terça-feira, setembro 30, 2008




A CAMISA E O REI





Já tinha entrevistado Pelé algumas vezes. Guardo até hoje um pedaço de papel no qual ele rabiscou como achava que deveria jogar a Seleção Brasileira no início dos anos 90, com autógrafo e tudo. Lembro com orgulho de um dia em que fui a um evento com meu pai, Luiz Noriega, e vi o Atleta do Século se aproximar dele, bater no peito do meu velho e perguntar se estava tudo certo. Vá lá que eles são amigos de longa data, mas era meu pai sendo saudado pelo Rei do Futebol.

Por essas e outras que a terça-feira 30 de setembro de 2008 será para sempre um dia especial para mim. Estive na inauguração do Museu do Futebol, no Pacaembu, em São Paulo. Participei da cerimônia de abertura, conduzida por Cléber Machado e com as presenças de Tino Marcos e Abel Neto. Fizemos uma espécie de transmissão para os convidados e coube a mim a honra de entrevistar Pelé, tendo como cenário a camisa que ele usou no primeiro tempo da final da Copa do Mundo de 1970. Esse autêntico tesouro foi dado a Zagallo por Pelé. A camisa rodou, rodou e foi doada ao Museu, em comodato, por um colecionador. Está lá, quase intacta, ainda impregnada pelos fluidos da genialidade do maior jogador de futebol de todos os tempos.

Pelé, com sua incrível simpatia e a aura de mito que o cerca, contou a história da camisa e em certo momento acariciou o vidro, como se acalentasse um filho. Desde o intervalo daquele jogo no estádio Azteca que o Rei não via aquele manto sagrado. Tive a oportunidade de presenciar esse momento que ficará para sempre na minha memória. Deixo com os amigos uma foto da camisa, que tirei antes da chegada de Pelé. Guardarei a fita do que fizemos como um autêntico tesouro e mostrarei para os meus filhos quando eles entenderem o que significa o nome Pelé.

5 comentários:

Rodrigo disse...

A unica coisa que o museu pecou foi no horário durante a semana, senão em engano a visitação termina as 18:00...
o negócio é ir de fim de semana mesmo, mas o Brasil merecia algo deste tipo, um grande abraço

Anônimo disse...

tai o gol...leivinha, de cabeça... ou esporte e cultura...

e esse seu pai?

marcelo c lopes

Nori disse...

Isso, Marcelo, é assim que ele narra os gols, o seu Luiz Noriega.
Abs

Álvaro disse...

Ah se todos soubessem valorizar nosso patrimônio histórico, natural, cultural e esportivo como estão fazendo agora com o Museu do Futebol.
E não digo isso me referindo somente ao Brasil e sim ao mundo inteiro...

Anônimo disse...

que bacana!!

tenho varios videos do palmeiras anos 60/70 em que o narrador foi ele.

ele e muito estiloso. legal!!

marcelo c lopes