quinta-feira, fevereiro 07, 2008


LUXA E ROMÁRIO


Duas das grandes estrelas do futebol brasileiro da atualidade vivem momentos especiais em suas carreiras. Romário, que se desligou do Vasco como técnico e jogador, e Wanderley Luxemburgo, que anda meio desligado como técnico do Palmeiras. São dois dos melhores em suas atividades - refiro-me a Romário como jogador, claro.
No caso do Baixinho, surpreende a revolta contra o estilo Eurico Miranda de administrar o Vasco. Afinal, Romário se beneficiou muitas vezes desse estilo, colecionando privilégios e gozando das benesses de ser amigo do chefe. Agora, na função de chefe, Romário talvez tenha percebido que para quem está no comando quase sempre não existem amigos.
Eurico Miranda, definitivamente, não é o modelo de dirigente que eu admire, mas sempre foi assim e sempre assumiu ser assim. Ele é o Vasco. Interfere, dá pitacos, manda. Romário já sabia disso quando aceitou ser essa coisa meio amorfa, técnico e jogador.
Analiso de duas maneiras a saída do Baixinho do Vasco. Ele amadureceu definitivamente e tem idéias bem diferentes, como técnico, daquelas que tinha como jogador. Ou Eurico Miranda percebeu que como técnico Romário não passa de um atacante genial em fim de carreira.

O QUE ACONTECE COM LUXEMBURGO?

Não são três derrotas seguidas que jogarão por terra o currículo de um dos maiores técnicos de futebol do Brasil. Mas o retorno de Wanderley Luxemburgo ao Palmeiras levanta uma série de questões. Seus times sempre foram arrumados taticamente, fossem eles vencedores ou não. E o treinador não precisava de muito tempo para arrumá-los. Em pouco mais de um mês de trabalho no Palmeiras, Luxemburgo não consegue arrumar a bagunça que se vê em campo.
Ele sempre trabalhou com um limite de tensão, com muita cobrança, que se traduzia em um time também cobrador e muito sintonizado no jogo. Esse Palmeiras de 2008 é um time disperso, que aceita passivamente as derrotas pelo que se traduz das declarações
Peguemos os trabalhos vitoriosos de Luxemburgo e os analisemos taticamente. Quase sempre há uma grande dupla de volantes no meio-campo. Um mais marcador e outro com muita qualidade na saída de bola. Em alguns casos havia até três volantes dando muita consistência ao setor de meio-campo. No Palmeiras de 2008 Pierre parece condenado a esse trabalho, marcando praticamente sozinho à frente da zaga, evidentemente sobrecarregado.
Não se duvida de Wanderley Luxemburgo. Seu currículo é a prova disso e ele já saiu de situações até piores. Mas não me lembro de um time dirigido por ele que estivesse tão desarrumado dentro de campo. Some-se a essa pane coletiva uma série de erros individuais e está explicada a péssima fase palmeirense.

SAMBA DO PLANALTO

Só se canta isso em Brasília:

"Ei, você aí, me dá um cartão aí, me dá um cartão aí"

Pra quê sujar a mão em dinheiro (ainda que lavado) se está aí à disposição de todos essa maravilha que é o dinheiro eletrônico farto, sem limite de gastos e, em alguns casos, coberto pelo sigilio?

3 comentários:

Filipe Lima disse...

Luxemburgo ainda tem muito tempo para mudar a minha opinião. Mas, por enquanto, permaneço com a mesma impressão que tinha no começo da temporada:

Ano passado, era argumento de muitas pessoas que Caio Júnior deveria continuar no Palmeiras porque ele tinah extraído dos jogadores mais do que eles poderiam dar durante o Brasileirão.

Daí, esse ano, muita gente fala em título.

Se se dizia que, ano passado, o Palmeiras tinha rendido mais do que podia devido ao Caio, são mesmo esses reforços suficientes para se dizer que o Palmeiras pula de time intermediário para time que briga por título?

Abraços, Nori!

Joao Luis disse...

Fala, Nori!
É de arrepiar essa história do Vasco/Romario/Eurico. Parece um time perdido nos cafundós do sertão, onde o "coroné" manda e desmanda, com a peixeira na cintura. Incrível como isso acontece nao só lá, mas em meia dúzia de times das grandes capitais.
Palmeiras: algo está estranho no reino da Barra Funda. Que o Palmeiras vai decolar, disso nao tenho dúvida... mas que algo tá estranho, está. Nao dá para negar, no entanto, que o goleiro do Guaratinguetá pegou TUDO no jogo de ontem...
Quanto ao planalto... bom, sabe aquela história do "coroné" no Vasco??? Queria saber onde estão Marcos Valério, Delubio, Duda Mendonça........
Grande abraço,
Joao Luis Amaral

Anônimo disse...

Nori, não é o seu caso, mas há uma "perseguição" a Luxemburgo por parte da imprensa. Veja por exemplo o Brasileirão 2007, Luxa comandou o VICE-CAMPEÃO mas na escolha dos melhores feita pela imprensa, Luxa não ficou sequer entre os 3 melhores, ora será que o treinador não realizou um trabalho minimamente considerável, para ser escolhido entre os 3 melhores? Durante muito tempo a imprensa amava amar Luxa, agora a tendência se reverteu, todos amam amar Muricy, e dizer que Luxa está decadente. Em 2007 Luxa modificou a forma de atuar de Zé Roberto, que sempre atuou de volante ou lateral-esquerdo, Luxa "inventou" o Zé meia-esquerda, que se transformou no melhor jogador do Brasil, o Santos venceu de forma inesquecível o Grêmio pela Libertadores (3 x 1), jogando um belíssimo futebol, isto foi em 2007, portanto, ótimo trabalho recente, sem considerar que com um time limitado Luxa foi Bi-campeão Paulista, SEMIFINALISTA da Libertadores e ganhou duas vagas para a disputa da mesma. Luxa ganhou o Paulistão de Muricy, Luxa foi mais longe na Libertadores do que Muricy, Muricy venceu o Brasileiro com Luxa na cola, portanto 2 x 1 pra Luxa, mas Luxa não foi escolhido pela imprensa sequer entre os três melhores do Brasil, só posso acreditar que há uma má vontade contra o treinador. Este começo ruim no Palmeiras, ocorreu no Corinthians em 98 (perdeu CINCO CONSECUTIVAS), no Cruzeiro em 2002(perdeu 4 SEGUIDAS), mas nesta época ninguém falou em má fase ou decadência, pois até então todos amavam amar Luxa. Nem quero entrar no mérito se Luxa é ou não é o melhor treinador, gosto de Muricy, Mano Menezes, Nei Franco, Cuca, mas eleição dos melhores feita pela imprensa deixa claro a má vontade atual de parte da imprensa contra o treinador.



Bruno