quinta-feira, abril 16, 2009

E o Santos assistiu
a tudo de camarote


Na quarta-feira agitada de Corinthians, Palmeiras e São Paulo um grupo de telespectadores privilegiados assistiu a tudo de camarote: o time do Santos.

Na teoria, o descanso e o tempo para treinar aproximam o Santos da vaga na final do Campeonato Paulista. Na teoria.

Primeiro porque o Palmeiras precisou correr muito contra o Sport. Correu não à toa, mas o resultado esfria as turbinas alviverdes e deixa o Leão pernambucano muito perto da vaga. Ainda há o desgaste psicológico evidente, a reação do torcedor. Vou frisar de novo, na teoria, o Santos foi o segundo maior beneficiado com o resultado de 1 a 1 entre Palmeiras e Sport. Primeiro porque teve confirmada a fragilidade da zaga alviverde pelo alto e a falta de tranquilidade do time quando precisa decidir. Segundo, porque taticamente teve uma bela amostra de como anular a velocidade palmeirense, vide o segundo tempo do Sport.

O Corinthians não precisou se esforçar muito para derrotar o frágil Misto em Campo Grande. O plano de Mano Menezes saiu bem executado. A equipe segue sendo a única invicta na temporada nos grandes centros e reforçou a sua capacidade competitiva, ainda que contra um adversário de outro calibre - bastante inferior. Na entrevista após o jogo, Mano ressaltou o tema da invencibilidade, lembrando que o São Paulo terá uma tarefa complicada: ganhar de um time que vira 4 meses sem derrota no calendário da bola.

Para o Tricolor paulista a ida a Medellín foi mero cumprimento de tabela. Só não vê quem não quer ver. A ordem no clube é unir forças em torno de um objetivo: ganhar o Campeonato Paulista na cruzada que o clube lançou contra a federação local. Classificado na Libertadores, o São Paulo ignorou seu discurso de privilegiar a Libertadores e disfarçar o desdém com que tratava o estadual e agora embarca numa missão nada diplomática.

O Santos assistiu a tudo de camarote. Resta saber se valeu o preço do ingresso. Respostas a partir de sábado, às 18h10.

3 comentários:

Patrícia Gomes disse...

Santos ainda acompanhou de camorote mais uma baixa no elenco alvi-verde...a contusão de Edmilson pode notada em campo pelos jogadores sua experiência e liderença nesse jogo seria muito importante para o Palmeiras.

ricardo disse...

É verdade caro Noriega....

basta colocar 10 jogadores dentro da area e pronto!!! Anula qualquer ataque!!

O Sport teve a sorte (nao competencia) de pegar uma sobra dentro da aerea e marcar o gol de empate...depois teve a esperteza (e malandragem) de colocar todo o time na zaga!! Passaram o ferrolho!!! Retranca total!!

Nao vi nada de excepcional...apenas uma pena porque o futebol foi jogado apenas por um time, o Palmeiras.

Onde ja se viiu reclamar porque o maqueiro entrou rapido para tirar o jogador?????? so aqui no Brasil mesmo!!!! E claro, tinha que ser um arbitro brasileiro (quarto arbitro Seneme) para ser conivente e repreender os maqueiros!!

Que lastima!!!

Luis Abilio disse...

Caro Noriega,

Acabei de ler, de uma assentada, o seu livro - Os 11 melhores técnicos do futebol brasileiro -que prima pelo rigor histórico, pela imparcialidade e por uma prosa leve, bem articulada e precisa. Seio bem quanto é dificil escoljer os melhores em qualquer atividade. Cada brasileiro, amante do futebol, tem os seus 11 melhores técnicos na sua cabeça. Mas, modestamente, ouso sugerir um novo livro, que enfocasse outros tantos - ou mais - técnicos que fizeram a evolução ( ou involuçã0, quem sabe? ) do nosso futebol. Nomes como Zezé Moreira e seu irmão Aymoré, Flavio Costa, o folclórico Gentil Cardoso, Fleitas Solich, para só citar alguns, nos ajudaria, através destes nomes, tantas vezes controversos mas dedicados a entender a história no nosso esporte mais querido, intrissicamente ligado a própria história do Brasil.

Parabéns!!!