sexta-feira, julho 05, 2013

Discoteca do Nori

Invisible Touch




Viúvas do progressivo, profetas de Peter Gabriel, me desculpem. Sou fanático pelo Genesis sempre, mas se eu tiver que escolher um disco da banda para levar dessa para a melhor, no fotochart, fico com Invisible Touch, tentando levar escondido o A Trick of The Tail.

Invisible Touch é o disco que os radicais fãs do Genesis da era Gabriel gostariam de queimar em praça pública.

Para mim foi a trilha sonora de um período divertidíssimo e feliz da minha vida, os meados dos anos 80. Das baladas no Piso 2 em Indaiatuba. Das madrugadas sob as estrelas escutando Tonight x 3. De acalmar depois da noitada ao som de In Too Deep.

Invisible Touch é o disco mais pop do Genesis, mas e daí?

 É pop bem escrito, bem tocado, bem produzido.

Lembro que entrei na fila na velha Hi-Fi Discos para comprar a bolacha. Tinha espera de 15 dias de tanto que vendia.

Nada nesse álbum anula as qualidades que o Genesis mostrou com Gabriel, com Collins e Hackett e como trio.

Só potencializa.

Sou tão fã desse disco que não gostei da remasterização feita por Nick Davis recentemente. Ele alterou o som da bateria eletrônica utilizada em muitas canções, alterou alguns timbres de teclado e tirou a caracterização de algumas músicas. Foram compostas naquele período, daquele jeito, deveriam ter permanecido como foram gravadas.

A faixa-título gruda à primeira audição, tem um riff de guitarra simples e direto, com o qual todo compositor pop sonharia. Throwing It All Away é uma gema pop indiscutível, subestimada como canção. In Too Deep idem. Land Of Confusion é um rockaço.

Enfim, tem de tudo que um bom disco pop pede.

Um crítico da extinta revista Bizz escreveu àquela época uma síntese perfeita do disco: pop competente, desavergonhado e musculoso.

Assino embaixo.

Um comentário:

Edson Augusto Pinto disse...

Nori, o primeiro disco do Genesis que ouvi foi Foxtrot, do início da década de 70; rock progressivo de primeiríssima, com PG arrebentando nos vocais,porém a era de PC nos vocais também é sensacional, um som mais pop mas com a qualidade de sempre! Grande abraço!