segunda-feira, março 15, 2010

Vitória épica do Palmeiras

em um clássico espetacular







Foi uma feliz coincidência que no dia em que o Esporte Espetacular mostrou uma belíssima reportagem sobre um histórico Santos 7 x 6 Palmeiras de 1958 os mesmos times fizessem um clássico digno de reverenciar o que ocorreu 52 anos antes.



Santos e Palmeiras fizeram o jogo do ano até agora. Lindo de se ver, eletrizante. O primeiro tempo terminou empatado em 2 a 2, mas o Santos poderia ter definido, tamanha sua superioridade. Não definiu, vacilou nos minutos finais, viu o Palmeiras ressurgir e voltar melhor na segunda etapa para construir uma virada épica.



Mordido, em dívida consigo mesmo e com a torcida, o Palmeiras encarou o jogo como se fosse uma final de campeonato e, mais do que isso, uma questão pessoal. Virou o jogo e teve chance de fazer 4 a 2 ante um Santos atônito, que não acreditava que pudesse estar perdendo no palco dos recentes espetáculos que protagonizou.



Com os nervos no lugar, o time santista voltou a pressionar, mas deixou grande espaço para o contragolpe alviverde, que teve três chances cara a cara com Felipe, duas com Robert e uma com Ewerthon. O empate em 3 a 3 sugeria uma blitz santista no final, mas um golaço de Robert definiu um clássico que, com diz Lédio Carmona, deveria virar DVD.



Além do jogo, gostei da batalha das danças na comemoração. Foi divertido, teve bom humor e uma pitada de revanche daqui e dali. Madson imitou porquinho, Robert pescou um peixe. Tudo sem violência, sem agressividade. Futebol é bom humor, é provocação sadia, como brincadeiras entre amigos. Quem leva mais longe do que isso precisa se reciclar na vida.



Para o Palmeiras o clássico trouxe alento, alívio e esperança. Principalmente para a Copa do Brasil e para um Brasileirão no qual terá Vitor e outros reforços. Quarta-feira o time pega o Paysandu, em Belém, de espírito renovado, com duas boas opções para o treinador, Ewerthon (jogou muito tempo e discretamente) e Lincoln (jogou pouco tempo, mas bem). Isso sem falar na recuperação psicológica de jogadores como Armero. A classificação no estadual é difícil ainda, mas a torcida e o time ganham novo alento depois de um jogo como o de ontem.

Não se pode desprezar o potencial do Santos por causa da derrota. A coragem de Dorival Jr em montar um time ofensivo, que corre riscos de maneira consciente, deve ser louvada. Claro que ele precisa pensar na competição, nos títulos que pretende ganhar, e buscar uma solução para determinados momentos. Ter apenas um jogador para marcar no meio é pouco. Exigir isso de Marquinhos é exagero e de Ganso é crueldade. Talvez um outro volante ou até um terceiro zagueiro, dependendo da situação, possam ajudar.

Neymar precisa entender que de agora em diante será cada vez mais marcado e mais duro. E Robinho também deve saber que não é todo dia que os gols cairão em seu golo, ele precisará buscá-los mais pelo talento que tem. PH Ganso resolve isso mais fácil porque é mais técnico, precisa de menos espaço e menos toques na bola para mostrar que é craque.


É complicado esse Império do Amor


Adriano jogou, marcou e desabafou contra as pessoas ruins. O Flamengo venceu o Vasco num clássico que Dodô quer esquecer e Bruno jamais esquecerá.

Quando o Flamengo ganhar e Adriano ou Love marcarem, tudo ficará bem para o Império do Amor. O problema é que não se ganha sempre, e torcedor, mídia e o futebol em si são cruéis.

Adriano agora insiste em negar algo que ele próprio assumiu há pouco tempo, corajosamente, o problema com a bebida. Confirmado por seu próprio empresário.

E Vagner Love, flagrado em cenas estarrecedoras, frequentando um baile numa comunidade infestado de traficantes e armas pesadas. O pior é que ele acha isso tudo normal!

Essa dupla talvez seja a melhor entre os ataques brasileiros, mas é nitroglicerina pura.

Love falou que faz trabalhos sociais em comunidades, mas é o caso de perguntar se ele não faria mais pelo social se não achasse normal entrar em baile escoltado por bandido armado.

Futebol e criminalidade fascinam muita gente e, não raro, andam juntos. Jogadores de futebol têm status e dinheiro fácil, o que certamente atrai traficantes, que gostam de ambos e procuram conquistá-los de forma ilegal. O boleiro que consegue isso legalmente, trabalhando, precisa pensar antes de ir a certos lugares.

5 comentários:

Alexandre Brendim disse...

Nori, o time do Santos é ótimo do meio para frente, mas do meio apra trás é um time comum, para não dizer medíocre. Eles precisam fazer muito para compensar o que tomam, algo que não ocorreu ontem.
Ontem ficou provado, que bater o Santos não é impossível e que o time do Palmeiras não é tão limitado como se diz aos quatro cantos.
Tomara que o verdão ainda tenha tempo para se classificar, pois irá dar muito trabalho no final se conseguir!!

Anônimo disse...

Grande Ganso esse garoto é mesmo muito bom de bola, estou de acordo com o Casa Grande eu levaria ele para Copa, como aconteceu com Ronaldo(94) e Kaka(2002), nós não temos nenhum jogador com as caracteristicas dele na seleção!

wicosta disse...

Cuidado Nori, o Santos fez três melhor-jogo-do-Paulista seguidos. Mais virão.

Anônimo disse...

Infelizmente pessoas despreparadas estão ganhando muito dinheiro e usando de maneira nem sempre muito bem explicada.O Império do amor é a maior decepção da classe ¨"JOGADOR DE FUTEBOL". Esses caras tem que ser intimados pela Policia federal para se explicar, pois é inadimissivel que tenham esse comportamento e ache natural. Ainda bem que foi embora do verdão. No Palmeiras ele não seria feliz mesmo, pois lhe faltava essa vida paralela ao CRIME, e, jamais a nossa diretoria iria estar de acordo com essa safadeza. Um abraço Nori, sou um fã seu de 58 anos e o acompanho todos os dias na TV.

Jorge Augusto disse...

Podemos acreditar realmente que o Vagner saiu do Palmeiras por medo da torcida ou por que aproveitou o 'gancho' e forçou a barra pra ir pra 'casa' dele, como ele mesmo disse?