segunda-feira, novembro 08, 2010

Equilíbrio total, mas a


rodada sorri para o Flu


Se o Fenômeno disse que o Basileirão é o campeonato mais difícil do mundo, só tenho que aplaudir e me sentir honrado, porque defendo essa tese há tempos, trombando de frente com os aculturados professores que grassam pela análise do ludopédio atual.

Não se vê um campeonato tão equilibrado, tão disputado em outra parte do mundo. Tecnicamente, pode-se argumentar que a Liga dos Campeões é melhor, mas nem mesmo o badalado Campeonato Inglês, que é bom mesmo, se compara ao Brasileirão. Não há no planeta bola outro torneio com dez times efetivamente em condição de disputar o título, ainda que não cheguem a disputá-lo.

Mas chega de enrolação e vamos à opinião. Ainda há muito equilíbrio entre o trio de postulantes ao título. Fluminense, Cruzeiro e Corinthians andam todos no mesmo segundo nas últimas voltas.

Mas a próxima curva é, digamos, favorável ao carro pilotado por Muricy Ramalho. Tudo no campo da teoria, claro. Isso porque o Flu recebe um Goiás que vive na UTI, no Engenhão. Um dia antes, sábado, Corinthians e Cruzeiro jogam uma decisão particular no Pacaembu. Há um cenário ideal para o time das Laranjeiras que é o seguinte: empate em São Paulo e vitória no Engenhão. O Flu chegaria a 64 pontos e Cruzeiro e Corinthians estacionariam em 61, e os cariocas livrariam uma vitória de vantagem.

Mas o cenário também pode se transformar em favor do Corinthians e do Cruzeiro. Qualquer um que vença no Pacaembu, se for brindado com um empate do Fluminense, abrirá um ponto e uma vitória. Isso sem considerar a hipótese de uma tragédia para os torcedores do Flu, uma derrota para o Goiás.

Bola por bola, os três estão no mesmo patamar, com virtudes e defeitos que variam de rodada para rodada, não se pode descartar ninguém. Talvez o campeonato até se decida, de fato, na penúltima rodada. Isso porque na última o trio de candidatos terá provavelmente advesários sem pretensão pela frente. O Cruzeiro pega o Palmeiras, provavelmente poupando jogadores para a Sul-americana. O Corinthians vai a Goiânia enfrentar o Goiás, com grande chance de já estar rebaixado, e o Flu recebe o Guarani, com alta probabilidade de estar também condenado.

Olho, portanto, na rodada 37: Corinthians x Vasco, Palmeiras x Fluminense e Flamengo x Cruzeiro.

Atrás desse trio elétrico acho que não vai mais ninguém. A distância de 5 pontos que separa o Botafogo do Cruzeiro é considerável. Ela sobe para sete no caso do Grêmio, que tem se mostrado o mais capaz dos postulantes a uma reação heróica. A quarta vaga deve ficar entre outro trio, Furacão, Bota e Grêmio. Mas os três ficarão nas mãos de Verdão, Galo, Avaí e Goiás, que lutam pela classificação pela porta da Sul-americana e, como se sabe, fecham a entrada via Brasileiro se levantarem a taça.

5 comentários:

Felipe disse...

Acho que seu comentário vem de encontro aquilo que os torcedores querem ver por aqui.
Lógico que é animador ver vários clubes disputando o campeonato. Porém, a animação que o brasileiro passa morre aí. Os clubes são fracos, não tem grandes atletas, as estrelas estão fora e nem jogadores medianos os "grandes clubes" tem em quantidade suficiente pra manter um padrão de jogo elevado.
O Inglês é chato na sentido da emoção, é claro, afinal, são 4 clubes com chances de serem campeões. E os 4 que vc já sabe antes do inicio da temporada. Porém, assim como ano passado o Tottenham se "enfiou" entre os 4, outras surpresas podem aparecer para dar esta emoção ao campeonato.
Além do mais, assistir um jogo entre Stoke e Blackpool tem qualidade de futebol muito maior do que Goiás e Palmeiras, por exemplo.
O estilo de jogo é diferente, a qualidade de passe é diferente, tudo é diferente. O Campeonato aqui é emocionante, mas só, posto que é nivelado por baixo. Quem descorda é só ver o aproveitamento de pontos dos clubes na frente. Todos patéticos!
POr fim, analise a média de público. A média de público do Tottenham é superior a 30 mil torcedores, enquanto os grandes do Brasil não chegam a 25mil. Claro que tem outros motivos, mas eu não vou pagar 25 reais (as vezes mais) pra ver um jogo ruim.

Nori disse...

Felpe, questão de gosto. Tirando os clássicos, o futebol inglês é impossível de assistir. Coloque o Stoke e o Blackpool para jogar o Brasileirão e vamos ver o que eles fazem. Vejos os bons times brasileiros muito próximos do nível dos bons times europeus, mesmo com muito menos dinheiro (lavado ou não, já que a Inglaterra é a maior lavanderia do futebol mundial). Enfim, questão de gosto.
Abs e volte sempre

Anônimo disse...

Hoje, qualquer time entre os dez do brasileiro, com o devido tempo de adaptação, não faria feio em nenhum campeonato da Europa, com certeza complicaria a vida dos grandes.
No campeonato mundial do final de ano, nenhum time europeu se sobrepoem aos brasileiros com facilidade e eles estão no meio da temporada e os brasileiros no final, lembrem-se das últimas finais, os times brasileiros, sempre tiveram partidas duríssimas com os times mais badalados da europa e esse ano se o Inter(Brasil) não ganhar, não fará feio.
Muitas vezes o campeão da libertadores não é o campeão brasileiro, nem muito menos da copa do Brasil e as vezes nem o campeão regional de seu estado.
Resumindo, o Brasil tem o melhor volei do mundo, mas somos o pais do futebol.

Obs: Nori,os jogadores precisam parar com essa palhaçada, desde de quando uma jogada bonita é humilhação?
Isso para mim é, e sempre foi papo de quem não sabe perder, papo de boleiro. Voce se lembra na copa América, quando o Teves e D'Alessandro, ficaram fazendo firula na bandeirinha de escanteio e na outra jogada o Adriano empatou o jogo e ganhamos nos penaltis?
Futebol é isso aí, deixem que façam firula, amanhã voce pode faze-la.


Gde Abraço Nori
Mozart

Robert Alvarez Fernández disse...

Eu defendo a tese há tempos, inclusive em aula que dei na Central Florida University, que o Campeonato Brasileiro é um dos melhores produtos do esporte que existe, ao menos no futebol, onde temos tido, repetidamente, finais de campeonato com diversas possibilidades, sempre com mais de dois reais candidatos ao título.

Se nossas médias de público são baixas, muito se deve à pouca atenção dada ao público na questão de entorno e prestação de serviços; no dia em que ir a um jogo deixar de ser o sacrifício que é teremos resultados melhores, digo isso em aula aqui e minha conclusão é fruto de várias pesquisas.

Não é verdade absoluta, mas é uma opinião que trabalhei pra construir, mas cada um tem a sua e respeito isso.

Abraços a todos,

Robet

Alcides Drummond disse...

Há muitos anos fazia-se este "teste":
Escrevia-se em um papel:
MINISTER,
WOLKSVAGEN,
FLAMENGO (Se o teste fosse do Rio de Janeiro para cima)
CORINTHIANS (Se o teste fosse de São Paulo para baixo),
REDE GLOBO,
PÊSSEGO,
LACTA,
Tudo escrito previamente sem o conhecimento de quem iria ser testado.

Em seguida exigia-se respostas rápidas do entrevistado a quem se pedia para citar:
Uma marca de cigarro
Uma marca de carro.
Um time brasileiro.
Uma rede de Televisão.
Uma compota.
Uma marca de chocolate.
Havia outros ítens, dos quais nem me lembro mais.
90% por cento das respostas eram exatamente os ítens que se escrevia.
Isso servia para mostrar a susceptibilidade das pessoas à propaganda, ao marketing e a influência que os veículos de comunicação exerciam sobre elas.
O brasileiro, conhecido por sua submissão cultural, não dá valor ao seu futebol que abastece a europa de craques e que se renova milagrosamente a cada ano, apesar do crime da extinção dos campeonatos regionais.
Nosso futebol não é organizado, não é badalado, não é divulgado na Europa mas é, realmente, o melhor do mundo. Quantas vezes o SP foi campeão do mundo? Quantas vezes os clubes brasileiros foram campeões do mundo? Os baba-ovos do futebol internacional aplaudem os europeus quando ganham um mundial e dizem que eles são os melhores. Quando perdem dizem que eles não se interessam pela competição. O Barcelona de Méssi,Etô, Ronaldinho e tantos jogadores de renome tomou um baile do modesto Inter de Abel Braga e perdeu o mundial. Melhor do que nós eles só têm a organização das competições, os estádios e o dinheiro. Bola, não! Não me venham com essa! Nossos times e os nossos campeonatos são anos-luz melhores do que os deles.
Em cada um desses campeonatos europeus há dois ou três candidatos aos títulos nacionais. Nosso Brasileirão tem sempre oito ou dez equipes candidatas ao título, ano a ano.
Perguntem aos italianos, aos espanhóis, aos portugueses... qual campeonato é o melhor do mundo.
Só não perguntem aos ingleses que em um outro ítem nos superam completamente: a arrogância!(AD)