sábado, julho 03, 2010

O jogo da vida


Daqui a muito tempo eu vou sentar com minha mulher e meus filhos e contarei a eles do dia 2 de julho de 2010 em Joanesburgo, África do Sul.

Vou dizer que eu estava lá, que eu vi tudo.

Uruguai e Gana será durante muito tempo, e talvez até para sempre, meu jogo de futebol inesquecível.

Como disse meu amigo Milton Leite, nem o mais maluco roteirista de Hollywood imaginaria algo como o que aconteceu no Soccer City.

Um pênalti cometido no último segundo de jogo. Este pênalti perdido pelo melhor jogador do time, e uma decisão com a última penalidade cobrada de maneira genial (ou maluca) por um louco sensacional.

Este Gana e Uruguai é daqueles jogos que não acabam nunca. Este será jogado por décadas, está arquivado na memória deste e de milhões de fãs desse jogo de doidos, mas inigualável, chamado futebol.

A Fifa deveria dar uma medalha para todos os jogadores de Gana e Uruguai para homenageá-los por esse épico.

E que dizer de Luís Suarez? Seria ele a mão santa uruguaia? Porque recordemos que a falta é um recurso do jogo e ele foi punido como deve ser. Naquele momento ele cometeu um ato quase de desespero, que o transformaria em vilão, mas que segundos depois o projetou como herói do uruguai.

E que dizer de Gyan, talvez o melhor jogador de Gana? Estancou em minha memória a série de imagens dele chorando e se dirigindo ao torcedor de Gana quase que implorando por perdão.

Não há porque pedir perdão. Grandes jogadores perderam pênaltis. Ele certamente não dormirã por muitos dias, mas quando conseguir, terá a consciência dos que fizeram tudo que poderiam ter feito. Então dormirá tranquilo.

Mas também jamais esquecerá o 2 dejulho de 2010 no Soccer City.

8 comentários:

Márcio Sallem disse...

Jogo morno. Mas os minutos finais da prorrogação são realmente inesquecíveis.

Roney Lira ADSC disse...

Exatamente. Inesquecível.
Ainda me recordo daquele chute no travessão, com a vibração uruguaia contrastando com a surpresa e a tristeza da seleção de Gana.

Incrível.

Anônimo disse...

Nori que belo texto, realmente grande jogo, acho que sua veia poética esta aflorando.

Realmente, aquela mão é a mão de Deus;oportuna, milagrosa, histórica...

Gde abraço Nori!

Mozart

Theodore F. Woody disse...

Ótimo texo Noriega!!! Eu não estava lá, mas contarei daqui a muito tempo que vi (pela TV) o dia em que dois jogadores foram expulsos na Copa de 2010. Um virou vilão, e o outro herói.

Abraço!!

Gustavo H disse...

Foi mesmo um jogo épico, dramático, inacreditável, sensacional. Dentre todos os esportes, acho mesmo que só o futebol consegue trazer esse tipo de emoção - por isso talvez seja o esporte mais popular do mundo. Tê-lo testemunhado "in loco" foi certamente um privilégio, você tem toda razão, parabéns! Renasceu a velha mística da Celeste Olímpica. Abraço e bom trabalho!

Gabriel Neris disse...

O jogo foi fantástico! Noriega, vc acreditava que o Loco Abreu ia fazer uma cavadinha dakelas em plena Copa do Mundo?

Sou te fã! um abraço
http://gabriel-neris.blogspot.com

Prissy DeCastro disse...

Uruguai e Gana foi pra salvar o dia depois daquele 2o tempo lamentável da seleção brasileira.
Até agora não acredito que o pênalti de Gana não entrou. :|

João Ricardo disse...

Nori
nem seu amigo Pablo Forlán poderia imagina que a Celeste seria a única seleção sul-americana nas semifinais, não?
Grande abraço
JOTA LIMA