terça-feira, setembro 18, 2007


KERLON: ARTE OU PROVOCAÇÃO?

O debate esquentou o futebol brasileiro nos últimos dias. Afinal, o tal do drible da foquinha do Kerlon, do Cruzeiro, é arte ou provocação?
Vi trechos do Bem, Amigos de ontem e o lateral Kléber, do Santos, entende como provocação. Alguns colegas do programa acham que é recurso, é drible, é arte. São pontos de vista diferentes. Parece fácil dizer que não é provocação sem estar dentro de campo, sentindo na pele e na cabeça os efeitos do que aquilo provoca. Particularmente, o drible em si, a bola na cabeça, a invasão da área, tudo me parece normal. Só aquela primeira matada de bola, o projeto de embaixadinha soa como provocação. Nada que justifique, no entando, a burrice do Coelho. O ideal, agora, de cabeça fria, parece tentar tirar a bola do Kerlon e seguir o jogo.
Aliás, sobre o Kerlon, que é apontado como grande promessa, até agora pouco se viu dele a não ser o tal drible da foca. Seria um novo Denílson? Tomara que não.
E vocês, o que acham? É drible, provocação? Kerlon é craque?

16 comentários:

Charles disse...

PARA QUEM FALA QUE O KERLON SÓ FAZ A FOCA QUANDO ESTÁ GANHANDO, LEIA ABAIXO:

"No empate por 1 a 1 com o Santos, no Mineirão, ano passado, ele fez a jogada em cima do Wendell: “E não estávamos ganhando”.

“Tenho 19 anos e desde os 10 faço todos os dias esta jogada. É um lance diferenciado, de que o futebol necessita, para ser espetáculo. Chega do trivial. Quem sabe tem de fazer. Em muitos jogos não será possível. É o que vou tentar ao longo da minha vida, perdendo ou ganhando, pois este é o recurso que tenho para superar de uma forma que encanta. Respeito os adversários e jamais será um ato de deboche. Apenas alguém tentando fazer o que Deus lhe deu para diferenciá-lo dos outros”.

Essa notícia está no Estado de Minas ( www.superesportes.com.br )

Orlando disse...

Noriega,

Apesar de santista não concordo com o Kléber. Todos o consideram um jogador de refinados recursos técnicos. Se é assim, ele que use desses recursos para "roubar" a bola do Kérlon, o que nem acho tão difícil assim. Basta um toque de ombro legal ou tentar alcançar a bola com a cabeça. O Coelho, por exemplo, é muito mais alto que o Kérlon. Poderia ter usado a cabeça (nos dois sentidos) e ganhar a jogada.

Humberto disse...

Noriega, é um absurdo essa polêmica, e reflete o estado de indigência intelectual dos tempos em que vivemos.
O futebol é arte, arte essa que foi praticada com genialidade por craques como Maradonna, Zidane e tantos outros.
De uns tempos para cá, os treinadores do mundo todo fizeram o péssimo serviço de transformar o jogo em marcação e truculência, enquanto que os marginais das arquibancadas transformaram o espetáculo em guerra.
Até mesmo a imprensa vive sua "era Dunga", pois alguns jornalistas vivem defendendo apenas os resultados. Até a eliminação para a França, muito comentarista defendia o estilo de jogo da seleção na copa de 2006.
Para toda essa gente, pobre de espírito, o Kerlon fez provocação, e devem achar o Coelho um redentor das humilhações. Para aqueles que gostam de arte, de espetáculo, de futebol bem jogado, foi um lindo lance proporcionado pelo habilidoso jogador.

Abraço.

gabrielgalvao disse...

Eu acho o drible da foca sensacional, mas realmente deve ser complicado pros jogadores em campo conseguirem não se exaltarem, mas o STJD tá aí pra isso.

Quanto ao Kerlon não ter aparecido ainda, eu acho que se deve muito as contusões que ele teve.
Vamos esperar que não seja um novo Denílson !!

Francisco disse...

Como disse o Arnaldo Cesar Coelho ontem no Bem, Amigos, basta parar na frente do Kerlon que será falta do atacante, pois esse baterá no defensor. Pronto, matou a jogada. Até agora não vi nada no garoto. Esse drible é diferenciado, mas quantas vezes através desse recurso surgiu algum gol do Cruzeiro?
Falar de fora é fácil, lá dentro no calor de um jogo, e principalmente clássico, é diferente.

Luiz Carlos - Manaus disse...

O drible do Kerlon para mim não é novidade. Assisti ao Djalma Santos fazer algo parecido nos tempos de Portuguesa e Palmeiras (anos 50 e 60), e éra um recurso que ele usava com certa frequência quando não tinha espaço por baixo para dar um passe ou seguimento ao lance. Quanto ao comentário do Leão (embora o mesmo seja meu conterraneo) só tenho a lamentar, pois ele esta apenas repetindo a mesma ladainha de quando o Valdivia fez uma jogada de efeito contra o Coringão. A reação de intolerância do Coelho e demais jogadores do Atletico tem que ser veementemente repudiada, e acredito até que o STJD dará punição apenas ao Coelho e torço para que ele não seja o bode expiatório e seja punido com uma pena desproporcional à falta para desinibir outros jogadores a este tipo de atitude.

Marcelo Rayel disse...

Caro Nori,

Nessas minhas andanças pelo mundo, morei quatro anos em Belo Horizonte. Aprendi o que é um Cruzeiro X Atlético/MG, na minha modesta opinião, o maior clássico do Brasil, de pôr no chinelo Fla-Flu, Palmeiras X Corinthians, Gre-Nal, entre outros...

Virar o jogo para 4X3, num clássico daquele, puxar a bola para a lateral e fazer foquinha é o mesmo que passar a mão no Maníaco do Parque ou ofender a mãe do Bin Laden...

Costuma dar problema...

Novamente, má interpretação do lateral esquerdo do Santos, Kléber. O que ele disse é que no mundo dos boleiros, não dos torcedores e jornalistas, existe um código de honra, onde quase todos, sem exceção, partem para uma ação mais expressiva diante de qualquer ameaça de deboche. Que é assim com ele, assim com quase qualquer jogador. Na opinião dele, é uma tremenda hipocrisia por parte do jogador de futebol dizer o contrário.

A jogada do Kerlon, além de tépida, expõe tanto ele quanto o adversário a contusões acima da linha de cintura. Num esporte como o futebol, contusões acima da linha de cintura podem expor os atletas ao risco de uma parada respiratória.

E de uma parada respiratória para uma parada cardíaca, uns 60 segundos...

Pode até ser bonito, mas imprudente...

Existe o mundo dos torcedores e jornalistas, e existe o mundo dos boleiros. No mundo dos torcedores e jornalistas, foquinha pode. No mundo dos boleiros, foquinha não pode.

Existe o mundo real e o mundo ideal. No mundo ideal, viva a foquinha! No mundo real, onde o respeito e amor ao próximo, ao direito de simplesmente ser, foram jogados na lata do lixo faz tempo, uma simples foquinha é uma declaração de guerra.

Eduardo Chileno disse...

Para mim é provocação sim, pois no calor do jogo fazer essa palhaçada é menosprezar o adversário. Só torço para que esse rapaz não tente fazer isso contra o Tricolor, pois aí o Miranda, Breno ou Alex Silva racham ele no meio. (rs)

Nori disse...

Marcelo, antes de mais nada, obrigado pela visita. Acho complicado crucificar o Kerlon e também o Coelho porque, no calor do jogo, se sai briga até em pelada de amigos, imagine valendo ponto e profissionalmente? Só acho que essa coisa do mundo dos boleiros é um pouco complicada. Nunca ouvi essa tese da boca de um Zico, de um Falcão, de um Rivellino. É só de jogador ruim ou jogador de médio pra bom ou bom. Os grandes craques não falam assim. Eu acho que a provocação nunca deve existir, mas também acho que não se deve dar muita bola (perdão pelo trocadilho) pra essa coisa de embaixadinha, com o pé ou com a cabeça. Claro que o ambiente tem muita influência e ninguém gosta de gozação, mas teoricamente o melhor remédio é tirar a bola do cara e fazer um gol no time dele, não acha? Mas repito: no calor de uma disputa, se sai briga até em pelada....
Abs

Bruno - SPFC disse...

Oi Noriega.

Acredito que não importe muito se o drible da foca é provocação ou recurso.

Se é provocação ou recurso não muda em nada o fato dele ter sido agredido. Nada justifica agressão. E nada justifica comentários absolutamente infelizes como o do Kléber e o de Luiz Alberto.

Rodrigo Borges disse...

É drible. E é tão sensacional que acaba, sim, humilhando o adversário. Mas e daí? Azar do humilhado, o moleque está fazendo a dele. Os outros que dêem um jeito de parar a jogada, sem a ignorância e a estupidez do Coelho.

Fábio disse...

Noriega.
Acho que esse assunto e simples.
Coelho agrediu Kerlon,porque se fosse falta não precisava ter saltado com o cotovelo no jogador.Deve ser punido por isso ,independente do Kérlon.
Já o Kérlon,se quiser continuar fazendo o drible,faça.É uma qualidade dele fazer,mas ele também sabe que os jogadores podem se irritar e acontecer o que aconteceu.Cabe ao tribunal puni-los.
Outra coisa,Nori,já li algumas pessoas perguntando aqui e no blog do Cereto.Pq que o Milton Leite(de quem sou fão como narrador e debatedor)não tem ido ao Arena mesmo sem narrar durante a semana.
Um abraço.

Blog do Menon disse...

para ser igual ao denílson, ele precisa disputar duas copas.

Anninha disse...

Nori,foi drible nao provocacao. O Kerlon nao e craque,e jovem ainda e tem que mostrar mais a que veio. So discordo do ponto levantado outro dia no excelente programa Arena Sportv conduzido tao bem pelo Cleber Machado,que so Garrincha e Pele poderiam fazer algum drible. Tive essa impressao num momento do debate.Se ele tem esse dom,pode faze-lo.So nao da pra compara-lo a Garrincha,Pele ou Zico mas que eu tenha visto,ninguem fez isso. Nao podem e inibir o garoto pq ai acaba com a plasticidade e espontameidade do futebol.Parabenize a todos do Arena por mim,inclusive o Cereto na producao.Os programas de terca e quarta foram os melhores ate aqui.Beijo grande,Anninha

Tiago disse...

Oi Nori,

Antes de tudo, parabéns pelo blog!

Tenho uma dica aqui interessante, que acho que vale a indicação pros outros leitores.

Tem um programinha que acessa resultados e narrações dos jogos e notícias sobre futebol ao vivo pelo CELULAR - e o melhor, é de graça!

A descrição do aplicativo e as instruções para download estão aqui:

www.jmobi.com.br/mfut.

Abraços.

Anônimo disse...

Sou atleticano e estive no estádio.. Parecesse q ninguém viu o lance anterior... Quando o Foquinha foi bater o escanteio ele nitidamente provoca a torcida do Atlético q estava na geral... é um estádio grande, porém ele inflamou muitos torcedores naquela faixa q revoltados começaram a xinga-lo... logo depois ele fez a tão falada jogada... pura provocação...

Plinio Max Palhares
Belo Horizonte MG