domingo, novembro 01, 2009

O jogo pela ótica de quem joga

e também sabe entender o jogo


"O time do Barueri é redondinho, dá gosto de ver jogar. Não é à toa que ganhou do Flamengo. Hoje [sábado] nós ganhamos na raça, na superação e na bola parada", comentou o capitão são-paulino, referindo-se ao gol de Jorge Wagner, que nasceu de uma cobrança de escanteio".

A frase é do goleiro, capitão e maior ídolo da história do São Paulo, Rogério Ceni.

Ceni, além de craque, sabe ler o jogo, é dos raros jogadores que entedem o esporte que praticam. Não fica vomitando táticas e estatísicas. Vê o jogo como todo mundo vê, da maneira simpels e direta, com erros e acertos, mas sem arrogância.

Não tem o ranço do torcedor que se julga entendido, fica caçando palavras em dicionários para se mostrar intelectualmente preparado, mas que no fundo é mais um fanático disfarçado de letrado.

Esse chega a ser quase tão nocivo quanto os bandidos disfarçados.

Por isso que cada vez mais eu gosto de ver a galera da arquibancada, da geral, das filas intermináveis. E me decepciono cada vez mais com a turma das cadeiras cativas e afins.

3 comentários:

Raul Torres disse...

Noriega, que ataque aos "comuns" que gostam da bola? Não precisa, né!?

Apesar do Rogério ter elogiado o time do Barueri e ter valorizado mais ainda a vitória do tricolor paulista, a palhaçada que foi o afastamento do Val Baiano e do Renê tem que ser mais lembrada ainda que a vitória propriamente dita.

O São Paulo, tri-campeão brasileiro, não precisa disso.

Abs!
http://nopiquedabola.wordpress.com/

Nori disse...

Não ataco os comuns, Raul. Pelo contrário. O ataque é para quem se acha melhor que os comuns e só sabe ver defeito nos outros. Os rançosos, essa gente chata.

Stéfano disse...

Concordo plenamente. Comentava ainda ontem: o Rogério pode ser chato, mas quando ele fala pode-se ouvir. Não só falando do Barueri, porém também ao falar de título, de pressão.
E ele consegue ver o que muitos comentaristas não conseguem...