domingo, setembro 10, 2006

FRESCURA

Volta a polêmica em torno de gestos e declarações de jogadores de futebol quando são substituídos. Pra mim, tem boa dose de frescura e hipocrisia em tudo isso. E um certo desejo incontido de uma parcela do jornalismo esportivo por uma boa crise.
Eu não dou muita bola pra isso. Já vi muito time ser campeão com jogadores que se odiavam, mal se falavam e viviam alfinetando um ao outro. Quando a bola rola, se há profissionalismo, o resto fica pra trás.
Em quantos ramos de atividades temos conflitos, pessoas que não se gostam, que brigam, se acusam mas que, na hora do trabalho, comportam-se como profissionais?
A bola da vez - seria surpresa? - é o Edmundo, que saiu balançando a cabeça e teria, segundo alguns colegas, alfinetado o Juninho. Mas eu lembro - e estava no jogo - que o primeiro a abraçar o Edmundo quando este fez o gol foi o Juninho. E então?
Claro que existem casos que extrapolam, quando uma rusga eventual resulta em falta de clima no dia a dia e contamina o grupo. Ainda assm, temos casos de equipes cheias de panelinhas que foram campeãs. O mais recente foi o Corinthians do ano passado. Temos o grande Palmeiras de 93/94, cheio de briguinhas, e atá a Seleção de 70, que tinha alguns conflitos internos.
Tudo depende de como se analisa os fatos. Primeiro, jogador de bola anda muito enjoadinho pra tudo. Pra ser substituído, dar entrevista, treinar etc.
Segundo: nem tudo é o que parece à primeira vista. E falsidade e futebol andam de mãos e pés juntos.

3 comentários:

Rubão disse...

Essas picuinhas do Palmeiras não viram nada. O Juninho tem chiado muito porque está bem óbvio que não continuará em 2007 e já começou arranjar desculpas para um adeus. Edmundo chia porque se acha dono do time, como se achava em 95, quando César Sampaio, Zinho e Evair foram para o Yokohama Flugels. A verdade é que o time depende demais de seus velhinhos e não tem outra opção tática além do tal 3-6-1, que é um 3-4-2-1, bem sem-vergonha.

Está na hora de mexer de verdade e deixar o Valdívia jogar. Outra coisa: se o Enílton sai, que coloque o Roger, o Cláudio, ou o outro atacante. Marcinho já é ruim na posição original, imagine jogando fora da sua, ainda mais de costas pro ataque. Tite tá deixando a simplicidade e se achando um "gênio" da lâmpada.

_rodrigo disse...

També vi certa dose de exagero nessa "crise" do Palmeiras.

Luiz Fernando Bindi disse...

Nori, efusivos parabéns pelo post.

Tem muuuuuita gente na imprensa esportiva que adora uma crise. Pô, numa rádio de SP só falaram disso logo depois do jogo. Dos times, do resultado, nada ou quase nada. Mas da suposta "crise", só falavam disso. Lamentável. E quando ouvintes reclamaram, tiveram que ouvir "tem muita gente pauteira por aqui"... é mole?

Abração, cara!