quinta-feira, março 06, 2008


DODÔ, ADRIANO E A LIBERTADORES



Nesta semana tive o prazer de escrever uma crônica a pedido do amigo Lédio Carmona para seu fantástico blog Jogo Aberto. Era sobre a Libertadores da América, a competição de que mais gosto no futebol.
A Libertadores que nesta quarta teve uma noite histórica proporcionada pelo Fluminense. Os 6 a 0 no Arsenal foram a maior goleada já sofrida por um time argentino para equipes de outro país na competição, deixando para trás os 6 a 1 do Palmeiras no Boca em 94. Valeu a espera de 23 anos para os tricolores das Laranjeiras.
Só vi os gols do jogo, então, difícil analisar algo tecnica e taticamente. Mas dá para falar, e com prazer, de Dodô. Não é exagero quando se afirma que esse jogador só faz gols bonitos. E como faz gol o Dodô! Taí um jogador que eu acho que não se pode descartar na Seleção Brasileira. Por que o Brasil hoje não tem um goleador com a eficiência de Dodô.
Recebi uma cornetada de um anônimo (para que se esconder?) tricolor, pelo que disse no Arena SporTV de quarta-feira. Eu afirmei que o Thiago Neves não vinha jogando como na temporada passada e precisava jogar mais. E tome cornetada de pó-de-arroz (finalmente essa festa foi liberada) em cima de mim. Mas eu ainda acho que, mesmo tendo potencial para ser muito bom, um dos melhores do País em breve, Thiago Neves ainda não fez o que Dodô já conseguiu em vários clubes e repete no Fluminense: esse sabe o caminho do gol.
O Tricolor paulista suou para vencer o modesto Audax Italiano. Mas o São Paulo criou as melhores oportunidades, embora só tenha chegado ao gol após a expulsão de Rocco. O Audax chegou duas vezes e fez um gol com o Villanueva, canhoto bom de bola. Aí Adriano fez o que justificou sua contratação pelo São Paulo. Gols de centroavante mais pra rompedor que para técnico. Ganhou de cabeça no primeiro gol e sentiu o faro da rede no segundo.´
Numa competição em que enfrentarão muitas retrancas, Fluminense e São Paulo podem contar com dois jogadores com alto poder de definição. Dodô é técnico, frio, preciso, estilista. Adriano é força, rompimento e briga. Melhor para os tricolores.

2 comentários:

Joao Luis Amaral disse...

Fala, Nori!
Fora que, nao dá pra negar, o Adriano pode estar numa fase horrível, sem fazer gol há 140 anos, mas é completamente INSANO deixar de marcá-lo, ao menos, com um zagueiro no mano e mano e outro na sobra.
Só o fator "preocupação" que o atacante causa nos adversários já é bastante relevante numa competição como a Libertadores, normalmente resolvida em detalhes.
Também vi (alguns dos) gols do Fluminense. Como é bom ver um time jogando bem assim.
Grande abraço,
Joao Luis Amaral.

Anônimo disse...

Não tem essa de cornetada, não, Noriega.Sabe por que, meu caro? É que eu vou a todos os jogos do Fluminense e te afirmo que o Thiago Neves vem jogando muito bem esse ano. Mais da metade dos gols do Fluminense em 2008 saíram dos seus pés, sem falar na exibição de gala contra o Flamengo. Sem dúvida, é o melhor do Brasil. Você que se diz jornalista deveria se dar ao trabalho de assitir aos jogos do melhor time do Brasil. Dessa maneira, evitaria de dizer sandices na televisão.


Obs: Se esse blog dá a opção de se identificar como anônimo, qual o motivo de sua reclamação?!