segunda-feira, março 28, 2011



15/02/1997


Você certamente conhece alguém cujo pai ou avô, ou até ele mesmo, afirma que estava no Maracanã em 16 de junho de 1950.

Tenho um amigo que afirma ter visto o primeiro treino de Pelé na Vila Belmiro e já vaticinou naquele dia que aquele moleque seria o Rei do Futebol.

E você, caro leitor, onde estava em 15 de fevereiro de 1997?

Eu estava em Araras, interior de São Paulo. Era um sábado calorento, abafado. Trabalhava em A Gazeta Esportiva e tinha sido escalado para o jogo União São João x São Paulo, pelo Paulistão.

Nada muito empolgante para aquele momento. O Tricolor paulista vivia um período de entressafra, de renovação, não conquistava títulos já fazia quatro anos, e via os rivais do estado ganhando taças.

O fato inusitado do jogo foi que um jovem goleiro do São Paulo, chamado Rogério, fez um bonito gol de falta na vitória são-paulina.

O fato foi digno de registro pelo inusitado. Goleiro fazendo gol de falta. Mas ninguém imaginava que naquela tarde abafada do verão ararense estávamos vendo a primeira página de uma das mais importantes histórias do futebol.

Passaram-se 14 anos. Rogério incorporou o Ceni e outros 99 gols ao currículo. E posso dizer meninos, eu vi, estava lá, quando tudo começou!

Fosse esse um país mais esportivo e menos clubista, de mais fãs de futebol e menos fanáticos por times, o feito seria muito mais reverenciado, como deve. Não que esteja sendo pouco, pelo contrário. Mas nesse aspecto precisamos ainda aprender muito com os americanos, que valorizam como ninguém esses momentos, em prol do negócio esporte, deixando de lado rivalidades infantis que só atrapalham a rivalidade saudável.

Falarei mais sobre Rogério em minha coluna de amahã, 28 de março, no Diário de S.Paulo, que reproduzirei nesse espaço.

5 comentários:

Luiz Boi disse...

Ironia do destino, eu estava no Morumbi assistindo Corinthians 2 x 2 Mogi Mirim.

Hauptmann Egon Albrecht disse...

Grande Noriega!!

Realmente o número de pessoas que presenciaram o Maracanazzo deve ser superior ao público registrado nas bilheterias do estádio, pois qualquer pessoa que tenha idade suficiente para ter presenciado o evento, afirmam que estavam presente no Maracanã.

Outro exemplo é o antológico gol de Pelé contra o Juventus, na Rua Javari.
Apesar de possuir capacidade de público limitada, todos nosssos tios e avos afirmam convictos que estavam assistindo o jogo na Moóca.
Sobre o Rogèrio Ceni, realmente é lamentável ver a reação da instituição Corinthians publicar em seu site oficial que o jogo foi uma "zebra", e tentarem menosprezar o feito alegando a contraditória contagem da FIFA.
Se fosse algum jogador estrangeiro, todos estariam exaltando.
O brasileiro precisa valorizar seus heróis, mesmo que ele(s) atuem no time adversário!
Abraços!

Gilson Bernardo disse...

Grande Noriega!!

Realmente o número de pessoas que presenciaram o Maracanazzo deve ser superior ao público registrado nas bilheterias do estádio, pois qualquer pessoa que tenha idade suficiente para ter presenciado o evento, afirmam que estavam presente no Maracanã.

Outro exemplo é o antológico gol de Pelé contra o Juventus, na Rua Javari.
Apesar de possuir capacidade de público limitada, todos nosssos tios e avos afirmam convictos que estavam assistindo o jogo na Moóca.
Sobre o Rogèrio Ceni, realmente é lamentável ver a reação da instituição Corinthians publicar em seu site oficial que o jogo foi uma "zebra", e tentarem menosprezar o feito alegando a contraditória contagem da FIFA.
Se fosse algum jogador estrangeiro, todos estariam exaltando.
O brasileiro precisa valorizar seus heróis, mesmo que ele(s) atuem no time adversário!
Abraços!

Antonio C R Colucci disse...

Salve o M1TO ROGER100!!!

Eu também estava em Araras e gritei para que ele batesse o penalty que resultou no segundo gol aquele dia.

Parabéns pelo POST!!

Abraço
Colucci
@antoniocolucci
http://toticolucci.blogspot.com

JannyHobson disse...

Parabéns ao Rogér100.
Eu lembro do gol 1000 do Rei. Ví pela tv.
Não me lembro de ter visto o 1º do Ceni.
Também lamento o fato que muitos tentam minimizar o grande feito do Rogér100, quando deveria ser o contrário.
Há de se ressaltar a maneira como ele próprio se comportou ao comemorar o gol e ao dar as entrevistas posteriores. Em nenhum momento desmereceu a equipe adversária e rival, em nenhum momento desmereceu o jovem goleiro que sofreu o gol. Isso sim, uma verdadeira lição de moral para uma parcela de pessoas que são capazes até de publicarem na sua página oficial, o desmerecimento do feito, exaltando a contagem da FIFA.
Uma pena...