sexta-feira, fevereiro 25, 2011



A cara de pau

da Conmebol


Mais um episódio de violência registrado na Libertadores. Dessa vez, a emboscada sofrida pela delegação do Grêmio em Barranquilla. Fato corriqueiro que, diga-se, acontece também em território nacional. Ônibus de times argentinos já foram apedrejados em jogos no Pacaembu e no Morumbi, recentemente.

Na partida do Once Caldas contra o San Martín atiraram um objeto na direção do árbitro assistente Alejo Castany, que saiu ferido. Sabe o que aconteceu? Multa de 20 mil dólares. Parece que é só nisso que a Conmebol pensa, em multar e fazer caixa. É uma confederação ou um banco?

Cartão amarelo dá multa e não suspende. Há jogos em que para cobrar escanteio o jogador precisa ser protegido por escudos pela polícia, só não atiram uma bomba em campo porque não levam bombas ao estádio.

Quanta diferença da Uefa, que aplicou um gancho de quatro jogos no nervosinho Gattuso por causa dos pitis que ele teve no jogo contra o Tottenham.

Fica difícil acreditar em melhoras de condições técnicas e de estrutura numa competição da importância da Libertadores enquanto a postura da organizadora for essa. Alguns estádios são aprovados sem ter qualquer condição de receber a competição mais importante do futebol sul-americano. Até que aconteça uma tragédia, o que importa na entidade com sede no Paraguai é aplicar multas e ver o saldo bancário crescer.

Vergonhoso!

12 comentários:

Anônimo disse...

Eu acho que tudo isso faz parte da libertadores!

Essa historinha de que futebol tem que ser só A PAZ, é pra boi dormir!

Isso tudo da um clima de rivalidade, de que é legal jogar a libertadores, claro desde que nao passe do limite e matem alguem etc...

mas eu acho legal esse clima, alias, duas coisas estão acabando com o futebol: DINHEIRO e o POLITICAMENTE CORRETO!

sylramon disse...

Tudo bem que neste caso a questão envolve a segurança, o direito de ir e vir, o espírito esportivo. Mas, se pensarmos que no próprio Brasil não existe a mínima organização entre clubes, o menor respeito pelo torcedor, aí fica difícil exigir que lá fora tenhamos uma instituição digna a receber nossos atletas e jogos.

Alexandre Mondani disse...

Na verdade a America Latina como um todo é uma terra "sem lei". A lei que vale é a do dinheiro mesmo...como voce falou "é uma confederação ou um banco?" Quando acontecem coisas assim, devem suspender o mando de campo do clube. Isso força ao clube e a cidade que recebe a partida em pensar melhor sobre segurança e entretenimento. Ou o futebol não deveria ser uma diversão ??? abs . Alexandre Mondani - @alem_br

Eduardo disse...

Bom dia Nori!

Com certeza isso é proposital, não apenas para que eles possam encher o bolso, mas para manter o fraco nivel técnico da competição.
Acho que é a unica competição no mundo em cartões não suspendem, ou seja eles querem dar a chance para que os times mais fracos possam chegar mais longe através do pontapé e da força.Caso contrario a competição seria um Brasil x Argentina e com alguma surpresa do México e do Uruguai, ocasionalmente.
E essas coisas extra campo ai ja deram o que tinham que dar,aqui no Brasil quando começaram a interditar os estadios de uns 5 anos para cá, o torcedor praticamente parou de arremessar objetos no campo.
O problema tem solução, é que a Conmebol não quer resolver mesmo.

Raphael - SCS disse...

Concordo 100% Nori, é ridiculo oque se passa nessas competições, por isso o futebol sul-americo só serve como exportador para a Europa, agora me responde, como podemos sonhar um dia que um time daqui tera grandes estelas como um Real Madri, ou Barcelona, Manchester... Você acha que algum dos atletas mais importantes do mundo, mesmo que seja pra ganhar o triplo do que ganhariam na Europa se submeteriam a um estado como esse?

Siga-me no Twitter: @_Tiras

JBJunior SFC disse...

São todos farinha do mesmo saco.
Pilitica apenas.
E o da CBF parece não ter força nenhuma na Conmebol!

Eu nem esquento mais com essas coisas.

Edgard Franco disse...

Concordo com o texto, mas nao gostei do titulo. Nao acho que seja cara de pau, e sim "miopia" empresarial mesmo. Essa violencia eh tolerada com orgulho pelos cabra-machos. Eles nem imaginam quanta grana estao perdendo por causa disso.

Ricardo disse...

Assunto off-topic, mas gostaria que você escrevesse sobre a disputa clube dos 13/ clubes dissidentes/ CBF. Não sei se o assunto é do seu interesse, mas seria legal saber sua opinião sobre o assunto

Nori disse...

Prezado Ricardo, a empresa em que trabalho está envolvida no processo de disputa pelos direitos, não tenho graduação para me envolver nisso e tampouco tenho conhecimento sobre o tema. É uma área de negócios da qual eu não faço parte. Abs

Gilson Gustavo disse...

Pois é Noriega, é uma pena que a quase totalidade do jornalistas que trabalham no Globo/Sportv não esteja falando nada sobre a crise do Clube dos 13 que tem o dedo direto da Globo. No entanto, eu compreendo perfeitamente vocês. O poder da empresa para qual você e outros trabalham inibe que vocês opinem livremente. Nesse caso, o silêncio é melhor do que a defesa gratuita ou forçada da Globo.

Força e continue com o bom trabalho, mesmo quando ele é limitado por interesses maiores.

Anônimo disse...

A Conmebol já deve saber que a parte mais sensível da humanidade é o bolso ... A segurança deve ficar em segundo plano, pelo menos até se ter um caso mais grave. Obrigado pela informação de que a entidade aboliu cartões amarelos, não estava sabendo! É a primeira vez que visito seu blog, mas já tenho uma sugestão: mudar a cor do fundo de tela; essa cansa demais a visão, que, sabidamente cobra 25% (vintge e cinco por cento) da energia corpórea.

Juarez Belém
Torcedor do VASCO DA GAMA - RJ
Mossoró - RN
@juarezb65

Nori disse...

Gilson, nunca fui proibido de falar sobre nenhum assunto na emissora em que trabalho. Sobre esse caso, não tenho conhecimento sobre o tema de maneira suficiente para que possa opinar, e qualquer coisa que eu diga será vítima de preconceito por parte de quem ouvir minha opinião. Não sou hipócrita ao ponto de alguns que trabalham em empresas que têm monopólios esportivos em muitos países e só criticam o que ocorre aqui, ignorando o poder da própria empresa nos EUA, por exemplo. Abs