sexta-feira, setembro 15, 2006



EQUIPES 3,
A ERA DIPO


Entre 1991 e 1995 pude presenciar uma revolução no jornalismo - em especial no esportivo - de São Paulo. E fico feliz em saber que tive uma pequena participação nisso. O Diário Popular - hoje Diário de S.Paulo - era um jornal decadente, que se pendurava em classificados para sobreviver vendendo pífios 18 mil exemplares ao mês. Era envelhecido, feio, mal feito.
O carioca Jorge de Miranda Jordão, experiente, assumiu a missão de reestruturar o jornal. A base para isso era um noticiário popular, sem ser popularesco, calcado, principalmente, na editoria de esportes.
Sob o comando de Arnaldo Branco e Paulinho Corrêia foi criada uma equipe que, sem jogo de palavras, marcou época. Muita gente boa, muita vontade de trabalhar e muito trabalho, em quantidade e qualidade. O Dipo passou a ser o único jornal naqueles tempos que esperava todos os resultados dos jogos de futebol para ser impresso. E também cobria os treinos de sábado, que tinham sido relegados ao esquecimento. Fora isso, tinha uma sagacidade rara e exercitava todos os dias o saudável jogo da curiosidade, o fuçar e fuçar.
O resultado foi que o Dipo pulou em poucos anos, creio que dois ou três, de 18 para 180 mil exemplares diários. O esporte capitaneando tudo isso.
Naqueles anos de 1991 a 1995 convivi com um timaço de jornalistas mas havia algo que eu chamaria de espinha dorsal: Guto Mônaco, Nicolau Radamés Cretti, Marcelo Laguna e Menon (esse aí da foto, ao meu lado no Mundial feminino de basquete) .
Uma união profissional e pessoal que poucas vezes pude ver. Trabalhávamos como mouros, mas nos divertíamos feito catalães pelas ramblas de Barcelona. E tome concorrência! Era um banho, uma aula. Ouvi certa vez da amiga Abigail Costa, ex-Globo e hoje na Record, que o Diário era livro de cabeceira de todos os jornalista esportivos de São Paulo.
Disso tudo só lamento não ter podido conviver mais com o Laguna pois, como se sabe, ele trabalhava no esquema 3-5-2: três dias de trabalho, cinco de folga e dois meses de férias.
Aos poucos, como quase tudo de bom na vida e nessa profissão, o timaço foi se desfazendo e o jornal foi perdendo um pouco o fôlego.
Essa turma faz tempo que não se reúne. Mas se um dia estiver trabalhando junta novamente, sai de baixo, concorrência. Esses quatro esbanjam talento, competência e caráter. Fiz uma pós-graduação em Jornalismo e vida ao lado desse quarteto.

6 comentários:

Anônimo disse...

Era bom demais. E ainda tinha o Tieppo (com apelido de Peleira), ch, boca-de-lata, wladmir,peteca.....

guto disse...

bons tempos, Cabeça, bons tempos... E cabe lembrar que o Laguna adotou o 3-5-2 beeeeem antes do Lazaroni...

Márcia disse...

Maurício, vc esqueceu de falar q o lindo Luís Augusto Símon ganhou o concurso de mister Dipo todas as vezes, um fofo.

tieppo disse...

Foi um grande aprendizado.

Essa equipe realmente fez história.

gde abraço,

tieppo

tieppo disse...

Foi um grande aprendizado.

Essa equipe realmente fez história.

gde abraço,

tieppo

Laguna disse...

Eu já fui superado, Cabeção....tem neguinho que eu conheço por lá que já adotou o 1-3-6...ehehehehe

Aquela equipe dá saudade....Bons tempos mesmo.....