quarta-feira, abril 15, 2009

O sono eterno dos
grandes clubes do
futebol brasileiro


Estou em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Minha primeira vez nesse canto do País. Cidade boa, percebe-se que circula dinheiro. Avenidas largas, arborizadas, bons serviços. O Corinthians está em Campo Grande para enrfrentar o Misto de Três Lagoas, pela Copa do Brasil.

É sempre a mesma coisa quando um grande viaja para algum ponto do País por onde passe pouco: muita procura, muita paixão do torcedor, gente pra todo lado, e a resposta do clube é quase sempre nula.

Sempre digo que os grandes times de futebol do Brasil não sabem o tamanho que têm. Recentemente o Corinthians e, acho que o Flamengo, tinham caminhões com seus produtos perambulado pelo País, uma espécie de loja ambulante para explorar positivamente a paixão que provocam. Há uma iniciativa interessante do São Paulo para explorar lojas temáticas, assim como Inter e Grêmio trabalham de maneira sem igual seus programas de sócio-torcedor e a simpátia idéia dos cônsules e consulesas.

Mas ainda falta uma estratégia. O Corinthians vem jogar em Campo Gande e tudo bem que os jogadores fiquem escondidos, concentrados, já que estão trabalhando. Agora, o clube não pode ficar enfurnado no hotel, a marca tem que circular, se mostrar disposta a atender um público tão carente e tão ou mais apaixonado que o freguês do dia-a-dia.

Semanalmente oportunidades como essas são desperdiçadas. Eu me pergunto como os vendedores de produtos piratas sempre se posicionam em frente aos hotéis, nos melhroes pontos dos estádios e os clubes simplesmente não conseguem montar um caminhão com seus produtos oficiais para que o mesmo chegue um dia antes e vá embora um dia depois do time nessas perambulações pelo País? Camisas, chaveiros, toda sorte de produtos, e duas ou três pessoas dedicadas a captar sócios-torcedores com programas específicos para quem mora longe do time do coração.

A verdade é que o futebol ainda engatinha no que se convencionou chamar de marketing esportivo.

9 comentários:

Juliano Macedo disse...

Caro Noriega,

Sou estudante do último ano de jornalismo e sou completamente apaixonado por esportes, em especial pelo futebol. O grande sonho da minha vida é ser jornalista esportivo e para exercitar esses planos, apresento meu blog: (MACEDO FUTEBOL CLUBE).

Gostaria que você entrasse no link acima para conhecer a minha página. Por meio do blog, quero transmitir aos que se interessam, notícias, informações, análises de jogos, entrevistas, etc. Caso goste, olhe sempre que tiver um tempo, pois vou mantê-lo atualizado diariamente.

Ficaria muito feliz com a sua visita e seus possíveis comentários, críticas e sugestões. Estou começando minha carreira e preciso de dicas de jornalistas conceituados como você.

Espero que goste.
Desde já, meu enorme agradecimento.

Um grande abraço a todos!
Juliano Macedo.
www.macedofutebolclube.wordpress.com

João Salvatori disse...

João Salvatori

Esta conta ( produtos "originais" dos clubes x poder aquisitivo de quem realmente curte futebol ) não fecha e nunca vai fechar no Brasil.
Em São Paulo, em parte, fecha. Em outras capitais, talvez.
É muito discurso que acaba na ponta do lapis. Sem falar nos preços indecentes.

abs

Anônimo disse...

MAURICIO,
POR ONDE ANDA O GRANDE E INESQUECIVEL 'LUIS NORIEGA' ??

ZILLO MARQUES
MOGI DAS CRUZES, SP

Robert Alvarez Fernández disse...

Maurício, concordo em gênero, número e grau com seu texto; te desejo uma ótima transmissão e ótimo trabalho aí em Campo Grande.

A primeira vez que vi um "caminhão loja" foi em Colônia, na Alemanha, em um jogo amistoso contra o time da cidade, o caminhão vendia produtos do Bayern de Munique.

Embora a torcida do Colônia FC fosse naturalmente predominante a "loja" estava bombando de gente, mesmo com o clube visitando, no mínimo, uma vez por ano a bela cidade citada.

Porém, já ouvi de um dirigente de time grande que essa iniciativa é um risco pois os outros torcedores poderiam atear fogo ao caminhão, pensamento pobre, pobre.

Abraços,

Robert

Nori disse...

Prezado Zillo, meu pai segue firme e forte, trabalhando em São Paulo na área de marketing esportivo e sendo meu conselheiro preferido e favorito em assuntos profissionais.
Abs

Carlos Pizzatto - Blog do Carlão disse...

O problema é que os dirigentes se sentam no regionalismo e desconhecem o verdadeiro tamanho de suas torcidas.

Há muitos gremistas e colorados no oeste do Paraná, em Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso, por exemplo (sem falar em Santa Catarina). Além de são-paulinos, corintianos e palmeirenses, que imperam nestes três estados (falo porque conheço os três muito bem).

No entanto os cartolas não dão bola para estes torcedores, para estes consumidores em potencial, porque não sabem sequer onde fica Cuiabá, Campo Grande ou Cascavel no mapa.

Malu Cabral disse...

Nori!!

Te achei no Twitter e te add, OK?
Valeu!
Abração!

Thiago Guadalupe disse...

Noriega,

sem dúvida não exploram nem 1% de seu potencial.

Posso falar por experiencia própria, já que moro no interior de MG e o que temos de produtos licenciados dos grandes clubes por aqui é mínimo!!!

Abraço!

Thiago Guadalupe - blog http://noninhodacoruja.blogspot.com

Patrícia Gomes disse...

Só agora uma certa palavra tenta trabalhar no Corinthians o tal "MARKETING" palavra exclusa no clube por muito e muito tempo. Mas ainda sim é pouco a maneira que os produtos oficiais cheguem em outros locais.