domingo, junho 06, 2010

Luz amarela para a

organização da Copa


Joanesburgo - O tumulto ocorrido em Midrand, no amistoso entre Nigéria e Coréia do Norte fez acender a luz amarela para os organizadores da Copa do Mundo há apenas cinco dias do início do Mundial.

A capacidade de lidar com situações que saiam do controle é um dos principais pontos da organização de um evento como a Copa. E o que ocorreu em Midrand levanta uma questão importante sobre isso.

Obviamente,o jogo não era da Copa, não teve supervisão oficial da Fifa, mas assusta saber que um tumulto como esse possa ocorrer. Mais gente do que o estádio poderia suportar, portões fechados, tumulto, atropelamento.

Em se tratando da Nigéria, que tem a segunda maior colônia estrangeira na África do Sul, é preciso pensar e analisar com cuidado para evitar novos aborrecimentos.

Por enquanto, a simpatia e a boa vontade dos sul-africanos está deixando em segundo plano alguns problemas como falta de informação, sinalização insuficiente e a profusão de obras ainda em andamento.

Um exemplo: torcedores nigerianos tiveram acesso fácil,fácil ao ônibus da seleção de seu país antes do jogo. Isso éinaceitável, principalmente se lembrarmos do ataque terrorista ocorrido durante a Copa Africana de Nações.

Há tempo para as autoridades sul-africanas aprimoraram essas questões e o tumulto em Midrand serve como uma indigesta experiência, um treinamento em situação real.

4 comentários:

angel e gu disse...

Nori, o grande problema está no fato da FIFA insistir com essa idéia de fazer um rodízio de continentes para sede das Copas. Será que o continente Africano e o Sul-americano tem países em condições de sediar um copa do mundo???

Abraço

Gustavo Torres
Curitiba-PR

A R de Moraes disse...

Concordo com o comentario acima e creio que agora ja não ha mais o que fazer, pois os problemas no pais séde no quesito segurança deixa a deseja e o que existia da época do Apartheide ja não existe mais, isso com um agravante enorme dos fatores socios culturais e financeiros...

Anônimo disse...

Serve de alerta, principalmente, para o Brasil, que ainda tem tempo para organizar bem o evento de 2014. Na África do Sul a sorte esta lançada!!!
No entanto os preços dos ingressos, darão uma segurada no ímpeto africano.

Nori, boa sorte um abração

Mozart

Assobio49 disse...

Logo após a transmissão do amistoso Brasil x Tanzânia, referindo-se às diversas línguas faladas na África do Sul, um dos comentaristas do SporTV disse que um habitante de Joanesburgo ficou chocadoo com a informação de que que "o Brasil teria só uma língua, o Português". Confesso que também fiquei chocado, pois isso é uma absoluta inverdade! Eu gostaria de corrigir este erro gravíssimo de informação, esclarecendo que o Brasil possui cerca de 50 idiomas.

Seu eu fosse um índio Xavante, e estivesse assistindo a essa transmissão do jogo em minha aldeia (e, lhe garanto, eles estavam assistindo ao jogo, pois são fanáticos por futebol..!), eu ficaria muito bravo em ouvir que “no Brasil só se fala um idioma, o Português”.... Por favor, veja a lista de idiomas falados atualmente no Brasil (sem incluir as línguas de imigrantes japoneses, italianos, etc. e aquelas línguas extintas em razão do desaparecimento de centenas de etnias desde o descobrimento). São elas:

Aikaná, Aparai, Arawá, Arikén, Aruak, Aruak-maipure, Aweti, Bora, Bororo, Chiquito, Creoulo, Guaikuru, Guarani, Guató, Ia-tê, Iranxe, Jabuti, Jê, Juruna, Kanoe, Karajá, Karib, Katukina, Koazá, Krenák, Maxakali, Makú, Mawé, Mondé, Munduruku, Mura, Nambikwára, Ofayé, Pano, Ramarama, Rikbaktsa, Samuko, Tikuna, Timbira, Tiriyó, Tukano, Tupari, Tupi-Guarani, Trumái, Txapacura, Wajãpi, Wayana, Witoto e Yanomami. Ao todo, 49 línguas indígenas brasileiras que, somadas ao Português, contabilizam 50 idiomas falados no Brasil.

Isso não é um exagero de minha parte, em se considerando, inclusive, que as línguas faladas na África do Sul (além do inglês), também são línguas de origem indígena...!!

Pelas últimas estimativas, contabiliza-se uma população indígena próxima de 600 mil pessoas no Brasil. Embora a população indígena atual pareça pequena quando comparada aos 5 milhões de nativos que habitavam o Brasil na época do Descobrimento, a taxa de crescimento anual, de 3,5%, não só é positiva, como supera a taxa de crescimento geral da população brasileira - cerca de 1,6% ao ano.

Portanto, vamos respeitar e levar em consideração TODOS os habitantes do Brasil, TODAS as nossas línguas.