segunda-feira, outubro 30, 2006

O GRANDE MOMENTO DO VÔLEI


O vôlei é um dos meus esportes favoritos. Tenho razões sentimentais para isso. Joguei vôlei durante muito tempo, da categoria mirim até a juvenil, nas equipes do Paulistano, Pinheiros e Banespa. Posso dizer até que vivi do vôlei por um tempo, já que nos tempos de Banespa eu tinha salário (nada mal) e essa grana me ajudou a pagar a faculdade, entre outras coisas.
Neste mês de outubro serão disputados os Mundiais de vôlei, masculino e feminino, ambos no Japão. Desde a explosão de sucesso do vôlei, nos anos 80, nunca o Brasil foi tão forte para brigar pelas medalhas de ouro, no masculino e no feminino.
Acho até que o momento é melhor para o feminino. Zé Roberto Guimarães conseguiu um feito inédito: montar uma equipe uniforme, sem estrelismos e panelinhas, e com um banco de bom nível. Fora isso, a concorrência não assusta tanto. Em outras épocas, Cuba e China eram imbatíveis e, agora, não o são. Claro que há equipes fortes, mas vejo a do Brasil como a mais forte de todas.
O masculino já é favorito há um bom tempo. Mas a competição é mais acirrada. Uma seleção média, num bom dia, pode vencer um grande time, o que não acontece no feminino. A força e a altura dos jogadores deixou o vôlei masculino mais feio e pobre tecnicamente, e baseado fundamentalmente na força e nas bolas de ponta. Não se trata de retrocesso, mas adequação ao que se precisa fazer, em virtude de jogadores cada vez mais altos e fortes. O Brasil ainda faz a diferença, mesmo não sendo um time tão alto. Por quê? Pelo diferencial técnico de seus jogadores, ainda os mais habilidosos do mundo. O problema é que todo mundo quer ganhar do Brasil, porque o Brasil ganha de todo mundo. Mesmo assim, boto fé numa conquista inédita para o nosso esporte: campeão mundial masculino e feminino de vôlei.

BOLA DE CAMPEÃO E BOLA DE REBAIXADO

O São Paulo de Muricy Ramalho só não será o legítimo campeão brasileiro de 2006 se acontecer uma tragédia sem precedentes. E como isso não deve ocorrer, o Tricolor paulista chegará ao quarto título nacional de sua história com uma campanha repleta de méritos. Time equilibrado, regular, reconstituído após a Libertadores, mudou o jeito de jogar mas não perdeu a competitividade. Impossível não reconhecer e valorizar a bola de campeão do São Paulo.
Já bola de rebaixados....é tanto candidato. O Palmeiras e seus ultrapassados dirigentes, ainda o Corinthians e seus intermináveis problemas (sem falar na ruindade dos dois times), o apavorado Fluminense...a briga não é nada boa, é péssima.

9 comentários:

Arthur Virgílio disse...

Olá Mauricio Noriega,
Sou de Florianópolis e também possuo um blog esportivo. Gosto muito dos seus comentários na Sportv e fiquei admirado também com as qualidades dos seus textos. Se possível de uma checada lá no meu blog: http://jogoduro.blogspot.com
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Sobre seu post, para mim em especial, chama atenção de você já ter sido atleta de volei. Realmente essas próximas semanas o País ficará atento aos mundias feminino e depois o masculino.
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Eu estive no estádio do Orlando Scarpelli, acompanhado a partida entre Figueirense x São Paulo. O tricolor paulista, mostrou extrema qualidade e provou que sem dúvida é o favorito a conquista do título brasileiro.
Parabéns,
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Vou adicionar, o seu blog nos meus links.

Nori disse...

Arthur, muito obrigado pela mensagem e pela gentileza do link.
Abs, Nori

Rubão disse...

Nori, e o texto do Genesis? continuo esperando broda!

Nori disse...

Pra qual e-mail, Rubão?

Geraldo disse...

vc he um dos piores q eu ja vi ainda n consegui ver vc elogiar algum time q he o mais dificl pq ver os erros todos nos conseguimos pq estao ali na sua cara porem tirar lliçoes he q diferencia do bom profissional!!!

Rubão disse...

rubens.leme@gmail.com, Nori.

Nori disse...

Geraldo, opinião é opinião, respeito a sua. Abs

Nori disse...

Ah, Geraldo, talvez vc não tenha lido direito, mas um dos tópicos começa exatamente com um elogio ao São Paulo, só pra registrar. Abs.

Edu Cesar disse...

Nori, tô meio sumido de comentar aqui, mas sigo na leitura sempre. Aliás, achei no YouTube e vou ver se encaixo numa das minhas próximas atualizações uma indicação pro link da final de 77 (a do Corinthians campeão com gol do Basílio) com a narração do Noriega senior, muito legal, tem 10 minutos do jogo praticamente no vídeo. Sobre o vôlei, tá dando certo por um simples motivo: além de grandes jogadores/as e técnicos, possui organização e correção, muito diferente dessa zona que é o futebol. Por isso que nosso vôlei é de primeiro mundo também fora da quadra, enquanto nosso futebol só é de primeiro mundo dentro das quatro linhas.