quinta-feira, agosto 10, 2006

O MELHOR FUTEBOL DO MUNDO



Não é o da Itália, como pode fazer pensar a Copa do Mundo. Longe disso. O melhor futebol do mundo ainda é e, provavelmente, sempre será, o brasileiro. Mas não aquele futebol brasileiro de novo-rico da Copa, aquele futebol com ar de enfado, pose de celebridade e espírito de baladeiro.
O melhor futebol do mundo é o que se joga aqui no Brasil, ainda que vira e mexe a grana que ergue e destrói coisas belas leve pra longe a fina flor (e muitas vezes nem tanto, vide o Jonatas) da nossa bola.
O futebol que se praticou no Campeonato Brasileiro pós-Copa do Mundo supera, em muito, a qualidade técnica e a intensidade dramática do Mundial da Alemanha. Por aqui temos um surpreendente Paraná, um renovado Palmeiras, um competitivo Santos e os enormes São Paulo e Internacional.
Aliás, os finalistas da Libertadores deram uma aula na noite de 9 de agosto. Um dos grandes jogos dos últimos tempos, mostrando que times bem armados, bem treinados e concentrados não se abatem com expulsões e continuam jogando bom futebol.
Uma pitada de organização, estádios melhores e não haveira competição. Se deixarmos de fora alguns poucos jogos da Europa, um Barça x Real, um Milan x Juve ou uma final de Liga dos Campeões, não troco um Paraná x Juventude, por exemplo, por nada que venha da Europa. E não vale citar time grande euopeu, porque aí tem um monte de brasileiros e argentinos em campo.
A bola que rola por aqui é inesgotável.

3 comentários:

Ademar, o cara! disse...

Olá.

Você tem razão.

Mas muito disso é da tradição dos clubes. Cada um dos grandes clubes brasileiros é, ou será em breve, centenário. É muita história, tradição, torcida, mística para serem comparados aos times médios da Europa. Nós entendemos o que é um Cruzeiro X Palmeiras, um Vasco X Grêmio &c.

A maioria dos jogos dos campeonatos internacionais não nos dizem nada, dizem menos que pelada da várzea. Pode discordar de mim, mas cultura e tradição são fundamentais para o futebol, são adubos para futebol. O maior exemplo disso é popularidade zero do futebol nos EUA. Lá os times de basquete, futebol americano, baseball (tirando os Yankees) não dizem nada, não significam nada, são puramente marcas, logotipos, slogans. Só com marcas e dinheiro não se lota um estádio de futebol, nem se faz um grande jogo (vide S. Caetano agora e Bragantino antes), fica faltando um certo atrito de culturas futebolísticas, místicas da camisa e esses clichês que só viraram clichês porque era verdades.

Eu consigo imaginar um Chelsea X Juve chato, mas não consigo nem imaginar um jogo de Libertadores entre um brasileiro e um argentino que não seja bom - ou dois brasileiros e dois argentinos, aliás você viu o primeiro Newell's e Velez pela Libertadores? Nenhum jogo da copa chegou perto!

Concordo com você. Não perdemos muita coisa em termos de espetáculo futebolístico com o que temos por aqui, por mais que a nata vá embora.

Um abraço.

Edu Cesar disse...

Ainda bem que não penso sozinho quando prefiro mais os jogos nacionais aos estrangeiros, Noriega!

Ricardo Freiesleben disse...

Nori,

Tudo bem?

Gostaria de perguntar se tem como você dar uma força pro blog do nosso programa semanal de futebol e relacionar nos seus indicados. Vou indicar o seu no nosso também. Gosto muito do seu trabalho e é visível que cada vez mais ganha espaço na Sportv. Parabéns, você merece!