segunda-feira, fevereiro 26, 2007


LEÃO É CHATO. E DAÍ?

O assunto da vez no futebol chama-se Emerson Leão. Vira e mexe tem alguma confusão envolvendo o - bom, eu acho - treinador do Corinthians. Para mim, Leão é chato. Sempre pronto para responder atravessado, pega no pé de quem acha que deve pegar, enche o saco dos juízes o tempo inteiro. Mas trabalho como analista de futebol, de esportes, não de personalidades. Não sou psicólogo, nem psiquiatra, então, trato de estudar o trabalho de Leão como treinador de futebol, não seu comportamento.
Por isso, acho que algumas coisas estão sendo interpretadas de maneira equivocada. Claro que é um devaneio de Leão achar que alguém possa estar tramando um complô para derubá-lo, talvez faça parte de um ego que precise ser alimentado regularmente. Mas que há exageros do lado de cá do front, - já que está com cara de batalha -, o da mídia, isso há.
Questões pessoais e diferenças individuais estão sendo discutidas durante horário em que o que deveria trafegar pelas ondas, cabos e satélites era apenas informação e opinião. Se figura A não gosta de Leão, que odeia figura B e o chama para a briga, que eles se resolvam entre eles. O que eu quero saber como analista é por que Leão largou bem e depois perdeu fôlego como técnico do Palmeiras e do Corinthians? E por que, em vez de falar dos muitos erros do time, Leão insiste em bater boca com repórteres e reclamar da arbitragem?
O treinador do Corinthians duvida de qualquer profissional que faça uma pergunta e traga uma informação. Recentemente, quebrou a cara e pagou um tremendo mico. O repórter Luís Augusto Simon, do Agora SP, perguntou a ele o que achava de o Rosinei ter dito que não queria jogar na lateral, que o lugar dele era no meio. Leão duvidou, questionou o jogador que, como quase todos fazem, pipocou. Mas ficou vendido ao ouvir a gravação da declaração do jogador, cuidadosa e profissionalmente preservada pelo repórter.
Em vez de procurar fantasmas e inimigos, Leão deveria trabalhar mais em termos de qualidade. É isso e ponto final. O resto é material para revista de fofoca e manuais de boa educação, já que até isso andou faltando nos últimos atos dessa ópera-bufa.

TRÊS TIMES E NENHUM SEGREDO

Por que São Paulo, Santos e Grêmio começaram tão bem a temporada? Existem centenas de motivos e explicações. O mais simples deles talvez explique o sucesso. Nesses três times, cada um sabe muito bem o que tem de fazer e o faz com profissionalismo e competência. Da diretoria até o departamento médico. No São Paulo, zagueiro não precisa quebrar o galho de atacante, lateral sabe que pode atacar porque terá cobertura e os jogadores de meio-campo jogam como isso mesmo, jogadores de meio-campo, não como zagueiros disfarçados. O Santos vai a campo com oito reservas e taticamente joga como se todos os titulares estivessem em campo. O Grêmio faz do simples e objetivo sua grande arma, com um treinador que fala bem e pouco e sabe o que um time precisa fazer para ser competitivo, sem arroubos de estrategista. Nos três casos, técnico não quer dar uma de presidente do clube, diretor é diretor, médico é médico e tudo caminha como deve ser: simples e eficiente.

SAUDADES DO BOM BASQUETE

Vejo na Globo News um excelente programa relembrando grandes momentos brasileiros em Jogos Pan-americanos. Em especial aqueles que estão entre os maiores, ao lado de João do Pulo em 1975: as medalhas de ouro do basquete masculino em 1987 e do feminino em 1991. Depoimentos de arrepiar, pela sinceridade e paixão de gênios como Oscar, Marcel, Paula, Horência, Ary Vidal e Maria Helena Cardoso. Eram bons os tempos em que ainda se jogava basquete de verdade no Brasil.

6 comentários:

João Paulo disse...

O Leão está dando um jeito tirar o foco do mau preparo tático da equipe. Ele quer tumultuar. Só isso.

Leonardo disse...

Nori concordo com a sua opinião sobre o que está acontecendo com Leão,mas gostaria de saber se voce concorda com aqueles que dizem que ele tem prazo de validade!Pois, me parece que de fato após um certo tempo ninguém o aguenta mais,ainda bem que ele foi ajudar um amigo no Japão,pois acho que com ele o tricolor não seria campeão do mundo.Ele me parece um técnico que não consegue manter um bom clima no clube(no tricolor o Luizão havia sido afastado por ele e o Júnior idem).Enfim,acho que ele é um técnico que não consegue montar times(no Santos aconteceu uma excessao pois surgiram varios craques de uma vez, não foram contratações).O que voce acha?Nori o São Paulo será novamente o papa títulos do futebol brasileiro,é de longe o melhor elenco do Brasil!!
Abraços!!

Ricardo disse...

O Leão foi assim no São Paulo também. A torcida tricolor deve agradecer ao amigo do Leão que o chamou para o Japão, senão não teriamos ganho a Libertadores 2005. Ele já dava sinais de ter perdido o fio da meada, o time não estava bem, ele colocando Junior no banco, Luizão, não colocava Falcão pra jogar etc. Ainda bem que chegou o São Paulo Autuori.
Certa vez vi um declaração que foi atribuida a uma pessoa ligada ao Leão que não queria se identificar. Esta declaração dizia que, além de ter prazo de validade curto, o Leão é igual quimioterapia: na hora resolve, mas deixa muitas sequelas......

Rodrigo Borges disse...

Esse blog está cada vez melhor. A Globo.com deveria fazer um desenho especial pra ele.
E, lugar-comum, Menon é ídolo!
[ www.estadodecirco.net ]

rubão disse...

Como bom palmeirense desejo ele e Dualib mais 20 anos naquele time de nome feio. O que ele está fazendo lá é pura obra de gênio palmeirense: é o maior salário, o único que recebe em dia, mandou todos os bons jogadores embora, contrata mal e caro e tem multa rescisória altíssima e só por isso ainda não foi demitido. sem falar que entenda patavinas de esquema tático. Leão eterno, o Palmeiras agradece.

Felipe disse...

Que o Leão e bom tecnico a campanha de 2002 com o santos ja diz, mas, aguentar ele respondendo com aquele mal humor toda entrevista coletiva nao dá!Sem contra também auele jeito enrolado de falar.Uma pessoa como o ele é pública e se ele se incomoda com essa bateria de perguntas...
é melhor se retirar do cargo de técnico.