terça-feira, abril 23, 2013



O tal do calendário



Um dia ainda desenvolverei esse tema num texto mais elaborado. Mas jogo aqui porque sei que vem pancada dos patoteiros. Mas cabe a discussão.

Sou contra essa ideia de se adequar o calendário do futebol brasileiro ao das grandes ligas nacionais europeias.

Parece aquele tipo de solução de patota mesmo, de turminha que acha que tem a resposta para tudo. Embora existam profissionais absolutamente sérios e competentes que defendam essa tese,  como  Mauro Beting , Amir Somoggi e outros.

Eu penso diferente. Acho que não se pode comparar realidades de países que estão em hemisférios diferentes e têm culturas diferentes.

Na Espanha o futebol segue o calendário escolar e parlamentar, simples assim. Porque é o futebol espanhol, que interessa para a Espanha e é jogado na Espanha.

Sem contar a Inglaterra, menina dos olhos de muitos torcedores brasileiros.

Adequar seria a melhor solução? Acho que não.

Parece complicado pegar uma realidade e encaixar em outro país, outra cultura.

Se fácil fosse, bastaria mudar a mão de direção de automóveis para o lado direito para reduzir o número de acidentes, certo? Porque certamente na Inglaterra o trânsito é menos violento.
Muitos patoteiros dirão que defendo interesses patronais, a frase preferida de certo tipo de patrulheiro que adota a tática do morde e assopra.

Eu acho que o Brasil tem que mudar seu calendário futebolístico, sim, mas para buscar uma solução que seja boa para o Brasil, para o torcedor brasileiro, os clubes brasileiros.

Pouca gente lembra que a Alemanha interrompe seu torneio por quase um mês no alto inverno, porque é impraticável jogar em virtude da neve e do frio.

Seria de bom tom jogar no Brasil, por exemplo, em 26 de dezembro ou 2 de janeiro? No auge do verão e do período de férias escolares.

Será que na Itália não se joga no alto verão por que acham bacana? Ou é lógico dada a rotina do próprio país?

Fora isso, os atletas têm direito a passar seu período de férias com seus filhos, que também estão em férias simultaneamente.

Sinceramente, acho que não resolveria o mais grave dos problemas do futebol brasileiro, que é a péssima administração dos clubes.

Seguimos exportando jogadores como ninguém, ganhando dinheiro como nunca se ganhou com futebol (os clubes) e as dívidas só aumentam.

Enfiar a realidade europeia de datas e rotina de sopetão mudaria isso?

Claro que tem que melhorar muita coisa. Reduzir estaduais, preservar datas Fifa, etc.

Mas simplesmente copiar eu discordo. Até porque não sou partidário do modelo de alguns clubes europeus que têm proprietários que administram fortunas de origem suspeitas e deixam o dinheiro limpinho via futebol.

Ou alguém acha que para curtir o verdadeiro espírito de Natal seria preciso nevar em dezembro no Brasil?

3 comentários:

Edson Augusto Pinto disse...

Até ler o seu comentário, eu defendia a adequação ao futebol europeu, porém, concordo com você Nori. Porém defendo as datas Fifa e a abreviação dos Campeonatos regionais.

Wilson Oshiro disse...

Concordo contigo, o que falta para o nosso futebol é organização,responsabilidade.
Outra Questão:
Discordo totalmente da idéia do Toninho Nascimento sobre perdoar as dívidas dos clubes e esperando que façam investimento em outros esportes,quanta ignorância!

Ultras Futsal disse...

Noriega, boa tarde.

Tenho uma idéia formada a respeito do calendário brasileiro de futebol, que em anguns pontos difere do seu pensamento.

O primeiro ponto a se pensar são os campeonatos estaduais, no Brasil a dúvida é acabar ou não acabar com eles. Penso diferente, penso em alterar.

Acho que todos os times do Brasil devem ter um campeonato central a jogar o ano todo, hoje temos times que jogam apenas os estaduais, pois bem, o que fazem esses times depois de maio? Como disse, não que os estaduais devem acabar, mas sim se tornarem uma divisão de acesso ao Campeonato Brasileiro.

Para os clubes pequenos sobreviverem devemos acirrar as rivalidades regionais, os derbys. O maior acontecimento em Ribeirão Preto tem que ser o COMEFOGO e não um jogo contra um grande qualquer.

Como ao meu ver é ridículo que os grandes clubes do Brasil tenhão que pagar para astros como Neymar, Ronaldinho, Fred, Pato, Paulinho e tantos outros jogaram 5 meses do ano contra Tombense, Penapolense e outros.

Com 38 datas reservadas para o campeonato base (Brasileiro ou estaduais) os times poderiam fazer planejamentos anuais.

Esse é meu pensamento.