e uma aventura no Ginásio do Ibirapuera, pelo Fico, o Festival do Objetivo, embora eu nunca tenha estudado lá.
Pois basta de enrolar e vamos ao post. 2007 ficou marcado como o ano de grandes reuniões de grupos realmente importantes do pop-rock internacional. Genesis, Pink Floyd, The Police, Van Halen, Led Zeppelin, Eagles. Uma galera dos anos 60, 70 e 80 que ainda arrasta multidões a ginásios e estádios e hipnotiza com base em muito talento, profissionalismo e competência. Aliás, apenas duas coisas podem explicar por quê essas bandas, algumas que já curtiam a aposentadoria, tenham voltado e roubado a cena. A primeira já foi escrita, os caras são bons pacas. A segunda é que hoje em dia o cenário do pop-rock, a música do dia-a-dia, está muito, mas muito ruim.
Claro que existem coisas interessantes e legais, como o Coldplay, por exemplo. Mas em geral falta personalidade, falta talento, capacidade, competência ao vivo. Lembro-me que, nos anos 90, quando trabalhava na Gazeta Esportiva, sempre tínhamos contato com o pessoal da Folha, que era no mesmo prédio. Havia uma galera da Ilustrada que estava fazendo esporte. A moda era (tentar) levantar o Oasis, vender a banda inglesa como algo realmente bom e importante, já que eles eram muito mais que críticos, eram fãs. E tome capa disso, crítica daquilo, comparações absurdas para uma banda que, digamos, cumpre até hoje, direitinho, o papel de cover dos Beatles. Até que o Oasis veio ao Brasil, em 98, tocou em São Paulo e não conseguiu lotar o Sambódromo paulista, apesar dos esforços da turma da Ilustrada.
Nesta semana, o Led Zeppelin voltou a se reunir, depois da aventura de 1985, no Live Aid, com Phil Collins e Tony Thompson nas baterias. Collins, aliás, foi injustamente criticado por Jimmy Page à época. O baterista do Genesis tinha acabado de tocar com Robert Plant em disco e turnê e fora chamado por Plant para a reunião. Page não gostou muito e Thompson entrou numas de duelar e não compartilhar. O resultado dos bateras nem foi tão ruim quanto a pífia performance vocal de Plant e os muitos equívocos de um Page que parecia mamado.
Nesta nova reunião, no entanto, com Jason Bonham (filho de John, que aliás, ensinou o filho a tocar ao som de Turn It On Again, do Genesis, com o Phil Collins) tudo correu muito bem. Claro que Plant não alcança mais os agudos de outrora, mas valeu a espera, pelo que pude conferir no You Tube. Page estava em grande forma.
Enfim, hoje a música pop e o rock estão dominados por bandas de uma semana, superproduzidas em estúdio, que carecem de carisma e competência. Fui ver o Genesis em Chicago e, nos mesmos dias, tocava por lá o Maroon 5. A crítica fez a comparação e, óbvio, constatou que o Maroon jamais chegará a Genesis, embora hoje faça enorme sucesso. Mas com 40 anos de vida o Genesis levou mais de 3 milhões de pessoas a sua turnê de 2007, com pouco mais de 30 shows.
O Police arrebentou no Maracanã e numa grande turnê. Assim como o Van Halen. Idem para os veteranos ultracompetentes e briguentos do Eagles. Isso sem falar no ego infladíssimo do Roger Waters, que se reuniu aos inimigos de Pink Floyd. Tivemos um pouco antes o reencontro de Eric Clapton com os companheiros de Cream e atá a contribuição brasileira nisso tudo, com a volta dos Mutante. E, vá lá, até o Queen com o Paul Rodgers. São 30, 40 anos de história relembrados com absoluta competência e profissionalismo no palco. Será que daqui a 5 anos alguém ainda falará do Maroon 5? Ou então do Dream Theater, uma banda formada por ótimos músicos, mas chata pra caramba, sem alma, sem muito talento para compor?
Mas claro que nem tudo está perdido. Eu gosto muito do Foo Fighters. Acho que é a banda atual que tem mais talento e personalidade no rock. O Dave Grohl, que era o melhor músico do Nirvana, mostrou toda sua capacidade nos Foo Fighters, aliado ao excelente Taylor Hawkings na bateria. Fora isso, ainda bem que essa galera dos vovôs do rock ainda segura a onda do alto dos seus 50 e muitos ou 60 anos. Longa vida ao bom e velho pop-rock.
terça-feira, dezembro 11, 2007
MINHA LISTA DE 2007 E
MINHA LISTA PARA 2008
2007 daqui a pouco será história. Foi um bom ano profissionalmente, embora sacrificante no aspecto pessoal. Odeio listas, mas confesso que paro para ler qualquer uma que seja publicada, em jornais, revistas, internet. Sobre música, filme, esporte, política. Estranha relação essa entre ódio e amor.
A minha lista para 2007 aponta os destaques de um bom ano. A de 2008 os pedidos e desejos para um grande ano e, principalmente, um Brasil e um mundo melhores.
GRANDES MOMENTOS DE 2007
- Santos x Grêmio pela Libertadores, o melhor jogo que vi no ano
- a derrota de Hugo Chávez no plebiscito sobre a mudança constitucional
- a Seleção de futebol feminino do Brasil
- a torcida de volta aos campos no Brasileirão
- o Brasil consolidando a democracia, apesar dos problemas
- o show do Genesis em Chicago, no histórico (pra mim), 3 de outubro.
- minha família, todos os dias
- os 3 a 0 sobre a Argentina na final da Copa América
- o Pan do Rio foi bem legal
- o declínio do império americano puxado pela queda do dólar
PEDIDOS PARA 2008
- muita paz, saúde e felicidade pra todos
- minha família em paz, com saúde e feliz
- mais educação formal e informal para os brasileiros. Principalmente nas ruas
- que a preservação ambiental deixe de ser moda e vire prioridade
- pelo amor de Deus, menos violência
- um Brasileirão tão disputado como o de 2007, mas melhor tecnicamente
- algumas medalhas olímpicas
MINHA LISTA PARA 2008
2007 daqui a pouco será história. Foi um bom ano profissionalmente, embora sacrificante no aspecto pessoal. Odeio listas, mas confesso que paro para ler qualquer uma que seja publicada, em jornais, revistas, internet. Sobre música, filme, esporte, política. Estranha relação essa entre ódio e amor.
A minha lista para 2007 aponta os destaques de um bom ano. A de 2008 os pedidos e desejos para um grande ano e, principalmente, um Brasil e um mundo melhores.
GRANDES MOMENTOS DE 2007
- Santos x Grêmio pela Libertadores, o melhor jogo que vi no ano
- a derrota de Hugo Chávez no plebiscito sobre a mudança constitucional
- a Seleção de futebol feminino do Brasil
- a torcida de volta aos campos no Brasileirão
- o Brasil consolidando a democracia, apesar dos problemas
- o show do Genesis em Chicago, no histórico (pra mim), 3 de outubro.
- minha família, todos os dias
- os 3 a 0 sobre a Argentina na final da Copa América
- o Pan do Rio foi bem legal
- o declínio do império americano puxado pela queda do dólar
PEDIDOS PARA 2008
- muita paz, saúde e felicidade pra todos
- minha família em paz, com saúde e feliz
- mais educação formal e informal para os brasileiros. Principalmente nas ruas
- que a preservação ambiental deixe de ser moda e vire prioridade
- pelo amor de Deus, menos violência
- um Brasileirão tão disputado como o de 2007, mas melhor tecnicamente
- algumas medalhas olímpicas
domingo, dezembro 09, 2007
ISSO, SIM, É BOA NOTÍCIA!
SP tem primeiro dia sem homicídio, anuncia governo
Sáb, 08 Dez, 08h14
No dia sete de dezembro, a sexta-feira passada, a cidade de São Paulo passou o dia inteiro sem registrar um único homicídio em seus 93 distritos policiais, fato inédito nas estatísticas criminais. Foi o que anunciou hoje o secretário estadual de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, durante o evento Faça Esporte na PM. "Não houve nenhum homicídio da 0h do dia 7 até as 24h do dia 7", afirmou.
Segundo o secretário, desde 1999, ano em que 12.800 pessoas foram mortas em todo o Estado, o número de homicídios registrados caiu 63%. Na capital, a queda atingiu 72% no mesmo período. Marzagão disse que neste ano a queda foi acentuada, o que o levou a anunciar uma meta mais ousada para 2008. "Neste momento, são 11,6 homicídios por 100 mil habitantes. Se Deus quiser, chegaremos no ano que vem a 10 por 100 mil, que é uma marca aceita pela ONU (Organização das Nações Unidas)".
Para atingir a meta de 2008, Marzagão defendeu a manutenção de ações como a Operação Homicídio, da Polícia Militar, que consiste em fazer revistas em bares nos finais de semana. "São locais onde pessoas bebem e, muitas vezes, por motivos fúteis terminam ocorrendo homicídios. Também devemos investir muito na inclusão social. Faremos tudo que pudermos para a inclusão, porque acreditamos que o problema da violência não se resumirá só com as ações da polícia", afirmou. Entre os motivos da redução dos homicídios ele citou o recolhimento das armas ilegais, mesmo antes do Estatuto do Desarmamento, e policiamento com base no Infocrim - sistema de mapeamento criminal que permite conhecer pela Internet os lugares em que os crimes acontecem.
quinta-feira, dezembro 06, 2007
É O MANO CERTO PARA
RECUPERAR OS MANOS
Pra quem não é de São Paulo, uma explicação. No linguajar da da galera esperta da periferia, um chama o outro de mano, truta, don, como afirma meu amigo Wilson Gomes. Como no Rio tem aquele lance de meu irmão, no Sul tem tchê, na Bahia meu rei, essas coisas. E como o Corinthians é imensamente popular, existe no imaginário popular aquela crença de que os corintianos se tratam por mano. Talvez nem seja assim, mas muita gente acha que é.
Então, chega de enrolar e vamos à opinião: o Corinthians deu uma belíssima cartada ao contratar Mano Menezes. Considero o ex-treinador do Grêmio a grande revelação entre os treinadores brasileiros. Sério, competente, inteligente, articulado, dá as melhores entrevistas da atualidade entre os "professores" e trabalha muito bem dentro de campo.
Mano segue a escola de sucesso dos treinadores gaúchos. Brandão, Carlos Froner, Ênio Andrade, Felipão, Renato Gaúcho, tem muita gente boa de banco que veio dos Pampas. Não por acaso. O Brasil tem muito que aprender com os irmãos do Sul. Na bola e fora dela. Educação, consciência política, força de vontade, trabalho. Herança da colonização alemã e italiana e também das duras batalhas travadas pela manutenção da independência do Brasil e pela democracia. Some-se a isso o clima muitas vezes hostil e pode-se explicar o motivo do sucesso dos técnicos gaúchos. Primeiro, não têm vergonha de ser competitivos. Afinal, quem entra num campeonato é pra competir, disputar e, se possível, vencer. E vence, geralmente, quem sua mais e joga melhor. E os bons técnicos gaúchos armam equipes competitivas e que jogam bem.
Mano Menezes já mostrava isso no XV de Campo Bom, modesta equipe gaúcha que levou ás semifinais da Copa do Brasil em 2004. Ratificou essa idéia no Grêmio imortal de 2005. E divulgou tudo isso para o País na Libertadores de 2007. Sua idéia de futebol é simples, prática e objetiva. O Grêmio está aí para provar. Os pilares são bom posicionamento, consistência tática (cada um sabe muito bem o que precisa fazer dentro da equipe) e aprimoramento da bola parada. Claro que se o time tivesse mais qualidade no material humano, iria mais longe.
No Corinthians, Mano enfrentará grandes desafios. A cobrança forte dos "manos". O noviciados dos principais dirigentes do futebol corintiano. A pressão por resultados imediatos. Mas o Corinthians deu um primeiro e importante passo para voltar à Série A em 2009 ao acertar na mosca nessa contratação. Resta fazer da teoria uma prática comprovada.
SERÁ QUE ESTOU DOPADO?
De novo insisto na tecla: é preciso rever urgentemente o conceito e a lista de remédios ou substâncias consideradas doping. Eu tomo o mesmo remédio que o Romário para prevenir uma praticamente inevitável queda de cabelos no futuro, por fator hereditário. Muitos outros o fazem. E Romário lá precisa de doping? Tá voando baixo, corre mais que os outros, está bombado? Marombado? Haja hipocrisia.
RECUPERAR OS MANOS
Pra quem não é de São Paulo, uma explicação. No linguajar da da galera esperta da periferia, um chama o outro de mano, truta, don, como afirma meu amigo Wilson Gomes. Como no Rio tem aquele lance de meu irmão, no Sul tem tchê, na Bahia meu rei, essas coisas. E como o Corinthians é imensamente popular, existe no imaginário popular aquela crença de que os corintianos se tratam por mano. Talvez nem seja assim, mas muita gente acha que é.
Então, chega de enrolar e vamos à opinião: o Corinthians deu uma belíssima cartada ao contratar Mano Menezes. Considero o ex-treinador do Grêmio a grande revelação entre os treinadores brasileiros. Sério, competente, inteligente, articulado, dá as melhores entrevistas da atualidade entre os "professores" e trabalha muito bem dentro de campo.
Mano segue a escola de sucesso dos treinadores gaúchos. Brandão, Carlos Froner, Ênio Andrade, Felipão, Renato Gaúcho, tem muita gente boa de banco que veio dos Pampas. Não por acaso. O Brasil tem muito que aprender com os irmãos do Sul. Na bola e fora dela. Educação, consciência política, força de vontade, trabalho. Herança da colonização alemã e italiana e também das duras batalhas travadas pela manutenção da independência do Brasil e pela democracia. Some-se a isso o clima muitas vezes hostil e pode-se explicar o motivo do sucesso dos técnicos gaúchos. Primeiro, não têm vergonha de ser competitivos. Afinal, quem entra num campeonato é pra competir, disputar e, se possível, vencer. E vence, geralmente, quem sua mais e joga melhor. E os bons técnicos gaúchos armam equipes competitivas e que jogam bem.
Mano Menezes já mostrava isso no XV de Campo Bom, modesta equipe gaúcha que levou ás semifinais da Copa do Brasil em 2004. Ratificou essa idéia no Grêmio imortal de 2005. E divulgou tudo isso para o País na Libertadores de 2007. Sua idéia de futebol é simples, prática e objetiva. O Grêmio está aí para provar. Os pilares são bom posicionamento, consistência tática (cada um sabe muito bem o que precisa fazer dentro da equipe) e aprimoramento da bola parada. Claro que se o time tivesse mais qualidade no material humano, iria mais longe.
No Corinthians, Mano enfrentará grandes desafios. A cobrança forte dos "manos". O noviciados dos principais dirigentes do futebol corintiano. A pressão por resultados imediatos. Mas o Corinthians deu um primeiro e importante passo para voltar à Série A em 2009 ao acertar na mosca nessa contratação. Resta fazer da teoria uma prática comprovada.
SERÁ QUE ESTOU DOPADO?
De novo insisto na tecla: é preciso rever urgentemente o conceito e a lista de remédios ou substâncias consideradas doping. Eu tomo o mesmo remédio que o Romário para prevenir uma praticamente inevitável queda de cabelos no futuro, por fator hereditário. Muitos outros o fazem. E Romário lá precisa de doping? Tá voando baixo, corre mais que os outros, está bombado? Marombado? Haja hipocrisia.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
O DIA SEGUINTE
Segunda-feira, normalmente, é um dia para reflexões. Sobre a balada do fim de semana, algum excesso aqui, outro acolá, descanso, cinema, teatro etc. E no Brasil, especialmente, é dia de falar de futebol, da resenha relativa ao domingo. Essa segunda-feira, 3 de dezembro de 2007, sem dúvida é diferente. A última rodada do Brasileirão/07 ficará eternizada pelo alto grau de emoção e por envolver paixões gigantescas.
Para mim, quando o assunto é futebol, tamanho de torcida não serve para medir sofrimento, alegria e tristeza. Por isso, vejo como um pouco exagerado o tom dramático (ou seria melodramático?) de algumas coberturas relativas ao rebaixamento do Corinthians. É tão dolorido quanto foi para Grêmo, Botafogo, Palmeiras, Fluminense, Galo, Bahia e, também, para Juventude, América e Paraná. Paixão de torcedor não se mede, não existe uma torcida mais apaixonada do que outra. Todas sofrem, vibram, choram e riem na mesma medida por seus clubes. Pode ser que alguém discorde, o que é legítimo e respeito, mas a dor de uma derrota, de um rebaixamento, não é maior para torcedor x ou y. Dói demais para todos.
Isso escrito, não há o que contestar sobre a lisura do Brasileirão. Há quem argumente que o juiz Djalma Beltrami não deveria mandar voltar as cobranças de pênalti em Goiânia. Pura paixão. Ali a regra foi cumprida. O problema não foi o ato de Beltrami, mas sempre será a omissão de todos os outros que não marcam quando os goleiros se adiantam, assim como será o erro daqueles que marcam equivocadamente quando goleiros não se adiantam.
Será um ano sofrido para os corintianos, mas, assim como os outros gigantes do futebol brasileiro, o Corinthians seguirá. Sua história é muito maior do que eventuais desmandos, desmanches e desvarios. Assim como Grêmio, Palmeiras, Botafogo, Fluminense, Atlético Mineiro, Coritiba, o Corinthians tem um patrimônio inatingível: o amor de seus torcedores e o tamanho de sua história, de suas tradições. Resta saber trabalhar, deixar de lado as desavenças políticas, limpar a área de dirigentes retrógrados e comprometidos com esquemas obscuros.
Passado o impacto inicial, o torcedor descobrirá que ainda tem um time para torcer e que isso é que vale a pena. Foi assim com os outros grandes que caíram. Estádios cheios, provas de fidelidade, juras de amor eterno e o retorno à Série A.
A nova odisséria corintiana começa em 11 de maio, na abertura da Série B 2008. E sobem quatro para a Série A em 2009. Nada de outro mundo. A vida continua. Assim como continua para Juventude, Paraná e América de Natal. Difícil, mas continua.
O mesmo vale para o Palmeiras, que, tirando os que lutavam contra o rebaixamento, foi o grande derrotado da última rodada. Também sem coisa alguma a contestar. Faltaram alma, personalidade e superação ao Palmeiras. Já para o Galo Mineiro sobraram paciência, tranqüilidade e organização. O Cruzeiro, que parecia condenado, conseguiu uma classificação até certo ponto calma, mas nem por isso menos merecida. Que temporada a do treinador Dorival Júnior! Vice-campeão paulista com o São Caetano e classificado para a Libertadores com o Cruzeiro.
2008 chega logo, rapidinho. E trará uma Libertadores com 5 brasileiros, dos quais 4 que já conquistaram o título sul-americano (São Paulo, Santos, Flamengo e Cruzeiro) e o Fluminense em busca da conquista inédita. Tomando como parâmentro os times que terminaram a temporada 2007, vejo, nessa ordem, a lista de brasileiros com mais possibilidades na Liberadores: São Paulo, Fluminense, Santos, Cruzeiro e Flamengo. Claro que muita coisa vai mudar e essa ordem pode ser alterada.
VITÓRIA DA DEMOCRACIA
Foi pra lá de simbólica a derrota da proposta de alteração constitucional de Hugo Chávez na Venezuela. O projeto de ditador que se gabava de suas vitórias eleitorais precisa se curvar à realidade das urnas. O povo venezuelano venceu o medo, as ameaças e mostrou que o continente está firme e forte na batalha pelo sucesso da jovem democracia latino-americana.
O delírio bolivariano de Chávez tomou um banho de realidade das urnas.
Segunda-feira, normalmente, é um dia para reflexões. Sobre a balada do fim de semana, algum excesso aqui, outro acolá, descanso, cinema, teatro etc. E no Brasil, especialmente, é dia de falar de futebol, da resenha relativa ao domingo. Essa segunda-feira, 3 de dezembro de 2007, sem dúvida é diferente. A última rodada do Brasileirão/07 ficará eternizada pelo alto grau de emoção e por envolver paixões gigantescas.
Para mim, quando o assunto é futebol, tamanho de torcida não serve para medir sofrimento, alegria e tristeza. Por isso, vejo como um pouco exagerado o tom dramático (ou seria melodramático?) de algumas coberturas relativas ao rebaixamento do Corinthians. É tão dolorido quanto foi para Grêmo, Botafogo, Palmeiras, Fluminense, Galo, Bahia e, também, para Juventude, América e Paraná. Paixão de torcedor não se mede, não existe uma torcida mais apaixonada do que outra. Todas sofrem, vibram, choram e riem na mesma medida por seus clubes. Pode ser que alguém discorde, o que é legítimo e respeito, mas a dor de uma derrota, de um rebaixamento, não é maior para torcedor x ou y. Dói demais para todos.
Isso escrito, não há o que contestar sobre a lisura do Brasileirão. Há quem argumente que o juiz Djalma Beltrami não deveria mandar voltar as cobranças de pênalti em Goiânia. Pura paixão. Ali a regra foi cumprida. O problema não foi o ato de Beltrami, mas sempre será a omissão de todos os outros que não marcam quando os goleiros se adiantam, assim como será o erro daqueles que marcam equivocadamente quando goleiros não se adiantam.
Será um ano sofrido para os corintianos, mas, assim como os outros gigantes do futebol brasileiro, o Corinthians seguirá. Sua história é muito maior do que eventuais desmandos, desmanches e desvarios. Assim como Grêmio, Palmeiras, Botafogo, Fluminense, Atlético Mineiro, Coritiba, o Corinthians tem um patrimônio inatingível: o amor de seus torcedores e o tamanho de sua história, de suas tradições. Resta saber trabalhar, deixar de lado as desavenças políticas, limpar a área de dirigentes retrógrados e comprometidos com esquemas obscuros.
Passado o impacto inicial, o torcedor descobrirá que ainda tem um time para torcer e que isso é que vale a pena. Foi assim com os outros grandes que caíram. Estádios cheios, provas de fidelidade, juras de amor eterno e o retorno à Série A.
A nova odisséria corintiana começa em 11 de maio, na abertura da Série B 2008. E sobem quatro para a Série A em 2009. Nada de outro mundo. A vida continua. Assim como continua para Juventude, Paraná e América de Natal. Difícil, mas continua.
O mesmo vale para o Palmeiras, que, tirando os que lutavam contra o rebaixamento, foi o grande derrotado da última rodada. Também sem coisa alguma a contestar. Faltaram alma, personalidade e superação ao Palmeiras. Já para o Galo Mineiro sobraram paciência, tranqüilidade e organização. O Cruzeiro, que parecia condenado, conseguiu uma classificação até certo ponto calma, mas nem por isso menos merecida. Que temporada a do treinador Dorival Júnior! Vice-campeão paulista com o São Caetano e classificado para a Libertadores com o Cruzeiro.
2008 chega logo, rapidinho. E trará uma Libertadores com 5 brasileiros, dos quais 4 que já conquistaram o título sul-americano (São Paulo, Santos, Flamengo e Cruzeiro) e o Fluminense em busca da conquista inédita. Tomando como parâmentro os times que terminaram a temporada 2007, vejo, nessa ordem, a lista de brasileiros com mais possibilidades na Liberadores: São Paulo, Fluminense, Santos, Cruzeiro e Flamengo. Claro que muita coisa vai mudar e essa ordem pode ser alterada.
VITÓRIA DA DEMOCRACIA
Foi pra lá de simbólica a derrota da proposta de alteração constitucional de Hugo Chávez na Venezuela. O projeto de ditador que se gabava de suas vitórias eleitorais precisa se curvar à realidade das urnas. O povo venezuelano venceu o medo, as ameaças e mostrou que o continente está firme e forte na batalha pelo sucesso da jovem democracia latino-americana.
O delírio bolivariano de Chávez tomou um banho de realidade das urnas.
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