terça-feira, outubro 21, 2008

QUEM É CRAQUE
NO PLANETA BOLA?


Mais uma de meu amigo Lédio Carmona. No Redação SporTV de hoje, o pai babão de Pequeno Bob cravou que o futebol internacional tem hoje apenas três craques: Cristiano Ronaldo, Kaká e Gerrard. Eu faria uma alteração apenas, escalando Messi na vaga do ótimo Gerrard.
E você, qual é seu trio de craques em atividade hoje no planeta bola?

8 comentários:

Saulo Milleri Biral disse...

Pra mim é o Cristiano Ronaldo, Messi e o Kaká.

Rodrigo Borges disse...

Não consigo ignorar o Riquelme. É verdade que ele dorme por longos períodos. Mas, quando joga, é um monstro.

Marcelo Laguna disse...

Acompanho o relator. O Gerrard joga muito (embora não tenha feito gol no Rogério, ahahahah), mas o Messi é gênio.

Robert Alvarez Fernández disse...

Kaká, Gerrard e Fernando Torres.

Menção honrosa a Cristiano Ronaldo, David Villa e Robinho.

Abraços a todos,

Robert

Luiz Fernando disse...

A maior ação de anti-marketing da história

O São Paulo F.C. é, usualmente, apontado como exemplo de clube atuante no campo do marketing esportivo, assim como de excelência administrativa. O bom trabalho realizado e o reconhecimento daí advindo acabam por produzir um círculo virtuoso que, continuamente, engrandecem a marca do clube.

O clube foi pioneiro em diversas modalidades de marketing e é dos mais atuantes nessa área. Entretanto, a ânsia de querer aproveitar toda e qualquer oportunidade no sentido de gerar exposição na mídia levou o clube a se envolver em um episódio de conotações absolutamente negativas.

Trata-se de seqüestro recém ocorrido em Santo André, cujo trágico desfecho provocou tristeza e revolta em todo o país. Quando o patético Lindemberg pendurou uma camisa do São Paulo na janela do apartamento onde manteria reféns por cinco dias a ex-namorada (quase uma menina, com ainda 15 anos) Eloá e sua amiga Nayara, ele estava sendo coerente com o comportamento que manteve até o final do seqüestro.

De fato, tudo o que aconteceu desde o momento da invasão do apartamento, onde um grupo de adolescentes preparava um trabalho escolar, até o ato covarde e brutal de atirar nas garotas, foi obra de um indivíduo frustrado e impotente, em busca de afirmação perante a sociedade e a si mesmo. Obra de uma pessoa insegura, que havia perdido aquele que era talvez o seu único canal de exercício de poder: o namoro com uma garota bem mais nova, iniciado quando ela tinha apenas 12 anos, e terminado com o natural amadurecimento de Eloá.

Em sua busca de afirmação, o seqüestrador agrediu os garotos que estavam no apartamento; proferiu frases como "eu sou o cara" e "eu sou o príncipe do gueto", ao ver a mobilização da polícia e a repercussão na tv; disse: "olha só o que eu vou fazer", antes de desferir um dos tiros que deu em direção aos policiais; e bateu muito, durante os cinco dias, em Eloá.

E claro, pendurou uma camisa do seu time na janela. Integrante de uma torcida organizada do São Paulo, o "valente" Lindenberg queria mostrar que estava "tudo dominado", exibindo a sua insígnia. Exposição ruim para o clube, sem dúvida. Porém, nada de excepcional, tendo em conta as imagens corriqueiras na imprensa da prisão de criminosos, por todo o Brasil, trajando os uniformes de seus times de preferência.

O episódio não teria, portanto, maiores conseqüências para a imagem do São Paulo, se não fosse o açodamento de seus dirigentes. Ao tomar conhecimento do ato de Lindemberg de pendurar a camisa do clube na janela do apartamento, o presidente Juvenal Juvêncio, de pronto, determinou que o diretor Marco Aurélio Cunha - recém eleito vereador paulistano e sabidamente um amante dos flashes, das câmeras e dos microfones - , acompanhado de dois advogados do clube, fosse ao local interceder e tentar a liberação das garotas.

Ao chegar a Santo André de helicóptero, cinematograficamente, Marco Aurélio Cunha declarou: "vim contribuir e não ser protagonista". Sua permanência no local foi, obviamente, proibida pela polícia. O dirigente do São Paulo não perdeu a pose, e declarou: "Conversei com as autoridades que estão cuidando do caso e fica claro que esse menino é normal, bom, mas que passa por um problema que ele quis resolver de uma forma errada. Gostaria de pedir em meu nome e em nome da torcida do São Paulo que primeiro: saiba que todos estão preocupados com a sua segurança, e que ele confie na polícia".

Lindemberg, o seqüestrador de Santo André, chamado de "menino bom" por Marco Aurélio Cunha, tem 22 anos. Considerando a sua idade, ele integra, provavelmente, a "geração Telê" de torcedores do São Paulo, pois tinha 7 anos de idade - idade propícia para a consolidação do time de preferência - quando a equipe comandada pelo técnico Telê Santana se sagrou bicampeã da Libertadores, em 1993. Se não houvesse cometido o ato desatinado e covarde que decretou o trágico fim do seqüestro de Santo André, Lindemberg poderia ser visto de forma mais condescendente. Não como um "bom menino" (porque seqüestrou, agrediu e torturou, em meio a fanfarronices), mas como um indivíduo digno de pena, graças a sua mediocridade exacerbada por sua impostura ridícula, querendo parecer "bicho solto", "malandro" e "sujeito homem".

Quando assassinou Eloá, tentou matar Nayara e atirou contra os policiais que invadiram o apartamento em tentativa de resgate, Lindemberg deixou de ser, apenas, um indivíduo patético. A partir dali, ele se tornou também o autor de um crime chocante, que provocou repulsa geral em todo o Brasil.

Essa pessoa associou sua imagem à do São Paulo F.C., ao hastear a camisa do clube no território por ele ocupado e revelar a paixão clubística que é parte integrante de seu mórbido universo mental. A essa pessoa o São Paulo associou indissoluvelmente a sua imagem, ao adentrar atabalhoadamente o drama que se desenrolava em Santo André, por obra pouco inspirada de seus dirigentes. Formou-se, desse modo, e através de intenso bombardeio midiático, um amálgama no inconsciente coletivo, entre a compaixão inspirada pelo belo e jovem rosto de Eloá, a repulsa pela figura medíocre de Lindemberg e o cenário da tragédia: o apartamento da CDHU identificado pela camisa do São Paulo hasteada na janela.

Trata-se da maior ação de anti-marketing esportivo da história do Brasil.

Álvaro disse...

Craques para mim, hoje, são: Alex, Riquelme e Kaká. Dois armadores à moda antiga e um autêntico ponta de lança. Mas, Nori, tem um quarto aí: Messi! Não dá pra fazer uma lista com 3. Hoje são 4!

Guillermo disse...

Impossível não preferir Gerrard a Lionel.

Meu voto fica com o sempre antenado Doutor Carmona.

You will never walk alone...

DÁ-LHE GRÊMIO!!!

Gonçalo Luiz disse...

Há mais craques que isso.
Escolhendo três: Cristiano Ronaldo, Henry e Messi. Mas não dá pra ignorar Gerrard, Riquelme, Villa, Fábregas entre outros jogadores de extremo recurso técnico.