quinta-feira, janeiro 14, 2010

Até aqui o Corinthians

faz 100% no ano 100



Falar da importância de uma data como o centenário do Corinthians, um dos maiores times do Brasil e, consequentemente, do mundo, é chover no molhado (mesmo com um verão desses e o perdão do trocadilho). Todo mundo sabe, até os rivais, o peso que tem o Corinthians.

Mas o centenário, as tais efemérides, de vez em quando acabam complicando a vida dos clubes. Vide o caso do Coritiba. A pressão se transforma de tal maneira, aquele papo fadado e enfadonho de que é obrigação ganhar algo no centésimo ano, terminam por transformar clube, torcida e jogadores numa enorme pilha de nervos. Foi assim também com o Galo mineiro.

O que o Corinthians poderia fazer está sendo feito. E bem feito, diga-se. Barulho no marketing, dinheiro entrando nos cofres e perspectiva de muito mais, e uma série de contratações muito boas. Já era um bom time e agora, no papel, está ainda mais forte.

A badalação em cima de Roberto Carlos se justifica. Grande jogador. Muito longe de ser um Ronaldo, a anos-luz disso, mas importante, forte tecnicamente, e uma atração a mais. Afinal, o que é o futebol que não entretenimento, diversão? Se a promessa do espetáculo tem Ronaldo e Roberto Carlos, a vontade de ir a campo do torcedor só pode aumentar.

"O Corinthians jamais chegou tão forte a uma Libertadores. É o grande favorito. Mas vai precisar saber lidar com a pressão"

Tecnicamente acho que as melhores contratações do Corinthians foram Danilo, Iarley e Ralf. Danilo é um grande jogador no aspecto tático, executa várias funções e não tem problemas em fazer sacrifícios individuais em nome do time. Vejo esse jogador como, provavelmente, um suporte para que Roberto Carlos possa atuar mais livre pelo lado esquerdo, sem tanta responsabilidade na marcação (seu ponto fraco). Danilo pode ser meia, volante pela esquerda, ala. Tem potencial para atuar até como fazia André Santos em 2009.

Iarley é outro baita jogador. Técnico, malandro no bom sentido, inteligente. É daqueles caras que entendem o jogo, sabem fazer a leitura do que acontece em campo. Pode ser tanto um bom companheiro para Ronaldo como um meia-atacante de boa chegada. Sabe sair da área e atrair a marcação e, mesmo pequenino, consegue jogar bem de costas para zagueiros grandalhões.

Ralf é o menos conhecido dos três. Mas tem tudo que um bom volante moderno precisa ter. Bom passe, movimentação e sentido de cobertura. Recompõe muito bem. Acho mais provável que seja ele e não Marcelo Mattos o jogador que pode dar a proteção à defesa e organizar a saída de jogo.

Enfim, Mano Menezes é um grande técnico e sabe o que fazer, já deve ter na cabeça seu time.

Resta ao torcedor ter a paixão de sempre e uma boa dose de paciência se algo der errado no caminho. Principalmente porque o Corinthians jamais chegou tão forte a uma Libertadores. É o grande favorito. Mas vai precisar saber lidar com a pressão.

3 comentários:

vmt disse...

Favorito pode ateh ser, porem nao "grande favorito"..Jah vi times melhores cairem para pequenos e nao me surpeenderia se algo do tipo ocorresse agora

Juca disse...

Eu ainda tento compreender o porque deste "Grande Favoritismo"!! Então os ooutros brasileiros que tbm estão na competição, serão apenas figurante???? Ai nem começou o ano no futebol e começa a mesmice da cobertura. Favoritos à tudo? Sempre Flamengo e Corintians, valha-me Deus!!!

Nori disse...

Juca, são análises de antes de a bola rolar. O time do Corinthians eu acho forte, apenas uma opinião. Ser favorito não quer dizer que ganhe. O Inter era o favorito de 90% em 2009 e não ganhou.