sexta-feira, janeiro 19, 2007

E O VALDÍVIA?


Essa é a pergunta que muitos palmeirenses fazem atualmente. O chileno Valdívia, que chegou ostentando o apelido de Mago, o que esperar dele no Verdão? Ontem mesmo, na saída do Palestra Itália, muitos palmeirenses me fizeram essa pergunta.
Acho Valdívia muito talentoso. Mais do que a média. Ele tem algo que está em falta no futebol mundial: gosta de tratar bem a bola, se preocupa não apenas em jogar bem, mas em fazer bonito. Isso é bom e também ruim. Bom porque espetáculo e belas jogadas são sempre bem recebidos. Ruim porque em alguns meses de futebol brasileiro, Valdívia pode ficar marcado como um atleta pouco objetivo.
Vejo a questão da seguinte maneira: Valdívia ainda não se adaptou ao ritmo do futebol que se joga no Brasil. Aqui a marcação e a qualidade técnica e física de quem marca são muito superiores ao que ele estava acostumado a enfrentar no Chile. É mais ou menos como se o Vadívia estivesse dirigindo a 80 por hora numa estrada em que a velocidade máxima permitida é de 120. Todo mundo passa por ele e reclama. Contra o Paulista, poderia ter feito dois gols e saído consagrado se fosse mais objetivo e simples.
Acredito que com mais algum tempo e a orientação do Caio Jr (um excelente profissional, sério, moderno e dedicado) Valdívia fará em um segundo e com um toque o que ele ainda demora dois, três segundos e alguns toques pra fazer. Por que está evidente que ele sabe fazê-lo.

E O SÃO PAULO SEM O MINEIRO?

Outra pergunta que está na moda. Não vi a boa vitória tricolor sobre o Sertãozinho, então fica difícil falar sobre o jogo. Em linhas gerais, claro que o Mineiro faz falta. Considero o calado volante um craque em sua posição. A questão que o ótimo Muricy Ramalho precisa analisar é um pouco a história do cobertor curto. Recuando o Souza, ele pode formar uma boa dupla de volantes, mas quem será o meia criativo e ousado que o Souza foi em 2006? Com mais alguns jogos veremos o que vai ser feito pelo Muricy. Apesar disso, o São Paulo mostrou força e talento na estréia.

SELVAGERIA E CIVILIDADE NO SUL

Dois exemplos nos chegam do espetacular Sul brasileiro. Um deplorável, o da intolerância e da selvageria de torcedores gremistas que agrediram o ex-presidente e o presidente do Inter. Outro, de civilidade e cavalheirismo, parte da direção do Grêmio, que repudiou a atitude dos vândalos e promete expulsá-los do clube se forem sócios. Assim é que se faz. A dupla Gre-Nal é do Brasil, do mundo, e é muito grande para ficar reduzida a atitudes deploráveis de alguns idiotas.

2 comentários:

Rodrigo Borges disse...

Eu espero que a torcida do Palmeiras tenha paciência com o Valdívia. Me parece exatamente o que vc falou, ele ainda não se acostumou com a rapidez do futebol brasileiro. Que a torcida espere. E que a diretoria não se deixe levar por eventuais vaias ao cara.

Fernando Galvão disse...

Acho que depois da exibição de ontem, pintou o campeão!!!