quinta-feira, setembro 23, 2010

Conmebol prejudica

os times brasileiros


Seguinte, eu acho que a Conmebol pisou no tomate ao mexer nas regras de classificação para a Libertadores com a bola rolando. Também acho que por trás disso há um interesse comercial muito conhecido e um ingrediente político disfarçado.

O lado comercial é bancado pela tv do México, que paga muito caro para ter seus times como convidados de luxo na Libertadores. São 3 times mexicanos invertendo a ordem geopolítica e disputando um torneio sul-americano quando são norte-americanos.

Ou seja, o México, pagando, tem o mesmo peso para a Conmebol que toda a tradição e a história do Uruguai de Peñarol e Nacional, que também classifica apenas 3 times.

Só Brasil e Argentina têm 5 vagas fixas. Justifica-se pela importância dos dois gigantes continentais. Nas 14 edições mais recentes da Libertadores, em 12 havia pelo menos um time brasileiro. Em duas delas, as duas únicas ocasiões na história, havia dois times de um mesmo país, o Brasil, disputando o título. Foram 6 títulos brasileiros nesse espaço de tempo (Cruzeiro, Vasco, Palmeiras, São Paulo e Inter, duas vezes)

Nessas 14 edições, em 6 havia um time argentino disputando. Em 5 a taça foi para a Argentina (Boca 4 vezes e Estudiantes, uma).

Os times brasileiros chegaram ao dobro de decisões dos argentinos e ganharam um título a mais, além de terem feito duas finais entre eles.

Some-se a isso o fato de o mercado brasileiro de futebol ser muito maior e mais forte economicamente que o da Argentina. O Mexicano também é mais forte.

Com o Inter campeão e garantido na Libertadores, mais a vaga da Copa do Brasil para o Santos e as 4 tradicionais do Brasileirão, seriam 6. Com uma eventual vitória brasileira na Sul-americana, o número subiria para 7, mas aí já existiria a compensação tirando uma vaga do Brasileirão.

Basicamente, foi tirada a vaga extra do país que tem o time campeão da Libertadores. Aí eu pergunto: porque não propuseram isso em 2009, quando o Estudiantes foi campeão?

Quem acompanha de perto o futebol sul-americano sabe do poder de Julio Grondona, o presidente da Associação de Futebol Argentino. E também sabe que a CBF dá muito mais pelota para a seleção brasileiro do que para os clubes.

Agora a CBF tenta reagir lutando para recuperar essa vaga. Talvez seja tarde. Com seus times quebrados e um futebol interno que foi estatizado para sobreviver, Grondona sabe que as cotas em dólares da Libertadores são fundamentais para seus afiliados.

Resta saber se levará a melhor na queda-de-braço com Teixeira.

2 comentários:

foradasquatrolinhas disse...

Noriega, eu quero acreditar que o Teixeira vai querer comprar briga com o Grondona, mas não consigo. O presidente da CBF tá se lixando pros clubes brasileiros, sua única preocupação é com a Seleção Brasileira e seus contratos milionários. Triste realidade!

Gabriel Araújo disse...

Uma sugestão: poderiam fazer um novo "regulamento" da Libertadores. Um time a mais disputando a fase de classificação, 39 equipes. O ruim é o planejamento, onde a Conmebol peca. Não consguiriam fazer uma competição com 39 equipes, número ímpar.

E o regulamento do Brasileirão? Não vale nada? Está escrito: "São 4 vagas para a Copa Santander Libertadores da América". Rasga? É o que deve se fazer, pelo jeito.

Quem disse que não dá pra valorizar a Sul-Americana e continuar com as 4 vagas brasileiras? É só pensar, coisa que os dirigentes da confederação dul-americana não sabem fazer.

Se querem isso pro campeonato, o mais conveniente seria propor para o ano que vem, e não fazê-lo com bola rolando.

A conclusão de tudo: mais uma vez a Conmebol prova que só tem dirigentes bananas, que é uma péssima confederação.

Abs.