sexta-feira, junho 26, 2009

Racismo, nunca!!!


Até entendo que certas coisas que acontecem em campo devam morrer em campo. E pontuo que tudo deve ser avaliado antes que se condene alguém de antemão. Por isso vamos esperar que tudo seja apurado no caso Maxi e Elicarlos.

Agora, crime é crime, dentro ou fora do campo de futebol. E racismo é crime. Maxi dizer que não conhece a palavra macaco me pareceu demais. Até duvido que ele seja racista. O que houve foi um exagero de momento e ele pisou na bola. Usou uma expressão racista e covarde.

A lei de um País precisa estar acima das leis do futebol.

Só espero que haja hombridade de todas as partes e que tudo se resolva da melhor maneira possível.

A lição que fica para mim é que o futebol não pode ser tratado como um território sem lei ou com um código ético particular. O futebol precisa estar inserido no contexto da Nação e de suas regras.

4 comentários:

Diego disse...

Racismo é crime me qualquer lugar. Isso é certo! Eu só gostaria de saber porque no Brasil não se dá o mesmo valor quando um estrangeiro, seja argentino, boliviano ou paraguaio é xingado por isso. A imprensa brasileira, aqui eu excluo o dono do blog, parece esquecer que a xenofobia corre solta nos gramados. Mas já que brasileiro nunca é o culpado, ficamos assim. Eu queria ver o dia que um estrangeiro dissesse que foi xingado por não ser do Brasil,se os policiais iriam agir da mesma forma...

Davi disse...

perfeita análise. pode até xingar a mãe, provocar de outras formas, mas discriminação jamais!

Nori disse...

Diego, vs está certíssimo. Por isso eu abomino até o termo cavalo paraguaio, que acho lamentável.
Abs

Michel Costa disse...

Pessoal, acho que há um equívoco aqui. Para esclarecê-lo tomei a liberdade de reproduzir o texto abaixo, retirado do blog do Juca Kfouri:

Injúria, talvez, racismo, não!

Por RODRIGO BARROS OLIVEIRA

Após mais um episódio de preconceito no meio esportivo, o caso da acusação feita por Elicarlos contra Maxi Lopes, vejo se repetirem os equívocos cometidos pelos veículos de informação na abordagem do assunto.  

Novamente a imprensa veicula a informação de maneira errada, sem esclarecer de maneira técnica o assunto.

O crime cometido pelo jogador argentino, caso a alegação do jogador Elicarlos se confirme verdadeira, não é crime de racismo.

A conduta praticada pelo atacante Maxi Lopes configura sim crime de injúria qualificada, previsto no Código Penal.

O atleta ofendeu a dignidade do outro e de maneira alguma tal prática configura o crime de racismo.

Os crimes de racismo, previstos na Lei 7.716/89, são condutas muito diversas da praticada pelo jogador argentino.

Racismo é dar tratamento diverso a alguém em função de sua raça, cor, etnia, ou nacionalidade, em situações em que estes devam ser tratados igualmente aos outros.

O fato de o jogador brasileiro ter acusado erradamente o argentino não deveria ser seguido pela imprensa, que deveria sim informar corretamente, dizendo que NÃO SE TRATA DE RACISMO.

Logo, procedeu corretamente a delegada em não deter o argentino, já que a lei não prevê tal hipótese.

Além do mais ninguém deve ser preso, a princípio, antes de ser condenado.

Seria um absurdo deter o argentino com base na simples alegação de Elicarlos.

Se no "Caso Grafite" houve detenção, foi um ato arbitrário e, aí sim, RACISTA, por dar tratamento diverso do estipulado em lei pelo fato da sua nacionalidade argentina.

Resta a imprensa passar a cobrir tais fatos elucidando a verdade e esclarecendo a todos de maneira a evitar esses desatinos e depoimentos lamentáveis, de pessoas totalmente leigas sobre o assunto.

Tem-se observado é que, nós, brasileiros, somos muito mais racistas com eles, os argentinos, nesses episódios, do que os comportamentos a eles atribuídos, muito embora sejam censuráveis.

Porque temos tratado esses casos com tremenda desproporção lhes atribuindo falsos crimes, além de tratamentos severos na condução dos agentes às delegacias coercitivamente após as partidas, algo que é indevido nos casos de ação penal privada como os crimes de injúria.

Um abraço.